<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618</id><updated>2011-12-15T02:38:49.846Z</updated><title type='text'>A falar (Português) é que a gente se entende...</title><subtitle type='html'>Incrementar o uso da Língua Portuguesa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>86</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-114859858877878205</id><published>2006-05-26T00:09:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:49.984Z</updated><title type='text'>NOVO ENDEREÇO</title><content type='html'>De modo a facilitar a gestão dos temas que venho desenvolvendo nos blogs espalhados por vários servidores, criei um espaço próprio, Grupo Paralaxe, em http://grupo-paralaxe.net/Joomla , onde foi incluído o presente A Falar Português...

Com esta remodulação espero contribuir mais eficazmente para o alargamento e coesão da Comunidade de Língua Portuguesa, sempre sob o lema «transire benefaciendo», e na senda da construção de uma Consciência Lusófona.

Antecipo os meus agradecimentos por uma visita ao &lt;a href="http://grupo-paralaxe.net/Joomla/"&gt;Grupo Paralaxe&lt;/a&gt;, e também por quaisquer ajudas que possam e desejem dar para a continuação do projecto.

Bem Hajam
Paralaxe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-114859858877878205?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/114859858877878205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=114859858877878205' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/114859858877878205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/114859858877878205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/05/novo-endereo.html' title='NOVO ENDEREÇO'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-114047819423539925</id><published>2006-02-20T23:29:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.909Z</updated><title type='text'>XII Encontro Internacional do Centro de Estudos Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
Nos dias 30 e 31 de Maio de 2006, acontece o XII Encontro Cultural dos Pa&amp;iacute;ses de L&amp;iacute;ngua Portuguesa, promovido pelo Centro de Estudos Fernando Pessoa, em colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a Delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Coimbra da Universidade Aberta. 

Escritores e especialistas de oito pa&amp;iacute;ses de l&amp;iacute;ngua portuguesa foram convidados para estudo e debate sobre A presen&amp;ccedil;a da L&amp;iacute;ngua Portuguesa no Mundo; As Literaturas em Portugu&amp;ecirc;s; Hist&amp;oacute;ria e Artes; Di&amp;aacute;spora; Estudos Pessoanos e Cultura Regional. Al&amp;eacute;m disso, acontece ainda uma mesa-redonda sobre &amp;#8220;Vida e Obra de Fernando Pessoa&amp;#8221; com depoimentos de conhecidos estudiosos, que responder&amp;atilde;o &amp;agrave;s perguntas dos presentes. Ser&amp;aacute; promovido tamb&amp;eacute;m exposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de livros, tardes de aut&amp;oacute;grafos dos escritores participantes, recitais de poesia e proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o de v&amp;iacute;deos.

O encontro acontece na Delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Universidade Aberta : Rua Alexandre Herculano n&amp;ordm;. 52 &amp;#8211; em Coimbra. Este ser&amp;aacute; o quarto encontro promovido em Portugal, onde j&amp;aacute; se realizaram em Arganil e Lisboa por duas vezes. No Brasil j&amp;aacute; foram promovidos oito: em S&amp;atilde;o Paulo, Recife, Fortaleza, Curitiba e Rio de Janeiro, por iniciativa do Centro Fernando Pessoa e sempre com o apoio de Universidades e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es culturais.

O XII Encontro ser&amp;aacute; coordenado pelo Prof. Dr. Dion&amp;iacute;sio Vila Maior, diretor da Delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Coimbra da Universidade Aberta, e no Brasil pelo Prof. Jo&amp;atilde;o Alves das Neves, Presidente do Centro de Estudos Fernando Pessoa.

In : &lt;a href="http://www.mundolusiada.com.br/cultura_ml_12.htm"&gt;Jornal Mundo Lus&amp;iacute;ada&lt;/a&gt;

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Posso acrescentar que, al&amp;eacute;m de Manuela Nogueira e Miguel Rosa, sobrinhos do Poeta, e de Jo&amp;atilde;o Alves das Neves, Presidente do Centro de Estudos Fernando Pessoa - S&amp;atilde;o Paulo / Brasil, estar&amp;atilde;o presentes, entre outros :

Dion&amp;iacute;sio Vila Maior - Director da Delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Coimbra da U.A.
Micla Petrelli - da Universidade Bolonha / It&amp;aacute;lia 
Afr&amp;acirc;nio Duarte - Academia Mineira de Letras, Belo Horizonte / Brasil
Vasco dos Santos - Escritor e Advogado

O Dr. Vasco dos Santos ir&amp;aacute; dissertar sobre o tema "Jo&amp;atilde;o Ramalho, o &lt;i&gt;pai&lt;/i&gt; dos Mamelucos", tema que domina em profundidade, sobre o qual escreveu  "Jo&amp;atilde;o Ramalho - Mem&amp;oacute;rias Dum Povoador" e o romance de cunho hist&amp;oacute;rico "O Mameluco", &lt;i&gt;"onde se revive o come&amp;ccedil;o da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da nacionalidade brasileira, a miscigena&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o homem-novo, as entradas e bandeiras, a nova etnia resultante da mistura e, em &amp;uacute;ltima an&amp;aacute;lise, a reflex&amp;atilde;o para que tende o assombro do mundo moderno, contemplando esta mistura inconteste de ra&amp;ccedil;as nos tr&amp;oacute;picos"&lt;/i&gt;, tal como &amp;eacute; descrito no folheto da CVS EDITORES, editora brasileira a que o autor est&amp;aacute; ligado.

Sobre "O Mameluco", escreveu Aristides Theodoro, seu amigo e companheiro nas artes liter&amp;aacute;rias:

"""
&lt;i&gt;Mais uma vez, o escritor Vasco dos Santos, estendeu-me os originais do seu novo livro, "O Mameluco", para que eu deitasse-lhe algumas palavrinhas, &amp;agrave; guisa de orelhas.
O que vou dizer de novo sobre Vasco dos Santos, depois de haver escrito sobre quatro livros de sua autoria? Que Vasco &amp;eacute; um escritor prof&amp;iacute;cuo, de estilo personal&amp;iacute;ssimo, muito apegado &amp;agrave; hist&amp;oacute;ria do portugu&amp;ecirc;s colonizador? Ora pois, pois. Isto todo mundo j&amp;aacute; anda careca de saber. Ent&amp;atilde;o vamos falar sobre o personagem criado por Vasco dos Santos, o Mameluco, tamb&amp;eacute;m chamado de "novo homem". "Um homem e uma mulher, unem-se para dar uma ra&amp;ccedil;a ao mundo". Mais adiante, o novelista, no seu estilo candente, coloca na boca de um dos seus personagens o seguinte: "Bem, se o av&amp;ocirc; &amp;eacute; portugu&amp;ecirc;s e branco, casou com a av&amp;oacute; que &amp;eacute; &amp;iacute;ndia e filha do Cacique, e logo nascemos mamelucos por causa disso mesmo, haveremos de ter orgulho da tal mistura e proced&amp;ecirc;ncia". Eis a&amp;iacute;, o homem novo, criado pelo portugu&amp;ecirc;s colonizador, uma esp&amp;eacute;cie de sal da nova terra, t&amp;atilde;o bem adaptado ao meio.
Sobre este homem novo, do qual nos fala Vasco dos Santos, v&amp;aacute;rios cient&amp;iacute;stas, antrop&amp;oacute;logos, etn&amp;oacute;logos e soci&amp;oacute;logos j&amp;aacute; se debru&amp;ccedil;aram. Uns, como o paulista Eduardo Prado e o fluminense Francisco de Oliveira Viana, contra, atribuindo-lhe todas as desgra&amp;ccedil;as, v&amp;iacute;cios e males do Brasil;  e outros, caso de Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro, debitaram-lhe boa parte do vi&amp;ccedil;o e gra&amp;ccedil;a destes rinc&amp;otilde;es.
Vasco dos Santos se alinha ao lado dos &amp;uacute;ltimos e chega a preconizar bons momentos para esta terra que no passado chamou-se Terra de Vera Cruz, de Santa Cruz e finalmente Brasil, devido a este novo homem, com o sangue vigoroso das tr&amp;ecirc;s ra&amp;ccedil;as borbulhando em todas as longitudes e latitudes deste ch&amp;atilde;o.
O historiador ga&amp;uacute;cho Luiz Ant&amp;oacute;nio Alves, no seu "A Grande Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o", professorou, num esfor&amp;ccedil;o, explicando o povo brasileiro: "V&amp;aacute;rios autores consagrados como Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre e Jos&amp;eacute; Verdasca, trataram do tema relacionado &amp;agrave; missigena&amp;ccedil;&amp;atilde;o, concluindo em suas obras, que a nossa matriz &amp;eacute;tnica &amp;eacute; o resultado da combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre portugueses, &amp;iacute;ndios e negros".
Este "O Mameluco", de Vasco dos Santos, &amp;eacute; um livro que, uma vez lido com aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, levar&amp;aacute; o leitor a pensar com seriedade sobre si mesmo e o seu lugar na hist&amp;oacute;ria dessa  grande na&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que ainda estamos a construir. De maneira que, segundo Vasco dos Santos, somos todos mamelucos, ou melhor, missigenados, isso independente da cor da epiderme, em busca de dias melhores para todos, como um s&amp;oacute; homem novo, numa terra nova. &lt;/i&gt; 
"""
 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-114047819423539925?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/114047819423539925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=114047819423539925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/114047819423539925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/114047819423539925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/02/xii-encontro-internacional-do-centro.html' title='XII Encontro Internacional do Centro de Estudos Fernando Pessoa'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-114035389659700850</id><published>2006-02-19T12:58:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.842Z</updated><title type='text'>Quero falar, ler, ouvir e escrever português</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
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Entre os factores que mais p&amp;otilde;em em risco o futuro de Portugal como na&amp;ccedil;&amp;atilde;o distinta e milen&amp;aacute;ria, destaca-se o desprezo que os governantes dedicam &amp;agrave; l&amp;iacute;ngua portuguesa. E n&amp;atilde;o s&amp;oacute;. Os maus tratos &amp;agrave; L&amp;iacute;ngua come&amp;ccedil;am na escola do ensino b&amp;aacute;sico. Continuam no ensino secund&amp;aacute;rio e prolongam-se no ensino superior. Os programas s&amp;atilde;o deficientes. Muitos professores n&amp;atilde;o se empenham. Os alunos n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o estimulados para a aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e uso correcto do idioma nacional. N&amp;atilde;o se incentivam os estudantes a lerem persistentemente as boas obras da literatura portuguesa e a faz&amp;ecirc;-lo, sempre, na companhia do dicion&amp;aacute;rio. Seguramente que a leitura dos cl&amp;aacute;ssicos &amp;eacute; a melhor forma de aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vocabul&amp;aacute;rio, de apreens&amp;atilde;o da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o gramatical e de aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sentido estrutural do pensamento  aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o melhor conseguida se acompanhada pelos estudos da filosofia e da matem&amp;aacute;tica.
Nos estabelecimentos escolares, nos jornais, nas r&amp;aacute;dios, nas televis&amp;otilde;es, nos di&amp;aacute;logos dos cidad&amp;atilde;os, instalou-se o h&amp;aacute;bito de tudo facilitar sincronizado com o rep&amp;uacute;dio dum m&amp;iacute;nimo grau de exig&amp;ecirc;ncia e de rigor. H&amp;aacute; por a&amp;iacute; instalado um desarranjo intelectual que comporta a tara da condescend&amp;ecirc;ncia absurda pelas asneiras gramaticais; a t&amp;aacute;cita aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos erros ortogr&amp;aacute;ficos; a mania da exalta&amp;ccedil;&amp;atilde;o (ao que cheg&amp;aacute;mos!) da praga dos voc&amp;aacute;bulos sincopados introduzida pelo uso dos telem&amp;oacute;veis; o uso desenfreado da aberra&amp;ccedil;&amp;atilde;o lingu&amp;iacute;stica representada pelos neologismos e estrangeirismos; a petul&amp;acirc;ncia idiota de certa gente em misturar termos estrangeiros (sobretudo, ingleses) nos t&amp;iacute;tulos, nos textos publicados e nas falas; a descabida e insensata utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das denomina&amp;ccedil;&amp;otilde;es inglesas das empresas, dos produtos e dos equipamentos.
Se a tudo isto juntarmos a in&amp;eacute;rcia dos governantes que, falando mal e escrevendo pior, nada fazem no sentido de incrementar o bom uso da L&amp;iacute;ngua e de dar forte impulso &amp;agrave; sua expans&amp;atilde;o nos pa&amp;iacute;ses lus&amp;oacute;fonos e pelo Mundo, fica definida uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que bem podemos classificar de descalabro total.
Certamente que fere a sensibilidade de qualquer portugu&amp;ecirc;s apegado aos valores p&amp;aacute;trios ver, por exemplo, a palavra Welcome impressa nos tapetes (de fabrico portugu&amp;ecirc;s) das entradas das habita&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Arrepia ouvir um ministro afirmar que os portugueses "hadem" fazer. D&amp;aacute; para entristecer e desalentar ouvir um professor universit&amp;aacute;rio, mestre de Direito, ex-chefe de partido e comentador celeb&amp;eacute;rrimo de televis&amp;atilde;o, repetir a todos os instantes: "&amp;uacute;ltima da hora". Torna-se insuport&amp;aacute;vel escutar as banais interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es, em mau portugu&amp;ecirc;s, de ministros e de outras figuras p&amp;uacute;blicas recheadas de termos ingleses e franceses. Chega a ser ultrajante ver e ouvir o presidente da Rep&amp;uacute;blica, Dr. Jorge Sampaio, em Portugal, a pronunciar discursos em ingl&amp;ecirc;s. Ainda recentemente tal aconteceu no pal&amp;aacute;cio de Bel&amp;eacute;m no acto de condecora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Bill Gates.
Entretanto, desencadeiam-se programas e ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es de aprendizagem do ingl&amp;ecirc;s nas escolas de todos os graus de ensino. Simultaneamente, o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o toma a iniciativa de arredar os estudos da l&amp;iacute;ngua e literatura portuguesas dalguns escal&amp;otilde;es dos curr&amp;iacute;culos escolares. Pior, ainda, faz-se de forma idiota e subserviente a apologia da l&amp;iacute;ngua inglesa ao ponto de a consagrar como op&amp;ccedil;&amp;atilde;o priorit&amp;aacute;ria abrangente dos diferentes n&amp;iacute;veis escolares. A evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da inform&amp;aacute;tica serve de pretexto. Mas, aqui, &amp;eacute; preciso dizer que se perderam oportunidades e se descurou a import&amp;acirc;ncia do Portugu&amp;ecirc;s como linguagem de programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de computadores. Nem sequer houve a lucidez de atender &amp;agrave; circunst&amp;acirc;ncia de a nossa l&amp;iacute;ngua ser falada por aproximadamente duzentos e cinco milh&amp;otilde;es de indiv&amp;iacute;duos. T&amp;atilde;o-pouco existiu o cuidado de atender ao previs&amp;iacute;vel aproveitamento de um t&amp;atilde;o vasto mercado internacional certamente induzido pelo uso do portugu&amp;ecirc;s &amp;agrave; escala planet&amp;aacute;ria. 
Por este caminho de apatia, de desleixo, de desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da L&amp;iacute;ngua e de abastardamento do orgulho nacional, n&amp;atilde;o tardar&amp;aacute; muito que percamos a nossa aut&amp;ecirc;ntica identidade de portugueses. Depreende-se das interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es da classe pol&amp;iacute;tica que est&amp;aacute; tra&amp;ccedil;ada (melhor dizendo: decretada) a preponder&amp;acirc;ncia do Ingl&amp;ecirc;s na sociedade portuguesa. Logo, o Portugu&amp;ecirc;s tender&amp;aacute; a tornar-se uma l&amp;iacute;ngua de segunda escolha ou um adulterado dialecto regional. 
Pressinto que, nessa altura, ningu&amp;eacute;m me entender&amp;aacute; quando falar ou escrever Portugu&amp;ecirc;s. Para j&amp;aacute;, em plena degeneresc&amp;ecirc;ncia. 
A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; preocupante.
........&lt;/div&gt;
Brasilino Godinho
Mensagem enviada para portugalclub [a] cardigos.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-114035389659700850?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/114035389659700850/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=114035389659700850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/114035389659700850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/114035389659700850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/02/quero-falar-ler-ouvir-e-escrever.html' title='Quero falar, ler, ouvir e escrever portugu&amp;ecirc;s'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-114023228844908337</id><published>2006-02-18T03:11:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.777Z</updated><title type='text'>Ensino do Português em Damão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alunos do 8.&amp;ordm; e 9.&amp;ordm; anos de portugu&amp;ecirc;s em plena actua&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

Em Dam&amp;atilde;o desenvolvem-se esfor&amp;ccedil;os para n&amp;atilde;o s&amp;oacute; consolidar o ensino do Portugu&amp;ecirc;s como alarg&amp;aacute;-lo, registando-se ali&amp;aacute;s, um aumento do n&amp;uacute;mero de alunos.
A partir de agora os docentes daquela regi&amp;atilde;o indiana v&amp;atilde;o passar a dispor de um conjunto de meios essenciais para melhor leccionarem, nomeadamente livros did&amp;aacute;cticos e gram&amp;aacute;ticas, para al&amp;eacute;m de material inform&amp;aacute;tico de apoio. Um conjunto de materiais em tudo id&amp;ecirc;ntico ao utilizado em Goa, no curso b&amp;aacute;sico.
O ensino do Portugu&amp;ecirc;s em Dam&amp;atilde;o tem sido assegurado pelo Instituto de Nossa Senhora de F&amp;aacute;tima que passar&amp;aacute; a estar ligado &amp;agrave; Internet e deste modo consultar o s&amp;iacute;tio do Instituto Cam&amp;otilde;es e ter acesso ao Centro Virtual, possibilitando diversas hip&amp;oacute;teses de trabalho e informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es at&amp;eacute; para uso dos docentes.
O IC atribuiu uma verba aquele instituto para a aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais destinado &amp;agrave;s salas de aula de Portugu&amp;ecirc;s.
A institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o damanense fez um balan&amp;ccedil;o muito positivo do ensino do Portugu&amp;ecirc;s, real&amp;ccedil;ando "o car&amp;aacute;cter multicultural" da iniciativa que foi "muito bem aceite pela popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e com uma procura apreci&amp;aacute;vel pelos alunos".
Para al&amp;eacute;m do Instituto de Nossa Senhora de F&amp;aacute;tima, outras institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es ministram o ensino do portugu&amp;ecirc;s, designadamente a Escola Paroquial de Portugu&amp;ecirc;s Nossa Senhora dos Rem&amp;eacute;dios e a Govermental High School.
O ensino da l&amp;iacute;ngua portuguesa foi entretanto, recentemente, iniciado na Governamental High Scholl.
Entretanto foram j&amp;aacute; garantidas duas bolsas de estudos para dois jovens indianos virem estudar para Portugal, com o objectivo de posteriormente leccionarem em Dam&amp;atilde;o.&lt;/div&gt;

In:  &lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/encarte/encarte38l.htm"&gt;Instituto Cam&amp;otilde;es&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-114023228844908337?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/114023228844908337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=114023228844908337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/114023228844908337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/114023228844908337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/02/ensino-do-portuguo.html' title='Ensino do Portugu&amp;ecirc;s em Dam&amp;atilde;o'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113994255523252411</id><published>2006-02-14T18:42:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.707Z</updated><title type='text'>Metamos a língua nos textos...</title><content type='html'>Amigo Lucas Monteiro, 

Obrigado por ter expressado a sua opini&amp;atilde;o (em bom portugu&amp;ecirc;s...). 

&lt;div align="justify"&gt;O t&amp;iacute;tulo do blog "A Falar (Portugu&amp;ecirc;s...) &amp;Eacute; Que A Gente Se Entende" n&amp;atilde;o faz diferen&amp;ccedil;a entre o portugu&amp;ecirc;s de Portugal e o portugu&amp;ecirc;s do Brasil; e tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o faz diferen&amp;ccedil;a entre estas duas variantes e as variantes de todos os outros falantes da l&amp;iacute;ngua pelo mundo fora, quer eles fa&amp;ccedil;am ou n&amp;atilde;o parte da Comunidade De L&amp;iacute;ngua Portuguesa. 
Como deve saber, a l&amp;iacute;ngua portuguesa nasceu na Galiza, um estado espanhol no qual a esmagadora maioria do povo pretende que fala (e quer falar...) a l&amp;iacute;ngua portuguesa; sentem-se amorda&amp;ccedil;ados pelas imposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es espanholas que os querem obrigar a falar castelhano ou, em alternativa, uma esp&amp;eacute;cie de portunhol, do qual eles t&amp;ecirc;m asco e renegam di&amp;agrave;riamente. 
Como deve saber, os timorenses liam e estudavam portugu&amp;ecirc;s &amp;agrave;s escondidas e &amp;agrave; luz da vela, para que n&amp;atilde;o fossem descobertos pelos ocupantes indon&amp;eacute;sios, que viam ali uma for&amp;ccedil;a tremenda a dificultar-lhes os des&amp;iacute;gnios de uma unidade que eles queriam, por for&amp;ccedil;a, implantar. 
Eu, como portugu&amp;ecirc;s que sou, tenho muito orgulho em que a l&amp;iacute;ngua da minha p&amp;aacute;tria se tenha difundido a ponto de ser hoje falada por mais de 250 milh&amp;otilde;es de pessoas em todos os cantos do mundo, incluindo terras e gentes das mais inusitadas. 
Os galegos insistem em falar portugu&amp;ecirc;s, pois reconhecem na sua terra a m&amp;atilde;e desta nobre e bela l&amp;iacute;ngua, desta Flor do L&amp;aacute;cio, desta l&amp;iacute;ngua que tem dado extraordin&amp;aacute;rias p&amp;aacute;ginas da literatura mundial, como as escritas por Cam&amp;otilde;es, Jorge Amado, Saramago, Pepetela, Agostinho da Silva, Fernando Pessoa, entre muitos outros que, pelo seu grande n&amp;uacute;mero seria fastidioso enumerar, embora fosse um fastio de grande nobreza. 
Embora hajam discordantes, tenho a certeza que o povo brasileiro, a maior parte do povo brasileiro, comunga desta esperan&amp;ccedil;a de concretizar um dia, num futuro talvez long&amp;iacute;nquo, um sonho acalentado por gandes pensadores lus&amp;oacute;fonos de todas as latitudes: 

Um mundo mais solid&amp;aacute;rio, mais aberto e mais fraterno; um mundo em que as pessoas se entendem... &lt;/div&gt;

A Falar Portugu&amp;ecirc;s...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113994255523252411?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113994255523252411/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113994255523252411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113994255523252411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113994255523252411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/02/metamos-lngua-nos-textos.html' title='Metamos a l&amp;iacute;ngua nos textos...'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113993361201488685</id><published>2006-02-14T16:13:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.636Z</updated><title type='text'>Lusofonia : Agonia ?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na abertura do 2&amp;ordm; Col&amp;oacute;quio Internacional da Lusofonia da SLP  Sociedade da L&amp;iacute;ngua Portuguesa, em Outubro de 2003 em Bragan&amp;ccedil;a, tentei alertar contra os fundamentalistas de v&amp;aacute;rias cores que visam preservar uma vis&amp;atilde;o est&amp;aacute;tica da l&amp;iacute;ngua portuguesa que se op&amp;otilde;em a quaisquer inova&amp;ccedil;&amp;otilde;es da l&amp;iacute;ngua e &amp;agrave;s altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es que o novo dicion&amp;aacute;rio da Academia de Ci&amp;ecirc;ncias veio introduzir. 
Por outro lado come&amp;ccedil;am a existir movimentos activos que podem levar a que o Portugu&amp;ecirc;s na sua variante Brasileira se emancipe. Creio ser apenas uma quest&amp;atilde;o de tempo (dada a aus&amp;ecirc;ncia duma pol&amp;iacute;tica da L&amp;iacute;ngua por parte de Portugal) para que o Brasileiro seja declarado l&amp;iacute;ngua e nessa altura o Portugu&amp;ecirc;s (europeu) estar&amp;aacute; condenado pois os 10 milh&amp;otilde;es de habitantes mais uns tantos milhares na Galiza (variante Galega) n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o suficientes para fazer frente a uma l&amp;iacute;ngua aut&amp;oacute;noma como a Brasileira com cerca de 200 milh&amp;otilde;es de falantes. 
Das ex-col&amp;oacute;nias portuguesas n&amp;atilde;o se poder&amp;aacute; contar com muito apoio dado o ex&amp;iacute;guo n&amp;uacute;mero de pessoas (para al&amp;eacute;m das elites pol&amp;iacute;ticas dominantes) que domina a l&amp;iacute;ngua de Cam&amp;otilde;es. Assim, a verificar-se (e creio ser s&amp;oacute; uma quest&amp;atilde;o de tempo) a emancipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da variante brasileira a l&amp;iacute;ngua portuguesa europeia estar&amp;aacute; condenada a uma morte lenta associada a uma r&amp;aacute;pida diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e envelhecimento da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Portugal que aponta para uns meros 8,7 milh&amp;otilde;es em 2050 contra os actuais 10,7 milh&amp;otilde;es. 
Quanto a Bragan&amp;ccedil;a encontrei aqui formas quase medievais da l&amp;iacute;ngua que perduraram a todos os n&amp;iacute;veis da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, independentemente da sua classe socioecon&amp;oacute;mica e da sua educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas de que constato uma quase vergonha dos seus falantes por acharem que n&amp;atilde;o falam portugu&amp;ecirc;s correcto, o que aliado &amp;agrave; desertifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana desta regi&amp;atilde;o tende igualmente a acabar. De 2002 em diante os Col&amp;oacute;quios t&amp;ecirc;m-se realizado em Bragan&amp;ccedil;a, ainda na base da descentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas sobretudo devido &amp;agrave; insularidade em termos culturais. Portugal, como toda a gente sabe, &amp;eacute; um pa&amp;iacute;s macroc&amp;eacute;falo; existe Lisboa e o resto continua a ser paisagem. &amp;Eacute; muito raro os locais do interior, os locais mais remotos como Bragan&amp;ccedil;a, poderem ter acesso a debates de consider&amp;aacute;vel import&amp;acirc;ncia sobre o futuro da l&amp;iacute;ngua. 
Estes col&amp;oacute;quios s&amp;atilde;o a &amp;uacute;nica coisa que se tem feito concreta e regularmente em Portugal nos &amp;uacute;ltimos cinco anos sobre esta tem&amp;aacute;tica. Os Col&amp;oacute;quios s&amp;atilde;o independentes de quaisquer for&amp;ccedil;as pol&amp;iacute;ticas ou institucionais e asseguram essa sua independ&amp;ecirc;ncia atrav&amp;eacute;s das inscri&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos participantes contando com o apoio, ao n&amp;iacute;vel log&amp;iacute;stico, da autarquia que fez a sua aposta cultural na divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste importante evento anual. Estes Col&amp;oacute;quios podem ser marginais em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s grandes directrizes aprovadas nos gabinetes de Lisboa, mas na pr&amp;aacute;tica t&amp;ecirc;m servido para in&amp;uacute;meras pessoas aplicarem as experi&amp;ecirc;ncias doutros colegas &amp;agrave; realidade do seu quotidiano de trabalho com resultados surpreendentes e bem acelerados como se acabou de ver na edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 2005.Agora, volvidos mais tr&amp;ecirc;s anos quando nos aproximamos do V Col&amp;oacute;quio Anual da Lusofonia iremos debater o genoc&amp;iacute;dio da l&amp;iacute;ngua portuguesa na Galiza, estropiada e castrapada por uma Academia que decidiu reinventar a l&amp;iacute;ngua, como se ela tivesse nascido do nada ou pior, como se ela derivasse do castelhano.Subordinada ao t&amp;iacute;tulo &amp;laquo;Do Reino da Galiza at&amp;eacute; aos nossos dias: a l&amp;iacute;ngua portuguesa na Galiza&amp;raquo;, o Col&amp;oacute;quio da Lusofonia 2006 ir&amp;aacute; ter como tema central o problema da L&amp;iacute;ngua Portuguesa na Galiza: como se imp&amp;otilde;e uma l&amp;iacute;ngua oficial artificial, que n&amp;atilde;o &amp;eacute; falada pela maior parte dos habitantes, an&amp;aacute;lise da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, desenvolvimentos nos &amp;uacute;ltimos anos, projectos e perspectivas presentes e futuras.
Os desafios que se p&amp;otilde;em neste Col&amp;oacute;quio s&amp;atilde;o grandes. A divis&amp;atilde;o na Galiza &amp;eacute; enorme entre lusistas, reintegracionistas e todos os outros. Ser&amp;aacute; que v&amp;atilde;o conseguir finalmente criar uma plataforma abrangente que permita o entendimento entre algumas das v&amp;aacute;rias correntes de pensamento? Ou ir&amp;atilde;o continuar na sua guerrilha contra tudo e todos que n&amp;atilde;o estejam de acordo com as teorias que professam. A import&amp;acirc;ncia deste debate &amp;eacute; enorme como atr&amp;aacute;s se inferiu. Ou o Galego &amp;eacute; Portugu&amp;ecirc;s mesmo que seja uma variante, como o Brasileiro ou ent&amp;atilde;o o que &amp;eacute;? Se for uma l&amp;iacute;ngua pr&amp;oacute;pria teremos todos de nos cuidar, porque o Brasil com mais raz&amp;atilde;o e h&amp;aacute; mais tempo pode igualmente faz&amp;ecirc;-lo.Cremos que esse n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; o caminho. 
O Portugu&amp;ecirc;s, ao contr&amp;aacute;rio do que muitos pensam n&amp;atilde;o tem pernas para andar sozinho com uma popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre 9 e 15 milh&amp;otilde;es se incluirmos os expatriados, e tem de contar sobretudo com o n&amp;uacute;mero de falantes no Brasil, na Galiza, em Angola, Mo&amp;ccedil;ambique, Timor, Cabo Verde, S. Tom&amp;eacute;, Guin&amp;eacute;-Bissau e por toda a parte onde haja comunidades de lusofalantes. Os Acordos Ortogr&amp;aacute;ficos, se alguma vez virem a luz do dia do que pessoalmente duvido, podem ser um instrumento, mas &amp;eacute; o povo quem mais ordena e o povo n&amp;atilde;o segue os Acordos. 
O que &amp;eacute; preciso &amp;eacute; que o povo se entenda, que os portugueses n&amp;atilde;o se armem em detentores &amp;uacute;nicos da l&amp;iacute;ngua ou como temos ouvido como aqueles que falam o Portugu&amp;ecirc;s puro. Os tempos n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o para purezas nem para puritanismos, porque o portugu&amp;ecirc;s que se fala em Portugal varia da Bragan&amp;ccedil;a dos Col&amp;oacute;quios aos A&amp;ccedil;ores onde vivo actualmente. Todos eles falam Portugu&amp;ecirc;s e todos eles falam diferente de Norte a Sul, de Leste a Oeste. S&amp;atilde;o lusofalantes todos aqueles que t&amp;ecirc;m o Portugu&amp;ecirc;s como l&amp;iacute;ngua seja ela l&amp;iacute;ngua-m&amp;atilde;e, l&amp;iacute;ngua de trabalho ou l&amp;iacute;ngua de estudo, vivam eles no Brasil, em Portugal nos PALOPs, na Galiza, em Macau ou em qualquer outro lugar. Sejam eles nativos, naturais, nacionais ou n&amp;atilde;o de qualquer um dos pa&amp;iacute;ses lus&amp;oacute;fonos. 
A uniformiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o lingu&amp;iacute;stica, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o a um mesmo denominador comum &amp;eacute; castrante e limitadora. Ela inibe e retrai a natural expans&amp;atilde;o da l&amp;iacute;ngua e do conceito mais lato e abrangente da Lusofonia que professamos. O espa&amp;ccedil;o dos Col&amp;oacute;quios Anuais da Lusofonia &amp;eacute; um espa&amp;ccedil;o privilegiado de dialogo, de aprendizagem, de intercambio e partilha de ideias, opini&amp;otilde;es, projectos por mais d&amp;iacute;spares ou antag&amp;oacute;nicos que possam aparentar. &amp;Eacute; esta a Lusofonia que defendo pois creio que &amp;eacute; a &amp;uacute;nica que permitir&amp;aacute; que a L&amp;iacute;ngua Portuguesa sobreviva nos pr&amp;oacute;ximos duzentos anos sem se fragmentar em pequenos e novos idiomas e variantes que, isoladamente pouco ou nenhum relevo ter&amp;atilde;o. 
Se aceitarmos todas as variantes de Portugu&amp;ecirc;s sem as discriminarmos ou menosprezarmos, o Portugu&amp;ecirc;s poder&amp;aacute; ser com o Ingl&amp;ecirc;s uma l&amp;iacute;ngua universal colorida por milhentas matizes da Austr&amp;aacute;lia aos Estados Unidos, &amp;agrave;s Bermudas e &amp;agrave; &amp;Iacute;ndia. O Ingl&amp;ecirc;s para ser l&amp;iacute;ngua universal n&amp;atilde;o precisou de Acordos Ortogr&amp;aacute;ficos mas continuou unido com todas as suas variantes.&lt;/div&gt;
- - - - - -
Dr. Chrys Chrystello
Organizador dos Col&amp;oacute;quios da Lusofonia

In &lt;a href="http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&amp;sec=d67d8ab4f4c10bf22aa353e27879133c&amp;subsec=8c00dee24c9878fea090ed070b44f1ab&amp;id=f989bf1800a8afded31e8a969a545f1b"&gt;Jornal Primeiro de Janeiro&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113993361201488685?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113993361201488685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113993361201488685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113993361201488685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113993361201488685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/02/lusofonia-agonia.html' title='Lusofonia : Agonia ?'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113951198193190819</id><published>2006-02-09T19:06:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.558Z</updated><title type='text'>Carnavais...</title><content type='html'>""""
&lt;i&gt;Sendo esta quadra um tempo dionis&amp;iacute;aco de subvers&amp;atilde;o, transgress&amp;atilde;o, tro&amp;ccedil;a, brincadeira ruidosa, aus&amp;ecirc;ncia de fronteiras entre os tabus e as permiss&amp;otilde;es...&lt;/i&gt;
""""
In &lt;a href="http://www.freipedro.pt/tb/090300/opin3.htm"&gt;Terras Da Beira&lt;/a&gt;



&lt;div align="justify"&gt;Porqu&amp;ecirc; &lt;i&gt;subvers&amp;atilde;o,&lt;/i&gt;  porqu&amp;ecirc; &lt;i&gt;transgress&amp;atilde;o&lt;/i&gt;,  porqu&amp;ecirc; &lt;i&gt;aus&amp;ecirc;ncia de fronteiras entre tabus e permiss&amp;otilde;es &lt;/i&gt;?

Quem nos permite a subvers&amp;atilde;o a comportamentos tidos como "bons" durante o resto do ano ?
Quem nos consente as transgress&amp;otilde;es a "leis" impostas  durante todo o tempo inter-carnavais ?
Quem nos abre as cancelas das fronteiras entre os tabus  e permiss&amp;otilde;es ?  Quais tabus e quais prmiss&amp;otilde;es ?
 
Durante os dias de carnaval, com toda essa "abertura", n&amp;oacute;s somos "n&amp;oacute;s pr&amp;oacute;prios", ou seremos ovelhas de um rebanho tempor&amp;aacute;rio e virtual, que se  dissolve  numa quarta-feira cinzenta, cabisbaixos e subservientes, remetendo-nos &amp;agrave; nossa condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seres inferiores e domados ? 
O que deveremos ser durante todo o ano e durante todo o tempo ?&lt;/div&gt;

&lt;i&gt;Eu dou gargalhadas, canto, e tamb&amp;eacute;m dan&amp;ccedil;o,
Se a hora n&amp;atilde;o me chama pr'o remanso.
Eu suspiro, e entriste&amp;ccedil;o, e paro, e choro
Quando s&amp;atilde;o fortes os males que deploro.  
Nunca preciso, nem quero vir a ter,
Um determinado dia pr'o fazer...
&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113951198193190819?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113951198193190819/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113951198193190819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113951198193190819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113951198193190819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/02/carnavais.html' title='Carnavais...'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113936227890128821</id><published>2006-02-08T01:31:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.490Z</updated><title type='text'>Encontros Açorianos Da Lusofonia</title><content type='html'>A&amp;Ccedil;ORES: a insularidade e o isolamento, factores de preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da l&amp;iacute;ngua portuguesa no mundo.

ENCONTROS A&amp;Ccedil;ORIANOS DA LUSOFONIA 2006 com o apoio da C&amp;acirc;mara Municipal da Ribeira Grande.

Centro Cultural Teatro Ribeira-grandense - Ribeira Grande, S. Miguel, A&amp;ccedil;ores
5-7 Maio 2006 integrado nas celebra&amp;ccedil;&amp;otilde;es do 6&amp;ordm; anivers&amp;aacute;rio da re-inaugura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Sal&amp;atilde;o-Teatro.

Para 2006 escolhemos como tema central destes I ENCONTROS A&amp;Ccedil;ORIANOS DA LUSOFONIA o problema: a insularidade e o isolamento factores de preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da l&amp;iacute;ngua portuguesa no mundo.

Tema 1: Tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es a&amp;ccedil;orianas
Tema 2: A&amp;ccedil;orianos no mundo
            2.1. Identidade a&amp;ccedil;oriana, uma matriz de insularidade
            2.2. Escrita a&amp;ccedil;oriana. Tend&amp;ecirc;ncias e projec&amp;ccedil;&amp;atilde;o
            2.3. O car&amp;aacute;cter a&amp;ccedil;oriano nos quatro cantos do mundo.
                   Factores ex&amp;oacute;genos e end&amp;oacute;genos que permeiam essa a&amp;ccedil;orianidade lus&amp;oacute;fona
Tema 3: Outros Temas

PRAZOS DE INSCRI&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O E PAGAMENTO

1. INSCRI&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES - DATAS LIMITES

2.1. Data limite de envio de propostas de trabalho a apresentar 30 Mar&amp;ccedil;o 2006
2.2. Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de oradores:   15 Abril 2006
2.3. Data limite de recep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalhos finais pronto para publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o 30 Abril 2006

2. PAGAMENTO

2.1. ORADORES COM COMUNICA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O, dentro dos prazos&amp;euro; 20.00 euros
2.2. ORADORES COM COMUNICA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O, fora dos prazos  &amp;euro; 30.00 euros
2.3. PRESENCIAIS MADRUGADORES (PARTICIPANTES sem comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o). Pagamento at&amp;eacute; 15 ABRIL 2006  &amp;euro; 15.00 euros
2.4. PRESENCIAIS RETARDAT&amp;Aacute;RIOS (PARTICIPANTES sem comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o). Pagamento ap&amp;oacute;s 15 ABRIL 2006:&amp;euro; 20.00 euros
2.5. Estudantes da Universidade dos A&amp;ccedil;ores (com comprovativo)&amp;euro; 10.00 euros

COMISS&amp;Otilde;ES

COMISS&amp;Atilde;O CIENT&amp;Iacute;FICA

Professora Doutora Gra&amp;ccedil;a Castanho (Universidade Dos A&amp;ccedil;ores)
Professor Daniel De S&amp;aacute;
Dr S&amp;aacute; Couto (Escola Secund&amp;aacute;ria GB Antero De Quental)
Professor Doutor Luciano Jos&amp;eacute; dos Santos Baptista Pereira (Vice-Presidente
do Conselho Directivo, Escola Superior de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Set&amp;uacute;bal, Instituto Polit&amp;eacute;cnico de Set&amp;uacute;bal)
Dr Chrys Chrystello (MA)
Dra. Helena Chrystello (Mestre) Escola EB1 Maia (S. Miguel, A&amp;ccedil;ores)
Dr. Jo&amp;atilde;o Pedro Caravaca, Universidade Cat&amp;oacute;lica (Porto), Escola EB Nordeste (S. Miguel, A&amp;ccedil;ores)

COMISS&amp;Atilde;O EXECUTIVA

Presidente - Dr CHRYS CHRYSTELLO (MA)
Vogais
Dra Catarina Albergaria, Adjunta Para A Cultura E Assuntos Sociais, CM Ribeira Grande
Professora Doutora Gra&amp;ccedil;a Castanho (Universidade Dos A&amp;ccedil;ores)
Dr S&amp;aacute; Couto (Escola Secund&amp;aacute;ria GB Antero De Quental)
Dra. HELENA CHRYSTELLO, (Mestre) Escola EB1 Maia (S. Miguel, A&amp;ccedil;ores)

SECRETARIADO E APOIO LOG&amp;Iacute;STICO

Presidido por Helena Chrystello COM O APOIO DA DIVIS&amp;Atilde;O DE CULTURA DA CMRG

ACTIVIDADES PARALELAS

1. ARTES (Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Divis&amp;atilde;o de Cultura da C&amp;acirc;mara Municipal da Ribeira Grande)
MOSTRA de AUTORES A&amp;Ccedil;ORIANOS: DE LIVROS, ARTESANATO E M&amp;Uacute;SICA
2. COMPONENTE L&amp;Uacute;DICA (Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Divis&amp;atilde;o de Cultura da C&amp;acirc;mara Municipal da Ribeira Grande)
Roteiro tur&amp;iacute;stico da Ribeira Grande (S. Miguel, A&amp;ccedil;ores). Visita a locais de relevo: as f&amp;aacute;bricas de ch&amp;aacute;, as praias e os montes, caldeiras da Ribeira Grande.

HOR&amp;Aacute;RIO DAS SESS&amp;Otilde;ES

DIA 5 MAIO 2006 (6&amp;ordf; F&amp;ordf;) TEMA 1. TRADI&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES E EXPATRIADOS
09.30 REGISTO DE PRESEN&amp;Ccedil;AS
DIA 6 MAIO 2006 (S&amp;Aacute;BADO)  TEMA 2. A&amp;Ccedil;ORIANOS NO MUNDO
09.30 REGISTO DE PRESEN&amp;Ccedil;AS
DIA 7 MAIO 2006 (DOMINGO) TEMA 2. A&amp;Ccedil;ORIANOS NO MUNDO
09.30 REGISTO DE PRESEN&amp;Ccedil;AS
18.00 Encerramento das sess&amp;otilde;es com a presen&amp;ccedil;a do Presidente da C&amp;acirc;mara Municipal da Ribeira Grande e entidades convidadas.

ENCONTROS A&amp;Ccedil;ORIANOS DA LUSOFONIA

Presidente da Comiss&amp;atilde;o Executiva
J. CHRYS CHRYSTELLO
Telefone: (351) 296 446940
Telem&amp;oacute;vel: (+ 351) 91 9287816 / 91 6755675
E-fax (E-mail fax): + (00) 1 630 563 1902
 E-mail: lusofoniazores@sapo.pt
P&amp;aacute;gina da internet: http://LUSOFONIAZORES2006.com.sapo.pt
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113936227890128821?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113936227890128821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113936227890128821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113936227890128821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113936227890128821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/02/encontros-aorianos-da-lusofonia.html' title='Encontros A&amp;ccedil;orianos Da Lusofonia'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113873116770086939</id><published>2006-01-31T18:11:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.427Z</updated><title type='text'>Balada Da Neve</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4238/1025/1600/Crian%3F%3Fas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4238/1025/320/Crian%3F%3Fas.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;

Batem leve, levemente, 
Como quem chama por mim. 
Será chuva? Será gente? 
Gente não é, certamente 
E a chuva não bate assim. 

É talvez a ventania: 
Mas há pouco, há poucochinho, 
Nem uma agulha bulia 
Na quieta melancolia 
Dos pinheiros do caminho... 

Quem bate, assim, levemente, 
Com tão estranha leveza, 
Que mal se ouve, mal se sente? 
Não é chuva, nem é gente, 
Nem é vento com certeza. 

Fui ver. A neve caía 
Do azul cinzento do céu, 
Branca e leve, branca e fria... 
-Há quanto tempo a não via! 
E que saudades, Deus meu! 

Olho-a através da vidraça. 
Pôs tudo da cor do linho, 
Passa gente e, quando passa, 
Os passos imprime e traça 
Na brancura do caminho... 

Fico olhando esses sinais 
Da pobre gente que avança, 
E noto, por entre os mais, 
Os traços miniaturais 
Duns pezitos de criança... 

E descalcinhos, doridos... 
A neve deixa inda vê-los, 
Primeiro, bem definidos, 
Depois, em sulcos compridos, 
Porque não podia erguê-los!... 

Que quem já é pecador 
Sofra tormentos, enfim! 
Mas as crianças, Senhor, 
Porque lhes dais tanta dor?!... 
Porque padecem assim?!... 

E uma infinita tristeza, 
Uma funda turbação 
Entra em mim, fica em mim presa. 
Cai neve na Natureza 
- e cai no meu coração. 

- - - - - -
Augusto Gil&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113873116770086939?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113873116770086939/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113873116770086939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113873116770086939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113873116770086939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/01/balada-da-neve.html' title='Balada Da Neve'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113780463247850411</id><published>2006-01-21T00:50:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.362Z</updated><title type='text'>A Primeira Reflexão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&amp;Eacute;, manifestamente, uma aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o intemporal do nosso pa&amp;iacute;s e do nosso povo. Arriscaria afirmar que essa intemporalidade se foi constituindo, ao longo do processo hist&amp;oacute;rico, como o alicerce principal para o pobre povo e para a sua desgra&amp;ccedil;ada iletr&amp;iacute;cia. Dentre as caracter&amp;iacute;sticas da Lusitana estirpe academicamente classificada como "o povo", ressalta inevitavelmente o apurado sentido de cr&amp;iacute;tica social e pol&amp;iacute;tica. A cr&amp;iacute;tica social espraia-se desde o corte na farpela do vizinho do lado at&amp;eacute; dom&amp;iacute;nios bem mais vastos, que, sobretudo na imprensa, visam atingir toda uma sociedade.
 
&amp;Eacute; percept&amp;iacute;vel uma constante nessa actividades cr&amp;iacute;ticas: v&amp;ecirc;-se claramente o que est&amp;aacute; mal. E em regra, fica-se por a&amp;iacute;. Com um encolher de ombros, ou um esgar amargo. Porque "o povo" v&amp;ecirc; e sente o que est&amp;aacute; mal  -  mas n&amp;atilde;o lhe compete a ele mudar as coisas. Para isso, h&amp;aacute; os outros, a gente da capital, os letrados, os senhores doutores e senhores engenheiros, prudentemente acolitados por uma consideravel horda de outros senhores entendidos em leis. Estes &amp;uacute;ltimos reputados peritos na montagem, implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de clivagens sociais.
 
Para esta dram&amp;aacute;tica clivagem subliminar, o 25 de Abril revelou-se de todo impotente. Tanto quanto me foi dado viver o processo, por volta do 25 de Novembro j&amp;aacute; se anunciavam no horizonte as cores amb&amp;iacute;guas de uma marcha &amp;agrave; r&amp;eacute;.   E da&amp;iacute;, foi um passo para o re-escalonamento da sociedade Portuguesa: a nova burguesia emergente do processo tratou pressurosamente da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos novos "degraus sociais" -  e para situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de especial melindre, foi mesmo criada legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de embraiagem entre quem convive com os n&amp;uacute;cleos do poder e quem existe longe deles. Veja-se, em tal rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o descalabro do sistema nacional de ensino. Um ensino regular, cuidado e bem controlado pelo Estado, constituiria o maior rem&amp;eacute;dio para a tal iletr&amp;iacute;cia castradora do povo, os seus efeitos atenuariam eficazmente as diferen&amp;ccedil;as adquiridas em raz&amp;atilde;o do nascimento e das car&amp;ecirc;ncias materiais familiares. A crian&amp;ccedil;a e o jovem teriam, com eles e ao longo do seu percurso pedag&amp;oacute;gico, aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, empenho e cuidado por parte do Estado  -  o caminho certo para se poder almejar um melhor futuro, com melhores cidad&amp;atilde;os.
 
Mas n&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o foi isso que vimos, desde os dias que se seguiram &amp;agrave;quela promissora manh&amp;atilde; de Abril. O que vimos foi o subtil, mas determinado abandonar das r&amp;eacute;deas do ensino. Repito, subtil mas determinado. Na sombra, trabalhou-se no sentido de, sem notoriedade mas com efic&amp;aacute;cia, aprofundar ainda mais o fosso entre "o povo" e a classe orbitadora do poder. Convenhamos em que esta iletr&amp;iacute;cia tem mantido muitas dinastias de governantes &amp;agrave; tona d'&amp;aacute;gua durante muito mais tempo do que eles conseguiriam manter-se, se tivessem na margem, a julg&amp;aacute;-los, um povo sem aspas, um povo liberto e iluminado pela luz do conhecimento  -  n&amp;atilde;o necessariamente um conhecimento acad&amp;eacute;mico, tantas vezes castrante de v&amp;ocirc;os arrojados, mas um conhecimento escolar s&amp;oacute;lido, pr&amp;aacute;tico e duradouro.  Diria, um conhecimento anti-aldrab&amp;otilde;es.
 
Em qualquer caf&amp;eacute; ou bar de bairro se poder&amp;aacute; constatar o que acima se deixou. As conversas (...ou os mon&amp;oacute;logos na falta de interlocutor fi&amp;aacute;vel), apenas afloram as novidades pol&amp;iacute;ticas, para de imediato resvalarem, sem retorno, para a gravidade anunciada da inflama&amp;ccedil;&amp;atilde;o do menisco de um qualquer avan&amp;ccedil;ado-centro, ou para as desastrosas sequelas de uma blenorragia mal curada de um guarda-redes. E ent&amp;atilde;o sim, haver&amp;aacute; calorosos e aprofundados coment&amp;aacute;rios at&amp;eacute; ao final da tarde.
 
O fosso foi reposto, tornaram-no maior, multiplicaram as armadilhas e os obst&amp;aacute;culos, "o povo" mantem-se no lugar que lhe compete e conserva o estigma das aspas.
 
Posto isto, vamos a mais umas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;ezitas. N&amp;atilde;o &amp;eacute; para lugar de import&amp;acirc;ncia, mas que importa? "O povo" j&amp;aacute; foi injectado com a adrenalina bastante para o acto. 
E, claro... mais vale "o povo" votar para tudo ficar na mesma, do que "o povo" decidir que &amp;eacute; chegado o momento de n&amp;atilde;o votar, de sacudir as aspas e voltar revolucionariamente a uma primeira forma.
 
S&amp;oacute; que, para isso, "o povo" precisava de descontentes entre os orbitadores do poder, em n&amp;uacute;mero e qualidade bastantes para acumular carga e acender o rastilho. E desses, temo-o, j&amp;aacute; n&amp;atilde;o os h&amp;aacute;... 
 
 A &amp;uacute;nica diferen&amp;ccedil;a que lobrigo entre as burguesias das &amp;eacute;pocas Salazarista e Caetanista e a de agora &amp;eacute; que as outras se presumiam de &amp;eacute;lite, tomaram o Para&amp;iacute;so como certo e cairam em desleixo para com a suas estruturas de apoio. Esta nova burguesia arrivista sabe bem que &amp;eacute; nova,sabe que &amp;eacute; arrivista, sabe que &amp;eacute; inimitavelmente ignorante e despudorada e sabe que o que interessa &amp;eacute; aderir e prosseguir com o sistema vigente. Porque s&amp;oacute; o sistema vigente os mantem de carro certo e casa posta, com ordenado e adicionais e com portas e janelas abertas para comer o que mais vier "do povo" que afirmam servir.
 
Posto isto, "meu povo",.. vamos a votar e a voltar para casa de seguida. Para ver que novo folhetim presidencial o futuro lhes reserva.
N&amp;atilde;o tenham receio. Podem estar certos de que ficar&amp;aacute; tudo na mesma.
 - - -
Victor Mota da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113780463247850411?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113780463247850411/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113780463247850411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113780463247850411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113780463247850411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/01/primeira-reflexo.html' title='A Primeira Reflex&amp;atilde;o'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113776284325706449</id><published>2006-01-20T13:14:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.285Z</updated><title type='text'>Apelo à Reflexão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; ".......
Leitor, se tens, como eu, esperan&amp;ccedil;a e sincera f&amp;eacute; no sistema representativo, perdoa-me o obrigar-te a assistir a uma cena que faz subir a cor ao rosto de quem, como n&amp;oacute;s, aben&amp;ccedil;oa os sacrif&amp;iacute;cios por cujo pre&amp;ccedil;o nossos pais nos compraram a nobre regalia de intervir, como povo, na governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado, as franquias que nos emanciparam da caprichosa tutela de um homem, revestido de diretos impiamente chamados divinos, contra os quais o instinto e a raz&amp;atilde;o igualmente se revoltam. A cena, por&amp;eacute;m, humilhante como &amp;eacute;, n&amp;atilde;o envolve a m&amp;iacute;nima censura &amp;agrave; excel&amp;ecirc;ncia do sistema; mas apenas aos que nos quarenta anos que ele quase tem de vida entre n&amp;oacute;s, n&amp;atilde;o souberam ou n&amp;atilde;o quiseram ainda fazer compreender ao povo toda a grandeza da augusta miss&amp;atilde;o que lhe cabe executar.
Depois das nossas lutas civ&amp;iacute;s, j&amp;aacute; muitas crian&amp;ccedil;as se fizeram homens; se a escola fosse entre n&amp;oacute;s o que devia ser, j&amp;aacute; haveria sobra de eleitores com perfeita consci&amp;ecirc;ncia dos seus direitos civis.
O atrazo e ignor&amp;acirc;ncia deles, contristando, somente devem impelir os homens de inten&amp;ccedil;&amp;otilde;es sinceras e puras a aplicar os esfor&amp;ccedil;os de intelig&amp;ecirc;ncia e de ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o para ministrar com a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o a moralidade, e para acordar a consci&amp;ecirc;ncia desta entidade social.
Era o Sr. Jo&amp;atilde;ozinho das Perdizes &amp;agrave; frente da sua freguesia, disse eu.
E &amp;eacute; justamente este o espect&amp;aacute;culo humilhante de que falava.
Tendes visto um guardador de cabras &amp;agrave; frente do seu rebanho, conduzindo com acenos e assobios todas as barbudas cabe&amp;ccedil;as daquele regimento quadr&amp;uacute;pede? Pois vistes o mais perfeito simile da cena que se presenciava agora no adro da igreja matriz.
O povo, o povo soberano, que naquele dia tinha nas m&amp;atilde;os o ceptro da sua soberania, n&amp;atilde;o era menos d&amp;oacute;cil do que os irracionais que record&amp;aacute;mos.
O dia em que devia mostrar-se orgulhoso, era quando mais se humilhava; quando podia disp&amp;ocirc;r dos destinos dos seus senhores, era quando mais vergava a cabe&amp;ccedil;a sob o peso que estes lhe assentavam.
N&amp;atilde;o &amp;eacute; semelhante esta for&amp;ccedil;a inconsciente do povo &amp;agrave; do boi robusto e v&amp;aacute;lido, que uma crian&amp;ccedil;a dirige e subjuga? Forte como ele, como ele d&amp;oacute;cil, como ele laborioso, como ele &amp;uacute;til, n&amp;atilde;o v&amp;ecirc; que a mesma for&amp;ccedil;a que emprega no trabalho lhe poderia servir para repelir o jugo. Ou quando o v&amp;ecirc;, &amp;eacute; quando o desespero e a f&amp;uacute;ria o cegam e o impelem a revoltas tremendas.
Mas o povo de Pinch&amp;otilde;es, o povo do Sr.Jo&amp;atilde;ozinho, estava muito longe desses excessos.
O morgado vinha, como j&amp;aacute; disse, &amp;agrave; frente.
.........
Atr&amp;aacute;s vinham os eleitores de Pinch&amp;otilde;es, velhos e mo&amp;ccedil;os, ricos e pobres, mas todos com o olhar t&amp;iacute;mido e est&amp;uacute;pido, todos com movimentos enleados, todos com os olhos no caudilho, para saber o que deviam fazer; se ele parava a cumprimentar um amigo, paravam todos com ele; a direc&amp;ccedil;&amp;atilde;o que tomava, tomavam-na todos a um tempo; apressavam ou demoravam o passo, segundo a velocidade que ele dava aos seus; se ria, sorriam; se praguejava, tudo ficava s&amp;eacute;rio. O cortejo parou &amp;agrave; porta da igreja.
O morgado passou revista &amp;agrave; sua tropa, &amp;agrave; qual deu instru&amp;ccedil;&amp;otilde;es.
Os homens, com os cabelos para diante dos olhos, os bra&amp;ccedil;os estendidos e a cabe&amp;ccedil;a baixa, n&amp;atilde;o ousavam fazer um movimento e conservaram-se enfileirados at&amp;eacute; nova ordem do Sr.Jo&amp;atilde;ozinho.
Pareciam envergonhados de serem precisos a algu&amp;eacute;m.
No bolso de cada um destes homens havia um oitavo de papel alma&amp;ccedil;o dobrado, no qual estava escrito um nome; um nome de um homem que eles nem sabiam se existia no mundo. No momento devido, cada um deles, chamado pela voz do escrutinador eleitoral, respondia "presente" ; aproximar-se-ia da urna, entregaria ao presidente da mesa aquele papel e retirar-se-ia satisfeito, como se descarregado de um peso que o oprimia.
Se lhes perguntassem o que tinham feito, qual o alcance daquele acto que acabavam de executar, n&amp;atilde;o sabiam diz&amp;ecirc;-lo; se lhes perguntassem o nome do eleito para advogado dos seus interesses e defensor das sua liberdades, a mesma ignor&amp;acirc;ncia; se lhes propusessem a resigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o do direito de votar, aceitariam com j&amp;uacute;bilo; se, finalmente, lhes dissessem que naquele dia estavam nas suas m&amp;atilde;os e dos seus pares os destinos do pa&amp;iacute;s, abririam os olhos de espantados, ou sorririam com a desconfi&amp;acirc;n&amp;ccedil;a pr&amp;oacute;pria dos ignorantes.
Inocente povo!
Querem-te assim os ambiciosos, a quem serves de c&amp;oacute;modo degrau.
........."
(A Mogadinha dos Canaviais - J&amp;uacute;lio Dinis)&lt;/div&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Neste caso de paralaxismo s&amp;atilde;o focados os aspectos de carneirismo, de seguidismo e de subservi&amp;ecirc;ncia a que podemos (mas n&amp;atilde;o devemos...) estar sujeitos.
Antes do dia 25 de Abril de 1974, quando ainda n&amp;atilde;o estavam abertas &amp;#8220;as portas que abril abriu&amp;#8221;, poetizadas por Manuel Alegre, n&amp;atilde;o havia escrut&amp;iacute;nio (se se pode chamar isso...) que n&amp;atilde;o contivesse milhares de votos de mortos e abstencionistas, colocados nas urnas por indiv&amp;iacute;duos de grande baixesa (talvez a palavra seja forte de mais, talvez ganhassem dinheiro para comprar comida para os filhos, n&amp;atilde;o sei...) filiados na Ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional ou Legi&amp;atilde;o, ou outros organismos que tais...
Nessa altura eram os regedores, os p&amp;aacute;rocos, os grandes agricultores, etc. (os caudilhos...), que obrigavam os cidad&amp;atilde;os a uma op&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica, por todos os meios que tinham ao seu disp&amp;ocirc;r, nomeadamente &amp;#8220;coa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;#8221;; o povo n&amp;atilde;o ligava aos direitos que tinha, ou n&amp;atilde;o tinha consci&amp;ecirc;ncia deles, e ajudava a manter o status-quo que ia beneficiando sempre os mesmos.
Depois de &amp;#8220;as portas estarem abertas&amp;#8221; esse h&amp;aacute;bito diminuiu dr&amp;aacute;sticamente (e felizmente...), sendo que hoje temos total liberdade de voto, embora perto de 60% dos eleitores portugueses ainda continue a pensar: &amp;#8220;quero que se lixem todos, t&amp;atilde;o sacanas s&amp;atilde;o uns como outros...&amp;#8221;.
Mas, mesmo em democracia, n&amp;atilde;o se pense que tudo &amp;#8220;corre sobre rodas&amp;#8221;; n&amp;atilde;o podemos pensar que todos os ocupantes de cargos pol&amp;iacute;ticos est&amp;atilde;o na &amp;#8220;cadeira&amp;#8221; porque foram l&amp;aacute; colocados pelo povo soberano; n&amp;atilde;o julguemos que eles v&amp;atilde;o sempre trabalhar no sentido de nos melhorar a vida...; n&amp;atilde;o nos esque&amp;ccedil;amos do seguinte:

- 40% de eleitores portugueses n&amp;atilde;o &amp;eacute; o mesmo que 40% de portugueses;
- A disciplina de voto dentro dos partidos obriga a que os deputados votem segundo a orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da direc&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mesmos, e n&amp;atilde;o em consci&amp;ecirc;ncia;
- A possibilidade de ficarem nos cargos &amp;#8220;ad-eternum&amp;#8221; subjaz quase sempre (ou sempre...) a uma manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o interna sub-rect&amp;iacute;cia (pois estamos em democracia...), de modo a perpetuar a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mesmos;
- O sobrepujar de regalias e dinheiros para os mun&amp;iacute;cipes da &amp;aacute;rea representada pelo &amp;#8220;eleito&amp;#8221;, obsta a que se acautele o bem de todos; - As perguntas para os referendos s&amp;atilde;o cozinhadas por acordos de gabinete entre partidos; al&amp;eacute;m disso s&amp;atilde;o apresentadas de uma forma obl&amp;iacute;qua, devendo muito &amp;agrave; clareza, n&amp;atilde;o contemplando a triste iletr&amp;iacute;cia do nosso povo.
- etc., etc.
Assim sendo, um paralaxismo popular existe quando o povo (todo o povo, e n&amp;atilde;o s&amp;oacute; os eleitores) descura todas estas nuances da governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o dando grande import&amp;acirc;ncia a estes problemas; este procedimento distorce a an&amp;aacute;lise do ambiente que nos rodeia, pois os governantes podem continuar a fazer o que bem entenderem, sempre almofadados com esta m&amp;aacute;xima: &amp;#8220;fomos eleitos pelo povo &amp;#8211; trabalhamos para o povo&amp;#8221;, e n&amp;atilde;o aquilo a que temos direito como cidad&amp;atilde;os.
E n&amp;oacute;s continuamos virtual e inconscientemente convencidos disso...

Paralaxe&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113776284325706449?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113776284325706449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113776284325706449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113776284325706449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113776284325706449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/01/apelo-o.html' title='Apelo &amp;agrave; Reflex&amp;atilde;o'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113763062963063606</id><published>2006-01-19T00:30:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.207Z</updated><title type='text'>"Porque o oceano quando quer, transforma qualquer barco em escaler"</title><content type='html'>.............
E, o Cacique,
Porque era homem alto
E espada&amp;uacute;do,
De porte e modos agigantados,
Olhou o mar por todos os lados
E n&amp;atilde;o divisou navios
Ou barcos destro&amp;ccedil;ados,
Porque o mar, quando se rebela,
Ofusca o brilho da mais brilhante estrela
E, &amp;agrave; sua volta, destroi e devora tudo.

Os segredos,
O estranho
Guardava escondidos
Entre mist&amp;eacute;rios e medos,
No sono e no sonho dormidos
Na cama da areia batida
No areal da praia desconhecida.

Aguardou 
Que acordasse
E com ele falasse
Ou tentasse,
Em suma,
Embora soubesse
Mas n&amp;atilde;o o dissesse,
Que ningu&amp;eacute;m fala se n&amp;atilde;o sabe
O falar de quem n&amp;atilde;o entende
E, por n&amp;atilde;o falar coisa alguma,
Toda a conversa suspende.

E, porque o sol se escondia
Num horizonte perdido,
O n&amp;aacute;ufrago acordou de vez
E, com um sorriso de alegria,
Pensou e disse :
- Sou portugu&amp;ecirc;s !

E o &amp;iacute;ndio n&amp;atilde;o entendia.

Mas, na expectativa do confronto,
Rogou que tudo repetisse
E falasse tudo de novo
E, outra vez,
E, de pronto,
O n&amp;aacute;ufrago n&amp;atilde;o se contradisse
E repetiu e disse :
- Sou portugu&amp;ecirc;s !

E o &amp;iacute;ndio n&amp;atilde;o entendia.

Foi quando a filha,
Sorrindo,
Retornou &amp;agrave; vereda,
Que era estrada e trilha,
Agora, com ares de alameda,
Donde sa&amp;iacute;ra para adentrar a mata
E voltar, linda e bela, 
Com a orqu&amp;iacute;dea, colhida,
De que fora &amp;agrave; cata,
Na mata virgem da floresta
Onde a abelha o mel requesta,
Os animais e os p&amp;aacute;ssaros e as plantas e as flores
Fazem corte &amp;agrave; natureza
Exuberante
Que enaltece
A beleza
Luxuriante
Que recende do mato
E enlouquece.

Saltitando,
Com r&amp;eacute;stias de sol
Afagando o seu rega&amp;ccedil;o,
Exalando odores
Da terra dadivosa, 
Sobra&amp;ccedil;ando flores
- A orqu&amp;iacute;dea e a rosa 
Que a mesma coisa s&amp;atilde;o,
Carregando amores
Ocultos no cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o,
Estendeu o bra&amp;ccedil;o
E alceou a m&amp;atilde;o
E deu o decisivo passo
Naquele caminho que foi estrada e rua
E, no abra&amp;ccedil;o,
Que o n&amp;aacute;ufrago enla&amp;ccedil;ou,
Expontaneamente
E, por vontade sua,
Disse e exclamou :
- Sou tua !

Esta troca de alian&amp;ccedil;as
Selou destinos,
Criou ra&amp;ccedil;as,
Renasceu esperan&amp;ccedil;as,
Abriu caminhos,
Lastreou rastros,
Firmou pegadas indel&amp;eacute;veis
E teve por testemunho,
Com escritura
Lavrada de pr&amp;oacute;prio punho,
O mar, a terra, o c&amp;eacute;u,
A mata virgem da floresta
E tudo aconteceu
Num dia que n&amp;atilde;o se soube
Mas que houve,
Numa hora que n&amp;atilde;o se ouviu
Mas que existiu,
Num templo a c&amp;eacute;u aberto,
N&amp;atilde;o importa onde e qual seja
Mas era mais amplo
Que a mais ampla igreja.

E foi assim que neste grandioso palco
A c&amp;eacute;u aberto e ao relento
Surgiu o primeiro casamento,
O primeiro enlace humano, 
No lado de c&amp;aacute; do mar-oceano,
Sem ressalva ou qualquer rasura
Conforme lavrado ficou
Na mais antiga escritura.
..............
In "O Sil&amp;ecirc;ncio Do Mar Salgado"
Vasco dos Santos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113763062963063606?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113763062963063606/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113763062963063606' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113763062963063606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113763062963063606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/01/porque-o-oceano-quando-quer-transforma.html' title='&quot;Porque o oceano quando quer, transforma qualquer barco em escaler&quot;'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113759215148848301</id><published>2006-01-18T13:49:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.147Z</updated><title type='text'>Soneto XX</title><content type='html'>Andam os homens vivos sempre mortos
Iguais &amp;agrave;s coisas mortas que morreram
E, mesmo assim, t&amp;atilde;o poucos entenderam
O percorrer caminhos sempre tortos.

Gastam-se a navegar por tantos portos
Onde sonhos deixaram, pereceram
Porque ousaram viver e n&amp;atilde;o viveram,
Carregando utopias como abortos.

E, depois, porque morto o seu destino, 
Perdido, ao abandono, nessa estrada,
Sem deixar qualquer rastro, nem pegada,

O vazio dum sonho perigoso
Que tanto  andou c'o a alma esfarrapada
E tudo o que encontrou resume o nada.

-------

In "Carmen"
Vasco dos Santos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113759215148848301?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113759215148848301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113759215148848301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113759215148848301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113759215148848301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/01/soneto-xx.html' title='Soneto XX'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113752429170973335</id><published>2006-01-17T18:58:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.084Z</updated><title type='text'>Autobiografia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nasceu em S.Martinho de Anta, Tr&amp;aacute;s-os-Montes.
Casado.
Altura : 1,77 m.
Magro como um espeto.
Perfil de contrabandista espanhol.
M&amp;eacute;dico.
Anda que se desunha.
Fuma, sobretudo quando est&amp;aacute; com amigos ou quando escreve.
Gostava de ser pintor e chegou mesmo a pintar um auto-retrato, que atirou ao mar, no Portinho da Arr&amp;aacute;bida.
Vai muito ao cinema e ri-se perdidamente com os desenhos animados.
S&amp;oacute; ajudou uma vez a mulher a enxugar a lou&amp;ccedil;a, e h&amp;aacute; dez anos que lhe mata o bicho do ouvido com essa avaria.
Na sua biblioteca, pequena porque n&amp;atilde;o cabem mais livros na ex&amp;iacute;gua casa da Estrada da Beira, em Coimbra, onde mora, cont&amp;eacute;m o essencial das principais leituras do mundo.
Em pintura moderna admira Picasso, Siqueiros, Orozco e Portinari.
Tira o chap&amp;eacute;u a Euclides da Cunha e Machado de Assis.
Gosta de m&amp;uacute;sica, particularmente de Bach.
Mas do que gosta a valer, &amp;eacute; de calcorrear os montes do seu Douro transmontano e os pauis dos campos do Mondego &amp;agrave; ca&amp;ccedil;a de perdizes e de narcejas.
Nunca fez uma tratantice a um colega de letras. Em compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, t&amp;ecirc;m-lhe feito muitas.
Entre os autores que venera : Dostoievski, Proust, Cervantes, Unamuno e Melville.
&amp;Eacute; contra os ca&amp;ccedil;adores de aut&amp;oacute;grafos, contra os &amp;aacute;lbuns, contra a publicidade.
O contra &amp;eacute; mesmo o seu forte.
Gosta da solid&amp;atilde;o, e preza muito quem lha respeita.
N&amp;atilde;o acredita em fantasmas.
Anda sempre a morrer, e n&amp;atilde;o h&amp;aacute; ningu&amp;eacute;m que gaste mais energia.
Se pudesse recome&amp;ccedil;ar a vida gostaria de ser mais poeta ainda.
Um dos seus t&amp;iacute;tulos de gl&amp;oacute;ria &amp;eacute; ter passado a adolesc&amp;ecirc;ncia no Brasil (Leopoldina  Minas).
Vive pelos nervos.
N&amp;atilde;o h&amp;aacute; ningu&amp;eacute;m mais amigo dos seus amigos, e t&amp;atilde;o mal compreendido por eles.
A arte para ele n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o : &amp;eacute; um destino.
A sua terra &amp;eacute; para ele como para uma planta : s&amp;iacute;tio de deitar ra&amp;iacute;zes.
Tinha 20 anos quando escreveu o primeiro livro, que se chama &lt;i&gt;Ansiedade&lt;/i&gt;.
Poetas brasileiros que admira : Manuel Bandeira, Cec&amp;iacute;lia, Ledo Iva.
Romancistas brasileiros que admira : Graciliano, Lins do Rego e Jorge Amado.
Gosta dos deuses pag&amp;atilde;os, a quem tem cantado nas suas &lt;i&gt;Odes&lt;/i&gt;.
Mas n&amp;atilde;o conta com eles para o dia da morte, que teme como uma noite sem madrugada.
............
in "Miguel Torga - Fotobiografia"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113752429170973335?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113752429170973335/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113752429170973335' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113752429170973335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113752429170973335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/01/autobiografia.html' title='Autobiografia'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113751777105534813</id><published>2006-01-17T17:09:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:49.012Z</updated><title type='text'>Tem lêndeas... Tem lêndeas... Tem lêndeas...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tem l&amp;ecirc;ndeas... Tem l&amp;ecirc;ndeas... Tem l&amp;ecirc;ndeas...
E logo minha M&amp;atilde;e :
- Ouves, rapaz ?
- Ou&amp;ccedil;o, sim senhora.
Largava tudo, punha a velha saca de lona a tiracolo, de maneira que o l&amp;iacute;rio roxo ficasse voltado para fora, procurava a boina e sa&amp;iacute;a.
No quinteiro, parava, a inventariar o bornal. A lousa, o livro de leitura da quarta, o caderno de problemas, a aritm&amp;eacute;tica, a caneta, o l&amp;aacute;pis, a borracha e os regr&amp;otilde;es. N&amp;atilde;o faltava nada. Podia seguir.
Subia a quelha, atravessava a Eir&amp;oacute; sob a copa do negrilho, cumprimentava o sr. Arnaldo, sempre de plant&amp;atilde;o nos coberto, e diante da loja das Pintas j&amp;aacute; levava a fralda de fora.
- Anda c&amp;aacute;, desinfeliz !
Trangalhadan&amp;ccedil;as e desleixado, punha-lhes os cr&amp;eacute;ditos de costureiras pelas ruas da armagura.
A mais velha metia-me a camisa para dentro, endireitava a cruz dos suspens&amp;oacute;rios, e a caminhada continuava.
A escola, ao fundo do povo, tinha mimosas &amp;agrave; roda. Em frente, passava a estrada de macadame, h&amp;aacute; anos em repara&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que vinha do Porto e seguia at&amp;eacute; Bragan&amp;ccedil;a. Ladeada de montes de brita, arsenal inesgot&amp;aacute;vel e sempre &amp;agrave; m&amp;atilde;o nas corridas &amp;agrave; pedrada aos de Anta, era por ela que o Canca, empoleirado na moto, aparecia e desaparecia a cem &amp;agrave; hora, numa nuvem de poeira.
- L&amp;aacute; vai o diabo a cavalo no pai !  grit&amp;aacute;vamos da esplanada do velho casar&amp;atilde;o rectangular, de um s&amp;oacute; piso, que servia tamb&amp;eacute;m de habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mestre, na parte de tr&amp;aacute;s. Com janelas rasgadas a toda a volta, que dum lado deixavam ver o Mar&amp;atilde;o ao longe, muito azul no ver&amp;atilde;o e muito branco no inverno, mal se conhecia que em tempos fora caiado. Na frontaria, entre dois moir&amp;otilde;es a pino, bandeava-se a sineta.
- Tem l&amp;ecirc;ndeas... Tem l&amp;ecirc;ndeas... Tem l&amp;ecirc;ndeas...
- Se as tem, tira-lhas... Se as tem, tira-lhas... Se as tem, tira-lhas...  respondia, quando o vento soprava de fei&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a de Ferment&amp;otilde;es.
Entrava-se pela porta transversa, porque a outra, a principal, sempre com editais pregados a avisar os recrutas da data das incorpora&amp;ccedil;&amp;otilde;es e os lavradores do prazo dos manifestos, dava para o sal&amp;atilde;o nobre onde o senhor professor fazia os casamentos. Uma das testemunhas obrigat&amp;oacute;rias era o ti Manuel Serralheiro, minhoto, que sabia jogar o pau. Deitava-se no ch&amp;atilde;o, punha os tr&amp;ecirc;s filhos a malharem-lhe em cima, zurzia-os, e levantava-se no meio das bordoadas sem a mais pequena beliscadura. Tinha a oficina mesmo ali ao p&amp;eacute; e, por comodidade, chamavam-lhe a ele. Assistia &amp;agrave; cerim&amp;oacute;nia de chap&amp;eacute;u na m&amp;atilde;o, muito compenetrado, e assinava no fim, solenemente, como se fosse o sacrist&amp;atilde;o do Registo Civil.
O mestre, encabado nos socos abertos e abafado no varino de surrobeco, sempre atido ao venha a n&amp;oacute;s, recebia-os conforme a pingadeira.
- O senhor passou bem ?
- Ol&amp;aacute;, seu pardal ! Ainda agora ?
- Trouxe uma cesta de batatas, que j&amp;aacute; entreguei &amp;agrave; senhora Marquinhas, e demorei-me um migalho...
- Bem, bem... Amanh&amp;atilde; v&amp;ecirc; se desembelinhas essas pernas.
Quando a d&amp;uacute;zia de ovos tardava, ou o fumeiro parecia esquecido, ele pr&amp;oacute;prio lembrava a falta. E at&amp;eacute; os mais pobres apareciam de saquitel ao ombro. Mas havia dar, e dar... E o tom de acolhimento variava.
- E tu, meu figur&amp;atilde;o ?
- Fui prender a burra...
- A burra tem as costas largas !
E tinha. Escarrapachado nela, todo eu era uma aleluia pela veiga fora, a entoar de fio a pavio a hist&amp;oacute;ria rimada do &lt;i&gt;Jo&amp;atilde;o Soldado&lt;/i&gt;, que paralisava o Marreta, mo&amp;iacute;do de trabalho nos Tr&amp;ecirc;s Bicos. Parava o enchad&amp;atilde;o, encostava-se ao cabo, e ficava maravilhado a admirar os versos e a mem&amp;oacute;ria do recitador.

&lt;div align="center"&gt;&lt;i&gt;Era uma vez um rapaz
Bem nascido e mal falado...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;

- Queres vir ganhar o dia, a cantar ?  perguntava-me de brincadeira, quando lhe passava em frente.
- N&amp;atilde;o senhor. Tenho de ir para a escola.
- Pois &amp;eacute; pena, porque te pagava bem !
O mestre &amp;eacute; que n&amp;atilde;o queria saber de devaneios.
- Por hoje, as coisas ficam assim. Mas volta a repetir a fa&amp;ccedil;anha, e ver&amp;aacute;s o que te acontece !
Sentava-me na bancada da frente, &amp;agrave; esquerda do meu companheiro, o Jer&amp;oacute;nimo. Num instante, estava pronto. O senhor Botelho erguia-se ent&amp;atilde;o da cadeira, descia o estrado, e ordenava em tom solene :
- Papel de trinta e cinco linhas. Ditado !
A esta palavra, a sala ficava silenciosa. Havia em todos, pequenos e grandes, um sagrado respeito pelo ditado e pelos alunos que o faziam. Enquanto ele durava, claro.
O senhor professor pigarreava, a limpar a garganta do cataro de fumador, e principiava, depois de repetir em voz alta  Ditado :
- O calor dilata os corpos...
Era a hora recolhida da escola. A ningu&amp;eacute;m apetecia ir l&amp;aacute; fora mijar ou satisfazer qualquer outra necessidade. Os da primeira soletravam o b&amp;ecirc;-&amp;agrave;-b&amp;aacute; de boca fechada, e quem j&amp;aacute; sabia contas, fazia contas.
O mestre, encostado &amp;agrave; secret&amp;aacute;ria, o livro na m&amp;atilde;o esquerda, a cana-da-&amp;iacute;ndia na direita, continuava :
- O calor, v&amp;iacute;rgula; a luz, v&amp;iacute;rgula; o som, v&amp;iacute;rgula; s&amp;atilde;o agentes f&amp;iacute;sicos. Ponto. F&amp;iacute;-si-cos... J&amp;aacute; se n&amp;atilde;o usa o ph, como lhes tenho ensinado. H&amp;aacute; ainda certos autores que o empregam, mas s&amp;oacute; por caturrice...
De facto, o senhor Botelho percebera que o J&amp;uacute;lio Fraga, naquele levar o rabo da caneta &amp;agrave; boca, naquele olhar fixamente o tecto, matutava no ph.
- A f&amp;iacute;sica &amp;eacute; uma ci&amp;ecirc;ncia... Prestem aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o : ci&amp;ecirc;ncia ! Lembrem-se dos acentos...
E continuava a ditar e a adivinhar os erros e as dificuldades de cada um.
.............

A Cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Mundo - O Primeiro Dia
Miguel Torga 
( 12 / 08 / 1907  -  17 / 01 / 1995 )&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113751777105534813?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113751777105534813/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113751777105534813' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113751777105534813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113751777105534813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/01/tem-lndeas.html' title='Tem l&amp;ecirc;ndeas... Tem l&amp;ecirc;ndeas... Tem l&amp;ecirc;ndeas...'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113744236733539725</id><published>2006-01-16T20:12:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.947Z</updated><title type='text'>Concurso Literário Em Língua Portuguesa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es Portuguesas de Fran&amp;ccedil;a (FAPF) organiza todos os anos um concurso liter&amp;aacute;rio destinado aos alunos dos cursos de l&amp;iacute;ngua portuguesa. Este ano, est&amp;aacute; em curso o &amp;#8220;XV&amp;deg; Concurso Liter&amp;aacute;rio&amp;#8221; (edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2006).

Este concurso tem vindo a ganhar, ano ap&amp;oacute;s ano, uma grande aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o no meio escolar e um reconhecimento cada vez maior por parte da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa em Fran&amp;ccedil;a, das fam&amp;iacute;lias, do movimento associativo portugu&amp;ecirc;s e o n&amp;uacute;mero de alunos tem aumentado regularmente.

Os documentos (a nota explicativa, as modalidades, os temas e o regulamento) s&amp;atilde;o enviados directamente aos docentes de l&amp;iacute;ngua portuguesa, por interm&amp;eacute;dio das associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es locais e da Embaixada de Portugal em Fran&amp;ccedil;a (via a Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o Geral do Ensino).

O j&amp;uacute;ri (composto de dirigentes associativos, de personalidades ligadas ao mundo cultural e educativo, e de professores de l&amp;iacute;ngua portuguesa) delibera e remete pr&amp;eacute;mios aos 25 melhores trabalhos apresentados pelos alunos do ensino prim&amp;aacute;rio e secund&amp;aacute;rio numa festa anual para as crian&amp;ccedil;as.

Esta realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o (actualmente em curso) culminar&amp;aacute; no Domingo 18 de Junho 2006, na cidade de Courbevoie (sala das festas, 7 boulevard Aristide Briand), periferia oeste da cidade de Paris. Neste dia, est&amp;aacute; previsto um grande espect&amp;aacute;culo para os alunos e fam&amp;iacute;lias, no final do qual ser&amp;atilde;o distribu&amp;iacute;dos os pr&amp;eacute;mios aos 25 melhores trabalhos apresentados. Entre dan&amp;ccedil;as modernas e folclore infantil das associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, este ano teremos tamb&amp;eacute;m actua&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cantares tradicionais portugueses para os mais novos.

Um col&amp;oacute;quio e exposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ser&amp;atilde;o consagrados &amp;agrave; l&amp;iacute;ngua portuguesa. Aproveita-se, nessa semana, para organizar nos locais da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Cultural Portuguesa de Courbevoie-la Garenne (ACPCG), fil&amp;iacute;ada &amp;agrave; FAPF, exposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e confer&amp;ecirc;ncias relativas ao tema e ao ensino do portugu&amp;ecirc;s em Fran&amp;ccedil;a.

Os objectivos deste concurso anual s&amp;atilde;o de ordem pedag&amp;oacute;gica e s&amp;oacute;cio-cultural, para promover a nossa l&amp;iacute;ngua e cultura, procurar estabelecer elos de liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre as diferentes escolas, cursos de portugu&amp;ecirc;s, associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es portuguesas, docentes, e outros actores do ensino.

Esta ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem por objectivo afirmar a exist&amp;ecirc;ncia e a vitalidade da l&amp;iacute;ngua portuguesa, dar-lhe mais visibilidade na sociedade francesa, constituindo um meio suplementar de valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos trabalhos realizados em l&amp;iacute;ngua portuguesa.

Jos&amp;eacute; MACHADO

Presidente da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es Portuguesas de Fran&amp;ccedil;a (FAPF)

Conselheiro das Comunidades Portuguesas

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Para mais informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, contactar :

Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es Portuguesas de Fran&amp;ccedil;a (FAPF)

109 boulevard Henri Barbusse  l  (F) 78800 HOUILLES  l  France

Telf. : [+33] (0)8.71.24.43.82  l  Fax : [+33] (0)1.47.94.19.08

info@fapf.org  l  www.fapf.org&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113744236733539725?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113744236733539725/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113744236733539725' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113744236733539725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113744236733539725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2006/01/concurso-literngua-portuguesa.html' title='Concurso Liter&amp;aacute;rio Em L&amp;iacute;ngua Portuguesa'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113484967217651893</id><published>2005-12-17T20:01:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.883Z</updated><title type='text'>Português - Uma Língua De Charneira</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Verdana size=4&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT face=Verdana size=4&gt;   &lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face=Verdana size=4&gt;Uma &amp;#171;l&amp;#237;ngua de charneira&amp;#187;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face=Verdana size=4&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;FONT face=Verdana size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Cada l&amp;#237;ngua engloba um conjunto de &amp;#171;linguagens especiais&amp;#187; &amp;#150; dos of&amp;#237;cios, das artes, das ci&amp;#234;ncias, das tecnologias, das religi&amp;#245;es e dos v&amp;#225;rios grupos profissionais, culturais, sociais, econ&amp;#243;micos que usam cada uma delas. Estas linguagens especiais, como lhes chama Ivo Castro, professor de Lingu&amp;#237;stica Hist&amp;#243;rica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desenvolvem-se para responder a press&amp;#245;es de ordem social, econ&amp;#243;mica ou cultural, alimentando-se muitas vezes da importa&amp;#231;&amp;#227;o de palavras de outros idiomas.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;FONT face=Verdana size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;No caso portugu&amp;#234;s, os n&amp;#250;cleos de vocabul&amp;#225;rio especializado e as diferentes constru&amp;#231;&amp;#245;es gramaticais que nele coabitam s&amp;#227;o herdeiros, e testemunhos fundamentais, dos grandes momentos de contacto multicultural que marcaram a hist&amp;#243;ria do pa&amp;#237;s e da l&amp;#237;ngua que aqui se desenvolveu.&lt;/FONT&gt; &lt;/DIV&gt;&lt;FONT face=Verdana size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Como &amp;#233; sabido, a base estrutural do l&amp;#233;xico da nossa l&amp;#237;ngua &amp;#233; latina, mas as suas ra&amp;#237;zes s&amp;#227;o anteriores ao dom&amp;#237;nio do imp&amp;#233;rio romano. &amp;#171;Sobre essa base formaram-se n&amp;#250;cleos de linguagens especiais, cada um com a sua &amp;#225;rea sem&amp;#226;ntica, a sua hist&amp;#243;ria, a sua &amp;#233;poca e os seus processos de entrada. Alguns surgiram a partir de material lingu&amp;#237;stico que j&amp;#225; era portugu&amp;#234;s, outros de importa&amp;#231;&amp;#245;es do latim, do franc&amp;#234;s, do espanhol e do italiano, principalmente&amp;#187;, resume Ivo Castro, o nosso guia nesta viagem pela hist&amp;#243;ria de um idioma com &amp;#171;voca&amp;#231;&amp;#227;o de l&amp;#237;ngua de intermedia&amp;#231;&amp;#227;o&amp;#187;.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;FONT face=Verdana size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;H&amp;#225;, portanto, palavras que usamos hoje de l&amp;#237;nguas que n&amp;#227;o conhecemos, faladas pelos povos que habitavam o territ&amp;#243;rio antes da chegada do latim e cujo vocabul&amp;#225;rio ficou parcialmente conservado &amp;#224; medida que surgia o portugu&amp;#234;s. Termos como &amp;#171;cabana&amp;#187;, ou &amp;#171;cama&amp;#187;, designavam objectos espec&amp;#237;ficos do mundo rural desses antepassados dos portugueses que n&amp;#227;o tinham equivalente na l&amp;#237;ngua latina.&lt;/FONT&gt; &lt;/DIV&gt;&lt;FONT face=Verdana size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;A par deles, e em propor&amp;#231;&amp;#227;o maior, temos voc&amp;#225;bulos latinos pertencentes a &amp;#225;reas sem&amp;#226;nticas essenciais da vida quotidiana, como a alimenta&amp;#231;&amp;#227;o (&lt;I&gt;panis&lt;/I&gt;), a fam&amp;#237;lia (&lt;I&gt;pater&lt;/I&gt;, &lt;I&gt;mater&lt;/I&gt;) ou a religi&amp;#227;o (&lt;I&gt;ecclesia&lt;/I&gt; &amp;#150; termo j&amp;#225; importado do grego, que fornecera grande parte da linguagem do cristianismo &amp;#224;s l&amp;#237;nguas da Europa). Mas o latim n&amp;#227;o se limitou a dar ao portugu&amp;#234;s a sua base lexical de arranque, nos s&amp;#233;culos V, VI, VII da nossa era. Durante a Idade M&amp;#233;dia e o Renascimento, continuou a ser uma das principais fontes de termos t&amp;#233;cnicos do direito, das rela&amp;#231;&amp;#245;es internacionais, da literatura.&lt;/FONT&gt; &lt;/DIV&gt;&lt;FONT face=Verdana size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Um bom exemplo de um voc&amp;#225;bulo latino que &amp;#233; importado em diferentes momentos encontra-se nos resultados portugueses da palavra &lt;I&gt;plano&lt;/I&gt; (superf&amp;#237;cie rasa e direita). Fazia parte do latim inicial do territ&amp;#243;rio e sofreu as evolu&amp;#231;&amp;#245;es fon&amp;#233;ticas regulares que contribu&amp;#237;ram para a primeira autonomiza&amp;#231;&amp;#227;o da l&amp;#237;ngua portuguesa. Gra&amp;#231;as a elas, e por um complicado percurso, transformou-se na palavra &lt;I&gt;ch&amp;#227;o&lt;/I&gt;. Tornou a entrar como termo t&amp;#233;cnico da geometria no s&amp;#233;culo XIV, dessa vez escapando a transforma&amp;#231;&amp;#245;es fon&amp;#233;ticas, precisamente por pertencer a uma linguagem especial que se lia e escrevia, mas se falava pouco. Entretanto, uma terceira manifesta&amp;#231;&amp;#227;o do termo &amp;#150; &lt;I&gt;pr&amp;#227;o&lt;/I&gt; &amp;#150; evoluiria para &lt;I&gt;por&amp;#227;o&lt;/I&gt;. No s&amp;#233;c. XVI, quando a influ&amp;#234;ncia do espanhol sobre a nossa l&amp;#237;ngua liter&amp;#225;ria estava no auge, aceit&amp;#225;mos o adjectivo &lt;I&gt;llano&lt;/I&gt;, graficamente aportuguesado para &lt;I&gt;lhano&lt;/I&gt;, no sentido de &amp;#171;singelo, franco, directo&amp;#187;. E mais tarde, quando a arte musical se exprimia em italiano por toda a Europa, recebemos esse instrumento de teclas que ficou conhecido por &lt;I&gt;piano&lt;/I&gt;. &amp;#171;Podemos classificar &lt;I&gt;piano&lt;/I&gt; como um italianismo ao lado de &lt;I&gt;&amp;#243;pera&lt;/I&gt;, &lt;I&gt;clarinete&lt;/I&gt;, ou &lt;I&gt;minuete&lt;/I&gt;. Dois ter&amp;#231;os do l&amp;#233;xico da m&amp;#250;sica e das artes do som chegaram at&amp;#233; n&amp;#243;s no per&amp;#237;odo cl&amp;#225;ssico do italiano. Temos a&amp;#237; uma linguagem especializada em resposta a uma press&amp;#227;o cultural muito forte.&amp;#187;&lt;/FONT&gt; &lt;/DIV&gt;&lt;FONT face=Verdana size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Outros epis&amp;#243;dios do g&amp;#233;nero sucederam a partir de l&amp;#237;nguas n&amp;#227;o rom&amp;#226;nicas, como o ingl&amp;#234;s recentemente e antes o &amp;#225;rabe, o qual tamb&amp;#233;m se introduziu em dois grandes momentos de contacto. Primeiro, o da ocupa&amp;#231;&amp;#227;o mu&amp;#231;ulmana, desde o s&amp;#233;culo VIII at&amp;#233; aos s&amp;#233;culos XII e XIII, donde resultou a maioria dos top&amp;#243;nimos (&lt;I&gt;Alfama&lt;/I&gt;, &lt;I&gt;Albufeira&lt;/I&gt;), vocabul&amp;#225;rio de organiza&amp;#231;&amp;#227;o territorial e econ&amp;#243;mica (&lt;I&gt;aldeia&lt;/I&gt; e &lt;I&gt;alf&amp;#226;ndega&lt;/I&gt;), da alimenta&amp;#231;&amp;#227;o (&lt;I&gt;arroz&lt;/I&gt;, &lt;I&gt;cenoura&lt;/I&gt;, &lt;I&gt;a&amp;#231;&amp;#250;car&lt;/I&gt;, &lt;I&gt;alface&lt;/I&gt;, &lt;I&gt;azeite&lt;/I&gt;, &lt;I&gt;atum&lt;/I&gt; ou &lt;I&gt;javali&lt;/I&gt;) das medidas (&lt;I&gt;almude&lt;/I&gt;, &lt;I&gt;taleiga&lt;/I&gt; ou &lt;I&gt;arroba&lt;/I&gt;), do universo militar (&lt;I&gt;alferes&lt;/I&gt;, &lt;I&gt;arraial&lt;/I&gt;, &lt;I&gt;alc&amp;#225;&amp;#231;ova&lt;/I&gt;), de profiss&amp;#245;es (&lt;I&gt;alfaiate&lt;/I&gt; e &lt;I&gt;almocreve&lt;/I&gt;). Tudo isto trouxeram os &amp;#225;rabes para a Pen&amp;#237;nsula Ib&amp;#233;rica.&lt;/FONT&gt; &lt;/DIV&gt;&lt;FONT face=Verdana size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Mais tarde, nas pra&amp;#231;as portuguesas do Norte de &amp;#193;frica e no Oriente, o &amp;#225;rabe foi a l&amp;#237;ngua comercial e a entrada de vocabul&amp;#225;rio &amp;#233;, depois da Reconquista crist&amp;#227;, mais internacional e especializada. &amp;#171;Hoje, quando se fazem bem as contas, descobre-se que do s&amp;#233;culo XV ao s&amp;#233;culo XVI entraram mais arabismos no portugu&amp;#234;s do que na fase de ocupa&amp;#231;&amp;#227;o.&amp;#187;&lt;/FONT&gt; &lt;/DIV&gt;&lt;FONT face=Verdana size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;As duas grandes fontes de importa&amp;#231;&amp;#227;o lingu&amp;#237;stica do portugu&amp;#234;s foram, at&amp;#233; ao s&amp;#233;culo XVII, o latim e o espanhol, e entre o s&amp;#233;culo XVIII e princ&amp;#237;pios do s&amp;#233;culo XX o franc&amp;#234;s, &amp;#171;L&amp;#237;ngua de Cultura&amp;#187; de refer&amp;#234;ncia at&amp;#233; ao dia em que aparecem os Beatles. &amp;#171;Desde o fim da segunda grande guerra que o ingl&amp;#234;s vinha tomando o lugar de l&amp;#237;ngua dominante, com o crescente protagonismo dos EUA enquanto pot&amp;#234;ncia internacional, mas no sul da Europa esse dom&amp;#237;nio acontece a partir dos anos 60, por via das artes e sobretudo da m&amp;#250;sica.&amp;#187;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;FONT face=Verdana size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;O que d&amp;#225;, afinal, unidade a esta manta de retalhos que &amp;#233; a l&amp;#237;ngua? Os mecanismos reguladores como a escola, as gram&amp;#225;ticas, os dicion&amp;#225;rios, os prontu&amp;#225;rios ortogr&amp;#225;ficos. &amp;#171;Tudo isto diminui os factores de variabilidade e d&amp;#225; a ilus&amp;#227;o de homogeneidade e o car&amp;#225;cter de unidade a uma l&amp;#237;ngua&amp;#187;, explica Ivo Castro. &amp;#171;De facto, as l&amp;#237;nguas s&amp;#227;o conjuntos de unidades muito vari&amp;#225;veis entre si que est&amp;#227;o constantemente a mudar. Por isso &amp;#233; que aguentam entradas e sa&amp;#237;das de palavras, regras e maneiras de pronunciar, mudan&amp;#231;as a que nos vamos afei&amp;#231;oando, julgando que estamos sempre a falar da mesma maneira. Nos anos 30 havia muito mais anglicismos no futebol, por exemplo. &amp;#192; medida que se foi popularizando e nacionalizando foi-se aportuguesando&amp;#187;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;FONT face=Verdana size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Estes mecanismos normalizadores, sem os quais a sociedade n&amp;#227;o poderia viver, t&amp;#234;m o inconveniente de ser &amp;#171;reaccion&amp;#225;rios&amp;#187;, de reagir mal &amp;#224; inova&amp;#231;&amp;#227;o. &amp;#171;As resist&amp;#234;ncias dos puristas &amp;#224;s infiltra&amp;#231;&amp;#245;es do ingl&amp;#234;s, sabemos que h&amp;#225; 150 anos eram igualmente violentas em rela&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224;s infiltra&amp;#231;&amp;#245;es do franc&amp;#234;s e que antes tinham sido &amp;#224;s do espanhol.&amp;#187; Mas foi a permeabilidade &amp;#224;s l&amp;#237;nguas estrangeiras, decorrente da nossa posi&amp;#231;&amp;#227;o perif&amp;#233;rica, que transformou o portugu&amp;#234;s numa &amp;#171;l&amp;#237;ngua complexa e potencialmente de charneira, muito mais complicada do que o vizinho espanhol&amp;#187;, e habilitou os portugueses a falar com facilidade outros idiomas, mais do que os brasileiros, cuja variante tem menos nuances gramaticais e fon&amp;#233;ticas.&lt;/FONT&gt; &lt;/DIV&gt;&lt;FONT face=Verdana size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Na opini&amp;#227;o de Ivo Castro, v&amp;#225;rias pol&amp;#237;ticas da l&amp;#237;ngua ter&amp;#227;o de ser assumidas. &amp;#171;Em &amp;#193;frica, onde todos os dias nascem milhares de falantes de portugu&amp;#234;s, Portugal tem de participar na forma&amp;#231;&amp;#227;o de elites de ensinantes que transformem esta l&amp;#237;ngua materna em L&amp;#237;ngua de Cultura. Em rela&amp;#231;&amp;#227;o ao Brasil, a continuidade da l&amp;#237;ngua est&amp;#225; garantida e segue caminhos aut&amp;#243;nomos, com os quais temos de manter rela&amp;#231;&amp;#245;es fraternas. Aos 5,5 milh&amp;#245;es de portugueses que vivem fora do pa&amp;#237;s temos de proporcionar uma estreita liga&amp;#231;&amp;#227;o com a l&amp;#237;ngua m&amp;#227;e. C&amp;#225; dentro temos de definir rapidamente boas pol&amp;#237;ticas de ensino para nacionais e imigrantes. Finalmente, Portugal deve investir no ensino do Portugu&amp;#234;s L&amp;#237;ngua n&amp;#227;o Materna em contextos de interesse pelo espa&amp;#231;o econ&amp;#243;mico dos pa&amp;#237;ses lus&amp;#243;fonos &amp;#150; faz todo o sentido ensinar portugu&amp;#234;s a um empres&amp;#225;rio chin&amp;#234;s que queira investir em &amp;#193;frica ou no Brasil, porque quem fala portugu&amp;#234;s europeu fala imediatamente portugu&amp;#234;s do Brasil e o inverso n&amp;#227;o &amp;#233; verdade.&amp;#187;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Fonte : &lt;A href="http://www.instituto-camoes.pt/encarte/encarte89j.htm"&gt;Instituto Cam&amp;#245;es&lt;/A&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113484967217651893?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113484967217651893/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113484967217651893' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113484967217651893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113484967217651893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/12/portugungua-de-charneira.html' title='Portugu&amp;#234;s - Uma L&amp;#237;ngua De Charneira'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113483227650554588</id><published>2005-12-17T15:11:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.818Z</updated><title type='text'>Colóquio Da Lusofonia 2006</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;EM&gt;&lt;FONT face=Tahoma&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #383838; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Quando em 2001 preparamos o in&amp;#237;cio destes COL&amp;#211;QUIOS ANUAIS da LUSOFONIA - sob a &amp;#233;gide do nosso patrono EMBAIXADOR PROFESSOR DOUTOR JOS&amp;#201; AUGUSTO SEABRA - quer&amp;#237;amos provar que era poss&amp;#237;vel descentralizar a realiza&amp;#231;&amp;#227;o destes eventos e que era poss&amp;#237;vel realiz&amp;#225;-los sem sermos subs&amp;#237;dio-dependentes. &lt;/SPAN&gt;&lt;FONT face=Arial&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt"&gt;&lt;FONT color=#333333&gt;O ponto de partida foi a descentraliza&amp;#231;&amp;#227;o da discuss&amp;#227;o da l&amp;#237;ngua portuguesa e &lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"&gt;as problem&amp;#225;ticas da l&amp;#237;ngua portuguesa no mundo.&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face=Arial&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;SPAN style="COLOR: #383838; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;FONT face=Arial&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt"&gt;&lt;FONT color=#333333&gt;&lt;DIV align=justify&gt;De 2002 em diante os Col&amp;#243;quios t&amp;#234;m-se realizado em Bragan&amp;#231;a, ainda na base da descentraliza&amp;#231;&amp;#227;o, mas sobretudo devido &amp;#224; insularidade em termos culturais. Portugal, como toda a gente sabe, &amp;#233; um pa&amp;#237;s macroc&amp;#233;falo; existe Lisboa e o resto continua a ser paisagem. &amp;#201; muito raro os locais do interior, os locais mais remotos como Bragan&amp;#231;a, poderem ter acesso a debates de consider&amp;#225;vel import&amp;#226;ncia sobre o futuro da l&amp;#237;ngua. Estes col&amp;#243;quios s&amp;#227;o a &amp;#250;nica iniciativa, concreta e regular em Portugal nos &amp;#250;ltimos cinco anos sobre esta tem&amp;#225;tica.&lt;SCRIPT&gt;&lt;!--D(["mb","&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;color:#494949;font-family:Arial\"&gt; Os Col&amp;#243;quios s&amp;#227;o \nindependentes de quaisquer for&amp;#231;as pol&amp;#237;ticas ou institucionais e asseguram essa \nsua &amp;#147;independ&amp;#234;ncia&amp;#148; atrav&amp;#233;s das inscri&amp;#231;&amp;#245;es dos participantes contando com o \napoio, ao n&amp;#237;vel log&amp;#237;stico, da autarquia que fez a sua aposta&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;color:#383838;font-family:Arial\"&gt; cultural na \ndivulga&amp;#231;&amp;#227;o e realiza&amp;#231;&amp;#227;o deste importante evento anual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin-left:18pt\"&gt;&lt;font color\u003d\"#333333\"&gt;&lt;font face\u003d\"Arial\"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt\"&gt;&amp;quot;O povo de Bragan&amp;#231;a tem ainda uma \ncuriosidade. Naquele distrito fala-se um portugu&amp;#234;s ainda mais vern&amp;#225;culo do que o \nportugu&amp;#234;s corrente. O certo &amp;#233; que em Bragan&amp;#231;a, fruto do seu isolamento ao longo \nde 400 anos &amp;#150; o IP4 chegou a Bragan&amp;#231;a h&amp;#225; menos de 15 &amp;#150; permitiu que falassem um \nportugu&amp;#234;s mais pr&amp;#243;ximo do portugu&amp;#234;s correcto do que aquele que se fala nas \ngrandes urbes e que serve normalmente depois para padr&amp;#227;o da l&amp;#237;ngua portuguesa \nfalada&amp;#148; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style\u003d\"color:#383838;font-family:Verdana\"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin-left:18pt;text-align:justify\"&gt;&lt;font color\u003d\"#333333\"&gt;&lt;font face\u003d\"Arial\"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt\"&gt;&amp;#147;&lt;i&gt;A inten&amp;#231;&amp;#227;o destes col&amp;#243;quios &amp;#233; diferente da maior \nparte das coisas que se t&amp;#234;m praticado. Ao contr&amp;#225;rio de outros col&amp;#243;quios e \nconfer&amp;#234;ncias tradicionais em que as pessoas se re&amp;#250;nem e no final h&amp;#225; uma acta \ncheia de boas inten&amp;#231;&amp;#245;es com as conclus&amp;#245;es, estes col&amp;#243;quios visam aproveitar a \nexperi&amp;#234;ncia profissional e pessoal de cada um dentro da sua especialidade e dos \ntemas que est&amp;#227;o a ser debatidos, para que os restantes oradores possam depois \npartir para o terreno, para os seus locais de trabalho e utilizarem instrumentos \nque j&amp;#225; deram resultados noutras comunidades&lt;/i&gt;.&amp;quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style\u003d\"color:#383838\"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin-left:18pt;text-align:justify\"&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;color:black;font-family:Arial\"&gt;Estes Col&amp;#243;quios podem \nser marginais em rela&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224;s grandes directrizes aprovadas nos gabinetes de \nLisboa, mas na pr&amp;#225;tica t&amp;#234;m servido para in&amp;#250;meras pessoas aplicarem as \nexperi&amp;#234;ncias doutros colegas &amp;#224; realidade do seu quotidiano de trabalho com \nresultados surpreendentes e bem acelerados como se acabou de ver na edi&amp;#231;&amp;#227;o de \n2005. ",1]);//--&gt;&lt;/SCRIPT&gt; &lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #494949; FONT-FAMILY: Arial"&gt;Os Col&amp;#243;quios s&amp;#227;o independentes de quaisquer for&amp;#231;as pol&amp;#237;ticas ou institucionais e asseguram essa sua &amp;#147;independ&amp;#234;ncia&amp;#148; atrav&amp;#233;s das inscri&amp;#231;&amp;#245;es dos participantes contando com o apoio, ao n&amp;#237;vel log&amp;#237;stico, da autarquia que fez a sua aposta&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #383838; FONT-FAMILY: Arial"&gt; cultural na divulga&amp;#231;&amp;#227;o e realiza&amp;#231;&amp;#227;o deste importante evento anual.&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #383838; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;FONT color=#333333&gt;&lt;FONT face=Arial&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt"&gt;&lt;DIV align=justify&gt;"O povo de Bragan&amp;#231;a tem ainda uma curiosidade. Naquele distrito fala-se um portugu&amp;#234;s ainda mais vern&amp;#225;culo do que o portugu&amp;#234;s corrente. O certo &amp;#233; que em Bragan&amp;#231;a, fruto do seu isolamento ao longo de 400 anos &amp;#150; o IP4 chegou a Bragan&amp;#231;a h&amp;#225; menos de 15 &amp;#150; permitiu que falassem um portugu&amp;#234;s mais pr&amp;#243;ximo do portugu&amp;#234;s correcto do que aquele que se fala nas grandes urbes e que serve normalmente depois para padr&amp;#227;o da l&amp;#237;ngua portuguesa falada&amp;#148; &lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN style="COLOR: #383838; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;FONT color=#333333&gt;&lt;FONT face=Arial&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt"&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;#147;&lt;I&gt;A inten&amp;#231;&amp;#227;o destes col&amp;#243;quios &amp;#233; diferente da maior parte das coisas que se t&amp;#234;m praticado. Ao contr&amp;#225;rio de outros col&amp;#243;quios e confer&amp;#234;ncias tradicionais em que as pessoas se re&amp;#250;nem e no final h&amp;#225; uma acta cheia de boas inten&amp;#231;&amp;#245;es com as conclus&amp;#245;es, estes col&amp;#243;quios visam aproveitar a experi&amp;#234;ncia profissional e pessoal de cada um dentro da sua especialidade e dos temas que est&amp;#227;o a ser debatidos, para que os restantes oradores possam depois partir para o terreno, para os seus locais de trabalho e utilizarem instrumentos que j&amp;#225; deram resultados noutras comunidades&lt;/I&gt;."&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN style="COLOR: #383838"&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Estes Col&amp;#243;quios podem ser marginais em rela&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224;s grandes directrizes aprovadas nos gabinetes de Lisboa, mas na pr&amp;#225;tica t&amp;#234;m servido para in&amp;#250;meras pessoas aplicarem as experi&amp;#234;ncias doutros colegas &amp;#224; realidade do seu quotidiano de trabalho com resultados surpreendentes e bem acelerados como se acabou de ver na edi&amp;#231;&amp;#227;o de 2005.&lt;SCRIPT&gt;&lt;!--D(["mb","&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;h6 style\u003d\"margin-left:18pt;text-align:justify\"&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;font-family:Arial\"&gt;Pelo quarto ano consecutivo teremos \no apoio inequ&amp;#237;voco da&lt;b&gt; C&amp;#226;mara Municipal de Bragan&amp;#231;a &lt;/b&gt;que se prepara para \neditar em livro as Actas dos tr&amp;#234;s &amp;#250;ltimos Col&amp;#243;quios.&lt;/span&gt; &lt;/h6&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin-left:18pt;text-align:justify\"&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;font-family:Arial\"&gt;&amp;#160;Igualmente se ir&amp;#227;o manter as \nactividades paralelas como a Mostra de Artesanato e a Mostra de Livros, quer de \nartes&amp;#227;os transmontanos quer de artes&amp;#227;os da Galiza, bem como de autores \nportugueses (e de mirand&amp;#234;s) e de autores galegos, o que s&amp;#243; vem demonstrar a \nvitalidade e a &amp;#150; cada vez mais lata &amp;#150; abrang&amp;#234;ncia destes \nCol&amp;#243;quios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin-left:18pt;text-align:justify\"&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;font-family:Arial\"&gt;Vai igualmente tentar-se organizar \numa Exposi&amp;#231;&amp;#227;o de Fotografia/Pintura de artistas galegos lus&amp;#243;fonos.&lt;span style\u003d\"color:#383838\"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin-left:18pt;text-align:justify\"&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;color:black;font-family:Arial\"&gt;Por outro lado, \na&lt;/span&gt;&lt;font face\u003d\"Arial\"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;color:#383838\"&gt; componente l&amp;#250;dica destes Col&amp;#243;quios \npermite, algo que n&amp;#227;o sucede em eventos deste tipo: a confraterniza&amp;#231;&amp;#227;o cordial, \naberta, franca e informal entre oradores e presenciais, caracterizada por \nalmo&amp;#231;os e jantares de mais de trinta pessoas e um passeio ao Parque Natural de \nMontesinho, a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;color:#383838\"&gt;Rio de Onor e &amp;#224; Cidadela, em que do \nconv&amp;#237;vio sa&amp;#237;ram refor&amp;#231;ados os elos entre as pessoas, elos esses que se ir&amp;#227;o \nmanter a n&amp;#237;vel pessoal e profissional. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;color:black;font-family:Arial\"&gt;As pessoas puderam \ntrocar impress&amp;#245;es, falar de projectos, partilhar ideias e metodologias, fazer \nconhecer as suas vivencias e pontos de vista, alargando esta rede informar que \ns&amp;#227;o os Col&amp;#243;quios Anuais da Lusofonia. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;color:#383838\"&gt;Este o segredo por tr&amp;#225;s da recente \ncampanha que &amp;#147;salvou&amp;#148; o Ciberd&amp;#250;vidas em 2005, conforme foi dito por um \nrespons&amp;#225;vel do site numa alocu&amp;#231;&amp;#227;o ao p&amp;#250;blico. Os Col&amp;#243;quios da Lusofonia neste \nmomento j&amp;#225; movem cerca de duas mil pessoas atrav&amp;#233;s da sua \nrede.",1]);//--&gt;&lt;/SCRIPT&gt; &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;H6 style="MARGIN-LEFT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Pelo quarto ano consecutivo teremos o apoio inequ&amp;#237;voco da&lt;B&gt; C&amp;#226;mara Municipal de Bragan&amp;#231;a &lt;/B&gt;que se prepara para editar em livro as Actas dos tr&amp;#234;s &amp;#250;ltimos Col&amp;#243;quios.&lt;/SPAN&gt; &lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/H6&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;Igualmente se ir&amp;#227;o manter as actividades paralelas como a Mostra de Artesanato e a Mostra de Livros, quer de artes&amp;#227;os transmontanos quer de artes&amp;#227;os da Galiza, bem como de autores portugueses (e de mirand&amp;#234;s) e de autores galegos, o que s&amp;#243; vem demonstrar a vitalidade e a &amp;#150; cada vez mais lata &amp;#150; abrang&amp;#234;ncia destes Col&amp;#243;quios.&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Vai igualmente tentar-se organizar uma Exposi&amp;#231;&amp;#227;o de Fotografia/Pintura de artistas galegos lus&amp;#243;fonos.&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&lt;SPAN style="COLOR: #383838"&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Por outro lado, a&lt;/SPAN&gt;&lt;FONT face=Arial&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #383838"&gt; componente l&amp;#250;dica destes Col&amp;#243;quios permite, algo que n&amp;#227;o sucede em eventos deste tipo: a confraterniza&amp;#231;&amp;#227;o cordial, aberta, franca e informal entre oradores e presenciais, caracterizada por almo&amp;#231;os e jantares de mais de trinta pessoas e um passeio ao Parque Natural de Montesinho, a &lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #383838"&gt;Rio de Onor e &amp;#224; Cidadela, em que do conv&amp;#237;vio sa&amp;#237;ram refor&amp;#231;ados os elos entre as pessoas, elos esses que se ir&amp;#227;o manter a n&amp;#237;vel pessoal e profissional. &lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"&gt;As pessoas puderam trocar impress&amp;#245;es, falar de projectos, partilhar ideias e metodologias, fazer conhecer as suas vivencias e pontos de vista, alargando esta rede informar que s&amp;#227;o os Col&amp;#243;quios Anuais da Lusofonia. &lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #383838"&gt;Este o segredo por tr&amp;#225;s da recente campanha que &amp;#147;salvou&amp;#148; o Ciberd&amp;#250;vidas em 2005, conforme foi dito por um respons&amp;#225;vel do site numa alocu&amp;#231;&amp;#227;o ao p&amp;#250;blico. Os Col&amp;#243;quios da Lusofonia neste momento j&amp;#225; movem cerca de duas mil pessoas atrav&amp;#233;s da sua rede.&lt;SCRIPT&gt;&lt;!--D(["mb","&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;color:black;font-family:Arial\"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;span style\u003d\"color:#383838\"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin-left:18pt;text-align:justify\"&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;color:#383838;font-family:Arial\"&gt;Quanto ao futuro da \nl&amp;#237;ngua portuguesa no mundo n&amp;#227;o hesito em afirmar que &lt;i&gt;&amp;#147;de momento est&amp;#225; \nsalvaguardado atrav&amp;#233;s do seu enriquecimento pelas l&amp;#237;nguas aut&amp;#243;ctones e pelos \ncrioulos, que t&amp;#234;m o portugu&amp;#234;s como l&amp;#237;ngua de partida. Enquanto a maior parte das \nl&amp;#237;nguas tende a desaparecer visto que n&amp;#227;o h&amp;#225; influ&amp;#234;ncias novas, o portugu&amp;#234;s \nrevela nalguns locais do mundo uma vitalidade fora do normal. A miscigena&amp;#231;&amp;#227;o com \nos crioulos e com os idiomas locais vai permitir o desenvolvimento desses \ncrioulos e a preserva&amp;#231;&amp;#227;o do portugu&amp;#234;s&lt;/i&gt;&amp;#148;. Por isso &amp;#147;&lt;i&gt;n&amp;#227;o devemos ter medo do \nfuturo do portugu&amp;#234;s no mundo porque ele vai continuar a ser falado, e a crescer \nnos restantes pa&amp;#237;ses&lt;/i&gt;&amp;#148;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;\n&lt;div&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt\"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size\u003d\"2\"&gt;&lt;font face\u003d\"Tahoma\"&gt;Que ningu&amp;#233;m se demita da responsabilidade na defesa do \nidioma independentemente da p&amp;#225;tria. Falemos Portugu&amp;#234;s independentemente da nossa \ncidadania.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt\"&gt;&lt;span&gt;&lt;font face\u003d\"Tahoma\" size\u003d\"2\"&gt;&amp;#160;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt\"&gt;&lt;span&gt;Hoje \ncomo ontem, a l&amp;#237;ngua de todos n&amp;#243;s &amp;#233; v&amp;#237;tima de banaliza&amp;#231;&amp;#227;o e do laxismo. Em \nPortugal, infelizmente, a popula&amp;#231;&amp;#227;o est&amp;#225; pouco consciente da import&amp;#226;ncia e do \nvalor do seu patrim&amp;#243;nio lingu&amp;#237;stico. Falta-lhe o gosto por bem falar e escrever \ne demite-se da responsabilidade que lhe cabe na defesa da l&amp;#237;ngua que fala. Temos \no que merecemos, porque a sociedade responde com o mediatismo, o espectacular e \no med&amp;#237;ocre. A nossa conformada indiferen&amp;#231;a n&amp;#227;o passa duma coniv&amp;#234;ncia. Detestamos \nem Portugal, o rigor e a exig&amp;#234;ncia para facilitarmos a pressa e a santa \nignor&amp;#226;ncia, lemos pouco e mal pois habituamo-nos a alucinar diariamente frente \nao pequeno ecr&amp;#227; da televis&amp;#227;o do nosso contentamento. Somos culturalmente \nderrotistas, pessimistas, desorganizados, conservadores, masoquistas e rimo-nos \nde n&amp;#243;s mesmos ao falarmos do pa&amp;#237;s pequeno e atrasado. &amp;#192; falta de ambi&amp;#231;&amp;#227;o, \niniciativa e criatividade preferimos o novo-riquismo parolo e deleitamo-nos com \num falso jet set que nem &amp;#233; jet nem set. ",1]);//--&gt;&lt;/SCRIPT&gt; &lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face=Arial&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #383838"&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;SPAN style="COLOR: #383838"&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #383838; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Quanto ao futuro da l&amp;#237;ngua portuguesa no mundo n&amp;#227;o hesito em afirmar que &lt;I&gt;&amp;#147;de momento est&amp;#225; salvaguardado atrav&amp;#233;s do seu enriquecimento pelas l&amp;#237;nguas aut&amp;#243;ctones e pelos crioulos, que t&amp;#234;m o portugu&amp;#234;s como l&amp;#237;ngua de partida. Enquanto a maior parte das l&amp;#237;nguas tende a desaparecer visto que n&amp;#227;o h&amp;#225; influ&amp;#234;ncias novas, o portugu&amp;#234;s revela nalguns locais do mundo uma vitalidade fora do normal. A miscigena&amp;#231;&amp;#227;o com os crioulos e com os idiomas locais vai permitir o desenvolvimento desses crioulos e a preserva&amp;#231;&amp;#227;o do portugu&amp;#234;s&lt;/I&gt;&amp;#148;. Por isso &amp;#147;&lt;I&gt;n&amp;#227;o devemos ter medo do futuro do portugu&amp;#234;s no mundo porque ele vai continuar a ser falado, e a crescer nos restantes pa&amp;#237;ses&lt;/I&gt;&amp;#148;.&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;FONT face=Tahoma&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;FONT face=Tahoma&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Que ningu&amp;#233;m se demita da responsabilidade na defesa do idioma independentemente da p&amp;#225;tria. Falemos Portugu&amp;#234;s independentemente da nossa cidadania.&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;FONT face=Tahoma size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Hoje como ontem, a l&amp;#237;ngua de todos n&amp;#243;s &amp;#233; v&amp;#237;tima de banaliza&amp;#231;&amp;#227;o e do laxismo. Em Portugal, infelizmente, a popula&amp;#231;&amp;#227;o est&amp;#225; pouco consciente da import&amp;#226;ncia e do valor do seu patrim&amp;#243;nio lingu&amp;#237;stico. Falta-lhe o gosto por bem falar e escrever e demite-se da responsabilidade que lhe cabe na defesa da l&amp;#237;ngua que fala. Temos o que merecemos, porque a sociedade responde com o mediatismo, o espectacular e o med&amp;#237;ocre. A nossa conformada indiferen&amp;#231;a n&amp;#227;o passa duma coniv&amp;#234;ncia. Detestamos em Portugal, o rigor e a exig&amp;#234;ncia para facilitarmos a pressa e a santa ignor&amp;#226;ncia, lemos pouco e mal pois habituamo-nos a alucinar diariamente frente ao pequeno ecr&amp;#227; da televis&amp;#227;o do nosso contentamento. Somos culturalmente derrotistas, pessimistas, desorganizados, conservadores, masoquistas e rimo-nos de n&amp;#243;s mesmos ao falarmos do pa&amp;#237;s pequeno e atrasado. &amp;#192; falta de ambi&amp;#231;&amp;#227;o, iniciativa e criatividade preferimos o novo-riquismo parolo e deleitamo-nos com um falso jet set que nem &amp;#233; jet nem set.&lt;SCRIPT&gt;&lt;!--D(["mb","&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt\"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;\n&lt;div&gt;&lt;font face\u003d\"Tahoma\"&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt\"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size\u003d\"2\"&gt;Nestes col&amp;#243;quios alert&amp;#225;mos para a necessidade de sermos competitivos e \nexigentes, sem esperarmos pelo Estado ou pelo Governo e tomarmos a iniciativa em \nnossas m&amp;#227;os. Assim como criamos estes Col&amp;#243;quios, tamb&amp;#233;m cada um de n&amp;#243;s pode \ncriar a sua pr&amp;#243;pria revolu&amp;#231;&amp;#227;o, em casa com os filhos, com os alunos, com os \ncolegas e despertar para a necessidade de manter viva a l&amp;#237;ngua de todos n&amp;#243;s. Sob \no perigo de so&amp;#231;obrarmos e passarmos a ser ainda mais irrelevantes neste curto \npercurso terreno. &amp;#160;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt\"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size\u003d\"2\"&gt;&amp;#160;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt\"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size\u003d\"2\"&gt;Urge pois apoiar uma verdadeira forma&amp;#231;&amp;#227;o dos professores da &amp;#225;rea, zelar \npela dignifica&amp;#231;&amp;#227;o da l&amp;#237;ngua portuguesa nos organismos nacionais e nos \ninternacionais dot&amp;#225;-los com um corpo de tradutores e int&amp;#233;rpretes \nprofissionalmente eficazes. Jamais podemos esquecer que a l&amp;#237;ngua portuguesa \nmudou atrav&amp;#233;s dos tempos, e vai continuar a mudar. A l&amp;#237;ngua n&amp;#227;o &amp;#233; um f&amp;#243;ssil. \nTamb&amp;#233;m hoje, a mudan&amp;#231;a est&amp;#225; a acontecer.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt\"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size\u003d\"2\"&gt;&amp;#160;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt\"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size\u003d\"2\"&gt;Espero que no final deste encontro possam os presentes voltar para os \nseus locais de resid&amp;#234;ncia e de trabalho com solu&amp;#231;&amp;#245;es e propostas vi&amp;#225;veis para \naceitar a &lt;span style\u003d\"color:#3366ff\"&gt;Lusofonia e todas as suas diversidades \nculturais &lt;/span&gt;sem exclus&amp;#227;o das l&amp;#237;nguas minorit&amp;#225;rias que com a nossa podem \ncoabitar.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;\n&lt;p style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt\"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size\u003d\"2\"&gt;&amp;#160;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style\u003d\"font-size:10pt;font-family:Tahoma\"&gt;Chrys \nChrystello MA&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;\n&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;font face\u003d\"Tahoma\"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&amp;#160;&lt;/div&gt;\n&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;font face\u003d\"Tahoma\"&gt;Pela Comiss&amp;#227;o Executiva &lt;br&gt;5&amp;#186; Col&amp;#243;quio Anual da \nLusofonia (2-4 Outubro 2006)&lt;br&gt;Helena &amp;amp; Chrys Chrystello &lt;br&gt;Telefone: \n(+351) 296 446940&lt;br&gt;&amp;#160;Telem&amp;#243;vel/Celular: (+ 351) 91 9287816 / (+351) 91 \n6755675",1]);//--&gt;&lt;/SCRIPT&gt; &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Tahoma&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Nestes col&amp;#243;quios alert&amp;#225;mos para a necessidade de sermos competitivos e exigentes, sem esperarmos pelo Estado ou pelo Governo e tomarmos a iniciativa em nossas m&amp;#227;os. Assim como criamos estes Col&amp;#243;quios, tamb&amp;#233;m cada um de n&amp;#243;s pode criar a sua pr&amp;#243;pria revolu&amp;#231;&amp;#227;o, em casa com os filhos, com os alunos, com os colegas e despertar para a necessidade de manter viva a l&amp;#237;ngua de todos n&amp;#243;s. Sob o perigo de so&amp;#231;obrarmos e passarmos a ser ainda mais irrelevantes neste curto percurso terreno. &amp;nbsp;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Urge pois apoiar uma verdadeira forma&amp;#231;&amp;#227;o dos professores da &amp;#225;rea, zelar pela dignifica&amp;#231;&amp;#227;o da l&amp;#237;ngua portuguesa nos organismos nacionais e nos internacionais dot&amp;#225;-los com um corpo de tradutores e int&amp;#233;rpretes profissionalmente eficazes. Jamais podemos esquecer que a l&amp;#237;ngua portuguesa mudou atrav&amp;#233;s dos tempos, e vai continuar a mudar. A l&amp;#237;ngua n&amp;#227;o &amp;#233; um f&amp;#243;ssil. Tamb&amp;#233;m hoje, a mudan&amp;#231;a est&amp;#225; a acontecer.&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Espero que no final deste encontro possam os presentes voltar para os seus locais de resid&amp;#234;ncia e de trabalho com solu&amp;#231;&amp;#245;es e propostas vi&amp;#225;veis para aceitar a &lt;SPAN style="COLOR: #3366ff"&gt;Lusofonia e todas as suas diversidades culturais &lt;/SPAN&gt;sem exclus&amp;#227;o das l&amp;#237;nguas minorit&amp;#225;rias que com a nossa podem coabitar.&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Chrys Chrystello MA&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;EM&gt;&lt;FONT face=Tahoma&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;EM&gt;&lt;FONT face=Tahoma&gt;Pela Comiss&amp;#227;o Executiva &lt;BR&gt;5&amp;#186; Col&amp;#243;quio Anual da Lusofonia (2-4 Outubro 2006)&lt;BR&gt;Helena &amp;amp; Chrys Chrystello &lt;BR&gt;Telefone: (+351) 296 446940&lt;BR&gt;&amp;nbsp;Telem&amp;#243;vel/Celular: (+ 351) 91 9287816 / (+351) 91 6755675&lt;SCRIPT&gt;&lt;!--D(["mb","&lt;br&gt;E-fax (E-mail fax): + (00) 1 630 563 1902&lt;br&gt;E-mail: ; &lt;a href\u003d\"mailto:lusofonia@sapo.pt\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"&gt;lusofonia@sapo.pt&lt;/a&gt;;&amp;#160; &lt;a href\u003d\"mailto:drchryschrystello@gmail.com\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"&gt;drchryschrystello@gmail.com&lt;/a&gt; \n&lt;br&gt;&amp;#160;Website &lt;a href\u003d\"http://LUSOFONIA2006.com.sapo.pt\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"&gt;http://LUSOFONIA2006.com.sapo&lt;WBR&gt;.pt&lt;/a&gt; \nSkype contacte: drchryschrystello &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;\n&lt;div&gt;&amp;#160;&lt;/div&gt;\n&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;font face\u003d\"Tahoma\"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&amp;#160;&lt;/div&gt;\n\n\n\n&lt;br&gt;&lt;br&gt;\n&lt;tt&gt;\n* Qual &amp;#233; o melhor m&amp;#233;todo para juntar os que falam a l&amp;#237;ngua portuguesa?&lt;br&gt;\n* Visite o espa&amp;#231;o &lt;a href\u003d\"http://www.antonioborgessampaio.cjb.net\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"&gt;www.antonioborgessampaio.cjb&lt;WBR&gt;.net&lt;/a&gt;&lt;/tt&gt;\n&lt;br&gt;&lt;br&gt;\n\n\n\n\n          \n\n\n    &lt;br&gt;\n    &lt;table border\u003d\"0\" cellspacing\u003d\"0\" cellpadding\u003d\"2\"&gt;\n      &lt;tr bgcolor\u003d\"#FFFFCC\"&gt;\n        &lt;td align\u003d\"center\"&gt;&lt;font size\u003d\"-1\" color\u003d\"#003399\"&gt;&lt;b&gt;Yahoo! Grupos, um servi&amp;#231;o oferecido por:&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/td&gt;\n      &lt;/tr&gt;\n      &lt;tr bgcolor\u003d\"#FFFFFF\"&gt;\n        &lt;td align\u003d\"center\" width\u003d\"470\"&gt;&lt;table border\u003d\"0\" cellpadding\u003d\"0\" cellspacing\u003d\"0\"&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align\u003d\"center\"&gt;&lt;font face\u003d\"arial\" size\u003d\"-2\"&gt;PUBLICIDADE&lt;/font&gt;&lt;br&gt;\n\n\n&lt;a href\u003d\"http://br.rd.yahoo.com/SIG\u003d12feachjk/M\u003d386470.7632849.8508174.2369893/D\u003dbrclubs/S\u003d2137117198:HM/Y\u003dBR/EXP\u003d1134837422/A\u003d3135788/R\u003d2/id\u003dnoscript/SIG\u003d12c39trgo/*http://ad.br.doubleclick.net/clk;22846485;12120066;a?http://www.hoteis.com\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"&gt;&lt;img width\u003d\"300\" height\u003d\"250\" border\u003d\"0\"&gt;&lt;/a&gt;\n&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;\n      &lt;/tr&gt;\n          &lt;/table&gt;\n    \n\n\n  \n\n\n\n&lt;br&gt;\n  &lt;hr width\u003d\"500\"&gt;\n&lt;b&gt;Links do Yahoo! Grupos&lt;/b&gt;&lt;br&gt;\n&lt;ul&gt;\n&lt;li&gt;Para visitar o site do seu grupo na web, acesse:&lt;br&gt;&lt;a href\u003d\"http://br.groups.yahoo.com/group/dialogos_lusofonos/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"&gt;http://br.groups.yahoo.com",1]);//--&gt;&lt;/SCRIPT&gt; &lt;BR&gt;E-fax (E-mail fax): + (00) 1 630 563 1902&lt;BR&gt;E-mail: ; &lt;A onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="mailto:lusofonia@sapo.pt" target=_blank&gt;lusofonia@sapo.pt&lt;/A&gt;;&amp;nbsp; &lt;A onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="mailto:drchryschrystello@gmail.com" target=_blank&gt;drchryschrystello@gmail.com&lt;/A&gt; &lt;BR&gt;&amp;nbsp;Website &lt;A onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://LUSOFONIA2006.com.sapo.pt" target=_blank&gt;http://LUSOFONIA2006.com.sapo&lt;WBR&gt;.pt&lt;/A&gt; Skype contacte: drchryschrystello &lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113483227650554588?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113483227650554588/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113483227650554588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113483227650554588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113483227650554588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/12/colquio-da-lusofonia-2006.html' title='Col&amp;#243;quio Da Lusofonia 2006'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113465425760632619</id><published>2005-12-15T13:44:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.750Z</updated><title type='text'>Reforma Do Idioma Português</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;&lt;H4 align=right&gt;&lt;FONT face="trebuchet ms" size=4&gt;&lt;CENTER&gt;Para simplificar a l&amp;#237;ngua portuguesa&lt;/CENTER&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/H4&gt;&lt;P align=left&gt;&lt;FONT face="trebuchet ms" size=2&gt;Nesta quinta-feira, dia 15, o livro "Reforma do Idioma Portugu&amp;#234;s - Uma proposta n&amp;#227;o ut&amp;#243;pica", de Jos&amp;#233; Perea, ser&amp;#225; lan&amp;#231;ado no Autom&amp;#243;vel Clube de&lt;A class=clink href="http://www.cosmo.com.br/ultimas/lista.asp?area=Bauru"&gt; Bauru &lt;/A&gt;(P&amp;#231;a. Rui Barbosa, 1-23), &amp;#224;s 20h. A publica&amp;#231;&amp;#227;o traz 19 propostas de altera&amp;#231;&amp;#227;o de regras gramaticais com o objetivo de facilitar o aprendizado do idioma. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Jos&amp;#233; Perea, autor do livro, &amp;#233; contador, advogado e professor. De acordo com ele, a dificuldade em aprender a l&amp;#237;ngua portuguesa est&amp;#225; no sistema, e n&amp;#227;o nas pessoas. Nesse sentido as propostas lan&amp;#231;adas em seu livro visam aproximar a fon&amp;#233;tica - o modo de pronunciar as palavras - da grafia - o modo de escrev&amp;#234;-las. O autor cita como exemplo de suas propostas o caso da letra x, que possui uma &amp;#250;nica grafia e cinco pron&amp;#250;ncias distintas. "Como as pessoas podem deixar de se confundir com regras t&amp;#227;o dif&amp;#237;ceis de se memorizar?", indaga.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;A id&amp;#233;ia de reformular a l&amp;#237;ngua portuguesa teve in&amp;#237;cio em 1981, quando Perea e um grupo de pessoas que idealizava um idioma brasileiro, diferente do herdado de Portugal, come&amp;#231;ou a se reunir. O movimento acabou sepultado e s&amp;#243; em 2004 foi retomado, quando Perea resolveu dar prosseguimento ao trabalho e melhora-lo. "Agora as propostas precisam ser analisadas pela Academia Brasileira de Letras", finaliza o autor.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;Alfabeto sem Amarras&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;Paralelamente ao lan&amp;#231;amento do livro "Reforma do Idioma Portugu&amp;#234;s - Uma proposta n&amp;#227;o ut&amp;#243;pica", a ONG (Organiza&amp;#231;&amp;#227;o N&amp;#227;o Governamental) Alfabeto sem Amarras est&amp;#225; iniciando suas atividades. O objetivo &amp;#233; discutir formas de simplifica&amp;#231;&amp;#227;o das regras gramaticais da l&amp;#237;ngua portuguesa atrav&amp;#233;s de discuss&amp;#245;es envolvendo catedr&amp;#225;ticos e interessados no assunto.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;Servi&amp;#231;o&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;O QU&amp;#202;: Lan&amp;#231;amento do livro "Reforma do Idioma Portugu&amp;#234;s - Uma proposta n&amp;#227;o ut&amp;#243;pica", de Jos&amp;#233; Perea&lt;BR&gt;ONDE: Autom&amp;#243;vel Clube de&lt;A class=clink href="http://www.cosmo.com.br/ultimas/lista.asp?area=Bauru"&gt; Bauru &lt;/A&gt;(P&amp;#231;a. Rui Barbosa, 1-23)&lt;BR&gt;QUANDO: Quinta-feira, dia 15, &amp;#224;s 20h&lt;BR&gt;COMO: Entrada gratuita&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;P&gt;Fonte : &lt;STRONG&gt;&lt;A href="http://www.cosmo.com.br/cidades/bauru/integra.asp?id=132609"&gt;Cosmo OnLine&lt;/A&gt;&lt;/STRONG&gt;&lt;/P&gt;&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&lt;DIV align=right&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113465425760632619?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113465425760632619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113465425760632619' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113465425760632619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113465425760632619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/12/reforma-do-idioma-portugus.html' title='Reforma Do Idioma Portugu&amp;#234;s'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113408051011131992</id><published>2005-12-08T22:21:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.679Z</updated><title type='text'>Apelo à Lusofonia - "não se acanhe, assine a petição"</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Lus&amp;#243;fonos ! &lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=justify&gt;No seguimento da peti&amp;#231;&amp;#227;o dirigida &amp;#224; FIFA para que remodelasse o site sobre o Alemanha_2006, de modo a incluir a L&amp;#237;ngua Portuguesa como uma das op&amp;#231;&amp;#245;es de escolha de idioma, entretanto aceite e j&amp;#225; em funcionamento,&amp;nbsp;&amp;nbsp;foi criada outra peti&amp;#231;&amp;#227;o no site Petition OnLine, desta vez chamando a aten&amp;#231;&amp;#227;o das Na&amp;#231;&amp;#245;es Unidas para o mesmo efeito.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;A L&amp;#237;ngua de Cam&amp;#245;es &amp;#233; L&amp;#237;ngua Oficial nos pa&amp;#237;ses constituintes da CPLP - Comunidade De Pa&amp;#237;ses De L&amp;#237;ngua Portuguesa, falada por perto de 200 milh&amp;#245;es de pessoas; s&amp;#243; este facto incontorn&amp;#225;vel seria o bastante para que todos os organismos de car&amp;#225;cter universalista se dignassem a respeit&amp;#224;-la, e dar-lhe as condi&amp;#231;&amp;#245;es e a visibilidade a que tem direito; &amp;#233; um direito inalien&amp;#225;vel, que toda a Comunidade Lus&amp;#243;fona deve defender e fazer respeitar.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Para al&amp;#233;m disso, como se n&amp;#227;o bastasse, &amp;#233; preciso ter em conta, e afirmar permanentemente, que ela tamb&amp;#233;m &amp;#233; falada em muitos outros pa&amp;#237;ses n&amp;#227;o Lus&amp;#243;fonos, onde existem grandes comunidades de falantes da l&amp;#237;ngua, quer eles sejam portugueses, brasileiros, guineenses, cabo-verdianos, s&amp;#227;o-tomenses, angolanos, mo&amp;#231;ambicanos, timorenses, galegos, macaenses ou goeses; e estes, estando ou n&amp;#227;o deslocados, continuam a pertencer a esta grande Comunidade De L&amp;#237;ngua Portuguesa.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Como exemplo, refiro os pa&amp;#237;ses seguintes :&lt;/DIV&gt;&lt;TABLE&gt;    &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;&amp;#193;frica Do Sul&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;300.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Alemanha&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;170.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Argentina&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;32.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Austr&amp;#225;lia&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;12.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;B&amp;#233;lgica&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;70.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Canad&amp;#225;&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;415.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Espanha&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;70.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;E. Unidos&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;2.280.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Fran&amp;#231;a&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;808.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Gr&amp;#233;cia&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;2.500&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Holanda&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;11.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Israel&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;13.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;It&amp;#225;lia&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;16.800&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Jap&amp;#227;o&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;170.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Luxemburgo&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;150.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Paraguai&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;325.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Reino Unido&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;100.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Su&amp;#233;cia&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;7.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Sui&amp;#231;a&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;157.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Uruguai&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;15.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Venezuela&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;400.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;  &lt;TR&gt;    &lt;TD&gt;Zimbabwe&lt;/TD&gt;    &lt;TD align=right&gt;2.000&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TABLE&gt;(n&amp;#250;meros aproximados - meramente indicativos)&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;DIV align=justify&gt;Com esta listagem n&amp;#227;o esgotamos a presen&amp;#231;a da L&amp;#237;ngua Portuguesa no mundo; mas &amp;#233; uma demonstra&amp;#231;&amp;#227;o clara e inequ&amp;#237;voca de que a L&amp;#237;ngua Portuguesa &amp;#233; uma l&amp;#237;ngua universal de facto, e tamb&amp;#233;m o deve ser de direito.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Por tudo isto, ela deve passar a ser uma das l&amp;#237;nguas oficiais nas Na&amp;#231;&amp;#245;es Unidas.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;N&amp;#227;o se acanhe, d&amp;#234; mais for&amp;#231;a &amp;#224; raz&amp;#227;o ! N&amp;#227;o desdenhe, e assine a peti&amp;#231;&amp;#227;o !&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;/DIV&gt;Endere&amp;#231;o da peti&amp;#231;&amp;#227;o : &lt;B&gt;&lt;A href="http://www.petitiononline.com/AB5555/petition.html"&gt;Portugu&amp;#234;s Nas Na&amp;#231;&amp;#245;es Unidas&lt;/A&gt;&lt;/B&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113408051011131992?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113408051011131992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113408051011131992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113408051011131992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113408051011131992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/12/apelo-o.html' title='Apelo &amp;#224; Lusofonia - &quot;n&amp;#227;o se acanhe, assine a peti&amp;#231;&amp;#227;o&quot;'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113235513443679901</id><published>2005-11-18T23:05:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.608Z</updated><title type='text'>Língua Portuguesa Na África Do Sul</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;font size=3&gt;Portugal est&amp;aacute; comprometido com ensino do portugu&amp;ecirc;s- Gomes Cravinho&lt;br&gt;&lt;br&gt;O secret&amp;aacute;rio de Estado dos Neg&amp;oacute;cios Estrangeiros e Coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o portugu&amp;ecirc;s garantiu hoje que Portugal "est&amp;aacute; comprometido de forma clara com o projecto de ensino da l&amp;iacute;ngua portuguesa na &amp;Aacute;frica do Sul", que j&amp;aacute; tem mais de 7.000 alunos.&lt;br&gt; 
Em declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave; Ag&amp;ecirc;ncia Lusa, Jo&amp;atilde;o Gomes Cravinho confessou ter ficado "emocionado" quando foi recebido, na quinta-feira, por 700 alunos numa escola de Alexandra - um sub&amp;uacute;rbio pobre a norte de Joanesburgo - com sauda&amp;ccedil;&amp;otilde;es e c&amp;acirc;nticos em Portugu&amp;ecirc;s.&lt;br&gt;A escola, uma das mais de 30 que beneficia do projecto Lusofonia, financiado pela coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa, esteve em festa na recep&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Cravinho, que se fazia acompanhar pelo director de servi&amp;ccedil;os da &amp;Aacute;frica sub-Saariana do Minist&amp;eacute;rio dos Neg&amp;oacute;cios Estrangeiros portugu&amp;ecirc;s, o antigo c&amp;ocirc;nsul-geral em Joanesburgo, Ricoca Freire, pelo embaixador de Portugal na &amp;Aacute;frica do Sul, Paulo Barbosa, e por outros funcion&amp;aacute;rios superiores portugueses.&lt;br&gt;O secret&amp;aacute;rio de Estado dos Neg&amp;oacute;cios Estrangeiros e Coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o disse ter tamb&amp;eacute;m recebido sinais claros por parte das autoridades sul-africanas de que ir&amp;atilde;o assumir cada vez maiores responsabilidades no &amp;acirc;mbito das suas pol&amp;iacute;ticas de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no ensino da l&amp;iacute;ngua portuguesa.&lt;br&gt;O portugu&amp;ecirc;s, apesar de n&amp;atilde;o ser uma das 11 l&amp;iacute;nguas oficiais da &amp;Aacute;frica do Sul, goza do estatuto de l&amp;iacute;ngua protegida, uma vez que &amp;eacute; significativa a propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de l&amp;iacute;ngua portuguesa, devido &amp;agrave; proximidade de Mo&amp;ccedil;ambique (em, em menor escala de Angola) e pela dimens&amp;atilde;o da comunidade portuguesa e luso-descendente.&lt;br&gt;Ao abrigo do projecto Lusofonia dezenas de professores de origem mo&amp;ccedil;ambicana t&amp;ecirc;m recebido forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o b&amp;aacute;sica e leccionam nas escolas sul-africanas, sendo os seus sal&amp;aacute;rios suportados pelo estado portugu&amp;ecirc;s.&lt;br&gt;Jo&amp;atilde;o Gomes Cravinho foi recebido quinta-feira pela vice-presidente sul-africana, Phumzile Mlhambo-Ngcuka, com quem discutiu quest&amp;otilde;es bilaterais durante cerca de uma hora.&lt;br&gt;Nenhum &amp;oacute;rg&amp;atilde;o de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social teve acesso &amp;agrave; resid&amp;ecirc;ncia governamental onde decorreu o encontro, ao princ&amp;iacute;pio da noite de quinta-feira em Pret&amp;oacute;ria, porque uma respons&amp;aacute;vel do protocolo da vice- presid&amp;ecirc;ncia insistiu que os jornalistas deviam ter pedido, antecipadamente, autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para acompanhar o governante portugu&amp;ecirc;s ao encontro.&lt;br&gt;A mesma respons&amp;aacute;vel, que recusou identificar-se, exigiu que todos os jornalistas presentes abandonassem as instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tendo instru&amp;iacute;do mesmo a seguran&amp;ccedil;a para que as viaturas de Jo&amp;atilde;o Cravinho, do embaixador Paulo Barbosa e da restante delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficassem fora do recinto do edif&amp;iacute;cio.&lt;br&gt;Sobre o encontro do secret&amp;aacute;rio de Estado da Coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o seu hom&amp;oacute;lgo sul-africano, Aziz Pahad, que decorreu num restaurante portugu&amp;ecirc;s da capital sul-africana, Gomes Cravinho salientou &amp;agrave; Lusa que as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es bilaterais s&amp;atilde;o "&amp;oacute;ptimas" e que o executivo sul-africano confere a maior import&amp;acirc;ncia aos esfor&amp;ccedil;os portugueses para o di&amp;aacute;logo com &amp;Aacute;frica no &amp;acirc;mbito da Uni&amp;atilde;o Europeia.&lt;br&gt;"Esse di&amp;aacute;logo tem estado mais ou menos paralisado, mas nas conversa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que tive, quer na Nig&amp;eacute;ria quer aqui na &amp;Aacute;frica do Sul, sentimos da parte africana o mesmo que estamos a sentir na Europa, que h&amp;aacute; um movimento e uma nova consci&amp;ecirc;ncia no sentido de fazer com que este di&amp;aacute;logo avance para al&amp;eacute;m de problemas pontuais que existem, principalmente os que s&amp;atilde;o centrados na situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Zimbabu&amp;eacute;", afirmou o governante portugu&amp;ecirc;s.&lt;br&gt;Sobre a quest&amp;atilde;o "quente" do Zimbabu&amp;eacute;, Gomes Cravinho notou que o governo sul-africano demonstra uma grande preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o naquele pa&amp;iacute;s vizinho e negou que tenha sentido algum tipo de apoio ao regime do presidente Robert Mugabe, contrariamente ao que muitos cr&amp;iacute;ticos da diplomacia sul-africana clamam.&lt;br&gt;"N&amp;oacute;s olhamos para a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Zimbabu&amp;eacute; com preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e se houver um colapso da economia zimbabueana - que j&amp;aacute; esteve mais longe de acontecer do que est&amp;aacute; agora - as piores consequ&amp;ecirc;ncias ser&amp;atilde;o sofridas na regi&amp;atilde;o e por pa&amp;iacute;ses amigos, como Mo&amp;ccedil;ambique e a &amp;Aacute;frica do Sul", disse Cravinho, defendendo a necessidade de "calibrar" pol&amp;iacute;ticas para que elas correspondam ao objectivo de "criar circunst&amp;acirc;ncias favor&amp;aacute;veis ao desenvolvimento, progresso e estabilidade pol&amp;iacute;tica no Zimbabu&amp;eacute;".&lt;br&gt;Anunciando que o ministro dos Neg&amp;oacute;cios Estrangeiros, Freitas do Amaral, visitar&amp;aacute; a &amp;Aacute;frica do Sul no primeiro trimestre do pr&amp;oacute;ximo ano, Gomes Cravinho insistiu na necessidade de se aprofundar e desenvolver a diplomacia econ&amp;oacute;mica.&lt;br&gt;Com esse objectivo, o secret&amp;aacute;rio de Estado esteve reunido quinta-feira &amp;agrave; noite na embaixada de Portugal em Pret&amp;oacute;ria com um pequeno grupo de empres&amp;aacute;rios e profissionais de origem portuguesa, que exortou no sentido de "criarem parcerias no &amp;acirc;mbito das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;oacute;micas &amp;Aacute;frica do Sul-Portugal".&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Fonte : &lt;a href="http://www.regiaodeleiria.pt/nahora/artigo.php?id=136705/"&gt;&lt;b&gt;Regi&amp;atilde;o De Leiria&lt;/B&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113235513443679901?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113235513443679901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113235513443679901' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113235513443679901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113235513443679901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/11/lfrica-do-sul.html' title='L&amp;iacute;ngua Portuguesa Na &amp;Aacute;frica Do Sul'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113235433872547956</id><published>2005-11-18T22:52:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.545Z</updated><title type='text'>Apelo à UNESCO para defender a Língua Portuguesa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;font size=5&gt;Sampaio apela &amp;agrave; UNESCO para defender l&amp;iacute;ngua portuguesa&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Apesar de ser uma das l&amp;iacute;nguas mais faladas, o portugu&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o usufrui de um estatuto de prest&amp;iacute;gio correspondente, nota o Chefe de Estado. 
O Presidente da Rep&amp;uacute;blica defendeu hoje o refor&amp;ccedil;o do papel da UNESCO na defesa da l&amp;iacute;ngua portuguesa, &amp;laquo;uma das mais faladas no mundo&amp;raquo;, mas que &amp;laquo;n&amp;atilde;o usufrui de um estatuto de prest&amp;iacute;gio correspondente&amp;raquo;. 
Jorge Sampaio falava na sess&amp;atilde;o de abertura do col&amp;oacute;quio &amp;laquo;Portugal e a UNESCO: Encontros e Desencontros&amp;raquo;, realizado para assinalar a passagem de 60 anos sobre a funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas para a Ci&amp;ecirc;ncia, Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Cultura. 
O Presidente da Rep&amp;uacute;blica defendeu ainda &amp;laquo;uma maior coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a UNESCO e a CPLP (Comunidade de Pa&amp;iacute;ses de L&amp;iacute;ngua Portuguesa) com vista ao desenvolvimento sustentado da l&amp;iacute;ngua portuguesa&amp;raquo;. 
&amp;laquo;O espa&amp;ccedil;o da lusofonia, constitu&amp;iacute;do pela CPLP, que agrega oito pa&amp;iacute;ses membros da UNESCO (Portugal, Brasil, Angola, Mo&amp;ccedil;ambique, Cabo Verde, S&amp;atilde;o Tom&amp;eacute; e Pr&amp;iacute;ncipe, Guin&amp;eacute;-Bissau e Timor-Leste re&amp;uacute;ne todas as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para servir de terreno de ensaio a experi&amp;ecirc;ncias inovadoras no campo da preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do multilinguismo&amp;raquo;, acrescentou. 
Segundo Jorge Sampaio, o refor&amp;ccedil;o da defesa e promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lusofonia justifica-se porque esta &amp;laquo;tem uma dimens&amp;atilde;o intercontinental, &amp;eacute; de matriz intercultural e portadora de valores universais&amp;raquo;. 
&amp;laquo;Porque apresenta uma enorme vitalidade e dinamismo, &amp;eacute; das poucas l&amp;iacute;nguas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional que est&amp;aacute; em crescimento - e ainda por ser uma das l&amp;iacute;nguas mais faladas no mundo, mas que n&amp;atilde;o usufrui, no entanto, de um estatuto de prest&amp;iacute;gio correspondente&amp;raquo;, apontou. 
No seu discurso, o Chefe de Estado destacou ainda, al&amp;eacute;m do multilingu&amp;iacute;smo, a import&amp;acirc;ncia de assegurar a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o prim&amp;aacute;ria para todos, &amp;laquo;ou seja, tornar universal a possibilidade de saber ler, escrever e contar, como diziam os nossos antepassados&amp;raquo;. 
&amp;laquo;O dom&amp;iacute;nio destas compet&amp;ecirc;ncias &amp;eacute; hoje praticamente condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sobreviv&amp;ecirc;ncia. N&amp;atilde;o s&amp;oacute; porque a iliteracia se tornou num caminho directo da exclus&amp;atilde;o como &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m, particularmente nas sociedades desenvolvidas, a via de perman&amp;ecirc;ncia na espiral da pobreza, da doen&amp;ccedil;a e da degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;raquo;. 
Nesta sess&amp;atilde;o estiveram presentes o presidente da Comiss&amp;atilde;o Nacional da UNESCO, Jos&amp;eacute; Sasportes, o secret&amp;aacute;rio de Estado dos Assuntos Europeus, embaixador Fernando Neves, o reitor da Universidade Nova de Lisboa, Leopoldo Guimar&amp;atilde;es, e o director do Instituto Portugu&amp;ecirc;s de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais, Nuno Severino Teixeira. &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Fonte  :  &lt;a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=610586&amp;div_id=291/"&gt;&lt;b&gt;Portugal Di&amp;aacute;rio&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113235433872547956?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113235433872547956/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113235433872547956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113235433872547956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113235433872547956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/11/apelo-ngua-portuguesa.html' title='Apelo &amp;agrave; UNESCO para defender a L&amp;iacute;ngua Portuguesa'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113235275802762017</id><published>2005-11-18T22:25:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.486Z</updated><title type='text'>Centro De Língua Portuguesa Na CEEAO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;font size=3&gt;&lt;b&gt;Nig&amp;eacute;ria: Presidente Obasanjo convidado a visitar oficialmente Portugal&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;font size=3&gt;O Instituto Cam&amp;otilde;es e a Comunidade Econ&amp;oacute;mica dos Estados da &amp;Aacute;frica Ocidental celebraram hoje, em Abuja, um protocolo com vista &amp;agrave; cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um Centro de L&amp;iacute;ngua Portuguesa junto desta Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.
O entendimento foi alcan&amp;ccedil;ado no &amp;acirc;mbito da visita que o Secret&amp;aacute;rio de Estado dos Neg&amp;oacute;cios Estrangeiros e da Coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; a realizar hoje e amanh&amp;atilde; &amp;agrave; Nig&amp;eacute;ria para onde seguiu acompanhado pela Presidente do Instituto Cam&amp;otilde;es, Simonetta Luz Afonso, e por uma delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ICEP.
O Centro de L&amp;iacute;ngua Portuguesa, cuja cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi hoje formalizada no encontro entre Jo&amp;atilde;o Gomes Cravinho e Mohamed Ibn Chambas, Secret&amp;aacute;rio Executivo da CEDEAO, permitir&amp;aacute; a esta organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Estados da &amp;Aacute;frica Ocidental dispor de servi&amp;ccedil;os de tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o em portugu&amp;ecirc;s, colmatando uma necessidade evidente face &amp;agrave; crescente influ&amp;ecirc;ncia do idioma no contexto regional.
O Secret&amp;aacute;rio de Estado dos Neg&amp;oacute;cios Estrangeiros e da Coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o prossegue at&amp;eacute; quarta-feira uma intensa agenda de contactos bilaterais com diversos membros do Governo nigeriano com vista a estreitar as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre ambos os pa&amp;iacute;ses nos &amp;acirc;mbitos econ&amp;oacute;mico, empresarial e cultural. Dos trabalhos constar&amp;aacute; a prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o da visita do Presidente da Nig&amp;eacute;ria  e actual Presidente da Uni&amp;atilde;o Africana  Olusegun Obasanjo a Portugal cujo convite, endere&amp;ccedil;ado pelo hom&amp;oacute;logo portugu&amp;ecirc;s, foi j&amp;aacute; hoje entregue por Jo&amp;atilde;o Gomes Cravinho ao Ministro dos Neg&amp;oacute;cios Estrangeiros nigeriano.
No final do dia 16 o Secret&amp;aacute;rio de Estado dos Neg&amp;oacute;cios Estrangeiros e da Coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o segue para a Rep&amp;uacute;blica da &amp;Aacute;frica do Sul onde manter&amp;aacute; encontros com membros do Governo e visitar&amp;aacute; o projecto de Lusofonia de Joanesburgo.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Fonte :  &lt;a href="http://www.governo.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MNE/Comunicacao/Notas_de_Imprensa/20051115_MENE_Com_Nigeria.htm/"&gt;&lt;b&gt;Portal Do Governo&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113235275802762017?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113235275802762017/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113235275802762017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113235275802762017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113235275802762017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/11/centro-de-lngua-portuguesa-na-ceeao.html' title='Centro De L&amp;iacute;ngua Portuguesa Na CEEAO'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113227332940230494</id><published>2005-11-18T00:22:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.425Z</updated><title type='text'>Expolíngua</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;font size=3&gt;&lt;b&gt;Instituto Cam&amp;otilde;es divulga l&amp;iacute;ngua portuguesa na Expol&amp;iacute;ngua.&lt;/b&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt; 
Portugal vai estar representado pelo Instituto Cam&amp;otilde;es na Expol&amp;iacute;ngua de Berlim, que decorre entre amanh&amp;atilde; a domingo, com mais de 140 expositores de 20 pa&amp;iacute;ses.&lt;br&gt;No "stand" do Instituto Cam&amp;otilde;es na 18&amp;ordf; edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Expol&amp;iacute;ngua ser&amp;atilde;o fornecidas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre Portugal e sobre as possibilidades de se aprender Portugu&amp;ecirc;s em universidades alem&amp;atilde;s.&lt;br&gt;Integrado no programa cient&amp;iacute;fico do certame, haver&amp;aacute; um mini-curso de Portugu&amp;ecirc;s, no s&amp;aacute;bado, ministrado por Catarina de Castro, do Instituto Cam&amp;otilde;es em Berlim, que lecciona habitualmente na Universidade Livre e na Universidade Alexander von Humboldt.&lt;br&gt;Portugal apresentar&amp;aacute; ainda, pela primeira vez, um ciclo de cinema na Expol&amp;iacute;ngua, com os filmes Cinemaamor (Jacinto Lucas Pires), Timor Lorosae (V&amp;iacute;tor Lopes), A Dama da Lapa (Joana Toste), A Suspeita (Jos&amp;eacute; Miguel Ribeiro), Fado Lusitano (Abi Feij&amp;oacute;) e Comer o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Rui Chafes e Vera Mantero (In&amp;ecirc;s Oliveira).&lt;br&gt;O convidado de honra da Expol&amp;iacute;ngua 2005 &amp;eacute; a Pol&amp;oacute;nia, o maior dos dez pa&amp;iacute;ses que aderiram em Maio de 2004 &amp;agrave; Uni&amp;atilde;o Europeia, com 38 milh&amp;otilde;es de habitantes.&lt;br&gt;A exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que dever&amp;aacute; ser visitada por dezenas de milhares de alunos, professores, tradutores, int&amp;eacute;rpretes ou interessados em aprender l&amp;iacute;nguas estrangeiras, decorre nas instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Centro Russo da Ci&amp;ecirc;ncia e da Cultura.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Fonte : &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1239194/"&gt;&lt;b&gt;P&amp;uacute;blico OnLine&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113227332940230494?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113227332940230494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113227332940230494' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113227332940230494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113227332940230494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/11/expolngua.html' title='Expol&amp;iacute;ngua'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113207869261586489</id><published>2005-11-15T18:17:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.364Z</updated><title type='text'>Apelo à Lusofonia - "dê mais força à razão !!"</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;Lus&amp;oacute;fonos !No seguimento da peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o dirigida &amp;agrave; FIFA para que remodelasse o site sobre o Alemanha_2006, de modo a incluir a L&amp;iacute;ngua Portuguesa como uma das op&amp;ccedil;&amp;otilde;es de escolha de idioma, foi criada outra peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o no site Petition OnLine, desta vez chamando a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas para o mesmo efeito.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A L&amp;iacute;ngua de Cam&amp;otilde;es &amp;eacute; L&amp;iacute;ngua Oficial nos pa&amp;iacute;ses constituintes da CPLP - Comunidade De Pa&amp;iacute;ses De L&amp;iacute;ngua Portuguesa, falada por perto de 200 milh&amp;otilde;es de pessoas; s&amp;oacute; este facto incontorn&amp;aacute;vel seria o bastante para que todos os organismos de car&amp;aacute;cter universalista se dignassem a respeit&amp;agrave;-la, e dar-lhe as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e a visibilidade a que tem direito; &amp;eacute; um direito inalien&amp;aacute;vel, que toda a Comunidade Lus&amp;oacute;fona deve defender e fazer respeitar.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Para al&amp;eacute;m disso, como se n&amp;atilde;o bastasse, &amp;eacute; preciso ter em conta, e afirmar permanentemente, que ela tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; falada em muitos outros pa&amp;iacute;ses n&amp;atilde;o Lus&amp;oacute;fonos, onde existem grandes comunidades de falantes da l&amp;iacute;ngua, quer eles sejam portugueses, brasileiros, guineenses, cabo-verdianos, s&amp;atilde;o-tomenses, angolanos, mo&amp;ccedil;ambicanos, timorenses, galegos, macaenses ou goeses; e estes, estando ou n&amp;atilde;o deslocados, continuam a pertencer a esta grande Comunidade De L&amp;iacute;ngua Portuguesa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Como exemplo, refiro os pa&amp;iacute;ses seguintes :&lt;/div&gt;&lt;table&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&amp;Aacute;frica Do Sul&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;300.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Alemanha&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;170.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Argentina&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;32.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Austr&amp;aacute;lia&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;12.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;B&amp;eacute;lgica&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;70.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Canad&amp;aacute;&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;415.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Espanha&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;70.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;E. Unidos&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;2.280.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Fran&amp;ccedil;a&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;808.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Gr&amp;eacute;cia&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;2.500&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Holanda&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;11.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Israel&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;13.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;It&amp;aacute;lia&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;16.800&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Jap&amp;atilde;o&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;170.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Luxemburgo&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;150.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Paraguai&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;325.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Reino Unido&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;100.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Su&amp;eacute;cia&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;7.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Sui&amp;ccedil;a&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;157.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Uruguai&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;15.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Venezuela&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;400.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Zimbabwe&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;2.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;(n&amp;uacute;meros aproximados - meramente indicativos)&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div align=justify&gt;Com esta listagem n&amp;atilde;o esgotamos a presen&amp;ccedil;a da L&amp;iacute;ngua Portuguesa no mundo; mas &amp;eacute; uma demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara e inequ&amp;iacute;voca de que a L&amp;iacute;ngua Portuguesa &amp;eacute; uma l&amp;iacute;ngua universal de facto, e tamb&amp;eacute;m o deve ser de direito.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Por tudo isto, ela deve passar a ser uma das l&amp;iacute;nguas oficiais nas Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas.&lt;br&gt;&lt;br&gt;N&amp;atilde;o se acanhe, d&amp;ecirc; mais for&amp;ccedil;a &amp;agrave; raz&amp;atilde;o !N&amp;atilde;o desdenhe,  e assine a peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o !&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;Endere&amp;ccedil;o da peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o : &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.petitiononline.com/AB5555/petition.html"&gt;Portugu&amp;ecirc;s Nas Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113207869261586489?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113207869261586489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113207869261586489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113207869261586489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113207869261586489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/11/apelo-lusofonia-d-mais-fora-razo.html' title='Apelo &amp;#224; Lusofonia - &quot;d&amp;#234; mais for&amp;#231;a &amp;#224; raz&amp;#227;o !!&quot;'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113201525604339964</id><published>2005-11-15T00:28:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.302Z</updated><title type='text'>Em Defesa Da Unidade Da Língua</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
TEXTO ENVIADO À COMISSÃO DE PETIÇÕES DO PARLAMENTO EUROPEU EM 4 DE NOVEMBRO
DE 2005 (ACOMPANHAM 200 ASSINATURAS):

Exmos. Senhores:
As associações culturais e cidadãos assinantes, tendo conhecimento de uma decisão das instituições europeias em que se admitiu a possibilidade de utilização, de forma oficial e em determinadas circunstâncias, do “galego” como língua diferenciada da conhecida internacionalmente como língua portuguesa,

MANIFESTAMOS:

1. A língua da Galiza, ou galego, sob o nome de português, já é língua oficial do Parlamento Europeu, e os cidadãos espanhóis lusófonos que se reconheçam como tais podem usá-la nas instituições europeias. Um claro exemplo é o representado pelos ex-deputados galegos que, durante as anteriores legislaturas, decidiram usar, oralmente e por escrito, a língua da Galiza nas suas intervenções: &lt;a href="http://www.empresas.mundo-r.com/31088W0001/language.htm"&gt;Sres. José Posada e Camilo Nogueira&lt;/a&gt;, que falaram e escreveram habitualmente o português com sotaque e léxico da Galiza, foram traduzidos para as outras línguas pelos funcionários que no Parlamento Europeu realizam traduções da língua portuguesa. Em consequência, os representantes europeus dos estados espanhol e português têm a obrigação, por respeito aos seus respetivos cidadãos, de chegar a um acordo sobre os usos do português nas instituições europeias.

2. A pertença da Galiza ao âmbito linguístico lusófono foi reconhecida em documentos internacionais, aquando da realização dos Encontros de Unificação Ortográfica do Rio de Janeiro (1986) e Lisboa (1990), em que a Comissão Galega do Acordo Ortográfico —integrada por entidades não governamentais com capacidade legal para decidirem em questões de ortografia—, foi convidada oficialmente para participar, como observadora, nas citadas reuniões, tendo participado na elaboração dos citados Acordos e aderido aos documentos oficialmente aprovados, junto das delegações dos países de língua oficial portuguesa na altura: Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

3. Nenhum organismo científico internacional de prestígio defende a existência de uma “língua galega” divergente da portuguesa. Os mais importantes investigadores do âmbito românico, inclusos os portugueses e brasileiros, fazem parte da corrente linguística que reconhece a unidade estrutural do galego e o português. Um caso parelelo é o do catalão, por vezes denominado “valenciano” em Valência, sem por isso deixar de ser a mesma língua. Neste sentido, as diferenças entre o português da Galiza e o de Portugal ou do Brasil são semelhantes às que podemos observar entre o inglês europeu e o americano; o neerlandês de Flandres e o de Holanda; o alemão da Suíça e o alemão padrão, o que nunca originou o reconhecimento oficial de novas línguas diferenciadas.

4. O artigo IV.10 do projeto da Constituição Europeia, modificado por uma iniciativa do governo espanhol, favorece a consideração parcial da oficialidade do galego como língua diferente da portuguesa, o que representa um atentado contra a unidade desta língua. Implica também um intento de agressão contra os direitos civis e a dignidade dos cidadãos galegos, a cuja língua se aplica um critério que não seria admitido para nenhuma outra língua europeia.

5. Os organismos europeus que adoptaram tal decisão, ao legitimarem o separatismo linguístico do galego, não estão a reconhecer nenhum novo direito aos cidadãos espanhóis da Comunidade Autónoma da Galiza -que já podiam endereçar-se às instituições europeias na sua língua-, mas favorecem os interesses expansionistas do castelhano em prejuízo da lusofonia da Galiza, e abre o caminho para a desagregação de línguas nacionais faladas em diferentes estados. Assim, qualquer governo com aspirações nacionalistas, poderia promover a divisão do alemão, o italiano, o neerlandês, o francês ou o romeno, línguas que poderiam correr o mesmo risco.

6. Julgamos que as instituições europeias têm, entre as suas missões, a defesa do património cultural dos povos europeus e que, neste sentido, devem considerar todas as línguas sob os mesmos critérios, sem distinção; que deve agir à margem do nacionalismo dos estados (que infelizmente caracterizou a história do século XX); que não deve admitir a discriminação dos cidadãos em função da língua, que deve proteger as minorias linguísticas e nacionais em territórios de outros estados.

7. Consideramos, em definitivo, que o Parlamento Europeu não deve favorecer uma política lingüística que promova de uma forma tão visível, tão nítida, os interesses de um estado (o Reino da Espanha) prejudicando os de uma minoria nacional (a Galiza), de um estado vizinho (a República de Portugal) e do conjunto da lusofonia.

Por tudo isto, os abaixo-assinantes, no exercício do direito de petição,

SOLICITAMOS:

Que as instituições europeias se abstenham de promover a segregação linguística das minorias nacionais, e seja reafirmada a unidade da língua portuguesa, nacional ou oficial na Galiza, Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor Lorosae.
&lt;/div&gt;
. . . . . .
&lt;a href="http://www.lusografia.org/amizadegp/"&gt;&lt;b&gt;Assoc. Amizade Galiza-Portugal (AAG-P)&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;

&lt;a href="http://mdl-galiza.org/"&gt;&lt;b&gt;Movimento Defesa Da Língua (MDL)&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113201525604339964?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113201525604339964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113201525604339964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113201525604339964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113201525604339964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/11/em-defesa-da-unidade-da-lngua.html' title='Em Defesa Da Unidade Da Língua'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113145368893534538</id><published>2005-11-08T12:41:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.235Z</updated><title type='text'>Ensino de Português na Venezuela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;font color="#000080" size=4&gt;Hugo Chavez quer que portugu&lt;font color="#000080" size=4&gt;&amp;ecirc;&lt;font color="#000080" size=4&gt;s seja ensinado nas escolas venezuelanas&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size=3&gt;

O presidente da Venezuela, Hugo Chavez, classificou hoje de muito importante para os venezuelanos que aprendam a falar portugu&amp;ecirc;s, devido &amp;agrave; proximidade com o Brasil, e defendeu a introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ensino da l&amp;iacute;ngua nas escolas do pa&amp;iacute;s.
 L&amp;aacute; vamos ter os estrangeiros a fazer mais pela l&amp;iacute;ngua do que a CPLP. "Saber ingl&amp;ecirc;s &amp;eacute; importante, mas para os venezuelanos creio que seria tamb&amp;eacute;m importante saber portugu&amp;ecirc;s. 
Teremos de avaliar a possibilidade de esta l&amp;iacute;ngua ser ensinada nas escolas", disse Chavez no seu programa dominical "Al&amp;ocirc; Presidente". 
O governante pediu aos ministros da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Arist&amp;oacute;bulo Ist&amp;uacute;riz e do Ensino Superior, Samuel Moncada, que se encarreguem de estudar o assunto. Hugo Chavez disse ainda que o Brasil, a maior pot&amp;ecirc;ncia sul- americana, j&amp;aacute; teve esta vis&amp;atilde;o, ao decidir incluir o espanhol nos curr&amp;iacute;culos escolares como l&amp;iacute;ngua obrigat&amp;oacute;ria. &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
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In : &lt;a href="http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&amp;article=11792&amp;catogory=Comunidades"&gt;&lt;b&gt;Not&amp;iacute;cias Lus&amp;oacute;fonas&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113145368893534538?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113145368893534538/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113145368893534538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113145368893534538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113145368893534538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/11/ensino-de-portugus-na-venezuela.html' title='Ensino de Portugu&amp;ecirc;s na Venezuela'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113138323672968214</id><published>2005-11-07T17:07:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.169Z</updated><title type='text'>Évora lança projecto educativo de promoção da escrita e da leitura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;font size=3&gt; 
A C&amp;acirc;mara Municipal de &amp;Eacute;vora lan&amp;ccedil;ou hoje a iniciativa "A Fada Palavrinha e o Gigante das Bibliotecas", um projecto educativo de promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da escrita e da leitura, a vigorar nos pr&amp;oacute;ximos tr&amp;ecirc;s anos lectivos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Os objectivos s&amp;atilde;o a difus&amp;atilde;o do livro, fomentar h&amp;aacute;bitos de escrita e de leitura, estimular a pr&amp;aacute;tica de actividades de express&amp;atilde;o art&amp;iacute;stica e criativa a partir do patrim&amp;oacute;nio liter&amp;aacute;rio e impulsionar a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a requalifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bibliotecas escolares.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A iniciativa foi delineada para tr&amp;ecirc;s anos lectivos e destina-se a alunos de jardins-de-inf&amp;acirc;ncia, escolas b&amp;aacute;sicas do 1&amp;ordm; ao 3&amp;ordm; ciclo e escolas secund&amp;aacute;rias do concelho, assim como de outras institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es educativas.&lt;br&gt;&lt;br&gt;O projecto inclui tamb&amp;eacute;m uma componente familiar atrav&amp;eacute;s de actividades que ultrapassam o ambiente escolar.Fonte do munic&amp;iacute;pio explicou estar previsto que em Janeiro os estabelecimentos de ensino aderentes possam iniciar o seu trabalho, depois da realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os professores.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Entre as entidades parceiras do projecto contam-se a Universidade de &amp;Eacute;vora, a Biblioteca P&amp;uacute;blica de &amp;Eacute;vora, a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Amigos da Ludoteca e o grupo de teatro Trimagisto.&lt;br&gt;&lt;br&gt;No primeiro ano de vida de "A Fada Palavrinha e o Gigante das Bibliotecas", os promotores pretendem que "os alunos descubram o livro enquanto objecto liter&amp;aacute;rio e l&amp;uacute;dico e que se interessem pelos autores nacionais". Nesse sentido, a autarquia prop&amp;otilde;e que cada escola adopte uma obra, ou um texto, de um escritor portugu&amp;ecirc;s e interprete a obra, ou parte da obra, seleccionada atrav&amp;eacute;s da arte, recorrendo ao teatro, pintura, m&amp;uacute;sica, dan&amp;ccedil;a, &amp;agrave; escultura ou a qualquer outra express&amp;atilde;o art&amp;iacute;stica.&lt;br&gt;&lt;br&gt;No ano lectivo 2006/07, "A Fada Palavrinha e o Gigante das Bibliotecas" convida as escolas a dedicar-se &amp;agrave; escrita, sendo sugerido aos estabelecimentos de ensino que criem para o autor escolhido no ano anterior a sua biografia ficcionada, sempre que poss&amp;iacute;vel em conjunto com o pr&amp;oacute;prio escritor, que a convite da escola poder&amp;aacute; participar na tarefa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;"A palavra na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o" ser&amp;aacute; o tema de trabalho do ano lectivo 2007/2008, em que as escolas dever&amp;atilde;o criar, ou enriquecer, jornais escolares, r&amp;aacute;dios, p&amp;aacute;ginas de Internet, entre outros meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dependentes da palavra.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Em todo o seu percurso, o projecto vai ser acompanhado pela "Loja dos Sonhos", o recurso educativo multim&amp;eacute;dia da C&amp;acirc;mara Municipal de &amp;Eacute;vora, que funciona num autocarro especialmente adaptado para o efeito.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;---------&lt;br&gt;Retirado de : &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1238047"&gt;&lt;b&gt;P&amp;uacute;bico OnLine&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113138323672968214?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113138323672968214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113138323672968214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113138323672968214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113138323672968214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/11/o-da-escrita-e-da-leitura.html' title='&amp;Eacute;vora lan&amp;ccedil;a projecto educativo de promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da escrita e da leitura'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113089569313675985</id><published>2005-11-02T01:41:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.106Z</updated><title type='text'>Cursos De Verão Na Universidade Dos Açores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;font size=3&gt;&lt;b&gt;Uma experi&amp;ecirc;ncia memor&amp;aacute;vel&lt;/b&gt; 

A Universidade dos A&amp;ccedil;ores, como j&amp;aacute; vem sendo tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o na &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada, vem, mais uma vez, anunciar o seu Curso de Ver&amp;atilde;o, a realizar nos meses de Junho e Julho, nas ilhas de S&amp;atilde;o Miguel, Faial e Terceira. O Curso destina-se a todos os que desejarem iniciar ou aprofundar a sua aprendizagem na L&amp;iacute;ngua e na Cultura Portuguesas e, simultaneamente, conhecer as ilhas deste paradis&amp;iacute;aco Arquip&amp;eacute;lago, pelo que foi organizado de forma a proporcionar um contacto directo com a L&amp;iacute;ngua atrav&amp;eacute;s de aulas formais, de visitas de estudo, de passeios e do conv&amp;iacute;vio com a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o A&amp;ccedil;oriana.
 
Tanto a vertente pedag&amp;oacute;gica como a vertente social foram pensadas tendo em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o o interesse dos candidatos das mais diversas origens em conhecer a realidade A&amp;ccedil;oriana, com particular refer&amp;ecirc;ncia para os luso-descendentes que, nos &amp;uacute;ltimos anos, t&amp;ecirc;m procurado na Universidade dos A&amp;ccedil;ores a oportunidade de contactar com a L&amp;iacute;ngua e com a Cultura dos seus antepassados.
 
O Curso oferece v&amp;aacute;rias op&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tanto em disciplinas como em n&amp;uacute;mero de horas. De entre os conte&amp;uacute;dos program&amp;aacute;ticos, destacam-se a L&amp;iacute;ngua Portuguesa, que &amp;eacute; oferecida em tr&amp;ecirc;s n&amp;iacute;veis: elementar, interm&amp;eacute;dio e avan&amp;ccedil;ado, e as Tem&amp;aacute;ticas A&amp;ccedil;orianas, que no ano em curso se intitulam Cultura Insular e Desenvolvimento e Economia A&amp;ccedil;oriana: da Realidade Presente aos Desafios do Futuro, e que podem constituir uma das escolhas dos candidatos. 
Criou-se, igualmente, em 2004, um Curso tem&amp;aacute;tico sobre Cultura e Literatura Portuguesas, dando resposta a um n&amp;uacute;mero significativo de pessoas, de entre os quais professores de L&amp;iacute;ngua Portuguesa distribu&amp;iacute;dos pelo Mundo, que desejem aprofundar conhecimentos de Cultura e de Literatura Portuguesas, mas a um n&amp;iacute;vel especializado. 
Este ano de 2005, nas ilhas do Faial e da Terceira, encontra-se, tamb&amp;eacute;m, &amp;agrave; vossa disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dois cursos tem&amp;aacute;ticos denominados "O Mar dos A&amp;ccedil;ores" e "Mundo Rural: Passado, Presente e Futuro, a realizar, respectivamente, no Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP), Campus Universit&amp;aacute;rio sediado na cidade da Horta, e no Departamento de Ci&amp;ecirc;ncias Agr&amp;aacute;rias, Campus Universit&amp;aacute;rio de Angra do Hero&amp;iacute;smo, na ilha Terceira. 

Todos os cursos s&amp;atilde;o ministrados por professores de grande compet&amp;ecirc;ncia cient&amp;iacute;fica e prest&amp;iacute;gio profissional, dando-lhes uma marca de qualidade, ali&amp;aacute;s, salientada por aqueles que os frequentaram nos &amp;uacute;ltimos anos. 

Constam, ainda, do programa conv&amp;iacute;vios, cocktails, visitas guiadas e excurs&amp;otilde;es a pontos tur&amp;iacute;sticos que proporcionam um contacto directo com a realidade A&amp;ccedil;oriana e permitem desenvolver a compreens&amp;atilde;o da l&amp;iacute;ngua falada. Em qualquer uma das modalidades, os alunos s&amp;atilde;o acompanhados por professores da Universidade dos A&amp;ccedil;ores, nas diversas actividades. &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
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Fonte : &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.uac.pt/cursos/cursoverao/apresentacao-pt.php"&gt;Universidade Dos A&amp;ccedil;ores&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113089569313675985?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113089569313675985/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113089569313675985' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113089569313675985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113089569313675985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/11/cursos-de-verores.html' title='Cursos De Ver&amp;atilde;o Na Universidade Dos A&amp;ccedil;ores'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113070470995692560</id><published>2005-10-30T20:38:00.000Z</published><updated>2006-10-31T23:30:48.029Z</updated><title type='text'>Apelo à Lusofonia</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;Lus&amp;oacute;fonos !

No seguimento da peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o dirigida &amp;agrave; FIFA para que remodelasse o site sobre o Alemanha_2006, de modo a incluir a L&amp;iacute;ngua Portuguesa como uma das op&amp;ccedil;&amp;otilde;es de escolha de idioma, foi criada outra peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o no site Petition OnLine, desta vez chamando a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas para o mesmo efeito.

A L&amp;iacute;ngua de Cam&amp;otilde;es &amp;eacute; L&amp;iacute;ngua Oficial nos pa&amp;iacute;ses constituintes da CPLP - Comunidade De Pa&amp;iacute;ses De L&amp;iacute;ngua Portuguesa, falada por perto de 200 milh&amp;otilde;es de pessoas; s&amp;oacute; este facto incontorn&amp;aacute;vel seria o bastante para que todos os organismos de car&amp;aacute;cter universalista se dignassem a respeit&amp;agrave;-la, e dar-lhe as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e a visibilidade a que tem direito; &amp;eacute; um direito inalien&amp;aacute;vel, que toda a Comunidade Lus&amp;oacute;fona deve defender e fazer respeitar. 

Para al&amp;eacute;m disso, como se n&amp;atilde;o bastasse, &amp;eacute; preciso ter em conta, e afirmar permanentemente, que ela tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; falada em muitos outros pa&amp;iacute;ses n&amp;atilde;o Lus&amp;oacute;fonos, onde existem grandes comunidades de falantes da l&amp;iacute;ngua, quer eles sejam portugueses, brasileiros, guineenses, cabo-verdianos, s&amp;atilde;o-tomenses, angolanos, mo&amp;ccedil;ambicanos, timorenses, galegos, macaenses ou goeses; e estes, estando ou n&amp;atilde;o deslocados, continuam a pertencer a esta grande Comunidade De L&amp;iacute;ngua Portuguesa.

Como exemplo, refiro os pa&amp;iacute;ses seguintes :

&lt;table&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&amp;Aacute;frica Do Sul&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;300.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Alemanha&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;170.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Argentina&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;32.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Austr&amp;aacute;lia&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;12.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;B&amp;eacute;lgica&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;70.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Canad&amp;aacute;&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;415.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Espanha&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;70.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;E. Unidos&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;2.280.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Fran&amp;ccedil;a&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;808.000&lt;/td&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Gr&amp;eacute;cia&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;2.500&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Holanda&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;11.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Israel&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;13.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;It&amp;aacute;lia&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;16.800&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Jap&amp;atilde;o&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;170.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Luxemburgo&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;150.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Paraguai&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;325.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Reino Unido&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;100.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Su&amp;eacute;cia&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;7.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Sui&amp;ccedil;a&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;157.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Uruguai&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;15.000&lt;/td&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Venezuela&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;400.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Zimbabwe&lt;/td&gt;&lt;td align=right&gt;2.000&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;
(n&amp;uacute;meros aproximados - meramente indicativos)

Com esta listagem n&amp;atilde;o esgotamos a presen&amp;ccedil;a da L&amp;iacute;ngua Portuguesa no mundo; mas &amp;eacute; uma demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara e inequ&amp;iacute;voca de que a L&amp;iacute;ngua Portuguesa &amp;eacute; uma l&amp;iacute;ngua universal de facto, e tamb&amp;eacute;m o deve ser de direito.

Por tudo isto, ela deve passar a ser uma das l&amp;iacute;nguas oficiais nas Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas. 

N&amp;atilde;o se acanhe, d&amp;ecirc; mais for&amp;ccedil;a &amp;agrave; raz&amp;atilde;o !
N&amp;atilde;o desdenhe,  e assine a peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o !
    

Endere&amp;ccedil;o da peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o : &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.petitiononline.com/AB5555/petition.html"&gt;Portugu&amp;ecirc;s Nas Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113070470995692560?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113070470995692560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113070470995692560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113070470995692560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113070470995692560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/10/apelo-lusofonia.html' title='Apelo &amp;agrave; Lusofonia'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-113035221204102081</id><published>2005-10-26T19:43:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:47.962Z</updated><title type='text'>IPLB Dá Incentivos Financeiros Para Edição No Brasil</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;font size=3&gt;&lt;b&gt;EDI&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O NO BRASIL&lt;/b&gt;
O IPLB, atrav&amp;eacute;s de concurso anual, concede incentivos financeiros para a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de obras de autores portugueses e de autores africanos de l&amp;iacute;ngua portuguesa, no Brasil.

&lt;b&gt;Destinat&amp;aacute;rios do apoio&lt;/b&gt;
Editoras sediadas em territ&amp;oacute;rio brasileiro;Centros universit&amp;aacute;rios que possuam estatuto de editora, ou que estejam associados a editoras para a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de obras em regime de co-edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&lt;b&gt;Candidaturas&lt;/b&gt;
S&amp;oacute; h&amp;aacute; uma candidatura por ano.A data limite para a recep&amp;ccedil;&amp;atilde;o das candidaturas termina no dia 30 de Novembro.Todas as candidaturas recebidas ap&amp;oacute;s o 30 de Novembro transitam para o ano seguinte.A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da obra dever&amp;aacute; decorrer no ano seguinte ao da candidatura. 

&lt;b&gt;Caracter&amp;iacute;sticas do apoio&lt;/b&gt;
S&amp;atilde;o objecto de apoio as edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de obras de autores portugueses e de autores africanos de l&amp;iacute;ngua portuguesa nos dom&amp;iacute;nios da fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o, poesia e ensaio;O apoio a conceder consiste num subs&amp;iacute;dio a fundo perdido, pago atrav&amp;eacute;s de cheque banc&amp;aacute;rio &amp;agrave; entidade editora;O IPLB comparticipa, exclusivamente, os custos de edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A comparticipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o corresponder&amp;aacute; a uma percentagem que pode variar entre os 30 e os 60 por cento do custo total da edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o;O pagamento do subs&amp;iacute;dio &amp;eacute; feito em duas parcelas: a primeira, equivalente a 60% do total concedido, ap&amp;oacute;s aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da candidatura, a segunda, equivalente aos remanescentes 40%, mediante a recep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tr&amp;ecirc;s exemplares da obra publicada.

&lt;b&gt;Documentos a integrar o dossier de candidatura&lt;/b&gt;
Formul&amp;aacute;rio, fornecido pelo IPLB, devidamente preenchido e assinado;Contrato de direitos de autor ou documento que fa&amp;ccedil;a prova de que o autor (ou representante legal) autoriza a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o;C&amp;oacute;pia autenticada do registo comercial, acto constitutivo, estatuto ou contrato social em vigor;Prova de inscri&amp;ccedil;&amp;atilde;o no caderno de pessoas f&amp;iacute;sicas ou cadastro geral de contribuintes;Prova de regularidade fiscal;Cat&amp;aacute;logo da editora actualizado.

&lt;b&gt;Compromisso do editor&lt;/b&gt;
Devolver, devidamente assinado, o contrato que formaliza o apoio.Imprimir na contra-capa da obra os log&amp;oacute;tipos do IPLB e do Minist&amp;eacute;rio da Cultura, acompanhados da inscri&amp;ccedil;&amp;atilde;o: &amp;iquest;Obra apoiada pelo Instituto Portugu&amp;ecirc;s do Livro e das Bibliotecas&amp;iquest;;Enviar ao IPLB tr&amp;ecirc;s exemplares da obra publicada.Confirmar a data de edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;eacute; ao dia 30 de Maio.Comunicar ao IPLB qualquer altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; candidatura.

&lt;b&gt;Crit&amp;eacute;rios de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Candidaturas*&lt;/b&gt;
Import&amp;acirc;ncia do autor no panorama liter&amp;aacute;rio portugu&amp;ecirc;s;Relev&amp;acirc;ncia para a difus&amp;atilde;o da cultura portuguesa;No caso de obras de autores cl&amp;aacute;ssicos ser&amp;aacute; tida em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa adoptada.

&lt;i&gt;*Sem preju&amp;iacute;zo da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seguintes crit&amp;eacute;rios, cada candidatura ser&amp;aacute; apreciada pela sua import&amp;acirc;ncia e pertin&amp;ecirc;ncia. Anualmente podem ser introduzidos novos crit&amp;eacute;rios de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dependentes das orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas aplic&amp;aacute;veis.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;
----------------
Para mais informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, consultar o Site da &lt;a href="http://www.iplb.pt/pls/diplb/!main_page?levelid=112"&gt;Instituto Portugu&amp;ecirc;s Do Livro E Das Bibliotecas&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-113035221204102081?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/113035221204102081/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=113035221204102081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113035221204102081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/113035221204102081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/10/iplb-do-no-brasil.html' title='IPLB D&amp;aacute; Incentivos Financeiros Para Edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o No Brasil'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112994314072356877</id><published>2005-10-22T02:03:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:45.642Z</updated><title type='text'>Português em escola virtual</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
O Governo portugu&amp;ecirc;s vai criar uma Escola Virtual, que estar&amp;aacute; dispon&amp;iacute;vel online a partir da pr&amp;oacute;xima segunda-feira.
Trata-se de um projecto inovador, assente no ensino &amp;agrave; dist&amp;acirc;ncia, que visa promover a l&amp;iacute;ngua e cultura portuguesas no Mundo e proporcionar aos jovens o acesso a recursos de auto-aprendizagem atrav&amp;eacute;s da Internet.
Para aceder &amp;agrave; Escola, os portugueses residentes no estrangeiro dever&amp;atilde;o possuir um Vale de Compra, fornecido pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas ou pela Caixa Geral de Dep&amp;oacute;sitos.
Para efectuar a inscri&amp;ccedil;&amp;atilde;o, basta aceder ao s&amp;iacute;tio www.escolavirtual.pt e preencher o formul&amp;aacute;rio de registo. Cada vale de compra &amp;eacute; v&amp;aacute;lido para a aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma das disciplinas disponibilizadas pelo servi&amp;ccedil;o. 
Cada disciplina de portugu&amp;ecirc;s, por exemplo, est&amp;aacute; estruturada em aulas interactivas, em que anima&amp;ccedil;&amp;otilde;es, imagens e locu&amp;ccedil;&amp;otilde;es explicam os conte&amp;uacute;dos e os conceitos fundamentais.
Em cada aula, ser&amp;atilde;o disponibilizados diversos tipos de exerc&amp;iacute;cios, com solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es e avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediata. 
Se os alunos quiserem avaliar os conhecimentos adquiridos, poder&amp;atilde;o inscrever-se para um exame presencial, da responsabilidade das Universidades Lus&amp;iacute;ada e Aberta.
O exame ser&amp;aacute; realizado na embaixada ou no consulado portugu&amp;ecirc;s mais pr&amp;oacute;ximo da &amp;aacute;rea de resid&amp;ecirc;ncia do aluno.
Em caso de aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o aluno receber&amp;aacute; um certificado comprovativo do n&amp;iacute;vel obtido, de acordo com o Quadro Europeu Comum de Refer&amp;ecirc;ncia para as L&amp;iacute;nguas, aprovado pelo Conselho da Europa. 
A Escola Virtual - Comunidades Portuguesas &amp;eacute; uma iniciativa conjunta do Gabinete do Secret&amp;aacute;rio de Estado das Comunidades Portuguesas, do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, da Caixa Geral de Dep&amp;oacute;sitos, da Porto Editora, das Universidades Lus&amp;iacute;ada e Aberta e da RTP. &lt;/div&gt;
------------------
Por : Margarida Mota 
In : &lt;b&gt;&lt;a href="http://online.expresso.clix.pt/1pagina/artigo.asp?id=24754667 "&gt;Expresso Online&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;
17:25 21 Outubro 2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112994314072356877?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112994314072356877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112994314072356877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112994314072356877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112994314072356877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/10/portugus-em-escola-virtual.html' title='Português em escola virtual'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112932488586585329</id><published>2005-10-14T22:21:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:45.578Z</updated><title type='text'>Ensino Multilingue Na União Europeia</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;font size=3&gt;&lt;b&gt; 
O Parlamento Europeu aprovou hoje, por maioria, o relat&amp;oacute;rio sobre educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o apresentado pelo eurodeputado do Bloco de Esquerda, Miguel Portas, que defende um sistema de ensino multilingue.&lt;/b&gt;

"O relat&amp;oacute;rio foi integralmente aprovado hoje por larga maioria, com o apoio de todos os grupos parlamentares, excepto da extrema-direita", disse Miguel Portas &amp;agrave; Lusa.
O documento defende um sistema de ensino multilingue em escolas da Uni&amp;atilde;o Europeia (UE) para melhorar a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos filhos dos imigrantes e insiste em que os Estados membros devem "promover, nos estabelecimentos de ensino, medidas que assegurem a diversidade lingu&amp;iacute;stica, n&amp;atilde;o limitando &amp;agrave;s l&amp;iacute;nguas europeias mais faladas a escolha das alternativas &amp;agrave; l&amp;iacute;ngua oficial".
De acordo com Miguel Portas, a principal proposta consagrada no documento &amp;eacute; a de a Uni&amp;atilde;o Europeia apoiar financeiramente escolas que pretendam desenvolver projectos educativos multilingues.
"&amp;Eacute; uma ideia para concretizar no futuro", disse o eurodeputado bloquista, acrescentando que "as escolas interessadas poder&amp;atilde;o apresentar projectos de aprendizagem integrada de l&amp;iacute;nguas comunit&amp;aacute;rias".
Em vez de serem apresentados aos respectivos Governos, os projectos poder&amp;atilde;o ser entregues &amp;agrave; UE, que pode decidir apoi&amp;aacute;-los, explicou.
Miguel Portas destacou ainda dois pontos do documento, que considera "muito importantes e realiz&amp;aacute;veis a curto prazo".
"Esta &amp;eacute; a primeira vez que um documento da Uni&amp;atilde;o Europeia considera que os filhos dos imigrantes, mesmo que ilegais, tenham direito a frequentar o ensino p&amp;uacute;blico nas escolas da Uni&amp;atilde;o Europeia", disse.
Portas sublinhou ainda que o relat&amp;oacute;rio consagra o direito aos filhos dos imigrantes aprenderem n&amp;atilde;o s&amp;oacute; a l&amp;iacute;ngua do pa&amp;iacute;s de acolhimento mas tamb&amp;eacute;m a l&amp;iacute;ngua materna.
"Mesmo quando os filhos de imigrantes dominam a l&amp;iacute;ngua do pa&amp;iacute;s de acolhimento, as escolas b&amp;aacute;sicas e secund&amp;aacute;rias devem ter condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que a cultura e l&amp;iacute;nguas maternas possam constituir uma real op&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em particular nas cidades e regi&amp;otilde;es onde os imigrantes representem, pelo menos, cinco por cento da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o em idade escolar", especifica o relat&amp;oacute;rio.
Referindo-se especificamente a Portugal, Miguel Portas afirmou que "&amp;eacute; preciso, em algumas escolas, ter uma pol&amp;iacute;tica dirigida &amp;agrave; l&amp;iacute;ngua materna que n&amp;atilde;o &amp;eacute; o portugu&amp;ecirc;s".
Para o eurodeputado, "n&amp;atilde;o se trata de encarar a segunda l&amp;iacute;ngua como uma l&amp;iacute;ngua estrangeira, mas sim como uma l&amp;iacute;ngua parceira".
O relat&amp;oacute;rio do eurodeputado bloquista hoje aprovado surgiu ap&amp;oacute;s uma s&amp;eacute;rie de audi&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre o ensino para os filhos dos estrangeiros em diversas capitais europeias, entre as quais Lisboa.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
- - - - - -
In &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1235507&amp;idCanal=58"&gt;P&amp;uacute;blico OnLine&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112932488586585329?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112932488586585329/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112932488586585329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112932488586585329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112932488586585329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/10/ensino-multilingue-na-unio-europeia.html' title='Ensino Multilingue Na Uni&amp;atilde;o Europeia'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112930328051186496</id><published>2005-10-14T16:18:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:45.512Z</updated><title type='text'>A Lusofonia Faz Apelo À FIFA</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;Excelentíssimos,
Considerando que vão estar presentes na fase final do Campeonato Do Mundo de Futebol - "Alemanha 2006", três países de língua oficial portuguesa (Portugal, Brasil e Angola), países que, tal como Guiné-Bissau, Cabo Verde, S.Tomé E Principe, Moçambique, Timor e Macau fazem parte da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa).
Considerando, também, que existem cerca de 210 milhões de falantes da Língua Portuguesa, quer seja nos seus países de origem, ou espalhados pelos quatro (ou cinco...) cantos do mundo.
Considerando, ainda, que estes milhões de pessoas, na maior parte afixionados dessa grande modalidade desportiva que é o Futebol, gostariam de acompanhar o evento, na sua própria língua, através do Site Oficial do "Alemanha 2006" que vai, certamente, ser o principal meio de comunicação a dar informações e notícias em primeira mão.
Considerando, finalmente, que a Língua Portuguesa é uma língua universal de facto, e o deve ser também de direito.
Eu, em meu nome pessoal, e em nome desses 210 milhões de pessoas espalhados pelos quatro (ou cinco...) cantos do mundo, rogo a V.Exas se dignem reformular o site, incluindo o Português como idioma de escolha para todos e quaisquer textos nele apresentados.
Certo da justeza do pedido e do seu bom acolhimento, apresento antecipadamente os meus agradecimentos.&lt;/div&gt;

Bem Hajam
Carlos Pereira
(aka Paralaxe)


&lt;a href="http://add.yahoo.com/fast/help/us/fwc06/cgi_comments?"&gt;Apelo Directo À FIFA&lt;/a&gt;

em 3)
escolher :

Can I get involved in the 2006 FIFA World Cup ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112930328051186496?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112930328051186496/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112930328051186496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112930328051186496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112930328051186496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/10/lusofonia-faz-apelo-fifa.html' title='A Lusofonia Faz Apelo À FIFA'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112916453444558072</id><published>2005-10-13T01:48:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:45.450Z</updated><title type='text'>A República Literária e a Lusofonia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;font size=3&gt;&lt;b&gt;Sinopse&lt;/b&gt;
 A leitura da bibliografia recente sobre a lusofonia, produzida em Portugal, permite afirmar que n&amp;atilde;o existe uma no&amp;ccedil;&amp;atilde;o comum para os integrantes da Comunidade dos Pa&amp;iacute;ses de L&amp;iacute;ngua Portuguesa. 
As not&amp;iacute;cias sobre esta mat&amp;eacute;ria, regularmente difundidas pela comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social, as conclus&amp;otilde;es de congressos, simp&amp;oacute;sios e encontros lus&amp;oacute;fonos, e mesmo a experi&amp;ecirc;ncia quotidiana pessoal confirmam esta observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, podendo concluir que a lusofonia &amp;eacute; um conceito em constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o e um espa&amp;ccedil;o de rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es a desenvolver. 
Se quisermos dar um futuro ao nosso passado comum, o modelo de rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es e a sua posta em pr&amp;aacute;tica dever&amp;aacute; ser comumente discutido e aplicado por todos os pa&amp;iacute;ses que o integram. 
A hist&amp;oacute;ria cultural da Europa oferece na Rep&amp;uacute;blica das Letras um exemplo para a lusofonia, entendida como Rep&amp;uacute;blica Liter&amp;aacute;ria em portugu&amp;ecirc;s. Surgida no &amp;uacute;ltimo renascentismo -em grande parte, como consequ&amp;ecirc;ncia desta etapa-, no contexto das guerras de religi&amp;atilde;o do s&amp;eacute;culo XVI, simultaneamente entre o p&amp;uacute;blico e do privado, realizando o ideal da unidade e fraternidade das pessoas, em rigorosa cr&amp;iacute;tica do estado absolutista e a sociedade de classes, prolongou-se at&amp;eacute; meados do s&amp;eacute;culo XVIII, em que o iluminismo logrou transformar a cultura e as na&amp;ccedil;&amp;otilde;es. 
Ainda depois dessa altura hist&amp;oacute;rica, a sua continuidade foi garantida pela perman&amp;ecirc;ncia dos valores que representou. No seu seio, e entorno ao latim como l&amp;iacute;ngua comum, produziu-se o humanismo vulgar (e, dentro deste, a gramaticaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das l&amp;iacute;nguas vulgares), nasceu uma forte consci&amp;ecirc;ncia europeia e criaram-se as literaturas modernas, at&amp;eacute; &amp;agrave; chegada dos movimentos nacionalistas que organizaram a Europa contempor&amp;acirc;nea. 
Longe do saudosismo por uma antiguidade idealizada, o conhecimento da nossa hist&amp;oacute;ria cultural pode fornecer alguns exemplos not&amp;aacute;veis que podem ajudar a pensar a lusofonia do presente. &lt;/font&gt;

.......................

&lt;font size=3&gt;&lt;b&gt;2. A lusofonia presente&lt;/b&gt;
Para al&amp;eacute;m da dist&amp;acirc;ncia sociol&amp;oacute;gica e pol&amp;iacute;tica que a hist&amp;oacute;ria determina, o maior contraste entre a Rep&amp;uacute;blica Liter&amp;aacute;ria latina e a lusofonia &amp;eacute; que, enquanto aquela era promovida, e desenvolvida por indiv&amp;iacute;duos organizados com relativa independ&amp;ecirc;ncia dos estados, nesta, a maior parte das iniciativas pertence aos governos. 
O mais ambicioso destes projetos &amp;eacute; a Comunidade de Pa&amp;iacute;ses de L&amp;iacute;ngua Portuguesa. O exerc&amp;iacute;cio habitual nos artigos de opini&amp;atilde;o sobre a CPLP &amp;eacute; a reflex&amp;atilde;o sobre a sua unidade e sentido, em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a francofonia, a hispanofonia, a Commonwealth, ou outros espa&amp;ccedil;os e organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es multinacionais constitu&amp;iacute;dos durante o s&amp;eacute;culo XX. 
O senso comum diz-nos que, nas antigas metr&amp;oacute;poles, a reflex&amp;atilde;o sobre o passado colonial resulta mais f&amp;aacute;cil e acertada quanto maior for a dist&amp;acirc;ncia temporal do observador. No caso de Portugal, trinta anos parece um prazo insuficiente para ultrapassar os traumas do passado colonial. No n&amp;iacute;vel da investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o universit&amp;aacute;ria, resulta chocante a escassez ou, por acaso, a dificuldade de acesso a estudos sobre a hist&amp;oacute;ria sociolingu&amp;iacute;stica do portugu&amp;ecirc;s em &amp;Aacute;frica e &amp;Aacute;sia.
Isto resulta mais evidente considerando a ampla bibliografia existente nos casos do ingl&amp;ecirc;s (xix) e o franc&amp;ecirc;s (xx). No n&amp;iacute;vel do estado, contra o que estabelece a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa, a pol&amp;iacute;tica oficial de passividade na defesa e promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da l&amp;iacute;ngua apenas &amp;eacute; quebrada pela teimosia dos novos pa&amp;iacute;ses africanos ou Timor que, depois de muita insist&amp;ecirc;ncia, recebe alguns professores de l&amp;iacute;ngua, contudo, insuficientes para atender a demanda. 
Estudarmos a CPLP (mais projecto do que realidade) apenas como facto presente, sem acompanh&amp;aacute;-la de uma explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do passado, seria equivalente a apresentar esta entidade internacional como novidade hist&amp;oacute;rica absoluta.Este discurso, carente de perspetiva, cont&amp;eacute;m o mesmo intuito legitimador do modelo nacional de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das sociedades europeias, iniciado com a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o francesa. 
A consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o das l&amp;iacute;nguas nacionais nos seus respectivos territ&amp;oacute;rios veio acompanhada do progressivo abandono do ensino do latim, at&amp;eacute; &amp;agrave; sua total supress&amp;atilde;o do bacharelato. Este facto, acompanhado pelo alargamento do sistema de ensino prim&amp;aacute;rio facilitou a alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o maci&amp;ccedil;a da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 
Durante o s&amp;eacute;culo XX as hist&amp;oacute;rias da l&amp;iacute;ngua ignoraram o facto de o portugu&amp;ecirc;s ter convivido, secularmente, com a l&amp;iacute;ngua comum europeia, numa distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es vari&amp;aacute;vel, mas permanente nos &amp;acirc;mbitos universit&amp;aacute;rio e institucional. 
Afirmar que, por s&amp;eacute;culos, o portugu&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o foi em Portugal a &amp;uacute;nica l&amp;iacute;ngua da cultura &amp;eacute; uma forma de tornar relativa a sua import&amp;acirc;ncia, e talvez isto seja inc&amp;oacute;modo e irreverente para a hist&amp;oacute;ria oficial, caracterizada pela pretens&amp;atilde;o de unanimidade, interpretando o passado em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do presente. Mas isto n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; caracter&amp;iacute;stico de Portugal. No nosso continente, a import&amp;acirc;ncia do latim no passado continua a ser tratada como assunto aned&amp;oacute;tico, residual ou mesmo inexistente. 
Na Rep&amp;uacute;blica Liter&amp;aacute;ria, observ&amp;aacute;mos um exemplo hist&amp;oacute;rico de um grupo de pa&amp;iacute;ses relacionados, no plano acad&amp;eacute;mico e cultural, por uma l&amp;iacute;ngua comum. Pessoas de pa&amp;iacute;ses e religi&amp;otilde;es diferentes mantiveram um di&amp;aacute;logo permanente, criando uma rede de rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es independente e duradoura. 
A li&amp;ccedil;&amp;atilde;o que podemos tirar para a lusofonia presente &amp;eacute; que s&amp;oacute; convertendo a sociedade em protagonista principal lhe poderemos dar um conte&amp;uacute;do duradouro. S&amp;oacute; levando a iniciativa dos governos para um segundo plano &amp;eacute; que a lusofonia poder&amp;aacute; ter um futuro claro. 
Depois do per&amp;iacute;odo hist&amp;oacute;rico do nacionalismo (1789-1989), universalmente difundido, em que cada na&amp;ccedil;&amp;atilde;o pretendia representar o mundo em todos os sentidos, parece chegada a altura de abandonar o modelo de l&amp;iacute;ngua como propriedade nacional. Neste sentido, um recente artigo de Fernando Crist&amp;oacute;v&amp;atilde;o incide na ideia da rep&amp;uacute;blica do portugu&amp;ecirc;s, explicada pelo modelo dos c&amp;iacute;rculos conc&amp;ecirc;ntricos. 
Na sua comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao encontro A L&amp;iacute;ngua Portuguesa: presente e futuro, Solange Parvaux (xxi) realizava umas propostas para uma pol&amp;iacute;tica da l&amp;iacute;ngua que me parecem da maior sensatez, e que assumo como pr&amp;oacute;prias:
1.&amp;laquo;A n&amp;iacute;vel da CPLP, a medida priorit&amp;aacute;ria &amp;eacute; a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Acordo Ortogr&amp;aacute;fico de 1990&amp;raquo;. Acrescentamos que a Galiza participou na sua elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o atrav&amp;eacute;s da Comiss&amp;atilde;o Galega do Acordo Ortogr&amp;aacute;fico.
2.&amp;laquo;O estabelecimento de acordos entre os pa&amp;iacute;ses lus&amp;oacute;fonos nos exames para a certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos conhecimentos de portugu&amp;ecirc;s-l&amp;iacute;ngua estrangeira...&amp;raquo; 
3.&amp;laquo;Definir regras, em comum, para a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o das palavras estrangeiras&amp;raquo;. &amp;Eacute; nas linguagens t&amp;eacute;cnicas que precisamos de uma maior unidade de crit&amp;eacute;rio. A cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Instituto Internacional da L&amp;iacute;ngua Portuguesa deveria facilitar esta aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre as variantes americana e europeia da nossa l&amp;iacute;ngua. &lt;/font&gt;
&lt;/div&gt;
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&lt;font size=3&gt;Excertos de : "A Rep&amp;uacute;blica Liter&amp;aacute;ria e a Lusofonia - Semelhan&amp;ccedil;as, diferen&amp;ccedil;as e exemplos"
Autoria        : &amp;Acirc;ngelo Crist&amp;oacute;v&amp;atilde;o
Publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o  : IV Col&amp;oacute;quio Anual da Lusofonia (Bragan&amp;ccedil;a); 3-4 Outubro 2005
Artigo Completo em : &lt;a href="http://www.questione.org/node/view/413"&gt;Questione Della Lingua (v2)&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112916453444558072?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112916453444558072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112916453444558072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112916453444558072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112916453444558072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/10/repria-e-lusofonia.html' title='A Rep&amp;uacute;blica Liter&amp;aacute;ria e a Lusofonia'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112898146635728998</id><published>2005-10-10T22:57:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:45.320Z</updated><title type='text'>As Criança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando se l&amp;ecirc; o t&amp;iacute;tulo deste texto, afirmar-se-&amp;aacute;, de imediato, que existe ali um erro; mais concretamente um erro de sintaxe, pela n&amp;atilde;o concord&amp;acirc;ncia de n&amp;uacute;mero entre o artigo e o substantivo; para ficar gramaticalmente correcto,  deveria escrever-se "as crian&amp;ccedil;as", ou  "a crian&amp;ccedil;a".
Contudo, est&amp;aacute; presente quem me pediu, melhor dizendo, quem me obrigou a colocar assim o t&amp;iacute;tulo (ele est&amp;aacute; sempre presente quando escrevo), e que me diz:

"&amp;eacute; dessa maneira que o quero escrito n&amp;atilde;o fa&amp;ccedil;a qualquer tipo de altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pois s&amp;oacute; assim eu consigo transmitir completamente as emo&amp;ccedil;&amp;otilde;es que sinto e senti quando fui envolvido naquele acontecimento que transcende todo o tipo de racionalidade"

E eu n&amp;atilde;o altero...

"a gram&amp;aacute;tica &amp;eacute; um espartilho que limita e distorce a realidade dos factos da hist&amp;oacute;ria do tempo das contradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es das ang&amp;uacute;stias do choque das liga&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre o passado e o futuro a mem&amp;oacute;ria  a imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o a estabelecer uma ordem onde ela n&amp;atilde;o existe no caos fervilhante das sinapses do pensamento emotivo" 

Espere, deixe-me colocar a pontua&amp;ccedil;&amp;atilde;o...

"ao diabo com a gram&amp;aacute;tica escritor dum raio surdo e impertinente  me ralam as pontua&amp;ccedil;&amp;otilde;es que n&amp;atilde;o sou reles escriba que se preocupa com caracteres gr&amp;aacute;ficos com pontos e v&amp;iacute;rgulas com sintagmas rio choro tenho um cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o uma alma alegrias tristezas ang&amp;uacute;stias sentimentos em catadupa que se misturam se contradizem se negam"      

Eu remeto-me &amp;agrave; minha modesta condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de relator, e continuo a transcrever...

"vi a crian&amp;ccedil;a perdida no meio da linha do comboio s&amp;oacute; desamparada foi a crian&amp;ccedil;a outra que vi foi a crian&amp;ccedil;a neta que vi uma crian&amp;ccedil;a que era as duas uma outra ao mesmo tempo qual reverso das vis&amp;otilde;es de um alcoolizado que v&amp;ecirc; em duplicado o objecto f&amp;iacute;sico do seu campo de vis&amp;atilde;o e peguei na crian&amp;ccedil;a ao colo e fugi com ela para a gare foi a crian&amp;ccedil;a neta que estreitei nos bra&amp;ccedil;os foi a crian&amp;ccedil;a outra que confortei a crian&amp;ccedil;a neta que salvei a crian&amp;ccedil;a outra a quem emprestei um av&amp;ocirc; moment&amp;acirc;neo a crian&amp;ccedil;a neta a quem perguntei pela m&amp;atilde;e" 

Eu s&amp;oacute; passo para o papel o que ou&amp;ccedil;o, e nada mais...

"a menina outra neta apontava para aqui para acol&amp;aacute; para o s&amp;iacute;tio onde estaria a m&amp;atilde;e que deveria estar ali com ela mas n&amp;atilde;o estava com a menina neta outra ao colo de um av&amp;ocirc; que n&amp;atilde;o era que o foi esperando a m&amp;atilde;e que era sem ter sido homem neta crian&amp;ccedil;a av&amp;ocirc; envoltos num la&amp;ccedil;o desla&amp;ccedil;o emocional de liga&amp;ccedil;&amp;otilde;es perdidas achadas que faz parar o tempo e encurta o espa&amp;ccedil;o"

Eu n&amp;atilde;o interrompo, continuo a relatar...

"a m&amp;atilde;e apareceu aflita chorosa o melhor do mundo s&amp;atilde;o as crian&amp;ccedil;as tamb&amp;eacute;m choro por ti que as abandonas as maltratas as conspurcas homem com h pequeno pequen&amp;iacute;ssimo avo de ser racional em nome autoaplicado sem actos inconstante inconsciente por elas que te cr&amp;ecirc;em te adoram te respeitam idolatram imitam na sua c&amp;acirc;ndida ingenuidade simplicidade de rebento indefeso"   

Eu n&amp;atilde;o concordo, nem discordo; como diria Pessoa : eu escrevo...

"levei a crian&amp;ccedil;a outra a casa da crian&amp;ccedil;a neta em pensamento que me saltou para o pesco&amp;ccedil;o e abracei e beijei a crian&amp;ccedil;a outra em pensamento  na crian&amp;ccedil;a neta e a crian&amp;ccedil;a neta que n&amp;atilde;o a outra  em pensamento abrimos os presentes da crian&amp;ccedil;a neta que n&amp;atilde;o a crian&amp;ccedil;a outra que tamb&amp;eacute;m l&amp;aacute; estava em pensamento e as crian&amp;ccedil;a brincou com os brinquedos de ambas em pensamento..."

N&amp;atilde;o quero fazer futurologia, mas estou em crer que estas crian&amp;ccedil;as , sem o saber,  v&amp;atilde;o ficar ligadas para sempre, como siamesas espirituais, at&amp;eacute; ao fim da vida deste homem av&amp;ocirc;; se ele entretanto n&amp;atilde;o vier a sofrer da Doen&amp;ccedil;a de Alzheimer...   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112898146635728998?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112898146635728998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112898146635728998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112898146635728998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112898146635728998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/10/as-criana.html' title='As Criança'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112863410635683649</id><published>2005-10-06T22:28:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:45.253Z</updated><title type='text'>Os Livros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os livros comportam-se exactamente de maneira contr&amp;aacute;ria aos pombos-correio: vende-se um pombo-correio de manh&amp;atilde;, e &amp;agrave; tarde ele volta (d&amp;aacute; lucro...); compra-se um livro de manh&amp;atilde; e &amp;agrave; tarde j&amp;aacute; temos um "amigo" a pedir emprestado, que nunca mais o devolve (d&amp;aacute; prejuizo...).

Refiro-me aqui ao lucro pessoal: financeiro (no primeiro caso)  e financeiro e cultural (no segundo).

Existe preju&amp;iacute;zo financeiro quando ficamos com menos valor do que tinhamos antes da opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o (no caso em apre&amp;ccedil;o, ficamos sem o valor que demos pelo livro, e sem o livro); existe ganho financeiro quando aumentamos (no caso em apre&amp;ccedil;o, ficamos com o dinheiro da venda do pombo-correio, mais o pombo-correio; &amp;eacute; como "roubar galinhas e vend&amp;ecirc;-las ao dono").

Existe preju&amp;iacute;zo cultural quando ficamos privados da acultura&amp;ccedil;&amp;atilde;o inerente &amp;agrave; leitura de (quase) qualquer livro, a meio do processo de tomada de conhecimentos, livro esse que tivemos o interesse e o gosto de comprar, pelo simples facto de o emprestarmos apressadamente (embora com todo o gosto, n&amp;atilde;o duvido...) a um "amigo" "interessado" no seu conte&amp;uacute;do; enquanto o livro n&amp;atilde;o &amp;eacute; devolvido (se o for...) ficamos a remoer na "metade" que j&amp;aacute; lemos, tirando (mesmo que inconscientemente) ilac&amp;ccedil;&amp;otilde;es erradas ou err&amp;oacute;neas, por n&amp;atilde;o termos abarcado a obra no seu todo; quando o livro &amp;eacute; devolvido, ficamos contentes e euf&amp;oacute;ricos (porque gostamos do assunto de que trata), e reactamos a leitura, quase de imediato, na tentativa de diminuir o hiato de tempo gasto, e encontrar novamente "o fio da meada"; se o interesse for muito forte, opressivo, apressamo-nos a dar uma saltada &amp;agrave; livraria, comprando outro exemplar  pois, para quem gosta de livros, &amp;eacute; sempre muito mais f&amp;aacute;cil (psicol&amp;oacute;gicamente falando...) gastar mais uns "cobres" do que privar o detentor do livro dessa acultura&amp;ccedil;&amp;atilde;o que tanto prezamos.

Existe lucro cultural quando ficamos mais "ricos" em conhecimentos, em esp&amp;iacute;rito cr&amp;iacute;tico, em aprimoramento da fala e da escrita, em discernimento na leitura, em melhoria na an&amp;aacute;lise do mundo que nos rodeia, em cultura; este valor, por meio dos livros, &amp;eacute; sempre muito maior, e tem muito mais "peso", do que o valor monet&amp;aacute;rio que demos pela compra do livro;

Eu n&amp;atilde;o tenho nada contra emprestar ou dar livros, desde que esse empr&amp;eacute;stimo, ou essa d&amp;aacute;diva, sirva para o aumento da "riqueza" cultural de quem os toma por emprestados, ou de quem os recebe como oferta.

No entanto, devemos ser pragm&amp;aacute;ticos; na maioria das vezes, o interesse do "interessado" no nosso livro vem simplesmente da assump&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que o conte&amp;uacute;do talvez valha a pena uma leitura, porque n&amp;oacute;s o compr&amp;agrave;mos; ele n&amp;atilde;o pergunta : " - onde compraste essa obra ? quero ir l&amp;aacute; comprar um exemplar para mim !"; tomando o livro emprestado, a meio da leitura do propriet&amp;aacute;rio, ele n&amp;atilde;o diz " - acaba de ler primeiro, emprestas-mo quando tiveres acabado de ler..."; n&amp;atilde;o, ele aceita !

Tive um colega de escrit&amp;oacute;rio que supesava os livros e conferia o n&amp;uacute;mero de p&amp;aacute;ginas para julgar sobre o seu "valor", em face do pre&amp;ccedil;o do mesmo; para ele, um romance de "cowboys" com 500 p&amp;aacute;ginas valeria muito mais que uma simples folha de papel, velha e suja; n&amp;atilde;o importando que essa folha contivesse as f&amp;oacute;rmulas da Teoria Da Relatividade de Einstein...

Al&amp;eacute;m disso, h&amp;aacute; bastantes livros nos escaparates cujo conte&amp;uacute;do &amp;eacute; aut&amp;ecirc;ntico "lixo", sendo a sua compra um "luxo", qualquer que seja o valor que gastemos; lendo esses livros ficamos embrutecidos, confundidos, enganados; ficamos culturalmente mais pobres.

No jornal "24 horas" (edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de hoje, ou de ontem) vem, na primeira p&amp;aacute;gina, uma not&amp;iacute;cia sobre a escritora Margarida Rebelo Pinto; a not&amp;iacute;cia diz, em resumo, que uma professora universit&amp;aacute;ria garante que os livros da M.R.P. t&amp;ecirc;m muitos erros e s&amp;atilde;o auto-reciclados; quer dizer, ela copia temas e partes de romances anteriormente escritos por ela, baralha e torna a dar... um romance "novo"; n&amp;atilde;o sei se a an&amp;aacute;lise &amp;eacute; correcta ou n&amp;atilde;o, porque n&amp;atilde;o os leio, mas acredito que a falta de assunto, a "facilidade" da escrita e as press&amp;otilde;es das editoras venham a dar nisto.

O que escrevi acima acerca do lucro ou preju&amp;iacute;zo de emprestar ou dar livros, s&amp;oacute; se refere a livros ainda em processo de leitura e cimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos textos, e n&amp;atilde;o dos livros j&amp;aacute; lidos, estudados e assimilados, que v&amp;atilde;o para a prateleira da estante fazer companhia aos outros que l&amp;aacute; est&amp;atilde;o; velhos, tristes, quedos, moribundos, esperando ansiosamente um mero olhar que se fixa, uma m&amp;atilde;o que se aproxima, uns dedos que folheiam; nessa altura eles rejuvenescem e brilham, qual f&amp;eacute;nix renascida; nessa altura, a sua alegria &amp;eacute; tanta que chega, muitas vezes, a transbordar para o leitor putativo; os livros s&amp;atilde;o "cidad&amp;atilde;os do mundo", gostam de viajar, de conhecer novas gentes, novas culturas, novos pensamentos, novas id&amp;eacute;ias.

Mas os livros precisam ter muito cuidado com as m&amp;atilde;os que os agarram; &amp;eacute; por isso que eles n&amp;atilde;o chamam todas as pessoas que lhes passam em frente; esperam ansiosa e pacientemente pelo seu eleito; aquele que lhes vai dar um novo &amp;acirc;nimo, tratando-os com o respeito que merecem, e tirando o devido proveito da sua verve; &amp;agrave;s vezes enganam-se (at&amp;eacute; os livros se enganam...) e acabam servindo de apoio na mudan&amp;ccedil;a de uma l&amp;acirc;mpada, ou virados e revirados numa qualquer fotocopiadora de prov&amp;iacute;ncia ou, pior ainda, despeda&amp;ccedil;ados e atirados para a fogueira, por via de um qualquer index fundamentalista; para isso, mais valia que os deixassem na sua dorm&amp;ecirc;ncia e quietude at&amp;eacute; ao final dos tempos...
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112863410635683649?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112863410635683649/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112863410635683649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112863410635683649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112863410635683649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/10/os-livros.html' title='Os Livros'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112854770087364767</id><published>2005-10-05T22:15:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:45.183Z</updated><title type='text'>Ecos De Bragança  -  IV Colóquio Da Lusofonia (2)</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;Timor-Leste: D. Ximenes Belo pede maior investimento na língua portuguesa&lt;/strong&gt;

 
O bispo resignatário de Dili, D. Ximenes Belo, pediu hoje em Bragança um maior investimento dos governos de Portugal e Timor-Leste no ensino da língua portuguesa aos timorenses.

Para o Prémio Nobel da Paz, o futuro do português, que os timorenses adoptaram como língua oficial, depende dos dois governos, português e timorense, porque "há, naturalmente, vontade de aprender, de conservar, mas por outro lado precisa-se de ajuda e de políticas para a manutenção da língua em Timor-Leste".

"Tem havido apoio, mas é preciso investir mais e sobretudo investir nos timorenses, que haja mais professores de português, que haja mais bibliotecas, que haja, enfim, uma coisa intensa" disse, à margem da sessão de encerramento do IV Colóquio da Lusofonia, em Bragança, onde durante dois dias se debateu sobre a língua portuguesa em Timor-Leste.

Para o antigo bispo de Dili "não chega" haver professores portugueses em Timor-Leste:"é preciso formar timorenses, é preciso criar bibliotecas, infra-estruturas e, sobretudo, manter alguma rádio, televisão e diários para que se faça entrar a língua espontaneamente na mente das pessoas".

D. Ximenes Belo recordou depois ao auditório que os timorenses continuaram a baptizar os filhos com nomes portugueses e a rezar e cantar em português, mesmo durante a proibição, entre 1975 e 1999, mas disse que a ocupação indonésia deixou marcas.

"Vocês querem que os timorenses falem a vossa língua, mas os timorenses apanharam bofetadas, foram torturados por falarem a vossa língua", disse.

A disputa também de outras línguas, nomeadamente o inglês, compreende-se, na opinião de D.Ximenes Belo, que recordou que Timor está numa zona com vizinhos como a Austrália, Filipinas, Singapura, Tailândia, Hong Kong, onde as pessoas falam esta língua.

"Mas Timor foi sempre parcela especial com ligação a Portugal e mantendo o português constituiu uma dimensão própria daquela pequena nação", considerou.

Mesmo com o passado histórico de séculos de colonização portuguesa, D. Ximenes considera que o português não é tão fácil assim para os timorenses.

"Os timorenses acham mais fácil o indonésio porque não tem conjugações, não é tão complicado como o português, mas é preciso apostar" afirmou.

D. Ximenes Belo escusou-se a comentar questões políticas ou sociais do país, afirmando estar há três anos fora, em Moçambique, e ter "poucas notícias" (de Timor).

Disse, no entanto, que a sua preocupação é que haja paz, tranquilidade e reconciliação em Timor e que os jovens tenham trabalho.

Escrito por : HFI - Notícia SIR-7376407 
In &lt;a href="http://www.lusa.pt/"&gt;Agência Lusa&lt;/a&gt; - 05-10-2005 / 0:32:00&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112854770087364767?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112854770087364767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112854770087364767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112854770087364767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112854770087364767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/10/ecos-de-bragana-iv-colquio-da_05.html' title='Ecos De Bragança  -  IV Colóquio Da Lusofonia (2)'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112842383824328945</id><published>2005-10-04T11:57:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:45.118Z</updated><title type='text'>Ecos De Bragança  -  IV Colóquio Da Lusofonia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Língua portuguesa será dominante em menos de uma década em Timor-Leste.&lt;/strong&gt;
&lt;div align=justify&gt; 
A embaixadora de Timor-Leste em Portugal, Pascoela Barreto, admitiu hoje que, em menos de uma década, a língua portuguesa falada actualmente por um quarto dos timorenses deverá ser generalizada a todo o país.

A diplomata admitiu que o português ainda não faz parte do quotidiano dos timorenses, mas assegurou que o governo de Timor-Leste "está a tomar medidas" para que dentro de alguns anos isso seja uma realidade.

A embaixadora falava na abertura do IV Colóquio da Lusofonia, em Bragança, que vai debater hoje e terça-feira a realidade de um país - Timor-Leste - que adoptou como oficial uma língua que não é falada pela maioria dos seus habitantes.

Os timorenses expressam-se, maioritariamente, em tétum.

Segundo Pascoela Barreto, "há ainda alguma resistência à aprendizagem do português, devido aos 24 anos de ocupação indonésia, durante os quais a língua portuguesa foi proibida".

"Esta reintrodução [do português] acaba por ser um pouco mais difícil, porque muitos dos nossos jovens fizeram a sua formação na língua indonésia, mas as nossas crianças até ao sexto ano já aprendem o português e portanto todo o ensino é feito em língua portuguesa", disse a diplomata à agência Lusa.

A embaixadora timorense acredita que esta geração contribuirá para que dentro de "cinco, seis ou sete anos o português seja uma realidade generalizada no quotidiano de Timor-Leste".

A diplomata realçou também o empenho e espírito de sacrifício e de missão dos professores portugueses que estão a ensinar a língua e a formar os professores" do seu país.

"Portugal tem feito um grande esforço nesta recuperação da língua portuguesa, mas também não quero deixar de enaltecer as iniciativas dos outros países da CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa], nomeadamente o Brasil, assim como os outros países", afirmou.

Além do ensino, Pascoela Barreto realçou o "esforço" que o Governo timorense está a fazer para o desenvolvimento da língua portuguesa, fazendo questão de que todos os documentos oficiais sejam escritos em português.

"Há, pelo menos, esse esforço de ir transpondo para o português toda a documentação oficial, incluindo a legislação", disse.

A Justiça é "uma das aéreas sensíveis em que, para a embaixadora, Timor precisa de continuar a contar com a ajuda" lusófona.

Os magistrados timorenses estão actualmente a receber formação, enquanto que os tribunais funcionam essencialmente com juristas de outros países.

Pascoela Barreto espera que, também em menos de uma década, a língua portuguesa seja a língua usada nos tribunais de Timor-Leste.

O número de falantes do português em Timor-Leste tem vindo a aumentar desde a independência do país, em 1999, estimando-se que passou de entre a cinco a dez por cento para 25 por cento da população - um em cada quatro timorenses.

A organização do colóquio da lusofonia, a cargo da Câmara de Bragança e da Fundação "Os nossos Livros", entende que a acção da Igreja Católica contribuiu para que a língua portuguesa se mantivesse em Timor, mesmo durante a ocupação indonésia.

Daí a relevância atribuída à presença, em Bragança, do bispo resignatário de Díli e Prémio Nobel da Paz, D. Ximenes Belo, que é o convidado especial no segundo dia de trabalhos, terça-feira.&lt;/div&gt;

Por : HFI -Bragança, 03 Out -  &lt;a href="http://www.lusa.pt/service.asp?service_id=Serviço%20LusaBrasil"&gt;Agência Lusa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112842383824328945?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112842383824328945/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112842383824328945' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112842383824328945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112842383824328945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/10/ecos-de-bragana-iv-colquio-da.html' title='Ecos De Bragança  -  IV Colóquio Da Lusofonia'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112809904008922743</id><published>2005-09-30T17:50:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:45.049Z</updated><title type='text'>A Cultura Nacional</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um tipo nasce em Portugal. Aparentemente &amp;eacute; uma sorte. Portugal n&amp;atilde;o &amp;eacute; a Som&amp;aacute;lia, a Serra Le&amp;otilde;a ou a Guin&amp;eacute;. N&amp;atilde;o &amp;eacute; um desses pa&amp;iacute;ses onde a maioria da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; paup&amp;eacute;rrima. Portugal n&amp;atilde;o &amp;eacute;, t&amp;atilde;o-pouco, um pa&amp;iacute;s da Am&amp;eacute;rica Latina. Pertence &amp;agrave; Europa e tem o acerto de convir &amp;agrave; Uni&amp;atilde;o Europeia. O clima &amp;eacute; bom. As pessoas simp&amp;aacute;ticas. Come-se bem. As praias s&amp;atilde;o fant&amp;aacute;sticas. O mar &amp;eacute; bel&amp;iacute;ssimo. A paisagem suficientemente variada. Enfim, um tipo tem as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es naturais prop&amp;iacute;cias para dar e fazer o seu melhor por aqui.

Em contraponto a toda esta sorte, o portugu&amp;ecirc;s recebe uma carga social embara&amp;ccedil;osa. &amp;Eacute; o desenrasca em detrimento do planeamento. O individualismo em detrimento da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o em grupo. A esperteza saloia em vez do trabalho s&amp;eacute;rio. O fado e a saudade pueris em vez do sentimento gerido e amadurecido. Ou seja, a cultura nacional, como fen&amp;oacute;meno colectivo, &amp;eacute; uma cultura cuja programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o devia ter sido, de h&amp;aacute; muito, alterada. Formada. Educada. Voltada para os desafios do futuro.

A cultura depende da envolvente social que circunda os indiv&amp;iacute;duos e n&amp;atilde;o dos genes de cada um. A natureza humana, essa sim, &amp;eacute; herdada e universal. A personalidade j&amp;aacute; &amp;eacute; espec&amp;iacute;fica ao indiv&amp;iacute;duo, muito embora possa ser herdada e, concomitantemente, apreendida / desenvolvida. Mas a cultura n&amp;atilde;o, a cultura s&amp;oacute; se aprende. E o portugu&amp;ecirc;s vai aprendendo mal, gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ap&amp;oacute;s gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

Uma m&amp;aacute; cultura traduz-se por maus s&amp;iacute;mbolos, her&amp;oacute;is, rituais e valores, muitos deles absolutamente distorcidos.

O s&amp;iacute;mbolo do Z&amp;eacute; Povinho, por exemplo, desordeiro, rosado e embrutecido, devia ter sido eliminado h&amp;aacute; muito tempo. &amp;Eacute; um s&amp;iacute;mbolo tosco, rasca, sem sentido. Deviamos ter vergonha dele e n&amp;atilde;o pendur&amp;aacute;-lo por a&amp;iacute;, qual &amp;iacute;cone nacional. Isto para n&amp;atilde;o falar das cores da bandeira nacional, a fazer lembrar um pa&amp;iacute;s africano ou da Am&amp;eacute;rica Latina, que de facto n&amp;atilde;o somos. O orgulho de n&amp;oacute;s pr&amp;oacute;prios n&amp;atilde;o implica sujeitarmo-nos, outro exemplo, a uma bandeira de indiscut&amp;iacute;vel mau gosto!

Os her&amp;oacute;is dos portugueses est&amp;atilde;o, tamb&amp;eacute;m, errados. Os mi&amp;uacute;dos come&amp;ccedil;am logo por ter como her&amp;oacute;is os colegas subversivos e mal comportados. Os que estudam e t&amp;ecirc;m boas notas s&amp;atilde;o, desde logo, escarnecidos e afastados dos v&amp;aacute;rios grupos "tribais", como se n&amp;atilde;o fossem esses os modelos melhorzitos que Portugal tem. A pol&amp;iacute;cia &amp;eacute; considerada a b&amp;oacute;fia... E depois h&amp;aacute; todos os outros "her&amp;oacute;is", verdadeiros patifes, a come&amp;ccedil;ar pelos usuais dos clubes de futebol e a acabar em pol&amp;iacute;ticos repugnantes e corrupt&amp;iacute;veis.

Os rituais continuam, tamb&amp;eacute;m, demasiado grotescos. Se passarmos pelo interior de Portugal, mas n&amp;atilde;o s&amp;oacute;, veremos os jogos populares e as festas a incorporarem rituais pat&amp;eacute;ticos e muitas vezes civilizacionalmente retr&amp;oacute;grados. Por um lado s&amp;atilde;o aspectos idiossincr&amp;aacute;ticos que marcam quem somos mas, por outro, o relembrar sistem&amp;aacute;tico e aprofundado da hist&amp;oacute;ria deixa-nos demasiado presos ao passado e a pr&amp;aacute;ticas pouco condizentes com a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do futuro.

Os valores, finalmente, tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o andam bem. Muito devido ao oportunismo e ao chico-espertismo do povo, leva-se a endeusar, de forma irreflectida, o enriquecimento r&amp;aacute;pido e f&amp;aacute;cil, a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;ozinha e o logro, a trapa&amp;ccedil;a em cada esquina. Desde o engano propositado ao fazer um troco, ao absentismo por uma putativa doen&amp;ccedil;a, vale tudo.

E por tudo isto Portugal n&amp;atilde;o pode avan&amp;ccedil;ar. A crise hoje n&amp;atilde;o &amp;eacute; econ&amp;oacute;mica. A crise &amp;eacute; absolutamente cultural.
- - - - - - - -
Por :  Jos&amp;eacute; Crespo de Carvalho  -  Professor Catedr&amp;aacute;tico / ISCTE
In   :   Coluna De Trajano  -  Seman&amp;aacute;rio Econ&amp;oacute;mico (30-09-2005)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112809904008922743?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112809904008922743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112809904008922743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112809904008922743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112809904008922743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/09/cultura-nacional.html' title='A Cultura Nacional'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112794454153025738</id><published>2005-09-28T22:55:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:44.971Z</updated><title type='text'>A Língua Portuguesa  -  por Moacyr Scliar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
&lt;font size=2&gt;"&amp;Uacute;ltima flor do L&amp;aacute;cio, inculta e bela / &amp;eacute;s a um tempo esplendor e sepultura": nos versos de Olavo Bilac est&amp;aacute; resumido o dial&amp;eacute;tico destino da l&amp;iacute;ngua portuguesa. &amp;Eacute; uma s&amp;iacute;ntese excessivamente pessimista, esta; o portugu&amp;ecirc;s pode ser qualquer coisa, menos uma sepultura ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica (talvez por isto Bilac neutralizou antecipadamente o sombrio termo com aquele ufanista "esplendor"). De qualquer forma, reflete uma sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o comum a todos que em portugu&amp;ecirc;s escrevem, a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que estamos numa esp&amp;eacute;cie de cul-de-sac idiom&amp;aacute;tico e o fato de que eu tenha recorrido a um galicismo &amp;eacute;, de alguma forma, prova disto: parecemos mais s&amp;eacute;rios quando falamos em franc&amp;ecirc;s, ou em ingl&amp;ecirc;s ou em alem&amp;atilde;o, que, em termos de hegemonia, substitu&amp;iacute;ram o imperial latim, o mesmo latim do qual o portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute;, ainda segundo Bilac, a &amp;uacute;ltima flora&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

O portugu&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma l&amp;iacute;ngua franca, n&amp;aacute;o &amp;eacute; um idioma com o qual possamos nos comunicar com facilidade em qualquer parte do mundo. E a pergunta que imediatamente emerge &amp;eacute;: por que n&amp;atilde;o? Ou, formulado de outra maneira, o que torna uma l&amp;iacute;ngua universal? Trata-se de uma quest&amp;atilde;o que inquieta a humanidade pelo menos desde o epis&amp;oacute;dio b&amp;iacute;blico da torre de Babel. Numerosas foram as solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es propostas para superar a diversidade idiom&amp;aacute;tica, para adotar uma l&amp;iacute;ngua na qual todos se pudessem entender.

O volap&amp;uuml;k, criado por Johann Martin Schleyer em 1879, e o esperanto, lan&amp;ccedil;ado por Lejzer L Zamenhof em 1887, prerendiam dar uma resposta a este desafio mediante a compatibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de elementos provenientes de v&amp;aacute;rias linguas e a simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das regras ling&amp;uuml;&amp;iacute;sticas. Mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; este tipo de racionalidade que preside &amp;agrave;s rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre povos e pessoas em nosso tempo. A penetra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um idioma n&amp;atilde;o depende de sua simplicidade ou de sua l&amp;oacute;gica interna; depende do pa&amp;iacute;s ou dos pa&amp;iacute;ses, que est&amp;atilde;o por tr&amp;aacute;s desse idioma. &amp;Eacute;, enfim, uma quest&amp;atilde;o de poder, como Lewis Carroll sintetizou no famoso di&amp;aacute;logo entre Alice e Humpty-Dumpty:

&lt;div align="center"&gt;"Quando eu uso uma palavra", disse Humpty-Dumpty num tom meio debochado, "ela significa aquilo que eu quero que signifique - n&amp;atilde;o mais, nem menos."&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;"A quest&amp;atilde;o &amp;eacute;", disse Alice, "se voc&amp;ecirc; pode fazer as palavras significarem tantas coisas diferentes."&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;"A quest&amp;atilde;o &amp;eacute;', disse Humpty-Dumpty, "quem manda - isto &amp;eacute; tudo."&lt;/div&gt;

Neste s&amp;eacute;culo o idioma hegem&amp;ocirc;nico tem sido o ingl&amp;ecirc;s - falado nos Estados Unidos, o pa&amp;iacute;s mais rico e poderoso do mundo. 0 ingl&amp;ecirc;s acabou assumindo o papel que Zamenhof pretendia para o esperanto. &amp;Eacute;, em alguns aspectos, um idioma mais racional - dispensa sinais gr&amp;aacute;ficos, por exemplo -mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; esta racionalidade que o imp&amp;otilde;e ao mundo, e sim o poder, poder pol&amp;iacute;tico, econ&amp;ocirc;mico, cultural, norte-americano.Hegemonia, por&amp;eacute;m, n&amp;atilde;o &amp;eacute; destino. 0 idioma representa mais do que uma forma de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o extrafronteiras; cont&amp;eacute;m uma carga afetiva que n&amp;atilde;o pode ser avaliada pelo grau de aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional. Esta &amp;eacute; a raz&amp;atilde;o, ali&amp;aacute;s, pela qual o nosso mundo &amp;eacute; cada vez mais multiling&amp;uuml;istico; falar v&amp;aacute;rios idiomas j&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; motivo de espanto, faz parte do cotidiano de muitas pessoas. N&amp;atilde;o &amp;eacute; outra, ali&amp;aacute;s, a experi&amp;ecirc;ncia que t&amp;ecirc;m os filhos de emigrantes - e a emigra&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; um fen&amp;ocirc;meno caracter&amp;iacute;stico de nossos tempos.

Que o idioma nacional tem for&amp;ccedil;a prova-o &amp;agrave; saciedade o caso brasileiro. Cento e sessenta milh&amp;otilde;es de pessoas, dispersas por um vasto territ&amp;oacute;rio, entendem-se perfeitamente, o que n&amp;atilde;o acontece em outros pa&amp;iacute;ses: na China, os dialetos regionais s&amp;atilde;o extremamente diferentes uns dos outros, e o mesmo acontece na &amp;iacute;ndia. &amp;Eacute; importante assinalar que, no Brasil, ao idioma dos colonizadores europeus foram se agregando elementos de outras etnias, &amp;iacute;ndios, negros, emigrantes. 0 n&amp;uacute;mero de denomina&amp;ccedil;&amp;otilde;es geogr&amp;aacute;ficas de origem ind&amp;iacute;gena &amp;eacute; muito grande. &amp;Eacute; uma fraca compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao alto pre&amp;ccedil;o que os povos ind&amp;iacute;genas pagaram &amp;agrave; coloniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e at&amp;eacute; envolve algum sentimento de culpa; mas, de qualquer forma, &amp;eacute; uma presen&amp;ccedil;a - ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica e tamb&amp;eacute;m cultural. 

A miscigena&amp;ccedil;&amp;atilde;o idiom&amp;aacute;tica n&amp;atilde;o se traduz apenas no acr&amp;eacute;scimo de novos termos, mas tamb&amp;eacute;m em novas inflex&amp;otilde;es; o portugu&amp;ecirc;s falado no Brasil tem um ritmo, uma sonoridade que o tornam diferente do portugu&amp;ecirc;s falado em Portugal. &amp;Eacute; claro que existem diferen&amp;ccedil;as regionais: sotaque pr&amp;oacute;prio, express&amp;otilde;es caracter&amp;iacute;sticas. 0 que aparece no trabalho dos escritores: o texto de um escritor ga&amp;uacute;cho como Sim&amp;otilde;es Lopes Neto &amp;eacute; bem diferente do texto de um Graciliano Ramos, e um livro do primeiro autor, recentemente publicado, teve de vir acompanhado de um gloss&amp;aacute;rio explicativo. Mas as peculiaridades regionais n&amp;atilde;o impedem a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o; v&amp;aacute;rias delas foram incorporadas ao acervo cultural do pa&amp;iacute;s, gra&amp;ccedil;as, em grande parte, &amp;agrave; m&amp;uacute;sica, &amp;agrave; televis&amp;atilde;o e, claro, &amp;agrave; literatura: um idioma &amp;eacute; basicamente o produto das pessoas que o falam, ao longo de muitas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m o resultado de uma fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se faz em grande medida atrav&amp;eacute;s do texto escrito.

0 linguajar das pessoas condiciona de alguma forma o texto do escritor mas &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m por este condicionada. Conclui-se da&amp;iacute; que o destino de uma l&amp;iacute;ngua n&amp;atilde;o depende do acaso. Se h&amp;aacute; idiomas que desapareceram, outros, pelo contr&amp;aacute;rio, t&amp;ecirc;m sido preservados e disseminados mediante uma ativa pol&amp;iacute;tica cultural que privilegie o texto escrito - como &amp;eacute; o caso do catal&amp;atilde;o.A pergunta que se imp&amp;otilde;e, portanto, &amp;eacute;: num mundo cada vez mais globalizado, como preservar, e expandir, os idiomas nacionais em geral e o portugu&amp;ecirc;s em particular? 

1) 0 ponto fulcral de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a regi&amp;atilde;o onde o idioma &amp;eacute; falado. 0 objetivo a&amp;iacute; &amp;eacute; proporcionar &amp;agrave;s pessoas o dom&amp;iacute;nio da l&amp;iacute;ngua que lhes permita n&amp;atilde;o apenas usar esta mesma l&amp;iacute;ngua na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como ainda transform&amp;aacute;-la num instrumento de auto-aperfei&amp;ccedil;oamento e fonte de prazer est&amp;eacute;tico. Trata-se de um processo educativo, desenvolvido basicamente, mas n&amp;atilde;o exclusivamente, em todos os n&amp;iacute;veis da rede de ensino. No caso do Brasil, &amp;eacute; de destacar o papel fundamental desempenhado pelos professores na introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos alunos &amp;agrave; literatura de l&amp;iacute;ngua portuguesa. Verificou-se, nos &amp;uacute;ltimos anos, uma revolucion&amp;aacute;ria mudan&amp;ccedil;a de enfoque, na medida em que trabalhos de autores contempor&amp;acirc;neos passaram a integrar o curr&amp;iacute;culo escolar. Do ponto de vista do aprendizado esta nova situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o apresenta benef&amp;iacute;cios evidentes. Em primeiro lugar, os alunos estudam uma literatura que diz respeito mais diretamente &amp;agrave; pr&amp;oacute;pria realidade em que vivem. Em segundo lugar, descobrem no texto as modifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de linguagem que o tempo foi incorporando ao acervo do idioma. Em terceiro lugar, sentem-se motivados para ir mais adiante e descobrir tamb&amp;eacute;m os grandes escritores do passado. Finalmente, podem, muitas vezes, discutir com os pr&amp;oacute;prios autores a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes com o idioma - uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o sempre viva e, sobretudo, plena de emo&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

2) Atividade paralela a esta, e igualmente transcendente, &amp;eacute; a de normatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do idioma no pa&amp;iacute;s. Numerosas reformas ortogr&amp;aacute;ficas foram realizadas no Brasil, nem sempre com resultados positivos. Diz-se que a crase n&amp;atilde;o foi feita para humilhar ningu&amp;eacute;m, mas isto s&amp;oacute; em parte &amp;eacute; verdade. Os problemas criados por este sinal gr&amp;aacute;fico ilustram bem as dificuldades encontradas pelo comum das pessoas na incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma norma culta: as confus&amp;otilde;es se sucedem e a humilha&amp;ccedil;&amp;atilde;o resultante colabora para afastar a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do idioma escrito. Quando a foto de uma tabuleta mal redigida &amp;eacute; mostrada na m&amp;iacute;dia o efeito pode ser de esclarecimento, mas pode tamb&amp;eacute;m ser de intimida&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 0 princ&amp;iacute;pio b&amp;aacute;sico de qualquer reforma ortogr&amp;aacute;fica deveria ser, portanto, o da simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o da democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o: simplificar para que o maior numero poss&amp;iacute;vel de cidad&amp;atilde;os possa ler e escrever sem problemas ou traumas. A linguagem falada deve comandar o processo, como dizia Saunt-Beuve: "&amp;Eacute; preciso, dentro do poss&amp;iacute;vel, escrever como se fala e n&amp;atilde;o falar como se escreve".A fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do idioma seria imposs&amp;iacute;vel sem o apoio dos dicionaristas. Trata-se, como diz Aur&amp;eacute;lio Buarque de Holanda Ferreira, autor do nosso famoso "Aureil&amp;atilde;o", de um "super-humano esfor&amp;ccedil;o". Para ilustrar o seu ponto, ele narra, no pref&amp;aacute;cio de sua obra, as desventuras pelas quais passaram os tr&amp;ecirc;s organizadores do Dicion&amp;aacute;rio da Lingua Portuguesa (1793) da Academia de Ci&amp;ecirc;ncia de Lisboa, "... o qual, sabe-se, parou na letra A, em azurrar, fato glosado pelo sarcasmo de Herculano em uma de suas 'Lendas e Narrativas'. Desses acad&amp;ecirc;micos, um, Jos&amp;eacute; da Fonseca, morreu, segundo Ramalho Ortig&amp;atilde;o, 'de lentas e dolorosas enfermidades contra&amp;iacute;das nas vig&amp;iacute;lias da mais opressiva tarefa' e Bartolomeu In&amp;aacute;cio Jorge e Agostinho Jos&amp;eacute; da Costa Macedo os outros dois ficaram cegos. 0 p&amp;uacute;blico, esse lhes deu 'o mais ingrato esquecimento'; e a Academia ofereceu a cada um dos tr&amp;ecirc;s m&amp;aacute;rtires da lexicografia, - 'como suprema e &amp;uacute;nica remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sua ingl&amp;oacute;ria fadiga' - um exemplar do Dicion&amp;aacute;rio." Estas dificuldades n&amp;atilde;o se limitaram a Portugal; a Academia Francesa levou sessenta anos para elaborar o seu dicion&amp;aacute;rio.No Brasil a id&amp;eacute;ia &amp;eacute; mais do que secular. No regimento da Academia Brasileira de Letras, elaborado por Machado de Assis em 1897, estava expresso o prop&amp;oacute;sito de organizar "um vocabul&amp;aacute;rio cr&amp;iacute;tico de brasileirismos introduzidos na lingua portuguesa". Foi ent&amp;atilde;o editado um Dicion&amp;aacute;rio de Brasileirismos, com base em levantamento feito por Jo&amp;atilde;o Ribeiro, Em 1910, sob a presid&amp;ecirc;ncia de Rui Barbosa, a Academia formulou um objetivo mais ambicioso: tratava-se de elaborar um verdadeiro dicion&amp;aacute;rio brasileiro da lingua portuguesa. Dez anos se passaram e o dicion&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o apareceu. A id&amp;eacute;ia foi retomada em tr&amp;ecirc;s novos projetos, um de M&amp;aacute;rio de Alencer, outro de Laudelino Freire o um terceiro de Gra&amp;ccedil;a Aranha - este, inspirado pelo movimento modernista, propunha dar &amp;ecirc;nfase aos "chamados brasileirismos", e, ao contr&amp;aacute;rio, eliminar os "portuguesismos". A proposta gerou pol&amp;ecirc;mica; a Academia nomeou uma comiss&amp;atilde;o para elaborar o dicion&amp;aacute;rio - comiss&amp;atilde;o esta desfeita em 1934, sem concluir o trabalho. Em 1940, Afr&amp;acirc;nio Peixoto, cansado do que ele chamava "obra de Pen&amp;eacute;lope" (a mulher de Ulisses, que, esperando o aventureiro marido, tecia de dia e desfazia o trabalho &amp;agrave; noite), assume a responsabilidade da tarefa, confiando-a a Antenor Nascentes, catedr&amp;aacute;tico do Col&amp;eacute;gio Pedro II, que, em 1943, entrega &amp;agrave; Academia um dicion&amp;aacute;rio com 100 mil verbetes. Al&amp;eacute;m deste dicion&amp;aacute;rio, e do dicion&amp;aacute;rio de Aur&amp;eacute;lio Buarque de Holanda Ferreira, j&amp;aacute; citado, o Brasil conta com o dicion&amp;aacute;rio Michaelis, o dicion&amp;aacute;rio Koogan-Houaiss (enciclop&amp;eacute;dico; Ant&amp;ocirc;nio Houaiss trabalha em um outro dicion&amp;aacute;rio, muito mais amplo) e outros.

3) Como compatibilizar a grafia do portugu&amp;ecirc;s no mundo lus&amp;oacute;fono? Esta &amp;eacute; outra quest&amp;atilde;o dif&amp;iacute;cil. 0 idioma portugu&amp;ecirc;s, falado por cerca de 219 milh&amp;otilde;es de pessoas, est&amp;aacute; difundido por cinco continentes: Europa (Portugal, A&amp;ccedil;ores, Madeira), &amp;Aacute;frica (Angola, Cabo Verde, Guin&amp;eacute;-Bissau, Mo&amp;ccedil;ambique, Zanzibar), &amp;Aacute;sia (Macau, Goa, Dam&amp;atilde;o, Malaca), Oceania (Timor) e Am&amp;eacute;rica (Brasil), isto sem falar nas'di&amp;aacute;sporas' que mant&amp;eacute;m o idioma - nos Estados Unidos, na Fran&amp;ccedil;a, na Alemanha e em outros pa&amp;iacute;ses. &amp;Eacute; dos idiomas mais falados, sendo superado somente pelo chin&amp;ecirc;s e seus dialetos, pelo ingl&amp;ecirc;s, pelo russo, pelo &amp;aacute;rabe, pelo hindi e pelo espanhol. Mesmo idiomas de grande penetra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como o franc&amp;ecirc;s e o italiano, s&amp;atilde;o falados por menor n&amp;uacute;mero de pessoas.Mas h&amp;aacute; um problema com a grafia do portugu&amp;ecirc;s. Diferente do ingl&amp;ecirc;s que &amp;eacute; grafacio praticamente da mesma maneira na Gr&amp;atilde;-Bretanha ou nos Estados Unidos, do espanhol, uniformizado nos pa&amp;iacute;ses hisp&amp;acirc;nicos gra&amp;ccedil;as ao trabalho da Academia de Ia Lengua e ao franc&amp;ecirc;s, que &amp;eacute; o mesmo nos pa&amp;iacute;ses franc&amp;oacute;fonos, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; homogeneidade entre o portugu&amp;ecirc;s escrito em Portugal, no Brasil, ou nos pa&amp;iacute;ses africanos lus&amp;oacute;fonos - tanto isto &amp;eacute; verdade que a Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas - ONU, prepara documentos com duas grafias, a do portugu&amp;ecirc;s de Portugal e a do portugu&amp;ecirc;s do Brasil; e que, em tradu&amp;ccedil;&amp;otilde;es feitas na Fran&amp;ccedil;a, por exemplo, encontraremos: "Tracluit du Portugais" ou "Traduit du Br&amp;eacute;silien".A exist&amp;ecirc;ncia oficial de duas ortografias remonta a 1911. Naquele ano foi feita em Portugal uma grande reforma ortogr&amp;aacute;fica - n&amp;atilde;o adotada no Brasil. Um acordo celebrado em 1931 entre os dois pa&amp;iacute;ses n&amp;atilde;o foi implementado; o mesmo aconteceu com a chamada Conven&amp;ccedil;&amp;atilde;o Ortogr&amp;aacute;fica Luso-Brasileira, de 1945, materializada em Portugal mas n&amp;atilde;o no Brasil. Leis ortogr&amp;aacute;ficas de 1971 (Brasil) e 1973 (Portugal) reduziram as diferen&amp;ccedil;as, sem, no entanto, elimin&amp;aacute;-las. 0 Acordo Ortogr&amp;aacute;fico do Rio de Janeiro (1986) encontrou rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Portugal e ficou inviabilizado. O Acordo de 1990 teve sua trajet&amp;oacute;ria facilitada pela cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da CPLP, a Comunidade dos Pa&amp;iacute;ses de L&amp;iacute;ngua Portuguesa (Portugal, Brasil, Angola, Guin&amp;eacute;-Bissau,Cabo Verde, S&amp;atilde;o Tom&amp;eacute; e Pr&amp;iacute;ncipe, Mo&amp;ccedil;ambique). Durante oito anos o tema foi discutido. Em julho deste ano de 1998 o &amp;uacute;nico pa&amp;iacute;s que ainda n&amp;atilde;o havia aderido ao Acordo, Cabo Verde, acabou por faz&amp;ecirc;-lo.As modifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es dizem respeito sobretudo ao uso de consoantes mudas ou n&amp;atilde;o articuladas (muito comuns em Portugal: ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o, afectivo, direc&amp;ccedil;&amp;atilde;o, exacto, &amp;oacute;ptimo), o sistema de acentua&amp;ccedil;&amp;atilde;o gr&amp;aacute;fica (o trema desaparece, certos ditongos - como "eia" e de "id&amp;eacute;ia" - n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o mais acentuados) e a hifena&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Os alfabetos dos sete pa&amp;iacute;ses incorporar&amp;atilde;o as letras k, y, z, deixando de considerar estrangeirismos as palavras com elas grafadas. Pelo que se depreende, o objetivo geral foi simplificar a grafia. O que &amp;eacute; mais do que desej&amp;aacute;vel: complica&amp;ccedil;&amp;otilde;es na grafia j&amp;aacute; as temos em demasia.Em termos de grafia h&amp;aacute; ainda um outro problema: as palavras de origem estrangeira, sobretudo o ingl&amp;ecirc;s. Em nosso tempo, este &amp;eacute; o idioma da ci&amp;ecirc;ncia e da tecnologia, como foi o grego em outra &amp;eacute;poca. Com a globaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; inevit&amp;aacute;vel a incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de palavras e express&amp;otilde;es em ingl&amp;ecirc;s, ou em outras l&amp;iacute;nguas. E tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; inevit&amp;aacute;vel o aportuguesamento, como aconteceu coma palavra 'futebol', do ingl&amp;ecirc;s football. Alguns puristas propuseram o estranho 'ludop&amp;eacute;dio', baseado em duas palavras latinas que significam 'jogo'e 'p&amp;eacute;'. Mas a codifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes termos ainda est&amp;aacute; por ser conseguida.Enfim: o acordo ortogr&amp;aacute;fico &amp;eacute; um tema n&amp;atilde;o isento de controv&amp;eacute;rsias at&amp;eacute; pelo aspecto pr&amp;aacute;tico: ser&amp;aacute; preciso reeditar um grande n&amp;uacute;mero de obras. Mas n&amp;atilde;o h&amp;aacute; d&amp;uacute;vida de que &amp;eacute; preciso continuar pelo caminho da simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, da racionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O que &amp;eacute; uma exig&amp;ecirc;ncia dos novos tempos.

4) Como disseminar o portugu&amp;ecirc;s em pa&amp;iacute;ses que n&amp;atilde;o falam o idioma? Esta tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; uma quest&amp;atilde;o de dif&amp;iacute;cil resposta - e de interesse imediato, nestes tempos de globaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ainda que o portugu&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o seja um idioma hegem&amp;ocirc;nico, pelas raz&amp;otilde;es acima citadas, cada vez mais pessoas desejam aprend&amp;ecirc;-lo. &amp;Eacute; o caso dos pa&amp;iacute;ses do Mercosul, cujo interc&amp;acirc;mbio comercial com o Brasil &amp;eacute; cada vez mais intenso. Por enquanto a necessidade de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem sido precariamente solucionada pelo 'portunhol', esta curiosa s&amp;iacute;ntese de portugu&amp;ecirc;s e espanhol, muito comum entre os turistas e nas regi&amp;otilde;es fronteiri&amp;ccedil;as. Mas o 'portunhol' serve mais como uma introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao portugu&amp;ecirc;s. O est&amp;iacute;mulo ao ensino de portugu&amp;ecirc;s em escolas e em universidades &amp;eacute; um objetivo a ser perseguido. Nos Estados Unidos, por exemplo, h&amp;aacute; numerosos departamentos que trabalham com a l&amp;iacute;ngua portuguesa e com a cultura e literatura brasileiras. Importante &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m mencionar o programa de estimulo &amp;agrave;s tradu&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Biblioteca Nacional, que realiza periodicamente encontros de tradutores.

5) Este &amp;uacute;ltimo ponto remete a uma outra quest&amp;atilde;o: &amp;eacute; a difus&amp;atilde;o da literatura brasileira em outros pa&amp;iacute;ses de l&amp;iacute;ngua portuguesa, como parte do processo de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o cultural. Nos &amp;uacute;ltimos anos v&amp;aacute;rias foram as reuni&amp;otilde;es de escritores poetas, cr&amp;iacute;ticos e professores de literatura dos pa&amp;iacute;ses da CPLP. Exemplo recente &amp;eacute; o encontro Pontes Lus&amp;oacute;fonas, reaiizado em Lisboa em julho de 1998 por ocasi&amp;atilde;o da Expo 98, a grande exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o realizada na capital portuguesa, o encontro mostrou, uma vez mais, que os intelectuais dos pa&amp;iacute;ses da CPLP conhecemse pouco entre si. "Em portugu&amp;ecirc;s nos desconhecemos todos", foi a significativa manchete do jornal lisboeta 0 P&amp;uacute;blico. Em contrapartida, estes pa&amp;iacute;ses conhecem bem as telenovelas brasileiras, que ali&amp;aacute;s gozam de grande prest&amp;iacute;gio e ajudam a difundir express&amp;otilde;es brasileiras.

&amp;Eacute; preciso, portanto, que a ind&amp;uacute;stria editorial siga o exemplo das redes de televis&amp;atilde;o, incrementando o interc&amp;acirc;mbio.Outra iniciativa no sentido deste mesmo interc&amp;acirc;mbio &amp;eacute; o prestigioso Pr&amp;ecirc;mio Cam&amp;otilde;es. Atribu&amp;iacute;do anualmente por um j&amp;uacute;ri formado de portugueses e brasileiros, a premia&amp;ccedil;&amp;atilde;o vem distinguindo, desde 1989, ilustres escritores, poetas, ensa&amp;iacute;stas: Miguel Torga (Portugal), Jo&amp;atilde;o Cabral de Melo Neto (Brasil), Jos&amp;eacute; Craveirinha (Mo&amp;ccedil;ambique), Verg&amp;iacute;lio Ferreira (Portugal), Rachel de Queir&amp;oacute;z (Brasil), Jorge Amado (Brasil), Jos&amp;eacute; Saramago (Portugal), Eduardo Louren&amp;ccedil;o (Portugal), Artur Carlos M. Pestana dos Santos, Pepetela (Angola), Ant&amp;ocirc;nio C&amp;acirc;ndido (Brasil). A divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do resultado, sempre com grande cobertura de imprensa, ajuda enormemente a difundir escritores nos v&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses.

Para terminar: ainda estamos em busca de nosso idioma, ainda estamos tentando descobrir como dissemin&amp;aacute;-lo na popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e no exterior. Neste final de mil&amp;ecirc;nio, esta &amp;eacute; uma busca urgente. Porque quando falamos em idioma, estamos falando em popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es, estamos falando em identidades, estamos falando em auto-afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E isto n&amp;atilde;o pode ser adiado.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
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In  &lt;a href="http://www.minc.gov.br/textos/olhar/linguaportuguesa.htm"&gt;Ministério Da Cultura - Brasil&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112794454153025738?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112794454153025738/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112794454153025738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112794454153025738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112794454153025738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/09/lngua-portuguesa-por-moacyr-scliar.html' title='A L&amp;iacute;ngua Portuguesa  -  por Moacyr Scliar'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112793356037856439</id><published>2005-09-28T19:52:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:44.908Z</updated><title type='text'>Prémio Nobel Da Paz No Colóquio Da Lusofonia</title><content type='html'>&lt;font size=3&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Est&amp;atilde;o a ser ultimadas todas as dilig&amp;ecirc;ncias para levar a Bragan&amp;ccedil;a ao 4&amp;ordm; Col&amp;oacute;quio Anual da Lusofonia o Pr&amp;eacute;mio Nobel da Paz, Bispo Resignat&amp;aacute;rio de Dili, D. Carlos Filipe XIMENES BELO no dia 4 de Outubro.
A relev&amp;acirc;ncia da presen&amp;ccedil;a deste membro do clero &amp;eacute; por demais conhecida pois foi gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Igreja Cat&amp;oacute;lica que a l&amp;iacute;ngua portuguesa se manteve em Timor, apesar das proibi&amp;ccedil;&amp;otilde;es indon&amp;eacute;sias ao longo dos 25 anos de jugo indon&amp;eacute;sio.
D. XIMENES BELO ser&amp;aacute; convidado especial deste Col&amp;oacute;quio e desloca-se propositadamente para poder tomar parte no evento.&lt;/div&gt;

Pela Comiss&amp;atilde;o Executiva
4&amp;ordm; Col&amp;oacute;quio Anual da Lusofonia (3-4 Outubro 2005)
Helena &amp; Chrys Chrystello
Telefone: (+351) 296 446940
Telem&amp;oacute;vel/Celular: (+ 351) 91 9287816 / (+351) 91 6755675
E-fax (E-mail fax): + (00) 1 630 563 1902
E-mail:&lt;/font&gt;&lt;font color="#0000FF" size=3&gt;&lt;u&gt;lusofonia@sapo.pt&lt;/u&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size=3&gt; ; &lt;/font&gt;&lt;font color="#0000FF" size=3&gt;&lt;u&gt;drchryschrystello@gmail.com&lt;/u&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size=3&gt;
Website &lt;/font&gt;&lt;font color="#0000FF" size=3&gt;&lt;u&gt;http://LUSOFONIA2005.com.sapo.pt&lt;/u&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size=3&gt;
No Skype contacte: drchryschrystello&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112793356037856439?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112793356037856439/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112793356037856439' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112793356037856439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112793356037856439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/09/prquio-da-lusofonia.html' title='Pr&amp;eacute;mio Nobel Da Paz No Col&amp;oacute;quio Da Lusofonia'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112769591312838276</id><published>2005-09-26T01:51:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:44.847Z</updated><title type='text'>Guiné-Bissau quer apoio do Brasil para alfabetizar jovens e adultos</title><content type='html'>&lt;font size=2&gt;13/09/2005 8h16&lt;/font&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;font size=3&gt;O ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Fernando Haddad, recebe nesta quarta-feira, 14, &amp;agrave;s 9h30, o diplomata Carlos Moura, representante do Brasil na Comiss&amp;atilde;o de Pa&amp;iacute;ses de L&amp;iacute;ngua Portuguesa (CPLP), em Guin&amp;eacute;-Bissau. Na agenda, eles v&amp;atilde;o discutir possibilidades de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil nas &amp;aacute;reas de alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jovens e adultos, forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores e promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos direitos humanos.
De acordo com Carlos Moura, o &amp;iacute;ndice de analfabetismo em Guin&amp;eacute;-Bissau &amp;eacute; elevado e a experi&amp;ecirc;ncia do Programa Brasil Alfabetizado pode ajudar na supera&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse problema. A forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores em exerc&amp;iacute;cio, por meio do Proforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e os programas da TV Escola s&amp;atilde;o outros recursos em que o diplomata vai solicitar a coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do MEC. O analfabetismo entre as mulheres de Guin&amp;eacute;-Bissau &amp;eacute; de 75,4% e entre os homens de 44,5%. J&amp;aacute; a expectativa de vida ao nascer &amp;eacute; de 46 anos para os homens e 47 anos para as mulheres.
Um dos oito pa&amp;iacute;ses da CPLP, Guin&amp;eacute;-Bissau situa-se na costa ocidental da &amp;Aacute;frica e tem hoje 1,4 milh&amp;atilde;o de habitantes. Sua economia baseia-se na agricultura, que responde por 87% da atividade e pela pesca. H&amp;aacute; tr&amp;ecirc;s meses no pa&amp;iacute;s, Carlos Moura tem entre suas responsabilidades ajudar na consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o da democracia e promover o desenvolvimento social, pol&amp;iacute;tico e econ&amp;ocirc;mico. Guin&amp;eacute;-Bissau promoveu h&amp;aacute; poucos meses elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es diretas, e a posse do presidente da Rep&amp;uacute;blica ser&amp;aacute; em 1&amp;ordm; de outubro. Integram a CPLP Brasil, Portugal, Cabo Verde, Angola, Mo&amp;ccedil;ambique, Guin&amp;eacute;-Bissau, S&amp;atilde;o Tom&amp;eacute; e Pr&amp;iacute;ncipe, Timor Leste. &lt;/div&gt;

Rep&amp;oacute;rter: Ionice Lorenzoni&lt;/font&gt;

 In &lt;a href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=content&amp;task=view&amp;id=2829&amp;FlagNoticias=1&amp;Itemid=2960"&gt;Minist&amp;eacute;rio Da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o - Brasil&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112769591312838276?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112769591312838276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112769591312838276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112769591312838276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112769591312838276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/09/guin-bissau-quer-apoio-do-brasil-para.html' title='Guin&amp;eacute;-Bissau quer apoio do Brasil para alfabetizar jovens e adultos'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112740898214189036</id><published>2005-09-22T18:09:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:44.783Z</updated><title type='text'>Ensino Do Português No Estrangeiro Sem Destacamentos</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Arial" size=3&gt;O secret&amp;aacute;rio de Estado adjunto da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Jorge Pedreira, anunciou, ontem, em Lisboa, o fim do destacamento de professores de Portugu&amp;ecirc;s no estrangeiro a partir do ano lectivo de 2006/07.&lt;/b&gt;
 
"Em 2006, h&amp;aacute; um novo concurso de professores de Portugu&amp;ecirc;s no estrangeiro, com novas regras", disse Jorge Pedreira no final de uma reuni&amp;atilde;o com a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Sindicatos da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (FNE), na qual debateram o ensino do Portugu&amp;ecirc;s no estrangeiro.
 De acordo com o secret&amp;aacute;rio de Estado, actualmente Portugal est&amp;aacute; a destacar professores para leccionarem Portugu&amp;ecirc;s no estrangeiro, mas no futuro "a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o normal ser&amp;aacute; a via da contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o". 
"Cerca de 60% dos professores de Portugu&amp;ecirc;s no estrangeiro s&amp;atilde;o destacados, o que representa um encargo muito grande para Portugal, que n&amp;atilde;o se justifica", acrescentou. 
Al&amp;eacute;m do sal&amp;aacute;rio correspondente &amp;agrave; sua categoria, os professores contratados t&amp;ecirc;m direito a um suplemento de resid&amp;ecirc;ncia. 
A partir do pr&amp;oacute;ximo ano lectivo, os 300 professores actualmente destacados v&amp;atilde;o ser muito menos, indicou o governante, garantindo que existe "muita gente dispon&amp;iacute;vel e qualificada para desempenhar essas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es em regime de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o". 

In &amp;laquo;Jornal de Not&amp;iacute;cias&amp;raquo;, 22.09.2005&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112740898214189036?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112740898214189036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112740898214189036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112740898214189036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112740898214189036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/09/ensino-do-portugus-no-estrangeiro-sem.html' title='Ensino Do Portugu&amp;ecirc;s No Estrangeiro Sem Destacamentos'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112680799453708388</id><published>2005-09-15T19:08:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:44.711Z</updated><title type='text'>Lançado o primeiro número da revista «Lusografias»</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;strong&gt;Lisboa - O Instituto Piaget procedeu recentemente ao lançamento do primeiro número da «Lusografias», uma revista sobre a cultura e literatura dos países de língua portuguesa.&lt;/strong&gt;

Esta publicação é «um projecto editorial que pretende criar um espaço onde coexistam a partilha de saberes e experiências com a divulgação de projectos oriundos dos países que falam e escrevem o português», divulga comunicado enviado.

Na génese da «Lusografias» está a aspiração de divulgar as culturas dos países de língua portuguesa onde o Instituto Piaget marca presença: para além de Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe, Brasil e Moçambique.

Sob a direcção de José Gomes Silvestre e edição de Jorge Augusto Maximino e Luís Carlos Patraquim, este projecto conta com um painel de colaboradores de renome, tais como o sociólogo Boaventura Sousa Santos, o escritor moçambicano Mia Couto, ou o poeta brasileiro Alexei Bueno, entre outros, espalhados pela lusofonia.

Com saída trimestral, este primeiro número, com uma tiragem de três mil exemplares e disponível nas livrarias por um preço de capa de 7 euros (assinatura de 18 euros), aborda a problemática da língua portuguesa e da poesia entre os países que a falam e escrevem.

As informações relativas à publicação podem ser pedidas através do «email» piaget.editora@mail.telepac.pt ou pelo telefone 218 316 500 (Lisboa).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112680799453708388?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112680799453708388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112680799453708388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112680799453708388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112680799453708388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/09/lanado-o-primeiro-nmero-da-revista.html' title='Lançado o primeiro número da revista «Lusografias»'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112679197688833906</id><published>2005-09-15T14:43:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:44.633Z</updated><title type='text'>Festival Musidanças 2005</title><content type='html'>Lisboa, 14 Setembro de 2005

Exmos Senhores,

Vimos por este meio enviar a nota de imprensa do Festival Musidanças 2005, festival das comunidades lusófonas, que irá decorrer entre os dias 16 e 29 Setembro no Santiago Alquimista em Lisboa.

Para mais informações queiram por favor contactar a produção.

Cumprimentos

Firmino Pascoal
 

Zoo Musica produções * Rua de Santiago 19 1100-493 Lisboa *

T. 918898677/ 919337275 * silvia@santiagoalquimista.com * www.musidancas.web.pt 

Bilhetes já à venda 10€ (cada dia) e 60€ (passe global) no local do espectáculo e nas Fnacs. Descontos 20%: estudantes; grupos + 10 pax, etc.

Abertura de portas: 17h00

Info line e reservas até 48h antes do espectáculo: 218820259

O objectivo geral do Musidanças é, acima de tudo, dar a conhecer ao público em geral as características culturais de cada um dos países envolvidos no projecto, contando, para tal, com a presença de artistas de grande renome, quer na área da música, quer do teatro ou mesmo com artesãos trabalhando in loco no espaço Santiago Alquimista.

Contamos com os melhores artistas lusófonos que no mesmo espaço vão apresentar os seus trabalhos. Cada dia, um país da comunidade lusófona. Ainda há os dias das lusofonias onde se fundem artistas de vários países. Para o programa total consulte www.musidancas.web.pt

Nós prometemos muita animação!


Apoios:    

Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Cascais, Câmara Municipal de Loures, Metropolitano de Lisboa, LCC Transenvio, Acime, Turismo de Lisboa, Fnacs, Ifict, Fundação Oriente, Casa de Goa, RDP Africa, entre tantos outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112679197688833906?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112679197688833906/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112679197688833906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112679197688833906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112679197688833906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/09/festival-musidanas-2005.html' title='Festival Musidanças 2005'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112634881359868650</id><published>2005-09-10T11:40:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:44.353Z</updated><title type='text'>Consultório do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa reabre dia 19</title><content type='html'>&lt;font size=3&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;O consult&amp;oacute;rio do Ciberd&amp;uacute;vidas da L&amp;iacute;ngua Portuguesa, que encerrou h&amp;aacute; mais de um m&amp;ecirc;s por falta de apoio financeiro, vai reabrir dia 19 de Setembro na sequ&amp;ecirc;ncia de um acordo com a Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Vodafone e os CTT.&lt;/b&gt;

Jos&amp;eacute; M&amp;aacute;rio Costa, respons&amp;aacute;vel pelo Ciberd&amp;uacute;vidas em conjunto com a Sociedade de L&amp;iacute;ngua Portuguesa, revelou hoje que as duas empresas se disponibilizaram para partilhar as despesas de funcionamento, que rondam os cinco mil euros mensais.
Com este apoio "ser&amp;aacute; poss&amp;iacute;vel voltar a ter uma rede de colaboradores para responder &amp;agrave;s perguntas apresentadas" via Internet no consult&amp;oacute;rio, que recebe semanalmente cerca de 500 novas d&amp;uacute;vidas.
Ao fim de oito anos e meio de exist&amp;ecirc;ncia, o s&amp;iacute;tio acumulou um arquivo de 16 mil respostas a d&amp;uacute;vidas sobre ortografia, sintaxe e pron&amp;uacute;ncia da l&amp;iacute;ngua portuguesa.
Fundado por Jos&amp;eacute; M&amp;aacute;rio Costa e pelo jornalista Jo&amp;atilde;o Carreira Bom, o Ciberd&amp;uacute;vidas &amp;eacute; visitado diariamente por tr&amp;ecirc;s mil a cinco mil pessoas, na sua maioria estudantes e professores, mas tamb&amp;eacute;m jornalistas, m&amp;eacute;dicos e advogados.
Os visitantes do s&amp;iacute;tio s&amp;atilde;o portugueses residentes em Portugal, mas tamb&amp;eacute;m das diversas comunidades espalhadas pelo mundo, do Brasil e dos pa&amp;iacute;ses africanos de express&amp;atilde;o portuguesa.
Depois da morte de Carreira Bom, em 2002, o s&amp;iacute;tio chegou a estar totalmente encerrado durante um ano por falta de financiamento, pois o jornalista foi sempre o mecenas do projecto.
Mais tarde reabriu com a ajuda de fundos europeus, atrav&amp;eacute;s do Programa Operacional para a Sociedade de Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (POSI) e do Minist&amp;eacute;rio da Cultura, que entretanto terminaram.
Jos&amp;eacute; M&amp;aacute;rio Costa tentou, sem sucesso, obter apoios de entidades p&amp;uacute;blicas e privadas, o que levou ao encerramento do consult&amp;oacute;rio, mas um acordo alcan&amp;ccedil;ado com a Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Vodafone e com os CTT logrou a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste servi&amp;ccedil;o, que o respons&amp;aacute;vel define como "um servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico gratuito a qualquer visitante".
O respons&amp;aacute;vel acrescentou ainda que o Ciberd&amp;uacute;vidas vai tamb&amp;eacute;m estabelecer uma parceria de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a Porto Editora com o objectivo de "partilhar sinergias t&amp;eacute;cnicas e conte&amp;uacute;dos tem&amp;aacute;ticos".
Esta parceria poder&amp;aacute; vir a desenvolver o s&amp;iacute;tio e colocar o arquivo existente noutros suportes, designadamente em livro e CDRom.
Apesar de manifestar grande satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo protocolo alcan&amp;ccedil;ado, Jos&amp;eacute; M&amp;aacute;rio Costa afirmou &amp;agrave; Lusa que vai continuar a pedir o apoio do Estado para o Ciberd&amp;uacute;vidas, "nem que seja apenas simb&amp;oacute;lico".
O protocolo com a Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Vodafone e com os CTT ser&amp;aacute; assinado na pr&amp;oacute;xima semana.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
- - - - - -
Not&amp;iacute;cia Lusa retirada de : &lt;a href="http://publico.clix.pt/shownews.asp?id=1232458&amp;idCanal=14"&gt; P&amp;uacute;blico OnLine&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112634881359868650?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112634881359868650/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112634881359868650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112634881359868650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112634881359868650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/09/consultngua-portuguesa-reabre-dia-19.html' title='Consult&amp;oacute;rio do Ciberd&amp;uacute;vidas da L&amp;iacute;ngua Portuguesa reabre dia 19'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112613800758427676</id><published>2005-09-08T01:06:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:44.286Z</updated><title type='text'>A Câmara Municipal De Bragança Apoia O 4º.Colóquio Internacional Da Lusofonia  ( 3-4 Outubro 2005 )</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Arial" size=3&gt;Ap&amp;oacute;s o sucesso das anteriores edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a C&amp;acirc;mara Municipal de Bragan&amp;ccedil;a, decidiu manter a sua aposta cultural no apoio &amp;agrave; realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste importante evento anual. Uma das raz&amp;otilde;es preponderantes para organizarmos aqui - em pleno cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Nordeste e da Terra Fria - um Col&amp;oacute;quio Anual Internacional da Lusofonia assenta no facto de a maior parte destes acontecimentos estar centralizada nas grandes urbes sem permitir que as regi&amp;otilde;es mais desertificadas e afastadas dos centros de poder, tenham ao seu alcance debates sobre a L&amp;iacute;ngua e Cultura Portuguesas, suas diversidades, e de propostas inovadoras de ensino. 
Para este ano, o 4&amp;ordm; Col&amp;oacute;quio (e o 3&amp;ordm; a ser apoiado pela CMB) subordinado ao t&amp;iacute;tulo DOS CONTADORES DE HIST&amp;Oacute;RIA &amp;Agrave; LITERATURA CONTEMPOR&amp;Acirc;NEA, ir&amp;aacute; ter como tema central o problema da L&amp;iacute;ngua Portuguesa em Timor-leste: como se imp&amp;otilde;e uma l&amp;iacute;ngua oficial que n&amp;atilde;o &amp;eacute; falada pela maior parte dos habitantes, an&amp;aacute;lise da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, desenvolvimentos nos &amp;uacute;ltimos cinco anos, projectos e perspectivas presentes e futuras. Ainda em debate estar&amp;atilde;o os problemas da Tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o como forma de perpetuar e manter a criatividade da L&amp;iacute;ngua Portuguesa nos quatro cantos do mundo. 
Igualmente se ir&amp;atilde;o manter as actividades paralelas como a Mostra de Artesanato e de Livros, a que se acrescentar&amp;atilde;o uma Exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Fotografia sobre ROSTOS DA LUSOFONIA, o que s&amp;oacute; vem demonstrar a vitalidade e a  cada vez mais lata  abrang&amp;ecirc;ncia destes Col&amp;oacute;quios.
O portugu&amp;ecirc;s faz parte da hist&amp;oacute;ria timorense. N&amp;atilde;o a considerar uma l&amp;iacute;ngua oficial colocaria em risco a sua identidade, defende o linguista australiano Geoffrey Hull no seu recente livro Timor-Leste. Identidade, l&amp;iacute;ngua e pol&amp;iacute;tica educacional. A l&amp;iacute;ngua portuguesa "tem-se mostrado capaz de se harmonizar com as l&amp;iacute;nguas ind&amp;iacute;genas" e &amp;eacute; tanto mais plaus&amp;iacute;vel porque "o contacto com Portugal renovou e consolidou a cultura timorense e quando Timor-Leste emergiu da fase colonial "n&amp;atilde;o foi necess&amp;aacute;rio procurar uma identidade nacional, o pa&amp;iacute;s era &amp;uacute;nico do ponto de vista lingu&amp;iacute;stico. O portugu&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o &amp;eacute; um idioma demasiado dif&amp;iacute;cil para os timorenses pois estes j&amp;aacute; possuem um relativo conhecimento passivo do portugu&amp;ecirc;s, devido ao facto de que j&amp;aacute; falam o Tetum-D&amp;iacute;li", afirma Hull. "A juventude deve fazer um esfor&amp;ccedil;o colectivo para aprender ou reaprender" a l&amp;iacute;ngua portuguesa.
Um vasto painel de peritos nesta &amp;aacute;rea debater&amp;aacute; este tema, pois s&amp;atilde;o as comunidades culturais, hist&amp;oacute;ricas e lingu&amp;iacute;sticas lus&amp;oacute;fonas os agentes fundamentais de mudan&amp;ccedil;a. Este evento vem decerto colocar Bragan&amp;ccedil;a na cimeira das cidades dedicadas &amp;agrave; preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o e discuss&amp;atilde;o da l&amp;iacute;ngua que &amp;eacute; falada em todos os continentes por cerca de 200 milh&amp;otilde;es de pessoas. &lt;/font&gt;&lt;font size=3&gt;

&lt;u&gt;Contamos consigo para divulgar e associar-se a este evento da vida cultural de Bragan&amp;ccedil;a&lt;/u&gt; 
Pela Comiss&amp;atilde;o Executiva 4&amp;ordm; Col&amp;oacute;quio Anual da Lusofonia (3-4 Outubro 2005)
Helena &amp; Chrys Chrystello 
Telefone: (+351) 296 446940
Telem&amp;oacute;vel/Celular: (+ 351) 91 9287816 / (+351) 91 6755675
E-fax (E-mail fax): + (00) 1 630 563 1902
E-mail: &lt;/font&gt;&lt;font color="#0000FF" size=3&gt;&lt;u&gt;drchryschrystello@sapo.pt&lt;/u&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size=3&gt;; &lt;/font&gt;&lt;font color="#0000FF" size=3&gt;&lt;u&gt;lusofonia@sapo.pt&lt;/u&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size=3&gt;
Website &lt;/font&gt;&lt;font color="#0000FF" size=3&gt;&lt;u&gt;http://LUSOFONIA2005.com.sapo.pt &lt;/u&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size=3&gt;
No Skype contacte: drchryschrystello &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112613800758427676?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112613800758427676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112613800758427676' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112613800758427676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112613800758427676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/09/cquio-internacional-da-lusofonia-3-4.html' title='A C&amp;acirc;mara Municipal De Bragan&amp;ccedil;a Apoia O 4&amp;ordm;.Col&amp;oacute;quio Internacional Da Lusofonia  ( 3-4 Outubro 2005 )'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112574419581322694</id><published>2005-09-03T11:43:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:44.220Z</updated><title type='text'>O CIBERDÚVIDAS DA LÍNGUA PORTUGUESA ESTÁ EM RISCO DE FECHAR</title><content type='html'>To: governo portugu&amp;ecirc;s 

peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo CIBERD&amp;Uacute;VIDAS 

POUCAS SER&amp;Atilde;O AS PESSOAS LIGADAS &amp;Agrave; DEFESA DA L&amp;Iacute;NGUA PORTUGUESA QUE N&amp;Atilde;O CONHECEM E APRECIAM O CIBERD&amp;Uacute;VIDAS. 
&lt;div align=justify&gt;
O Ciberd&amp;uacute;vidas da L&amp;iacute;ngua Portuguesa est&amp;aacute; em risco de encerrar por falta de apoios.
Um projecto desta natureza e amplitude (com a notoriedade que atingiu em Portugal, no Brasil e demais pa&amp;iacute;ses lus&amp;oacute;fonos), &amp;eacute; um verdadeiro servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico em prol da L&amp;iacute;ngua Portuguesa, como n&amp;atilde;o outro no espa&amp;ccedil;o da lusofonia. E, sendo servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, o Estado (especialmente o portugu&amp;ecirc;s) tem o dever de apoiar quem, na sociedade civil, faz o que o Estado deveria fazer. E se h&amp;aacute; apoios (e muito bem) a quem faz servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico noutras &amp;aacute;reas (como a televis&amp;atilde;o, o teatro ou o cinema), por que raz&amp;atilde;o n&amp;atilde;o apoiar quem promove, divulga e prestigia a L&amp;iacute;ngua Portuguesa? 
Se o Ciberd&amp;uacute;vidas da L&amp;iacute;ngua Portuguesa passasse a prestar um servi&amp;ccedil;o pago, seria a descaracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um projecto por natureza universal e gratuito.
Pretende-se (ainda) lutar para este servi&amp;ccedil;o continuar a ser o que &amp;eacute;. Um instrumento de esclarecimento e preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da L&amp;iacute;ngua Portuguesa. 
V&amp;aacute;rias iniciativas demonstram que o Ciberd&amp;uacute;vidas n&amp;atilde;o vive da subsidiodepend&amp;ecirc;ncia. 
A sua equipa editorial &amp;eacute; respons&amp;aacute;vel pelo &amp;uacute;nico programa sobre a l&amp;iacute;ngua portuguesa na r&amp;aacute;dio portuguesa (na Antena 2), prepara um outro para a RTP 1 e faz trabalhos de outra ordem para suportar este s&amp;iacute;tio na Internet. Mas para continuar a ser este servi&amp;ccedil;o, universal e gratuito, o Estado n&amp;atilde;o pode (melhor: n&amp;atilde;o deve) eximir-se &amp;agrave;s suas responsabilidades...m&amp;iacute;nimas. Veja-se o caso de Espanha que acaba de constituir uma Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Espanhol (Fud&amp;eacute;u), com apoios p&amp;uacute;blicos e privados. 
&amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio promover um abaixo-assinado e remet&amp;ecirc;-lo para os Minist&amp;eacute;rios da Cultura e dos Neg&amp;oacute;cios Estrangeiros, com cartas para os jornais... 
Se est&amp;aacute; connosco (e a sua participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e interesse nos Col&amp;oacute;quios da Lusofonia assim o demonstram) sugerimos que apoie o Ciberd&amp;uacute;vidas enviando abaixo-assinados aos Minist&amp;eacute;rios da Cultura e dos Neg&amp;oacute;cios Estrangeiros, cartas para os jornais, etc. Sabemos que d&amp;aacute; trabalho mas &amp;eacute; o m&amp;iacute;nimo que cada um pode fazer.
Coloque abaixo o seu nome, e endere&amp;ccedil;o e envie-o para os seguintes endere&amp;ccedil;os electr&amp;oacute;nicos: 
&lt;/div&gt;
Primeiro-Ministro : ddamiao@pm.gov.pt 
Minist&amp;eacute;rio da Cultura: infocultura@min-cultura.pt 
Minist. dos N. Estrangeiros: cjacinto@mne.gov.pt, mariamonteiro@mne.gov.pt 
Secretaria de Estado das Comunidades: eduardos@mne.gov.pt 
Instituto Cam&amp;otilde;es: deplp@instituto-camoes.pt 

Obrigado pelo vosso apoio 
CHRYS CHRYSTELLO (MA) 
An Australian Translator in Portugal 

Phone: (+351) 296 446940 
Mobile: (+351) 919287816 
Fax: (00)1 630 563 1902 
E-mail: drchryschrystello@gmail.com 
Web homepages: http://oz.com.sapo.pt 
Call drchryschrystello at Skype 

Sincerely, 

Consulte o &lt;a href=http://ciberduvidas.sapo.pt/&gt;Ciberd&amp;uacute;vidas&lt;/a&gt;
Link para assinar a &lt;a href=http://www.petitiononline.com/CIBERDUV/petition.html&gt;Peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo  Ciberd&amp;uacute;vidas&lt;/a&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112574419581322694?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112574419581322694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112574419581322694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112574419581322694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112574419581322694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/09/o-ciberd-em-risco-de-fechar.html' title='O CIBERD&amp;Uacute;VIDAS DA L&amp;Iacute;NGUA PORTUGUESA EST&amp;Aacute; EM RISCO DE FECHAR'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112549044011217121</id><published>2005-08-31T13:14:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:44.159Z</updated><title type='text'>Blog Day  !   Blog Day !   Blog Day !</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;Neste Dia da Blogosfera n&amp;atilde;o vou recomendar 5 blogs.&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;Neste Dia da Blogosfera gostava de recomendar 5 milh&amp;otilde;es. &lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;Neste Dia da Blogosfera gostava de recomendar 5 milh&amp;otilde;es de Blogs escritos em L&amp;iacute;ngua Portuguesa.&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;Como n&amp;atilde;o posso (embora a falta&amp;nbsp;n&amp;atilde;o seja minha...), recomendo (para j&amp;aacute;...) TODOS os &amp;nbsp;8.200 Blogs Em L&amp;iacute;ngua Portuguesa listados no DIRECT&amp;Oacute;RIO PARALAXE.&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;Juntando o &amp;uacute;til ao agrad&amp;aacute;vel tento aplicar a f&amp;oacute;rmula seguinte:&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV align=center&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;U&gt;BLOG DAY&amp;nbsp; +&amp;nbsp; MOVIMENTO 560&amp;nbsp; &amp;nbsp;= &amp;nbsp;DIRECT&amp;Oacute;RIO PARALAXE&lt;/U&gt;&lt;/STRONG&gt;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV align=center&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;U&gt;&lt;/U&gt;&lt;/STRONG&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV align=center&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;
&lt;DIV align=center&gt;Um abraxe do Paralaxe&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112549044011217121?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112549044011217121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112549044011217121' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112549044011217121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112549044011217121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/blog-day-blog-day-blog-day_31.html' title='Blog Day  !   Blog Day !   Blog Day !'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112518687441752824</id><published>2005-08-28T00:54:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:44.093Z</updated><title type='text'>Blog Day  !!!  Blog Day  !!!  BLog Day  !!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Ajude a incrementar o uso da L&amp;iacute;ngua Portuguesa recomendando 5 blogs escritos na L&amp;iacute;ngua de Cam&amp;otilde;es.&lt;/b&gt;

Algu&amp;eacute;m associou a data 31-08 com Blog (se juntarmos os n&amp;uacute;meros&lt;b&gt; 3108&lt;/b&gt; fica mais claro); da&amp;iacute; at&amp;eacute; aproveitar esta data para a transformar no Dia Da Blogosfera ( &lt;b&gt;&lt;a href="http://blogday.wikispaces.org/"&gt;Blog Day&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; ) foi um saltinho; multiplicam-se as iniciativas e eu n&amp;atilde;o quero deixar de contribuir para o evento.

Da&amp;iacute; que me lembrei do &lt;b&gt;&lt;a href="http://560.adamastor.org/"&gt;Movimento560&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, que recomenda a compra de produtos e uso de servi&amp;ccedil;os portugueses, para associar as duas id&amp;eacute;ias.

Com a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;a href="http://blogsemportugues.blogs.sapo.pt"&gt;&lt;b&gt;Direct&amp;oacute;rio PARALAXE&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, com 8.200 entradas de blogs escritos em Portugu&amp;ecirc;s (salvo algumas excep&amp;ccedil;&amp;otilde;es impertinentes que conseguiram tapar os olhos ao BlogMaster...), &amp;eacute; f&amp;aacute;cil fazer a recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 5 blogs portugueses; se alguma dificuldade houver, ser&amp;aacute; s&amp;oacute; a da escolha...

Al&amp;eacute;m do clone no &lt;a href="http://blogs.sapo.pt"&gt;&lt;b&gt;SAPO&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, o Direct&amp;oacute;rio PARALAXE tem outros clones tal como &amp;eacute; apresentado no Blog &lt;b&gt;&lt;a href="http://spaces.msn.com/members/blogs-paralaxe"&gt;BLOGS PARALAXE&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, de modo a facilitar a visualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de blogs por todos os Portugueses (e tamb&amp;eacute;m de outros utilizadores da L&amp;iacute;ngua...), espalhados pelos 4 (ou 5...) cantos do mundo.

Fa&amp;ccedil;a da pr&amp;oacute;xima quarta-feira (31), o dia da&lt;b&gt; CBLP&lt;/b&gt;  ( Comunidade de Bloguistas em L&amp;iacute;ngua Portuguesa ).

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Um abraxe do Paralaxe&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112518687441752824?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112518687441752824/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112518687441752824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112518687441752824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112518687441752824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/blog-day-blog-day-blog-day.html' title='&lt;b&gt;Blog Day  !!!  Blog Day  !!!  BLog Day  !!!&lt;/b&gt;'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112390100942829253</id><published>2005-08-13T03:43:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:44.017Z</updated><title type='text'>Entrevista A Dulce Maria Pereira (Secretária Executiva Da CPLP - 2002)</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;b&gt;Portal Afro - O que &amp;eacute; a CPLP? Quando foi criada e quais s&amp;atilde;o seus objetivos? &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - A Comunidade dos Pa&amp;iacute;ses de L&amp;iacute;ngua Portuguesa &amp;eacute; uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o multilateral de que s&amp;atilde;o Estados membros Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin&amp;eacute;-Bissau, Mo&amp;ccedil;ambique, Portugal e S&amp;atilde;o Tom&amp;eacute; e Pr&amp;iacute;ncipe, aos quais se juntar&amp;aacute; muito em breve a Rep&amp;uacute;blica Democr&amp;aacute;tica de Timor-Leste. A CPLP foi criada em 17 de Julho de 1996 e uma das suas principais miss&amp;otilde;es &amp;eacute; a coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos dom&amp;iacute;nios econ&amp;ocirc;mico, social, cultural, jur&amp;iacute;dico e t&amp;eacute;cnico-cient&amp;iacute;fico entre os pa&amp;iacute;ses membros. As rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;tico-diplom&amp;aacute;ticas e a difus&amp;atilde;o da l&amp;iacute;ngua portuguesa s&amp;atilde;o as outras &amp;aacute;reas fundamentais de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da CPLP.

&lt;b&gt;Portal Afro - A L&amp;iacute;ngua Portuguesa sobreviver&amp;aacute; ou ser&amp;aacute; sufocada pelo Espanhol? &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - O &amp;uacute;ltimo relat&amp;oacute;rio da Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas para a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a Ci&amp;ecirc;ncia e a Cultura (UNESCO) afirma claramente que existem cerca de 170 milh&amp;otilde;es de pessoas cuja l&amp;iacute;ngua materna &amp;eacute; o portugu&amp;ecirc;s, que a L&amp;iacute;ngua Portuguesa &amp;eacute; a sexta l&amp;iacute;ngua viva mais falada no mundo e &amp;eacute; um dos idiomas em maior expans&amp;atilde;o no planeta. &amp;Eacute; a l&amp;iacute;ngua de trabalho em 12 organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais e, na verdade, &amp;eacute; utilizada todos os dias por aproximadamente 200 milh&amp;otilde;es de pessoas. &amp;Eacute; &amp;oacute;bvio que o n&amp;uacute;mero de pessoas que falam espanhol - assim como o ingl&amp;ecirc;s (cerca de 340 milh&amp;otilde;es) - &amp;eacute; bem mais expressivo do que os que falam portugu&amp;ecirc;s. Mas, na realidade, estas tr&amp;ecirc;s l&amp;iacute;nguas s&amp;atilde;o, de fato, as que t&amp;ecirc;m melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de expandir o seu n&amp;uacute;mero de falantes. N&amp;atilde;o creio que o espanhol possa sufocar o portugu&amp;ecirc;s ou o ingl&amp;ecirc;s. Para a sobreviv&amp;ecirc;ncia dos idiomas tamb&amp;eacute;m ser&amp;aacute; fundamental a sua distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica. E perceba que cada vez mais, nestes tempos globalizantes, &amp;eacute; cada vez mais dif&amp;iacute;cil algu&amp;eacute;m falar apenas uma l&amp;iacute;ngua e ser entendido pelo mundo fora. Estou convencida de que no futuro viveremos num planeta que falar&amp;aacute; pelo menos tr&amp;ecirc;s l&amp;iacute;nguas, al&amp;eacute;m da l&amp;iacute;ngua materna de cada um. Vale ainda lembrar que o portugu&amp;ecirc;s j&amp;aacute; representa 3% dos conte&amp;uacute;dos da Internet, ocupando o 9&amp;ordm; lugar nesse meio de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

&lt;b&gt;Portal Afro - A CPLP tem poder de interfer&amp;ecirc;ncia na pol&amp;iacute;tica interna dos pa&amp;iacute;ses membros?&lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - N&amp;atilde;o. O papel da CPLP deve ser o que dela esperam os pa&amp;iacute;ses membros. O Secretariado Executivo procura, portanto, expressar a vontade comum desses pa&amp;iacute;ses, n&amp;atilde;o desempenhando nenhum papel pol&amp;iacute;tico independente. 

&lt;b&gt;Portal Afro - Qual foi a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da CPLP no processo de paz em Angola? &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - A CPLP sempre esteve &amp;agrave; disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Estados membros para que sua estrutura e seu foro pudessem ser utilizados para a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo de paz naquele pa&amp;iacute;s irm&amp;atilde;o. 

&lt;b&gt;Portal Afro - O que &amp;eacute; e o que faz o Instituto Internacional de L&amp;iacute;ngua Portuguesa (ILLP) em Cabo Verde? &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - O ILLP acaba de ser constitu&amp;iacute;do, devendo a partir de agora trabalhar no sentido da promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da L&amp;iacute;ngua Portuguesa seguindo uma pol&amp;iacute;tica que est&amp;aacute; sendo elaborada com o apoio de todos os Estados membros.

&lt;b&gt;Portal Afro - Em que p&amp;eacute; est&amp;aacute; a economia de Mo&amp;ccedil;ambique? Os mo&amp;ccedil;ambicanos ainda sofrem os efeitos das enchentes que praticamente devastaram o Pa&amp;iacute;s?&lt;/b&gt; 

Dulce Maria Pereira - Mo&amp;ccedil;ambique &amp;eacute; um Pa&amp;iacute;s devastado por anos de guerra, que agora come&amp;ccedil;a a recuperar-se. Devemos ressaltar, por&amp;eacute;m, que, por tr&amp;ecirc;s anos consecutivos, sua economia apresentou um dos maiores crescimentos no mundo: entre 7% e 9% de incremento do PIB por ano. Trata-se, certamente, de um exemplo no esfor&amp;ccedil;o de produtividade que tem alcan&amp;ccedil;ado. Mas as dificuldades s&amp;atilde;o muitas e os resultados ainda n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m a visibilidade que seria desej&amp;aacute;vel. A inclem&amp;ecirc;ncia dos temporais que provocaram enchentes por todo o Pa&amp;iacute;s, interromperam de forma lament&amp;aacute;vel esse formid&amp;aacute;vel crescimento. Trata-se, tamb&amp;eacute;m, de um pa&amp;iacute;s que enfrenta uma s&amp;eacute;ria luta contra a pobreza, mas o seu esfor&amp;ccedil;o e o investimento para superar certas defici&amp;ecirc;ncias no plano social trar&amp;atilde;o resultados em breve. 

&lt;b&gt;Portal Afro - A CPLP acaba de organizar um Festival de M&amp;uacute;sica no Timor-Leste. De onde veio essa id&amp;eacute;ia e qual o objetivo desse festival? &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - Foi uma iniciativa da CPLP para abrilhantar as comemora&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Independ&amp;ecirc;ncia do Timor-Leste. A m&amp;uacute;sica &amp;eacute; a melhor e mais festiva das linguagens universais e um dos mais ricos "recursos" desta magn&amp;iacute;fica comunidade. 

&lt;b&gt;Portal Afro - Qual foi a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do governo brasileiro nesse festival? &lt;/b&gt;

Dulce Pereira - O governo brasileiro mandou artistas e produtores culturais, al&amp;eacute;m de financiar a viagem de artistas de outros pa&amp;iacute;ses membros da CPLP, sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de cobrir esses custos, para garantir essa representatividade no festival. Dessa forma, pudemos conferir um car&amp;aacute;ter verdadeiramente comunit&amp;aacute;rio ao Festival. Para esse esfor&amp;ccedil;o, contei com o decisivo apoio dos Minist&amp;eacute;rios da Cultura e das Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Exteriores, pelo que sou muito grata ao Ministro Francisco Weffort e ao Ministro Celso Lafer. 

&lt;b&gt;Portal Afro - Aparentemente o governo brasileiro tem forte interesse em fincar p&amp;eacute; no Timor-Leste. A CPLP &amp;eacute; sua aliada nessa miss&amp;atilde;o? &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - Naturalmente. 

&lt;b&gt;Portal Afro - O festival foi realizado na capital, D&amp;iacute;li? Como est&amp;aacute; a cidade, hoje? Ela j&amp;aacute; oferece estrutura para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um evento desse porte? &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - O Festival foi realizado em Taci Tolo, que fica a cerca de 8 kil&amp;ocirc;metros de D&amp;iacute;li, local que foi preparado para oferecer toda a estrutura necess&amp;aacute;ria para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do evento. 

&lt;b&gt;Portal Afro - Quais s&amp;atilde;o as medidas adotadas pela CPLP para ajudar na reconstru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Timor-Leste?&lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - Os pa&amp;iacute;ses da CPLP com maiores recursos j&amp;aacute; os est&amp;atilde;o disponibilizando, espcialmente sob a forma de professores, para apoiar o Timor-Leste. Por Ter sido, at&amp;eacute; o momento, um pa&amp;iacute;s Observador, o Timor-Leste n&amp;atilde;o pode ainda beneficiar-se dos recursos do Fundo Especial, destinados a custear projetos desenvolvidos apenas nos Estados membros. A partir de 1&amp;ordm; de agosto de 2002, no entanto, data em que o Timor-Leste passar&amp;aacute; a integrar a CPLP como membro de pleno direito, essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o mudar&amp;aacute;. O novo Pa&amp;iacute;s passar&amp;aacute; a ter todos os direitos e a se beneficiar desses projetos. 

&lt;b&gt;Portal Afro - E a Indon&amp;eacute;sia (pa&amp;iacute;s vizinho, que dominou o Timor nos &amp;uacute;ltimas d&amp;eacute;cadas)? Recolheu-se completamente? Ainda n&amp;atilde;o h&amp;aacute; riscos de uma revanche?&lt;/b&gt; 

Dulce Maria Pereira - N&amp;atilde;o creio que a Indon&amp;eacute;sia volte alguma vez mais a amea&amp;ccedil;ar o Timor-Leste. 

&lt;b&gt;Portal Afro - Os timorenses n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o muito mais "antenados" com a cultura e costumes asi&amp;aacute;ticos? As influ&amp;ecirc;ncias lusitanas ainda tem import&amp;acirc;ncia para eles?&lt;/b&gt; 

Dulce Maria Pereira - O Timor-Leste &amp;eacute; com certeza um Pa&amp;iacute;s asi&amp;aacute;tico, tal como a Indon&amp;eacute;sia. Por isso &amp;eacute; natural que a proximidade entre as duas culturas seja muito mais vis&amp;iacute;vel. No entanto, a presen&amp;ccedil;a portuguesa estendeu-se ao longo de v&amp;aacute;rios s&amp;eacute;culos. Basta ir ao Timor-Leste para perceber a verdadeira dimens&amp;atilde;o dessa influ&amp;ecirc;ncia. O Timor &amp;eacute; um Pa&amp;iacute;s maioritariamente cat&amp;oacute;lico, ao contr&amp;aacute;rio da Indon&amp;eacute;sia, que &amp;eacute; o maior Pa&amp;iacute;s mu&amp;ccedil;ulmano daquela regi&amp;atilde;o. A escolha da L&amp;iacute;ngua Portuguesa como idioma oficial, ao lado do t&amp;eacute;tum, &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m uma clara afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da persist&amp;ecirc;ncia cultural dessa presen&amp;ccedil;a. 

&lt;b&gt;Portal Afro - Ap&amp;oacute;s tanto tempo sob dom&amp;iacute;nio da Indon&amp;eacute;sia, os timorenses ainda preservam o portugu&amp;ecirc;s? H&amp;aacute; um consenso entre a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o governo com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao tema?&lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - &amp;Eacute; claro que sim. Note que os timorenses escolheram como l&amp;iacute;ngua oficial o portugu&amp;ecirc;s e o t&amp;eacute;tum. A L&amp;iacute;ngua Portuguesa foi fundamental no processo de independ&amp;ecirc;ncia de Timor-Leste: foi a l&amp;iacute;ngua da resist&amp;ecirc;ncia. E muita gente morreu por falar portugu&amp;ecirc;s. Nas escolas, o idioma foi proibido. E se os mais jovens ainda n&amp;atilde;o falam portugu&amp;ecirc;s, n&amp;atilde;o podemos esquecer que seus pais e av&amp;oacute;s lhes contavam as hist&amp;oacute;rias familiares e lendas de seu Pa&amp;iacute;s nessa l&amp;iacute;ngua. Mas, ap&amp;oacute;s anos de luta e resist&amp;ecirc;ncia, foram os pr&amp;oacute;prios timorenses que decidiram em qual idioma queriam exprimir-se. A escolha j&amp;aacute; foi feita e o desejo da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; respeitado. &amp;Eacute; verdade que a taxa de analfabetismo &amp;eacute; muito elevada, mas tanto o Governo como a Comunidade de L&amp;iacute;ngua Portuguesa, sobretudo Brasil e Portugal, estar&amp;atilde;o certamente empenhados em combat&amp;ecirc;-la.

&lt;b&gt;Portal Afro - Brasil, Portugal e os pa&amp;iacute;ses africanos da CPLP, apesar de tantas diferen&amp;ccedil;as, t&amp;ecirc;m v&amp;aacute;rios pontos comuns em suas hist&amp;oacute;rias, al&amp;eacute;m da l&amp;iacute;ngua. E o Timor-Leste? Apenas a mesma l&amp;iacute;ngua seria capaz de unir esses povos? &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - A hist&amp;oacute;ria comum &amp;eacute; um importante patrim&amp;ocirc;nio que cria v&amp;aacute;rios la&amp;ccedil;os de identidade, fraternidade e possibilidades de entendimento. Esse &amp;eacute; ali&amp;aacute;s um dos lemas da CPLP: "Oito Povos, um Entendimento". 

&lt;b&gt;Portal Afro - Os timorenses conhecem negros? E os negros conhecem os timorenses? Governos de pa&amp;iacute;ses como Angola e Mo&amp;ccedil;ambique t&amp;ecirc;m interesse real no Timor-Leste?&lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - Durante o processo de luta pela liberdade do povo timorense, foi bem evidente o interesse que a comunidade internacional dedicou ao Timor-Leste. E esse efetivo interesse foi uma contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o decisiva para a conquista da t&amp;atilde;o merecida independ&amp;ecirc;ncia desse novo Pa&amp;iacute;s. Estou certa de que os negros vir&amp;atilde;o a conhecer melhor o Timor-Leste e vice-versa. A CPLP estar&amp;aacute; apoiando essas iniciativas e ajudar&amp;aacute; a estabelecer contatos que aproximem esses povos, desprezando as dist&amp;acirc;ncias geogr&amp;aacute;ficas. Felizmente, o mundo se torna cada vez menor. 

&lt;b&gt;Portal Afro - A senhora &amp;eacute; provavelmente a primeira mulher negra brasileira a ocupar um cargo de tamanha import&amp;acirc;ncia no cen&amp;aacute;rio mundial. O secret&amp;aacute;rio da ONU tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; negro, assim como o todo poderoso Colin Powell... As coisas est&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ando a mudar? &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - E os Oscares deste ano premiaram finalmente dois atores negros... Era inevit&amp;aacute;vel, n&amp;atilde;o acha? 

&lt;b&gt;Portal Afro - De que forma a CPLP pode contribuir para tornar o mundo mais justo? &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - Promovendo o di&amp;aacute;logo entre culturas relativamente diferentes em L&amp;iacute;ngua Portuguesa. Reunindo-os em uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que une pa&amp;iacute;ses por la&amp;ccedil;os fraternos e entre os quais impera a solidariedade resultante de uma l&amp;iacute;ngua comum e, certamente, tamb&amp;eacute;m, uma hist&amp;oacute;ria em boa parte comum. 

&lt;b&gt;Portal Afro - Qual sua mensagem para os povos de l&amp;iacute;ngua portuguesa? &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - Que se esforcem parar viabilizar a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva dessa Comunidade. Para tanto, n&amp;atilde;o podemos depender apenas dos esfor&amp;ccedil;os de nossos governos, por melhores que sejam. A CPLP deve ser - e j&amp;aacute; est&amp;aacute; sendo - uma estimuladora de iniciativas dos mais variadas setores de nossas sociedades, no sentido de estabelecer o conhecimento m&amp;uacute;tuo, a coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e parceiras entre os pa&amp;iacute;ses membros. Por essas raz&amp;otilde;es, minha mensagem &amp;eacute; que continuem a promover iniciativas nos mais diversos setores com os povos irm&amp;atilde;os de L&amp;iacute;ngua Portuguesa. 

&lt;b&gt;Portal Afro - De todos os pa&amp;iacute;ses membros da CPLP, Portugal &amp;eacute; o &amp;uacute;nico que tem como maioria a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o branca. Podemos concluir que a L&amp;iacute;ngua Portuguesa &amp;eacute; hoje majoritariamente falada por negros? &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - A L&amp;iacute;ngua Portuguesa n&amp;atilde;o tem ra&amp;ccedil;a nem cor. &amp;Eacute; um idioma universal falado nos cinco continentes. Posso garantir que n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma l&amp;iacute;ngua racista. Nem tem propriet&amp;aacute;rios. Pertence a quem a fala, sejam brancos, negros ou asi&amp;aacute;ticos. Viajando pelo mundo n&amp;atilde;o &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil encontrar algu&amp;eacute;m, nos lugares mais improv&amp;aacute;veis, que fale portugu&amp;ecirc;s. Sinceramente n&amp;atilde;o sei se s&amp;atilde;o mais negros do que brancos; &amp;eacute; prov&amp;aacute;vel, mas nunca fiz essa conta. 

&lt;b&gt;Portal Afro - A senhora &amp;eacute; negra. Essa condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o facilita seu acesso junto aos governos africanos? E, por outro lado, dificulta ou n&amp;atilde;o, suas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es em pa&amp;iacute;ses como Portugal e Brasil, onde o racismo ainda fala mais alto. &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - Com base em minhas experi&amp;ecirc;ncias, posso afirmar que tenho sido muito bem recebida e ouvida nos Governos de todos os Estados membros, independentemente da c&amp;ocirc;r da pele da maioria de sua popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sinto-me em casa onde o idioma portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; falado. Como dizia o poeta, "Minha p&amp;aacute;tria &amp;eacute; minha l&amp;iacute;ngua..."


&lt;b&gt;Portal Afro - A AIDS vem devastando a &amp;Aacute;frica. Quais as provid&amp;ecirc;ncias tomadas pela CPLP para combater a epidemia nos pa&amp;iacute;ses membros do continente? &lt;/b&gt;

Dulce Maria Pereira - A CPLP tem um projeto de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o que visa a combater a AIDS nos pa&amp;iacute;ses africanos que a integram. Esse projeto j&amp;aacute; foi pr&amp;eacute;-aprovado pelo Fundo Global da ONUSIDA. Faltam agora alguns poucos reajustes para que ele possa beneficiar-se dos recursos dispon&amp;iacute;veis no Fundo Global. Para tanto, contamos com gest&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas dos Estados membros junto a essa entidade. &lt;/div&gt;
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Entrevista conduzida por : Milton C&amp;eacute;sar Nicolau  -  In &lt;a href="http://www.portalafro.com.br/cplp/entrevistadulce.htm"&gt;Portal Afro&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112390100942829253?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112390100942829253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112390100942829253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112390100942829253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112390100942829253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/entrevista-dulce-maria-pereira.html' title='Entrevista A Dulce Maria Pereira (Secret&amp;aacute;ria Executiva Da CPLP - 2002)'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112389993042425787</id><published>2005-08-13T03:25:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:43.924Z</updated><title type='text'>Uma Aula De Gramática</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;1. Certa vez, li na apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um livro: &amp;#8220;Esse texto, que recebeu cuidosa revis&amp;atilde;o...&amp;#8221;

&amp;Agrave; primeira vista, ocorreu-me que o descuidado revisor teria deixado escapar esse &amp;#8220;cuidosa&amp;#8221;? O curioso &amp;eacute; que &amp;#8220;cuidoso&amp;#8221; existe, sim, e consta dos nossos atuais dicion&amp;aacute;rios. Embora, nos nossos dias, seja palavra rara (era mais comumente empregada no s&amp;eacute;c. XIV), tem plena legitimidade. Mas como poder&amp;aacute; o leitor menos &amp;#8220;malicioso&amp;#8221; descobrir que o autor da apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi t&amp;atilde;o erudito e o revisor t&amp;atilde;o cuidadoso a ponto de ambos correrem o risco de serem tidos por descuidados?

Escrever &amp;eacute; tarefa perigosa, mesmo para quem conhece as conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es da escrita e os mais sutis caminhos que levam ao &amp;#8220;certo&amp;#8221; ou ao &amp;#8220;errado&amp;#8221;.

Do ponto de vista pedag&amp;oacute;gico, perante os solecismos que se cometem em todos os tipos de textos, ainda existem uns poucos professores &amp;#8220;gramatiqueiros&amp;#8221; que defendem o ensino da l&amp;iacute;ngua como transmiss&amp;atilde;o e fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das regras. A tend&amp;ecirc;ncia atual, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; bem outra, para n&amp;atilde;o dizer totalmente oposta. Muitos professores p&amp;otilde;em &amp;agrave; parte a gram&amp;aacute;tica normativa, alguns por consider&amp;aacute;-la um fardo muito pesado para colocar aos ombros dos alunos, outros porque a desconhecem.

Pensando da maneira mais &amp;#8220;ing&amp;ecirc;nua&amp;#8221;, podemos dizer o que muitos dizem: escrever corretamente &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil, em virtude das in&amp;uacute;meras regras e exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es a serem observadas, sem se falar nas mudan&amp;ccedil;as que essas regras sofrem ao longo do tempo como aconteceu com muitos acentos diferenciais abolidos pela reforma ortogr&amp;aacute;fica de 1971 e como vai acontecer quando se tornar lei o Acordo Ortogr&amp;aacute;fico da L&amp;iacute;ngua Portuguesa (de 1990), que prev&amp;ecirc;, por exemplo, a extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trema, que para muitos nem nasceu e, no dizer do acad&amp;ecirc;mico Arnaldo Niskier, &amp;eacute; um &amp;#8220;elemento quase sup&amp;eacute;rfluo&amp;#8221;.

A prop&amp;oacute;sito dessas mudan&amp;ccedil;as peri&amp;oacute;dicas, um exemplo pequeno mas significativo &amp;eacute; o da palavra &amp;#8220;&amp;aacute;libi&amp;#8221;, que nem sempre foi acentuada. Esta recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em obedi&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; regra segundo a qual devemos acentuar as proparox&amp;iacute;tonas, chegou-nos pelo Vocabul&amp;aacute;rio Ortogr&amp;aacute;fico da L&amp;iacute;ngua Portuguesa editado pela Academia Brasileira Letras em 1981, sob a orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Ant&amp;ocirc;nio Houaiss. O VOLP alertava para o aportuguesamento do termo latino (de largo uso nos textos jur&amp;iacute;dicos) que se grafava alibi. Hoje, quem escreve &amp;#8220;alibi&amp;#8221; sem acento (provavelmente por ter esquecido que se trata de proparox&amp;iacute;tona) o m&amp;aacute;ximo que poder&amp;aacute; alegar &amp;eacute; que estava em outro lugar (alius ubi) quando decidiram aceitar a for&amp;ccedil;a do uso.

O uso tem sua for&amp;ccedil;a, e o uso nem sempre se submete &amp;agrave; for&amp;ccedil;a (abusiva?) dos gram&amp;aacute;ticos. Veja-se o caso da mes&amp;oacute;clise. Dificilmente a encontraremos nos textos contempor&amp;acirc;neos, influenciados pela fluidez da fala, e por sua n&amp;atilde;o menos influente lei do menor esfor&amp;ccedil;o. Encontr&amp;aacute;-la-emos, talvez, na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o acad&amp;ecirc;mica, ou em textos oficiais redigidos por &amp;#8220;cuidosos&amp;#8221; escribas (com base em modelos egr&amp;eacute;gios...). J&amp;aacute; os brasileiros que produzem literatura e trabalham na m&amp;iacute;dia recorrer&amp;atilde;o a diferentes formas de escrever para evitar a dita cuja, ou simplesmente a ignorar&amp;atilde;o (ou ainda, eventualmente, a utilizar&amp;atilde;o para obter efeitos est&amp;eacute;ticos). Luis Fernando Ver&amp;iacute;ssimo, recomendado por exigentes amantes da gram&amp;aacute;tica como Eduardo Martins, &amp;eacute; considerado um grande cronista, mesmo quando despreza a mes&amp;oacute;clise, e escreve num trecho de uma cr&amp;ocirc;nica sua, no Jornal do Brasil (27/04/96): &amp;#8220;Talvez conseguissem que suas barrigas roncassem em un&amp;iacute;ssono. Mas a&amp;iacute;, lhes faltaria a ret&amp;oacute;rica.&amp;#8221;

2. Existe uma tens&amp;atilde;o &amp;#8212; alguns poder&amp;atilde;o consider&amp;aacute;-la necess&amp;aacute;ria e prof&amp;iacute;cua &amp;#8212; entre o que prescrevem os cultores e guardi&amp;atilde;s da norma culta e o que falam e escrevem os &amp;#8220;incultos&amp;#8221;, ou at&amp;eacute; mesmo aqueles que simplesmente escorregam de vez em quando, com maior ou menor consci&amp;ecirc;ncia de seus pecadilhos contra os mandamentos gramaticais.

Dentro deste contexto, v&amp;ecirc;-se como fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o tradicional dos professores explicar que &amp;#8220;interviu&amp;#8221; fere a conjuga&amp;ccedil;&amp;atilde;o can&amp;ocirc;nica do verbo &amp;#8220;intervir&amp;#8221;, que n&amp;atilde;o se deve descobrir utilidades novas para o &amp;#8220;ali&amp;aacute;s&amp;#8221; e o &amp;#8220;inclusive&amp;#8221;, que &amp;#8220;haviam duas pessoas na sala&amp;#8221; e &amp;#8220;somos em seis irm&amp;atilde;os&amp;#8221; s&amp;atilde;o atentados ao pudor da l&amp;iacute;ngua, e por a&amp;iacute; vai.

Por outro lado, os que &amp;#8220;n&amp;atilde;o sabem falar portugu&amp;ecirc;s&amp;#8221; e &amp;#8220;n&amp;atilde;o sabem escrever corretamente&amp;#8221; constituem, afinal de contas, a maioria n&amp;atilde;o silenciosa que transforma o idioma e, em algum momento, mesmo sem querer, &amp;#8220;vira o jogo&amp;#8221;, obrigando os gram&amp;aacute;ticos a &amp;#8220;evolu&amp;iacute;rem de opini&amp;atilde;o&amp;#8221;, brilhante conceito filos&amp;oacute;fico da famosa marchinha O cord&amp;atilde;o dos puxa-sacos, de Roberto Martins e Erath&amp;oacute;stenes Fraz&amp;atilde;o. A turma da gram&amp;aacute;tica &amp;#8220;evolui de opini&amp;atilde;o&amp;#8221; e aceita, ou pelo menos tolera (embora artificialmente), que o &amp;#8220;pov&amp;atilde;o&amp;#8221; n&amp;atilde;o fale e escreva &amp;#8220;corretamente&amp;#8221; em tal ou tal caso, ou que at&amp;eacute; mesmo os falantes cultos adiram ao uso comum (tido como anormal...), receosos de parecerem pedantes.

Tomemos o adv&amp;eacute;rbio &amp;#8220;alerta&amp;#8221; que, na sua forma cl&amp;aacute;ssica (aprendemos com C&amp;acirc;ndido Figueiredo, Antenor Nascentes, Francisco Fernandes e Evanildo Bechara), permanece invari&amp;aacute;vel: &amp;#8220;fiquem alerta aos movimentos do atacante!&amp;#8221; &amp;#8212; conforme exemplifica o Dicion&amp;aacute;rio Houaiss. No entanto, com que deparamos no cotidiano? Nos jornais, &amp;eacute; comum ler manchetes como &amp;#8220;hospitais alertas&amp;#8221;, &amp;#8220;ressurge febre amarela &amp;#8212; comunidades alertas&amp;#8221;, &amp;#8220;os EUA continuam alertas&amp;#8221;, empregando-se o &amp;#8220;alerta&amp;#8221; como adjetivo.

O VOLP registra as duas possibilidades: adv&amp;eacute;rbio (&amp;#8220;em atitude de vigil&amp;acirc;ncia&amp;#8221;, &amp;#8220;atentamente&amp;#8221;) e adjetivo (&amp;#8220;atento&amp;#8221;, &amp;#8220;vigilante&amp;#8221;). Mas se trata aqui de uma conviv&amp;ecirc;ncia for&amp;ccedil;ada. Em breve, o adv&amp;eacute;rbio &amp;#8220;alerta&amp;#8221; tornar-se-&amp;aacute; um arca&amp;iacute;smo, uma curiosidade ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica do passado, se j&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; um anacronismo aqui e agora. Hoje, as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais alertas recomendam que, ao se prepararem as quest&amp;otilde;es de seus concursos e provas, ningu&amp;eacute;m toque neste assunto.

A tens&amp;atilde;o entre aquilo que o gram&amp;aacute;tico legisla e aquilo que o falante pratica (lembrando-se que o gram&amp;aacute;tico &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m falante, &amp;#8220;usu&amp;aacute;rio&amp;#8221; do idioma, e n&amp;atilde;o raramente poderemos detectar suas &amp;#8220;incoer&amp;ecirc;ncias&amp;#8221;) assemelha-se ao di&amp;aacute;logo entre o Pequeno Pr&amp;iacute;ncipe e o rei mand&amp;atilde;o. Num primeiro momento, o rei pro&amp;iacute;be que o principezinho boceje, mas como o viajante explica que n&amp;atilde;o pode evit&amp;aacute;-lo, pois n&amp;atilde;o dorme h&amp;aacute; um bom tempo, o monarca &amp;#8220;evolui de opini&amp;atilde;o&amp;#8221;: &amp;#8220;Ent&amp;atilde;o eu te ordeno que bocejes. [...] Vamos, boceja! &amp;Eacute; uma ordem!&amp;#8221;

Intimidado, o principezinho explica que, diante da obrigatoriedade do bocejo, n&amp;atilde;o consegue mais bocejar, e o rei evolui novamente: &amp;#8220;Ent&amp;atilde;o... ent&amp;atilde;o eu te ordeno ora bocejares ora...&amp;#8221;

O rei autorit&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o tolera a desobedi&amp;ecirc;ncia, mas n&amp;atilde;o se torna por isso um rei irracional. Tem n&amp;iacute;tida consci&amp;ecirc;ncia do quanto &amp;eacute; inconveniente dar ordens que estejam acima da capacidade dos s&amp;uacute;ditos. Se ordenasse que o general se transformasse em gaivota e este n&amp;atilde;o obedecesse, o culpado seria o rei, evidentemente:

&amp;#8212; Se eu ordenasse a meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma trag&amp;eacute;dia, ou transformar-se em gaivota, e o general n&amp;atilde;o executasse a ordem recebida, quem &amp;#8212; ele ou eu &amp;#8212; estaria errado?

&amp;#8212; V&amp;oacute;s &amp;#8212; respondeu com firmeza o principezinho.

&amp;#8212; Exato. &amp;Eacute; preciso exigir de cada um o que cada um pode dar &amp;#8212; replicou o rei. &amp;#8212; A autoridade repousa sobre a raz&amp;atilde;o. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, far&amp;atilde;o todos revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Eu tenho o direito de exigir obedi&amp;ecirc;ncia porque minhas ordens s&amp;atilde;o razo&amp;aacute;veis [1] .

3. O mesmo arrisco-me a pensar com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; gram&amp;aacute;tica. A complexidade das regras gramaticais (bela e atraente, diga-se de passagem, para quem a seu estudo se dedicar) pode desanimar aquela pessoa que, de modo assistem&amp;aacute;tico, espont&amp;acirc;neo, aprendeu a se comunicar bem, para os padr&amp;otilde;es da sua comunidade, por vezes criativamente, mas talvez n&amp;atilde;o tenha motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o nem meios para, ao falar e escrever, flexionar os verbos, especialmente os irregulares, como manda o figurino, explorar todas as potencialidades das conjun&amp;ccedil;&amp;otilde;es subordinativas, colocar os pronomes nos seus devidos lugares etc.

Nem de longe vamos defender aqui o pragmatismo de certos professores que, diante da ang&amp;uacute;stia dos alunos (e diante da pr&amp;oacute;pria dificuldade que eles, professores, experimentam na hora de ensinar os meandros da gram&amp;aacute;tica), recorrem ao &amp;#8220;cortem as cabe&amp;ccedil;as!&amp;#8221; da Rainha de Copas, como aconteceu numa sala de aula de algum cursinho para pr&amp;eacute;-vestibulandos. Algu&amp;eacute;m levantou a m&amp;atilde;o e perguntou: &amp;#8220;Mas, professor, quando &amp;eacute; a que a gente usa o ponto-e-v&amp;iacute;rgula?&amp;#8221; E o mestre, sem maiores cerim&amp;ocirc;nias ou escr&amp;uacute;pulos, atalhou o problema: &amp;#8220;N&amp;atilde;o se usa mais o ponto-e-v&amp;iacute;rgula&amp;#8221;.

O ponto-e-v&amp;iacute;rgula, felizmente ou infelizmente, ainda se usa; s&amp;atilde;o muitas as raz&amp;otilde;es para que seja utilizado em determinados momentos. Uma das raz&amp;otilde;es mais razo&amp;aacute;veis &amp;eacute; indicar pausa mais forte que a da v&amp;iacute;rgula e menos que a do ponto. Contudo, &amp;eacute; justamente numa explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse tipo que surge a d&amp;uacute;vida cruel, capaz de esmagar o mais sol&amp;iacute;cito dos s&amp;uacute;ditos.

No corpo docente (ou padecente) dos cursinhos havia e h&amp;aacute;, por&amp;eacute;m, aqueles que desejam dar ao aluno uma explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais racional para o ponto-e-v&amp;iacute;rgula, e para outros muitos pontos. Dele surgiu o mais famoso professor de L&amp;iacute;ngua Portuguesa de que dispomos no Brasil, Prof. Pasquale Cipro Neto.

Talvez o maior m&amp;eacute;rito do Prof. Pasquale seja reconhecer implicitamente como correta a famosa frase de Adoniran Barbosa: &amp;#8220;pra falar errado &amp;eacute; preciso saber falar errado&amp;#8221;. Pasquale tem sensibilidade para discernir o que &amp;eacute; norma culta, por um lado, e o que &amp;eacute; vitalidade ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica, quando se trata, por exemplo, de analisar as letras de um Chico Buarque ou de um Lob&amp;atilde;o ou de um Arnaldo Antunes, e manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es verbais do &amp;#8220;pov&amp;atilde;o&amp;#8221;.

Evidentemente, seu papel &amp;eacute; separar o joio do trigo, o que significa, do ponto de vista normativo, que Pasquale tem todo o direito de puxar a brasa para a sardinha da gram&amp;aacute;tica e n&amp;atilde;o perdoar que algu&amp;eacute;m escreva &amp;#8220;s&amp;eacute;qui&amp;ccedil;o&amp;#8221; ou fale &amp;#8220;a gente vamos&amp;#8221;, por mais que possamos descrever e compreender os processos pelos quais tenhamos este &amp;#8220;s&amp;eacute;qui&amp;ccedil;o&amp;#8221; (note-se o cuidado do &amp;#8220;cuidoso&amp;#8221; escritor ao acentuar uma proparox&amp;iacute;tona) e, no caso de &amp;#8220;a gente vamos&amp;#8221;, possamos entender que se trata de uma concord&amp;acirc;ncia do verbo com a id&amp;eacute;ia (a gente, isto &amp;eacute;, n&amp;oacute;s, que formamos esse grupo, vamos...), em analogia com o que os cl&amp;aacute;ssicos mais cl&amp;aacute;ssicos j&amp;aacute; fizeram, como um J&amp;uacute;lio Dinis: &amp;#8220;muita gente h&amp;aacute; que nunca na vida sentiu os tais vagos e err&amp;aacute;ticos sintomas, a que me refiro, e que contudo amam ou amaram deveras.&amp;#8221; (As pupilas do senhor reitor, cap&amp;iacute;tulo VII).

Voltando a Pasquale, em geral repudia o joio sem xing&amp;aacute;-lo. Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o &amp;eacute; do seu estilo valorizar demais a terminologia gramatical, embora nos ensine o que &amp;eacute; o qu&amp;ecirc;. A sua pr&amp;aacute;tica de professor em cursinhos, palestras, na televis&amp;atilde;o e nas reda&amp;ccedil;&amp;otilde;es de jornais, lhe deu a capacidade de falar com clareza, sem a afeta&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;iacute;pica de quem entende demais de gram&amp;aacute;tica. Num cap&amp;iacute;tulo de um de seus livros [2] , come&amp;ccedil;a assim, ao comentar a diferen&amp;ccedil;a entre xeque e cheque: &amp;#8220;Eta duplinha danada!&amp;#8221; E em outros momentos utiliza express&amp;otilde;es coloquiais como &amp;#8220;c&amp;aacute; entre n&amp;oacute;s&amp;#8221;, &amp;#8220;&amp;eacute; a&amp;iacute; que a roda pega&amp;#8221;, &amp;#8220;at&amp;eacute; a&amp;iacute;, tudo bem&amp;#8221;.

Pasquale procura ser um profissional sensato. Reconhece n&amp;atilde;o caber &amp;#8220;a um gram&amp;aacute;tico castrar h&amp;aacute;bitos ling&amp;uuml;&amp;iacute;sticos diferentes dos que prega a norma&amp;#8221;, mas, ao mesmo tempo, &amp;eacute; fiel ao dever de of&amp;iacute;cio e afirma &amp;#8220;que, em certos casos, o conhecimento e o emprego da norma culta s&amp;atilde;o desej&amp;aacute;veis e imprescind&amp;iacute;veis&amp;#8221;.

4. S&amp;oacute; para n&amp;atilde;o perder de vista o nosso ponto-e-v&amp;iacute;rgula, Pasquale escreveu num artigo [3] :

E l&amp;aacute; vamos n&amp;oacute;s, com a bendita v&amp;iacute;rgula a tiracolo. Terminei a coluna passada com o seguinte texto, inclu&amp;iacute;do numa quest&amp;atilde;o da Fuvest: &amp;#8220;O cheque em branco que o eleitor passa ao eleito &amp;eacute; alto demais, faz parte da condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o mesma de candidato expor-se ao escrut&amp;iacute;nio p&amp;uacute;blico e abrir m&amp;atilde;o de uma s&amp;eacute;rie de prerrogativas, entre elas a privacidade&amp;#8221;.

A primeira leitura certamente n&amp;atilde;o &amp;eacute; lisa. O leitor tem a clara impress&amp;atilde;o de que a forma verbal &amp;#8220;faz&amp;#8221; se refere ao &amp;#8220;cheque em branco&amp;#8221;. Parece tratar-se de uma enumera&amp;ccedil;&amp;atilde;o relativa a esse &amp;#8220;cheque em branco&amp;#8221;: o cheque &amp;eacute; alto demais, o cheque faz parte...

N&amp;atilde;o faz parte de nada. O sujeito da forma verbal &amp;#8220;faz&amp;#8221; &amp;eacute; posposto, ou seja, vem depois. E qual &amp;eacute; esse sujeito? S&amp;oacute; pode ser aquilo que &amp;#8220;faz parte da condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o mesma de candidato&amp;#8221;: &amp;#8220;expor-se ao escrut&amp;iacute;nio p&amp;uacute;blico e abrir m&amp;atilde;o de uma s&amp;eacute;rie de prerrogativas, entre elas a privacidade&amp;#8221;.

A primeira v&amp;iacute;rgula do texto &amp;eacute; a respons&amp;aacute;vel pela impress&amp;atilde;o de que haveria uma enumera&amp;ccedil;&amp;atilde;o relativa ao cheque em branco. Com ela, cria-se a expectativa dessa enumera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Para que a leitura fosse mais lisa, duas seriam as op&amp;ccedil;&amp;otilde;es: ponto-e-v&amp;iacute;rgula ou ponto final. Com o ponto-e-v&amp;iacute;rgula (&amp;#8220;O cheque em branco que o eleitor passa ao eleito &amp;eacute; alto demais; faz parte da condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o mesma de candidato expor-se...&amp;#8221;), separar-se-iam os blocos e manter-se-ia a id&amp;eacute;ia de que esses blocos fazem parte do mesmo assunto. Com o ponto final (&amp;#8220;O cheque em branco que o eleitor passa ao eleito &amp;eacute; alto demais. Faz parte da condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o...&amp;#8221;), seria acentuada a autonomia entre os dois blocos (o que se refere ao cheque e o que se refere a expor-se e a abrir m&amp;atilde;o de uma s&amp;eacute;rie de prerrogativas).

C&amp;aacute; entre n&amp;oacute;s, a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo ponto-e-v&amp;iacute;rgula ou pelo ponto final apenas atenuaria a id&amp;eacute;ia de enumera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, da qual ainda se sentiria um pequeno fio, dada a proximidade da forma verbal &amp;#8220;faz&amp;#8221;.

Melhor mesmo seria mudar a ordem dos termos do segundo bloco, ou seja, n&amp;atilde;o inici&amp;aacute;-lo com a forma verbal &amp;#8220;faz&amp;#8221;. &amp;Eacute; por essas e outras que o of&amp;iacute;cio de escrever &amp;eacute; obra sem fim.

Com direito a mes&amp;oacute;clises, sem perder o tom coloquial, Pasquale n&amp;atilde;o s&amp;oacute; demonstra o quanto &amp;eacute; delicado usar o ponto-e-v&amp;iacute;rgula (e o melhor &amp;agrave;s vezes &amp;eacute; esquec&amp;ecirc;-lo e tentar novas formula&amp;ccedil;&amp;otilde;es), mas tamb&amp;eacute;m como escrever constitui, de fato, uma tarefa ingente, ainda que exijamos que toda a gente cumpra &amp;agrave; risca, sem esquecer um til, todas as leis.

Evitemos ser professores &amp;#8220;gramatiqueiros&amp;#8221;, mesmo porque j&amp;aacute; est&amp;aacute; demonstrado que a gram&amp;aacute;tica, sozinha, n&amp;atilde;o nos ensina a escrever e falar corretamente. E essa demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o vem de longe. Jo&amp;atilde;o Ribeiro, em 1930, no seu livro Gram&amp;aacute;tica Portuguesa, escreveu: &amp;#8220;Tenho visto que muitos alunos de Portugu&amp;ecirc;s sabem talvez analisar (an&amp;aacute;lise sint&amp;aacute;tica, por exemplo), mas n&amp;atilde;o sabem ler, nem entender o que l&amp;ecirc;em, e ainda menos escrever corretamente, sem falar aqui dos que ignoram a hist&amp;oacute;ria da l&amp;iacute;ngua&amp;#8221;.

Um professor que queira ensinar gram&amp;aacute;tica (e dela n&amp;atilde;o podemos nos livrar, como n&amp;atilde;o nos livramos de um guia de ruas ou de uma bula de rem&amp;eacute;dio), uma vez que os alunos continuam necessitando comprovar sua compet&amp;ecirc;ncia gramatical em vestibulares, concursos e nas mais variadas provas de sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ter&amp;aacute;, a meu ver, que abandonar a id&amp;eacute;ia e a pr&amp;aacute;tica de um ensino que se traduz em enumerar regras, oferecer dicas, corrigir aqui e ali.

Diria mais. Essa mat&amp;eacute;ria que ningu&amp;eacute;m aprende &amp;#8212; a gram&amp;aacute;tica &amp;#8212; j&amp;aacute; torturou muitos de n&amp;oacute;s sem necessidade, e praticamente sem resultados. Ou melhor, os professores que torturaram os alunos com o l&amp;aacute;tego da an&amp;aacute;lise sint&amp;aacute;tica ou com a palmat&amp;oacute;ria da classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o morfol&amp;oacute;gica obtiveram resultados muito magros.

Os melhores alunos de gram&amp;aacute;tica, ou ser&amp;atilde;o sempre uns poucos vocacionados (sempre existir&amp;atilde;o gram&amp;aacute;ticos, como existem especialistas em formigas), ou ser&amp;atilde;o aqueles alunos que &amp;#8220;gravam&amp;#8221; as regras para uso imediato e as &amp;#8220;apagam&amp;#8221; da mem&amp;oacute;ria depois de terem passado no vestibular ou em algum concurso, ou ser&amp;atilde;o alunos que l&amp;ecirc;em com freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, l&amp;ecirc;em bons livros, livros bem escritos (no caso de autores estrangeiros, livros bem traduzidos), e, como que por osmose, aprenderam a conjugar verbos, n&amp;atilde;o trope&amp;ccedil;am na pontua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, t&amp;ecirc;m um bom desempenho ortogr&amp;aacute;fico, empregam a crase acertadamente, mesmo que n&amp;atilde;o saibam explicar, tecnicamente, o porqu&amp;ecirc; disso ou daquilo.

5. Para escrever e falar com efic&amp;aacute;cia e beleza, seguindo a intui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Adoniran Barbosa, precisamos saber. Saber saboroso, de quem assimilou (adquiriu similaridade com) aquilo que torna um texto agrad&amp;aacute;vel ao leitor e um discurso agrad&amp;aacute;vel ao ouvinte.

Uma boa aula de gram&amp;aacute;tica ser&amp;aacute; aquela em que o sujeito n&amp;atilde;o se torna objeto, em que n&amp;oacute;s n&amp;atilde;o precisamos nos sujeitar aos bons conselhos (e tamb&amp;eacute;m aos caprichos) da gram&amp;aacute;tica para comunicar, com toda a riqueza expressiva do idioma, nossas id&amp;eacute;ias e sentimentos.

&amp;#8220;Supor&amp;#8221; &amp;#8212; nas palavras radicais do ling&amp;uuml;ista (usemos o trema enquanto nos for permitido...) Mike Dillinger &amp;#8212; &amp;#8220;que descrever palavras e frases ajuda o aluno a se comunicar &amp;eacute; como pensar que descrever as partes da bicicleta ajuda a crian&amp;ccedil;a a andar de bicicleta. &amp;Eacute; uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o insustent&amp;aacute;vel. O ensino da gram&amp;aacute;tica &amp;eacute; irrelevante. [4] &amp;#8221;

Na aula de gram&amp;aacute;tica, os alunos t&amp;ecirc;m de fugir &amp;agrave; in&amp;eacute;rcia legalista. Seja em veloc&amp;iacute;pedes, bicicletas, carros ou carretas, percorrendo os caminhos e atalhos do idioma, caindo e levantando, brincando e aprendendo, devem se tornar, com a ajuda de todos os professores (mesmo os que n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o professores de L&amp;iacute;ngua Portuguesa, Reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Express&amp;atilde;o), conforme o discurso t&amp;iacute;pico dos PCN, escritores e leitores capazes de compreender e utilizar a linguagem com diversas finalidades, motivados a continuar a aprender e investir na sua pr&amp;oacute;pria educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

[1] Antoine de Saint-Exup&amp;eacute;ry, O pequeno pr&amp;iacute;ncipe, S&amp;atilde;o Paulo, C&amp;iacute;rculo do Livro, s/d., p&amp;aacute;gs. 37-8.

[2] Inculta &amp; bela, S&amp;atilde;o Paulo, Publifolha, 1999.

[3] Em: http://www1.uol.com.br/vestibuol/pasquale/pas2110.htm (acessado em 8 de mar&amp;ccedil;o de 2004).

[4] O ensino gramatical: uma aut&amp;oacute;psia. Em: SEMANA DE ESTUDOS DE L&amp;Iacute;NGUA PORTUGUESA, I, 1993. Belo Horizonte, Departamento de Letras Vern&amp;aacute;culas, Faculdade de Letras da UFMG, 1995, v. I, p&amp;aacute;g. 38.&lt;/div&gt;
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Por : Gabriel Periss&amp;eacute;, Doutor em Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela FEUSP - In &lt;a href="http://www.hottopos.com/vdletras7/perisse.htm"&gt;Editora Mandruv&amp;aacute;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112389993042425787?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112389993042425787/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112389993042425787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389993042425787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389993042425787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/uma-aula-de-gramtica.html' title='Uma Aula De Gram&amp;aacute;tica'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112389929533019984</id><published>2005-08-13T03:14:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:43.842Z</updated><title type='text'>Universo Linguístico De São Tomé E Príncipe</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
S. Tom&amp;eacute; e Pr&amp;iacute;ncipe &amp;eacute; um estado independente da &amp;Aacute;frica Ocidental, localizado no Golfo da Guin&amp;eacute;. Compreende as ilhas de S. Tom&amp;eacute;, do Pr&amp;iacute;ncipe e os ilh&amp;eacute;us das Rolas ou de Gago Coutinho, das Cabras e das Pedras Tinhosas. Estas ilhas foram descobertas durante o reinado de D. Afonso V, entre 1469 e 1471, pelos portugueses Jo&amp;atilde;o de Santar&amp;eacute;m e P&amp;ecirc;ro Escobar que as encontraram desabitadas.

Durante a coloniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das ilhas, a partir de 1493, foram trazidos escravos provenientes da Guin&amp;eacute;, Benin, Gab&amp;atilde;o e Angola para a cultura da cana-de-a&amp;ccedil;&amp;uacute;car. Do seu contacto com os senhores portugueses surgiu um pidgin que, por sua vez,  deu lugar a crioulos que gradualmente se tornaram est&amp;aacute;veis, sistem&amp;aacute;ticos e estruturados. O constante contacto com a l&amp;iacute;ngua portuguesa, minorit&amp;aacute;ria, mas de prest&amp;iacute;gio, fez com ela se tornasse popular entre aqueles para os quais tinha sido inicialmente uma simples forma de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o limitada &amp;agrave; condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.

O facto de os escravos serem falantes de l&amp;iacute;nguas diferentes, nomeadamente as l&amp;iacute;nguas Kwa e o Bantu, permitiu que uma mesma l&amp;iacute;ngua de superstrato, o portugu&amp;ecirc;s, influenciasse estes substratos formando-se assim nestas ilhas uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;tnica e lingu&amp;iacute;stica complexa que deu origem ao aparecimento de v&amp;aacute;rios crioulos, o que &amp;eacute; ali&amp;aacute;s j&amp;aacute; reconhecido no s&amp;eacute;culo XIX quando Lopes de Lima refere que o&amp;#8220;&amp;#8230;dialecto semi-b&amp;aacute;rbaro n&amp;atilde;o &amp;eacute; perfeitamente id&amp;ecirc;ntico nas duas ilhas, mas difere em muitas palavras e sobretudo na pronuncia&amp;ccedil;&amp;atilde;o a ponto tal de os habitantes de uma ilha n&amp;atilde;o entenderem bem os da outra&amp;#8230;&amp;#8221; Coelho (1880).

O universo lingu&amp;iacute;stico do arquip&amp;eacute;lago de S. Tom&amp;eacute; e Pr&amp;iacute;ncipe &amp;eacute; composto por tr&amp;ecirc;s crioulos e duas variedades do portugu&amp;ecirc;s (Esp&amp;iacute;rito Santo 1983).

O crioulo S&amp;atilde;o Tomense (tamb&amp;eacute;m conhecido por Forro) e o Monc&amp;oacute; s&amp;atilde;o falados respectivamente na ilha de S. Tom&amp;eacute; e na ilha do Pr&amp;iacute;ncipe. Ambos s&amp;atilde;o filiados na l&amp;iacute;ngua portuguesa do s&amp;eacute;culo XV, tendo como substrato as l&amp;iacute;nguas africanas Kwa, da regi&amp;atilde;o do Benim, e Bantu, da regi&amp;atilde;o do Congo. (93% do seu l&amp;eacute;xico &amp;eacute; de origem portuguesa, enquanto que apenas 7% &amp;eacute; de origem africana).

O Angolar, falado na parte ocidental e na parte oriental de S. Tom&amp;eacute;, tem como base um dialecto do Umbundo, uma l&amp;iacute;ngua Bantu de povos do interior de Angola, e apresenta significativos empr&amp;eacute;stimos do portugu&amp;ecirc;s, principalmente a n&amp;iacute;vel do l&amp;eacute;xico.

Estes tr&amp;ecirc;s crioulos t&amp;ecirc;m todos eles as l&amp;iacute;nguas africanas Kwa e Bantu como l&amp;iacute;nguas de substrato, embora sejam mais vis&amp;iacute;veis tra&amp;ccedil;os do Kwa no Monc&amp;oacute; e tra&amp;ccedil;os do Bantu no Angolar (Ferraz 1979).

Existem ainda o Portugu&amp;ecirc;s Standard e a  Forma Santomense do Portugu&amp;ecirc;s. Esta caracteriza-se por algumas altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao portugu&amp;ecirc;s standard que a aproximam da estrutura do crioulo, como por exemplo:

     &lt;ul&gt;&lt;li&gt; altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es sint&amp;aacute;cticas (eu estou a pensar voc&amp;ecirc; muito)&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;      altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es morfol&amp;oacute;gicas (eu n&amp;atilde;o est&amp;aacute; a falar de voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o; eu j&amp;aacute; fiz jantar; eu pedi voc&amp;ecirc;)&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;      mistura de discursos (o que eu tenho a dizer voc&amp;ecirc; &amp;eacute; faz favor de andar)&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;      simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o verbal (admirei de carne n&amp;atilde;o presta)&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
Em S. Tom&amp;eacute; &amp;eacute; mais prestigiante falar portugu&amp;ecirc;s do que falar crioulo. O Portugu&amp;ecirc;s foi sempre considerado como a boa l&amp;iacute;ngua, a l&amp;iacute;ngua que era falada por aqueles que &amp;#8220;tinham estudos&amp;#8221;. Falar crioulo era sin&amp;oacute;nimo de analfabetismo, de pouca cultura; quem falava crioulo eram os habitantes das ro&amp;ccedil;as, e nem mesmo ap&amp;oacute;s a independ&amp;ecirc;ncia pol&amp;iacute;tica do pa&amp;iacute;s em 1975 o crioulo adquiriu o estatuto que &amp;eacute; devido a qualquer l&amp;iacute;ngua materna de qualquer povo.

A l&amp;iacute;ngua oficial da Rep&amp;uacute;blica Democr&amp;aacute;tica de S&amp;atilde;o Tom&amp;eacute; e Pr&amp;iacute;ncipe &amp;eacute; o Portugu&amp;ecirc;s.&lt;/div&gt;
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In &lt;a href="http://mgbarroso.tripod.com/universo_ling_corpo.htm"&gt;Tripod&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112389929533019984?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112389929533019984/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112389929533019984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389929533019984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389929533019984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/universo-linguncipe.html' title='Universo Lingu&amp;iacute;stico De S&amp;atilde;o Tom&amp;eacute; E Pr&amp;iacute;ncipe'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112389797172156055</id><published>2005-08-13T02:52:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:43.756Z</updated><title type='text'>Estatuto Internacional Das Línguas Castelhana, Portuguesa e Francesa</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
O franc&amp;ecirc;s, o castelhano e o portugu&amp;ecirc;s s&amp;atilde;o tr&amp;ecirc;s l&amp;iacute;nguas do grupo das rom&amp;acirc;nicas que, desde sua forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o na G&amp;aacute;lia e na Ib&amp;eacute;ria, tiveram seus limites demarcados por pol&amp;iacute;ticas externas. A hist&amp;oacute;ria se faz e se refaz. E, no centro desta, as l&amp;iacute;nguas, que parecem somente pertencer a quem as fala, movimentam-se - como instrumentos pol&amp;iacute;ticos - para o centro dos interesses dos neg&amp;oacute;cios internacionais. Sob o prisma da oficialidade, s&amp;atilde;o as leis que promulgam o estatuto nacional e internacional de cada l&amp;iacute;ngua; a motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; a cren&amp;ccedil;a de que L&amp;iacute;ngua &amp;eacute; Poder. Nesse contexto, as associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, denominadas francofonia, hispanofonia e lusofonia, n&amp;atilde;o apresentam a eq&amp;uuml;idade suficiente na mesa de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ent&amp;atilde;o, questiona-se: O que h&amp;aacute; de sobra em algumas - fonias? O que falta em outras? 

De in&amp;iacute;cio, preciso dizer que tenho d&amp;uacute;vidas se a discuss&amp;atilde;o acerca do tema deve seguir sob a &amp;oacute;tica do estatuto jur&amp;iacute;dico de que o franc&amp;ecirc;s, o espanhol e o portugu&amp;ecirc;s s&amp;atilde;o l&amp;iacute;nguas suficientes no desempenho de suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, como l&amp;iacute;nguas veiculares internacionais (cf. Calvet, 2002:204) [1], ou se deve seguir sob a &amp;oacute;tica do status social e ling&amp;uuml;&amp;iacute;stico de que essas l&amp;iacute;nguas funcionam na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional quando o ingl&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o &amp;eacute; a l&amp;iacute;ngua obrigat&amp;oacute;ria na mesa de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

Em trabalhos anteriores, chamo aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o fato de que pensamos L&amp;iacute;ngua como um sistema de signos organizados, que serve &amp;agrave; comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o oral e escrita. Mais do que isso, no entanto, uma l&amp;iacute;ngua &amp;eacute; foco de normas comumente aceitas oriundas de diversos fatores. Destes ressalvem-se pelo menos tr&amp;ecirc;s. O primeiro s&amp;atilde;o as cria&amp;ccedil;&amp;otilde;es liter&amp;aacute;rias que difundem no espa&amp;ccedil;o e fixam no tempo um modo de produzir o pensamento e, consequentemente, de dizer as coisas. Outro s&amp;atilde;o as estruturas pol&amp;iacute;ticas que utilizam a l&amp;iacute;ngua e, muito especialmente, a l&amp;iacute;ngua escrita, no exerc&amp;iacute;cio da sua autoridade. E o terceiro &amp;eacute; a consci&amp;ecirc;ncia de coletividade, que preconiza direitos e deveres iguais para todos ao proporcionar a express&amp;atilde;o como base da pr&amp;oacute;pria identidade. Este ultimo vi&amp;eacute;s merece, no entanto, um olhar mais acurado, &amp;agrave; medida que deixa evidente que somente estar&amp;atilde;o inseridos no plano nacional os indiv&amp;iacute;duos letrados, alfabetizados, porque estes ser&amp;atilde;o capazes de ler e de conhecer seus direitos como cidad&amp;atilde;os. No processo de evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das estruturas pol&amp;iacute;ticas para os Estados Nacionais, os idiomas desempenharam papel decisivo na consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o e no prest&amp;iacute;gio de certas l&amp;iacute;nguas, porque estavam acoplados a um projeto de efetiva difus&amp;atilde;o da consci&amp;ecirc;ncia nacional. 

Nesse ponto, L&amp;iacute;ngua, hist&amp;oacute;ria de l&amp;iacute;ngua e hist&amp;oacute;ria das na&amp;ccedil;&amp;otilde;es se confundem. Cabe relembrar que o fen&amp;ocirc;meno de constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das l&amp;iacute;nguas nacionais rom&amp;acirc;nicas se fez durante s&amp;eacute;culos na Europa. N&amp;atilde;o bastavam somente crit&amp;eacute;rios pol&amp;iacute;ticos para definir l&amp;iacute;ngua nacional, mas tamb&amp;eacute;m fatores econ&amp;ocirc;micos e culturais. A ascens&amp;atilde;o ao poder de novas classes sociais provocava a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um novo modelo ling&amp;uuml;&amp;iacute;stico a ser seguido, o que fazia com que os dialetos recuassem. No entanto, naquele espa&amp;ccedil;o de alto biling&amp;uuml;ismo, muitos dialetos reagiram, ganharam for&amp;ccedil;a regional de l&amp;iacute;ngua e foram codificados em gram&amp;aacute;ticas e dicion&amp;aacute;rios. Nesse ponto at&amp;eacute; valeria a pena rever a hist&amp;oacute;ria da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o das l&amp;iacute;nguas rom&amp;acirc;nicas, pois cada uma estava aparelhada aos fen&amp;ocirc;menos hist&amp;oacute;ricos e sociais da &amp;eacute;poca e, por isso, t&amp;ecirc;m constitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es diferentes, por&amp;eacute;m nosso interesse &amp;eacute; mais imediato: o de observar que, neste s&amp;eacute;culo XXI, a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das sociedades ocidentais est&amp;aacute; centrada em redes homog&amp;ecirc;neas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana iniciada j&amp;aacute; na velha Europa. 

&amp;Eacute; ponto pac&amp;iacute;fico que as redes de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o resultam da integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o que os pa&amp;iacute;ses promovem entre si para desenvolverem, de modo rec&amp;iacute;proco, a unidade pol&amp;iacute;tica e econ&amp;ocirc;mica. O modelo internacional de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pa&amp;iacute;ses em bloco, todos sabemos, &amp;eacute; o Mercado. Assim sendo, a internacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das trocas pol&amp;iacute;ticas e econ&amp;ocirc;micas &amp;eacute; feita por meio das l&amp;iacute;nguas oficializadas no &amp;acirc;mbito dos Estados, em decorr&amp;ecirc;nca do conceito de supranacionalidade, conceito este gerado no plano te&amp;oacute;rico das decis&amp;otilde;es. 

Parte-se do fato conhecido de que todo Estado-Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o possui l&amp;iacute;ngua ou l&amp;iacute;nguas oficializadas. No plano pr&amp;aacute;tico, todavia, compete aos Estados regularizar suas pol&amp;iacute;ticas ling&amp;uuml;&amp;iacute;sticas nacionais, de acordo com a hist&amp;oacute;ria dos fatos j&amp;aacute; ocorridos e, ao mesmo tempo, rever estes fatos &amp;agrave; luz da nova ordem mundial. Compete, tamb&amp;eacute;m, estabelecer princ&amp;iacute;pios de harmoniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o intral&amp;iacute;ngua, com base em todas as variedades para que a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o interling&amp;uuml;&amp;iacute;stica resulte bem-sucedida. Compete, ainda, aos Estados, em nome do transnacionalismo e do interling&amp;uuml;ismo, criarem uma firme pol&amp;iacute;tica de ensino e de aprendizagem da(s) l&amp;iacute;ngua(s) em causa, a fim de auferir-lhe(s) prest&amp;iacute;gio e de manter identidades. 

Como princ&amp;iacute;pio de &amp;eacute;tica, qualquer pol&amp;iacute;tica de l&amp;iacute;nguas dever&amp;aacute; trabalhar a unidade e a diversidade. N&amp;atilde;o se trata de p&amp;oacute;los de contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas de eixos de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A unidade &amp;eacute; uma raz&amp;atilde;o do Estado e a diversidade ou variedade &amp;eacute; a mat&amp;eacute;ria ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica pr&amp;oacute;pria da comunidade, pois reflete as linguagens verbais, por meio das quais os indiv&amp;iacute;duos se comunicam. Para compreender como se desenrola o discurso social, precisamos saber como a l&amp;iacute;ngua e as linguagens representam nossas experi&amp;ecirc;ncias e, para isso, &amp;eacute; preciso refletir sobre a maneira como as linguagens realizam as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o em espa&amp;ccedil;os concretos. 

J&amp;aacute; se disse que l&amp;iacute;ngua e poder caminham juntos, pois as sociedades se organizam sob pol&amp;iacute;ticas e a(s) pol&amp;iacute;ticas ling&amp;uuml;&amp;iacute;sticas ocupam um lugar de destaque, apesar de, &amp;agrave; primeira vista parecerem secund&amp;aacute;rias. Uma demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o disso s&amp;atilde;o os movimentos nacionalistas que fazem ressurgir l&amp;iacute;nguas minorit&amp;aacute;rias, faladas por pequenos contingentes populacionais. A oficializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das l&amp;iacute;nguas &amp;eacute; um exemplo claro de poder, pois n&amp;atilde;o existe territ&amp;oacute;rio pol&amp;iacute;tico que n&amp;atilde;o esteja sob jurisdi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica. O Timor Leste figura como um caso excelente para ilustrar que a l&amp;iacute;ngua oficial de um territ&amp;oacute;rio n&amp;atilde;o depende somente da vontade daqueles que a usam, mas de decis&amp;otilde;es internacionais que colocam o idioma no topo da supranacionalidade. No territ&amp;oacute;rio geogr&amp;aacute;fico concreto, uma ou v&amp;aacute;rias l&amp;iacute;nguas s&amp;atilde;o faladas correntemente; no territ&amp;oacute;rio jur&amp;iacute;dico pode existir uma ou mais de uma l&amp;iacute;ngua oficial que funciona como L&amp;iacute;ngua(s) do Estado pol&amp;iacute;tico. O Estado pode ser bil&amp;iacute;ng&amp;uuml;e e, assim, as l&amp;iacute;nguas oficiais se localizam no plano horizontal, como &amp;eacute; o caso do Canad&amp;aacute;, com o ingl&amp;ecirc;s e o franc&amp;ecirc;s; o Estado pode reconhecer l&amp;iacute;nguas provinciais e as comunidades &amp;eacute; que s&amp;atilde;o oficialmente bil&amp;iacute;ng&amp;uuml;es, como &amp;eacute; o caso da Espanha. O Estado pode ser oficialmente monol&amp;iacute;ng&amp;uuml;e, mesmo que haja no territ&amp;oacute;rio comunidades que falam suas l&amp;iacute;nguas maternas, como ocorre no Brasil. Em grande parte das vezes, as comunidades procuram seus direitos ling&amp;uuml;&amp;iacute;sticos por entender que n&amp;atilde;o podem ficar &amp;agrave; margem do poder; esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o se constata no Projeto de Lei da C&amp;acirc;mara Federal do Brasil que oficializou a L&amp;iacute;ngua Brasileira de Sinais - LIBRAS - a l&amp;iacute;ngua dos surdos. 

No transcurso dos &amp;uacute;ltimos anos, p&amp;ocirc;de-se observar que, em n&amp;iacute;vel mundial, a conscientiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o diante do fen&amp;ocirc;meno ling&amp;uuml;&amp;iacute;stico derivou-se em, pelo menos, duas dire&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Uma, que advoga a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o universalista diante de um sistema ling&amp;uuml;&amp;iacute;stico, e outra, que reconhece a diversidade, resultante da intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica entre povos. A primeira, de car&amp;aacute;ter homogeneizador, ressalta a unidade ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica como fen&amp;ocirc;meno de preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o; a segunda argumenta que a unidade se fortalece na diversidade e proporciona que as singularidades de cada comunidade se sobressaiam. 

No papel de idioma supranacional, a l&amp;iacute;ngua portuguesa &amp;eacute; oficial e tem seu estatuto muito bem delimitado em pa&amp;iacute;ses que pertencem a continentes distantes e que conservam suas diferen&amp;ccedil;as. Assim, no espa&amp;ccedil;o da diversidade, Brasil e &amp;Aacute;frica, ao mesmo tempo em que foram receptores da cultura portuguesa, resguardaram e desenvolveram suas culturas pr&amp;oacute;prias, e puderam, em virtude disso, deixar as marcas ling&amp;uuml;&amp;iacute;sticas e os saberes em sociedades com as quais mantiveram e mant&amp;ecirc;m contatos. 

Agora, pe&amp;ccedil;o licen&amp;ccedil;a para deixar &amp;agrave; compet&amp;ecirc;ncia das autoridades ling&amp;uuml;&amp;iacute;sticas e pol&amp;iacute;ticas que aqui se encontram a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do franc&amp;ecirc;s e do espanhol no cen&amp;aacute;rio da intercomunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Afinal, est&amp;aacute; em curso um importante projeto, denominado Tr&amp;ecirc;s espa&amp;ccedil;os ling&amp;uuml;&amp;iacute;sticos ante os desafios da mundializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que se ocupa de discutir a diversidade ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica e cultural dos povos e de encontrar respostas para causas comuns. Por&amp;eacute;m, algumas reflex&amp;otilde;es podem ser aqui alinhavadas, tendo por base o assunto sobre o qual me cabe falar: Estatuto internacional das l&amp;iacute;nguas castelhana, portuguesa e francesa. 

As quest&amp;otilde;es em causa s&amp;atilde;o: estatuto internacional quer dizer i) o lugar que estas l&amp;iacute;nguas ocupam no espa&amp;ccedil;o da diversidade ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica mundial? ii) a import&amp;acirc;ncia que possuem nos cen&amp;aacute;rios pol&amp;iacute;ticos de grandes decis&amp;otilde;es? iii) a quantidade de falantes que cada uma possui nas diversas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es - identit&amp;aacute;ria, nacional e veicular internacional? (cf. Calvet, op. cit.) iv) a presen&amp;ccedil;a dessas l&amp;iacute;nguas nos organismos internacionais na fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de l&amp;iacute;ngua de trabalho? Outras quest&amp;otilde;es poderiam ser aqui apresentadas, por&amp;eacute;m a literatura sobre pol&amp;iacute;ticas l&amp;iacute;ng&amp;uuml;&amp;iacute;sticas &amp;eacute; rica na enumera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das d&amp;uacute;vidas e de algumas respostas. 

O que se gostaria de afirmar &amp;eacute; que o franc&amp;ecirc;s, o espanhol e o portugu&amp;ecirc;s t&amp;ecirc;m importante presen&amp;ccedil;a no cen&amp;aacute;rio internacional, por&amp;eacute;m possuem uma distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o assim&amp;eacute;trica no panorama da intercomunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

Como crit&amp;eacute;rio para a discuss&amp;atilde;o, servem os conceitos de francofonia, de hispanofonia e, principalmente, de lusofonia. 

&amp;Eacute; sabido que a Francofonia &amp;eacute; considerada uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o concreta de 51 estados e pa&amp;iacute;ses. No &amp;acirc;mbito desta Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Internacional identifica-se uma pol&amp;iacute;tica internacional de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao servi&amp;ccedil;o da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, da diversidade cultural, da economia e do desenvolvimento, da paz, da democracia, dos direitos do homem, com programas espec&amp;iacute;ficos para cada um desses aspectos. A Hispanofonia abarca 19 pa&amp;iacute;ses, e a Lusofonia, por sua vez, &amp;eacute; constitu&amp;iacute;da de 8 pa&amp;iacute;ses. Observe-se que estamos usando aqui o ponto de vista de Calvet (2002:192) que atribui &amp;agrave; express&amp;atilde;o com inicial mai&amp;uacute;scula a designa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de "uma realidade geopol&amp;iacute;tica, as inst&amp;acirc;ncias franc&amp;oacute;fonas", ao passo que, quando escrita com min&amp;uacute;scula, "designa uma realidade socioling&amp;uuml;&amp;iacute;stica, o conjunto dos pa&amp;iacute;ses nos quais a l&amp;iacute;ngua tem um papel importante". (tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o nossa) [2] 

Agora, transforme-se esse tri&amp;acirc;ngulo das - fonias rom&amp;acirc;nicas em um quadril&amp;aacute;tero, com a inclus&amp;atilde;o da Commonwealth, que possui 54 pa&amp;iacute;ses membros. Os n&amp;uacute;meros denunciam a realidade. A Commonwealth, um prolongamento do colonialismo brit&amp;acirc;nico, tenta implantar um modelo de poder diplom&amp;aacute;tico e econ&amp;ocirc;mico sobre pa&amp;iacute;ses diversos, quer falem ou n&amp;atilde;o o ingl&amp;ecirc;s. A Francofonia, menos centrada na economia, focaliza a cultura, criando diversos organismos de difus&amp;atilde;o, como os centros culturais e ling&amp;uuml;&amp;iacute;sticos e a TV5, que &amp;eacute; a televis&amp;atilde;o internacional da francofonia. A Hispanofonia se serve do Instituto Cervantes e de uma pol&amp;iacute;tica de "sala de aula" implantando cursos de l&amp;iacute;ngua e de cultura pelo mundo, a Lusofonia procura ter o mesmo planejamento que a Francofonia com o Instituto Cam&amp;otilde;es e a RTPI Internacional, por&amp;eacute;m e, apesar de tudo, a Lusofonia &amp;eacute; insipiente e os instrumentos criados em Portugal n&amp;atilde;o cumprem os objetivos desejados no que se refere ao status da l&amp;iacute;ngua portuguesa. Ao estabelecer esse paralelo, verifica-se ainda que, hoje, francofonia (com min&amp;uacute;scula inicial) &amp;eacute; o conjunto de povos ou de grupos de falantes que utilizam parcial ou totalmente a l&amp;iacute;ngua francesa no quotidiano ou nas comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, enquanto lusofonia aparece conceituado como um "sistema de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ling&amp;uuml;&amp;iacute;stico e cultural na l&amp;iacute;ngua portuguesa e suas variedades ling&amp;uuml;&amp;iacute;sticas, geogr&amp;aacute;ficas e sociais, pertencentes a v&amp;aacute;rios povos de que dela &amp;eacute; instrumento de express&amp;atilde;o materna ou oficial". (Revista da Faculdade de Letras de Lisboa,n&amp;ordm; 21/22, 5&amp;ordf; s&amp;eacute;rie, p.10). Mais uma vez, constatamos que, nessa concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o, lusofonia (com min&amp;uacute;scula) &amp;eacute; assim&amp;eacute;trica diante de francofonia; a primeira se define por um crit&amp;eacute;rio sociolinguistico e a segunda por um crit&amp;eacute;rio filol &amp;oacute; gico. Essa distor&amp;ccedil;&amp;atilde;o ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica &amp;eacute; a base da distor&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol &amp;iacute;tica, nos termos que nos interessam. 

Lusofonia, a nosso ver, &amp;eacute; uma abstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o que ganha sentido no universo diversificado das na&amp;ccedil;&amp;otilde;es que falam a l&amp;iacute;ngua portuguesa. Por ser uma abstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, requer que se estabele&amp;ccedil;am par&amp;acirc;metros de incid&amp;ecirc;ncia ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica para que se comprenda at&amp;eacute; onde, no plano concreto, falar portugu&amp;ecirc;s identifica pertencer a uma comunidade lus&amp;oacute;fona. 

Dois pontos de vista dinamizam os conceitos de lusofonia. Um que desliza para a hist&amp;oacute;ria das descobertas e que, por isso, localiza todos os portos tocados pelos portugueses, nos quais a l&amp;iacute;ngua foi disseminada, como espa&amp;ccedil;o de lusofonia. Nestes, os sujeitos s&amp;atilde;o identit&amp;aacute;rios de uma cultura ib&amp;eacute;rica, que, em maior ou menor grau, formou a cidadania do Estado-Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Neste caso, a lusofonia &amp;eacute; mais um sentimento do que um fato. O outro ponto de vista considera que os movimentos da l&amp;iacute;ngua no tempo, no espa&amp;ccedil;o e na sociedade desenham as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de fala e de poder ling&amp;uuml;&amp;iacute;stico do portugu&amp;ecirc;s no mundo. Trata-se mais de identidade do que de sentimento. 

De uma forma ou de outra, identificamos alguns crit&amp;eacute;rios que corroboram o conceito de lusofonia: 

 pa&amp;iacute;s que adota a l&amp;iacute;ngua portuguesa como l&amp;iacute;ngua de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou como l&amp;iacute;ngua franca: pa&amp;iacute;s lus&amp;oacute;fono; 

 comunidade que re&amp;uacute;ne todos os povos que falam o portugu&amp;ecirc;s, al&amp;eacute;m dos Sete, mais Timor, Goa, Macau: comunidade lus&amp;oacute;fona; 

 pa&amp;iacute;s que tem o portugu&amp;ecirc;s escrito e que expande essa modalidade por todo seu territ&amp;oacute;rio: lusofonia crescente (o Timor ainda n&amp;atilde;o o &amp;eacute;, ou come&amp;ccedil;a a ser); 

 conjunto de pa&amp;iacute;ses que t&amp;ecirc;m o portugu&amp;ecirc;s como l&amp;iacute;ngua oficial, materna ou adotada: comunidade dos pa&amp;iacute;ses de l&amp;iacute;ngua portuguesa (crit&amp;eacute;rio ling&amp;uuml;&amp;iacute;stico) e n&amp;atilde;o comunidade lus&amp;oacute;fona (crit&amp;eacute;rio filol&amp;oacute;gico). 

A express&amp;atilde;o lusofonia, relacionada ao crit&amp;eacute;rio filol&amp;oacute;gico, &amp;eacute; d&amp;eacute;bil quando pretende denominar o conjunto de povos que falam o portugu&amp;ecirc;s, nos diversos continentes - "mundo da lusofonia" - por onde se espalhou. Algumas raz&amp;otilde;es para isso, podem ser apontadas: i) os portugueses entraram em col&amp;ocirc;nias que possu&amp;iacute;am l&amp;iacute;nguas (hoje minorit&amp;aacute;rias) fortemente estabelecidas, como as ind&amp;iacute;genas, no Brasil, as nacionais africanas, na &amp;Aacute;frica, as nacionais asi&amp;aacute;ticas, na &amp;Aacute;sia; ii) grande parte dos portugueses que aportaram nas novas terras eram, &amp;agrave; &amp;eacute;poca, pouco letrados, o que possivelmente tenha impedido que implantassem, em suas col&amp;ocirc;nias, casas de cultura que ensinassem a l&amp;iacute;ngua e que perpetuassem seus h&amp;aacute;bitos culturais ao lado dos h&amp;aacute;bitos locais; iii) as pr&amp;aacute;ticas portuguesas locais ficaram relacionadas &amp;agrave;s atitudes de exterm&amp;iacute;nio; iv) as pr&amp;aacute;ticas portuguesas pouco se somaram &amp;agrave;s locais, pois n&amp;atilde;o havia uma inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de diversificar, sen&amp;atilde;o de impor a cultura branca. Talvez, atitudes dessa natureza, tenham esfacelado o sentimento e tenham sombreado a concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de identidade lus&amp;oacute;fona na Am&amp;eacute;rica, na &amp;Aacute;frica e na &amp;Aacute;sia. Da&amp;iacute; que, entre n&amp;oacute;s, um indiv&amp;iacute;duo luso &amp;eacute; "portugu&amp;ecirc;s", um luso-brasileiro &amp;eacute; "aquele de origem portuguesa e brasileira", e lusitano &amp;eacute; "o natural ou habitante da Lusit&amp;acirc;nia ou de Portugal" [3] e brasileiro &amp;eacute; o natural do Brasil. 

Por outro lado, n&amp;atilde;o se pode negar que a L&amp;iacute;ngua Portuguesa recortou, no mundo, um espa&amp;ccedil;o lus&amp;oacute;fono, delimitado pela geoling&amp;uuml;&amp;iacute;stica dos Estados-na&amp;ccedil;&amp;otilde;es que t&amp;ecirc;m o portugu&amp;ecirc;s como l&amp;iacute;ngua oficial. Esse conceito de monoling&amp;uuml;ismo oficial n&amp;atilde;o exclui o de pluriling&amp;uuml;ismo dos povos de pa&amp;iacute;ses que possuem l&amp;iacute;nguas nacionais, por&amp;eacute;m &amp;eacute; funcional, porque insere o portugu&amp;ecirc;s em Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais. Assim, o portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; l&amp;iacute;ngua de trabalho da ACP - Pa&amp;iacute;ses de &amp;Aacute;frica, Caribe e Pac&amp;iacute;fico; da OEI - Organiza&amp;ccedil; &amp;atilde;o dos Estados Iberoamericanos; da OUA - Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Unidade Africana; da SADC - Comunidade para o Desenvolvimento da &amp;Aacute;frica Austral; da UEMOA - Uni &amp;atilde;o Econ&amp;ocirc;mica e Monet&amp;aacute;ria da &amp;Aacute;frica Ocidental; &amp;eacute; uma das l&amp;iacute;nguas da Uni &amp;atilde;o Latina; &amp;eacute; oficial da Uni&amp;atilde;o Europ&amp;eacute;ia e do Mercosul. 

O portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; falado como l&amp;iacute;ngua materna pela quase totalidade da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Portugal e do Brasil, e em Angola por uma maioria expressiva. Em Cabo Verde, Guin&amp;eacute;-Bissau, e S&amp;atilde;o Tom&amp;eacute; e Pr&amp;iacute;ncipe, &amp;eacute; segunda l&amp;iacute;ngua e oficial, mas curiosamente estes pa&amp;iacute;ses africanos fazem parte da Francofonia. Mo&amp;ccedil;ambique, pa&amp;iacute;s de l&amp;iacute;ngua oficial portuguesa, &amp;eacute; membro da Commonwealth. E todos os 5 pa &amp;iacute; ses da &amp;Aacute; frica que t &amp;ecirc; m o portugu &amp;ecirc; s como l&amp;iacute;ngua oficial, mais Timor Leste (na &amp;Agrave;sia), Portugal (na Europa) e Brasil (na Am&amp;eacute;rica do Sul) s&amp;atilde;o pa&amp;iacute;ses da Comunidade dos Pa&amp;iacute;ses de L&amp;iacute;ngua Portuguesa (CPLP). E a CPLP &amp;eacute; uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o carente de recursos financeiros, portanto com baixo poder (de estatuto e de status) e s&amp;eacute;rias dificuldades de fixar-se no cen&amp;aacute;rio internacional. 

Como a Lusofonia n&amp;atilde;o conseguiu ainda afirmar-se diante das outras associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais, tem pouco poder de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, por isso, tem um peso ainda diminuto no seu estatuto internacional. A CPLP pode ser entendida como um organismo de aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o de povos que falam o portugu &amp;ecirc; s, mas n&amp;atilde;o ainda como uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos direitos do homem, igualdade para as mulheres, desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico, com&amp;eacute;rcio justo, prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o do meio-ambiente, apoio a programas culturais, n&amp;atilde;o por falta de compet &amp;ecirc; ncia ou estatuto, mas por falta de disciplina e de compromisso com programas de pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas que exigem altas cifras de que essa reuni&amp;atilde;o de pa&amp;iacute;ses pobres n&amp;atilde;o disp&amp;otilde;e.

&lt;b&gt;Conclus&amp;atilde;o&lt;/b&gt; 
  
Na linha das evid&amp;ecirc;ncias pol&amp;iacute;ticas, cabe dizer que o Brasil &amp;eacute; um pa&amp;iacute;s Pol&amp;iacute;tico e de Pol&amp;iacute;ticas. A Constitui&amp;ccedil; &amp;atilde;o brasileira de 1988 decreta que o portugu &amp;ecirc; s &amp;eacute; o idioma oficial e a Lei de Diretrizes e Bases da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o a complementa, quando refere o respeito &amp;agrave;s l &amp;iacute;nguas ind&amp;iacute;genas e &amp;agrave; diversidade de falas no plano nacional. Falta ao Brasil, contudo, criar um planejamento coeso que d &amp;ecirc; transpar &amp;ecirc;ncia &amp;agrave;s suas pol&amp;iacute;ticas p &amp;uacute;blicas educacionais e ling&amp;uuml; &amp;iacute;sticas, por meio das quais sustenta centros de ensino de l&amp;iacute;ngua e de cultura no exterior, bem como leitorados e institutos brasileiros com o fim de difundir a l&amp;iacute;ngua do Brasil. Falta, ainda, perceber que a L&amp;iacute;ngua &amp;eacute; um recurso de fundo econ &amp;ocirc;mico-financeiro que poder&amp;aacute; trazer divisas para o pa &amp;iacute;s. 

&lt;b&gt;Notas&lt;/b&gt; 
 
[1] CALVET, Louis-Jean. Le march&amp;eacute; aux langues . Paris, Plon, 2002 

[2] Francophonie, avec une majuscule, d&amp;eacute;signe une r&amp;eacute;alit&amp;eacute; g&amp;eacute;opolitique , les instances francophones, tandis que francophonie avec une minuscule d&amp;eacute;signe une r&amp;eacute;alit&amp;eacute; sociolinguistique, l'ensemble des pays dans lesquels le fran&amp;ccedil;ais joue un r&amp;ocirc;le important. 

[3] Em Novo Aur&amp;eacute;lio S&amp;eacute;culo XXI . O Dicion&amp;aacute;rio da L&amp;iacute;ngua Portuguesa, de Aur&amp;eacute;lio Buarque de Holanda Ferreira. CD-ROM, 2000&lt;/div&gt;
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Resumo de uma disserta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Enilde Faulstich - Universidade de Bras&amp;iacute;lia;  In &lt;a href="http://www.unilat.org/dtil/segundo_seminario/faulstich.htm"&gt;Industrias De La Lengua&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112389797172156055?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112389797172156055/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112389797172156055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389797172156055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389797172156055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/estatuto-internacional-das-lnguas.html' title='Estatuto Internacional Das L&amp;iacute;nguas Castelhana, Portuguesa e Francesa'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112389634107669095</id><published>2005-08-13T02:25:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:43.675Z</updated><title type='text'>E Se Os Brasileiros Descobrem Que Os Portugueses Acham Que Eles Falam Brasileiro ?</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
&lt;b&gt;Parte I&lt;/b&gt;

No rescaldo da visita do Presidente Lula da Silva, decerto um dos poucos chefes de estado, do presente e do passado, que s&amp;oacute; fala Portugu&amp;ecirc;s, e tamb&amp;eacute;m porque o ver&amp;atilde;o convida a viajar, n&amp;atilde;o resisto a incitar os leitores a dirigir o seu olhar para um dos pa&amp;iacute;ses que mais est&amp;aacute; na moda: o Brasil. Poderia cicerone&amp;aacute;-los pelos encantos do Leblon carioca, pelas j&amp;oacute;ias do urbanismo colonial de Paraty ou Tiradentes, ou pelos recantos das praias de B&amp;uacute;zios. Poder&amp;iacute;amos at&amp;eacute; falar da arquitectura, das artes pl&amp;aacute;sticas, da dramaturgia, do cinema ou da m&amp;uacute;sica brasileira, que n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o temas desinteressantes, mas n&amp;atilde;o &amp;#8211; esta viagem ser&amp;aacute; mesmo e s&amp;oacute; lingu&amp;iacute;stica.

&lt;b&gt;1. As l&amp;iacute;nguas ind&amp;iacute;genas&lt;/b&gt;

Antes de 1500, o territ&amp;oacute;rio agora chamado Brasil n&amp;atilde;o estava desabitado. Sabe-se que os portugueses l&amp;aacute; encontraram n&amp;uacute;cleos populacionais pac&amp;iacute;ficos e af&amp;aacute;veis, aos quais deram o nome de tribos &amp;iacute;ndias, na senda do erro hist&amp;oacute;rico de Colombo. Apesar de se tratar de popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;aacute;grafas, ou seja, sem conhecimento de um registo lingu&amp;iacute;stico escrito, os &amp;iacute;ndios do Brasil, pertencentes maioritariamente &amp;agrave;s fam&amp;iacute;lias tupi e guarani, n&amp;atilde;o eram desprovidos de fala. O enquadramento pol&amp;iacute;tico e cultural que enformou os processos de coloniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do continente americano pelas diversas na&amp;ccedil;&amp;otilde;es europeias n&amp;atilde;o era, por&amp;eacute;m, prop&amp;iacute;cio ao reconhecimento e &amp;agrave; preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas l&amp;iacute;nguas, como n&amp;atilde;o favorecia as popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es ind&amp;iacute;genas, nem quase reconhecia o seu direito &amp;agrave; exist&amp;ecirc;ncia, menos ainda &amp;agrave; autodetermina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; posse da terra.

&lt;b&gt;2. A preval&amp;ecirc;ncia do Portugu&amp;ecirc;s&lt;/b&gt;

Naquele novo mundo era, ent&amp;atilde;o, para se falar a l&amp;iacute;ngua europeia dos seus &amp;lsquo;descobridores&amp;rsquo;. Mas no Brasil a quest&amp;atilde;o n&amp;atilde;o ficou logo resolvida, porque a posse da terra foi sistematicamente disputada por diferentes pa&amp;iacute;ses europeus e as col&amp;oacute;nias a&amp;iacute; instaladas deixaram marcas lingu&amp;iacute;sticas que, em alguns casos, ainda hoje perduram. N&amp;atilde;o esquecendo que os escravos vindos de &amp;Aacute;frica, em n&amp;uacute;mero n&amp;atilde;o despiciendo e que consigo trouxeram conhecimentos lingu&amp;iacute;sticos de diversas proveni&amp;ecirc;ncias, n&amp;atilde;o ter&amp;atilde;o deixado de influir na realidade lingu&amp;iacute;stica brasileira. Se o Portugu&amp;ecirc;s prevaleceu, foi talvez porque as capitais pol&amp;iacute;ticas (primeiro Salvador, depois Ouro Preto, Rio de Janeiro e mais tarde Bras&amp;iacute;lia) nunca deixaram de falar Portugu&amp;ecirc;s e tamb&amp;eacute;m porque foi pela voz de um herdeiro ao trono de Portugal que a independ&amp;ecirc;ncia do Brasil se fez ouvir.
Deve, no entanto, deixar-se bem claro que, apesar do Portugu&amp;ecirc;s ser a l&amp;iacute;ngua oficial do Brasil e ser a l&amp;iacute;ngua mais falada neste pa&amp;iacute;s, a sua realidade lingu&amp;iacute;stica &amp;eacute; bem complexa e diversa, e que, apesar de muito estudada, &amp;eacute; ainda muito desconhecida. 500 anos de hist&amp;oacute;ria documentada e 181 anos de independ&amp;ecirc;ncia pol&amp;iacute;tica fazem do Brasil um pa&amp;iacute;s ainda em busca da sua identidade nacional, logo tamb&amp;eacute;m disposto a questionar a sua identidade lingu&amp;iacute;stica. Qual &amp;eacute; ent&amp;atilde;o o estado do Portugu&amp;ecirc;s no Brasil?

&lt;b&gt;3. O estado do Portugu&amp;ecirc;s no Brasil&lt;/b&gt;

Na generalidade, os brasileiros consideram que falam Portugu&amp;ecirc;s e s&amp;oacute; reflectem sobre o Portugu&amp;ecirc;s que falam quando deparam com falantes do Portugu&amp;ecirc;s Europeu. Dado que os portugueses mais frequentemente acess&amp;iacute;veis s&amp;atilde;o os donos de padarias e outros pequenos comerciantes, geralmente provenientes do norte de Portugal, que por todas as raz&amp;otilde;es, e embora muitas vezes sejam acarinhados, constituem o objecto t&amp;iacute;pico da piada de botequim, o Portugu&amp;ecirc;s destes portugueses torna-se t&amp;atilde;o ris&amp;iacute;vel quanto eles pr&amp;oacute;prios e a sua saudosa &amp;lsquo;terrinha&amp;rsquo;.
O mesmo, ou quase, se passa com os brasileiros que emigram para Portugal. Ao seu bom humor n&amp;atilde;o escapa a gra&amp;ccedil;a de &amp;lsquo;deitar o leite fora&amp;rsquo; (no Brasil &amp;lsquo;jogar o leite fora&amp;rsquo;) ou &amp;lsquo;carregar no bot&amp;atilde;o&amp;rsquo; (no Brasil, &amp;lsquo;apertar o bot&amp;atilde;o&amp;rsquo;), imaginando como conseguir &amp;lsquo;botar o leite deitadinho&amp;rsquo; ou como &amp;lsquo;arrancar e levar consigo o bot&amp;atilde;o&amp;rsquo;. Para seu grande espanto, aqui descobrem que a l&amp;iacute;ngua que falam, na opini&amp;atilde;o dos seus &amp;lsquo;irm&amp;atilde;os portugueses&amp;rsquo;, n&amp;atilde;o &amp;eacute; Portugu&amp;ecirc;s &amp;#8211; &amp;eacute; Brasileiro. 
Para os fil&amp;oacute;logos e linguistas brasileiros a quest&amp;atilde;o &amp;eacute; outra. Ultrapassada a fase em que se pretendia dotar a independ&amp;ecirc;ncia do Brasil de uma l&amp;iacute;ngua pr&amp;oacute;pria, o que dificilmente se alcan&amp;ccedil;a por voluntarismo, chegou-se agora a um ponto em que a consci&amp;ecirc;ncia das diferen&amp;ccedil;as come&amp;ccedil;a a tomar corpo como identidade lingu&amp;iacute;stica e a designa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Portugu&amp;ecirc;s Brasileiro, que progressivamente tem vindo a substituir a anterior de Portugu&amp;ecirc;s do Brasil, &amp;eacute; um claro sintoma. Ora, as diferen&amp;ccedil;as lingu&amp;iacute;sticas entre o Portugu&amp;ecirc;s Europeu e o Portugu&amp;ecirc;s Brasileiro distribuem-se por diferentes dom&amp;iacute;nios, mas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o, globalmente consideradas, t&amp;atilde;o radicais quanto o que alguns, quer brasileiros, quer portugueses, gostariam de fazer crer. 

&lt;b&gt;4. Ai se os brasileiros descobrem ...&lt;/b&gt;

Chamar Brasileiro ao Portugu&amp;ecirc;s falado no Brasil, querer catapultar as duas variedades do Portugu&amp;ecirc;s a duas l&amp;iacute;nguas diferentes, dar mais peso &amp;agrave;s diferen&amp;ccedil;as do que &amp;agrave;s semelhan&amp;ccedil;as &amp;eacute; fazer o contr&amp;aacute;rio do que conv&amp;eacute;m a Portugal, aos portugueses e ao Portugu&amp;ecirc;s. &amp;Eacute; falta de vista e &amp;eacute; mesmo um erro hist&amp;oacute;rico que poder&amp;aacute; a prazo condenar o Portugu&amp;ecirc;s Europeu &amp;agrave; extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Pode ser que o Brasil decida tomar esse rumo, embora n&amp;atilde;o haja ainda raz&amp;otilde;es para o suspeitar, mas n&amp;oacute;s n&amp;atilde;o temos de &amp;lsquo;ajudar &amp;agrave; festa&amp;rsquo;.
N&amp;atilde;o esque&amp;ccedil;amos que o Brasil tem uma &amp;aacute;rea de cerca de 8 milh&amp;otilde;es e 500 mil km2, ou seja, quase 100 vezes o tamanho de Portugal, e que tem uma popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o estimada em 170 milh&amp;otilde;es de habitantes, ou seja, 17 vezes o n&amp;uacute;mero de residentes em Portugal.  N&amp;atilde;o esque&amp;ccedil;amos que esta for&amp;ccedil;a bruta n&amp;atilde;o serve apenas para as estat&amp;iacute;sticas, serve, acima de tudo, para assegurar um &amp;iacute;ndice de diversidade suficiente para a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o das esp&amp;eacute;cies, e serve para a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma massa cr&amp;iacute;tica que permita a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conhecimento e a sua express&amp;atilde;o em Portugu&amp;ecirc;s. Ser&amp;aacute; que os nossos interesses s&amp;atilde;o outros?
A pol&amp;iacute;tica lingu&amp;iacute;stica do Portugu&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o deve, pois, e assim concluo, deixar de ser pensada conjuntamente por Portugal e pelo Brasil. Sem ret&amp;oacute;rica e sem subordina&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s circunst&amp;acirc;ncias de celebra&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta ou daquela data festiva. Com rigor.&lt;/div&gt;
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Por : Alina Villalva - Professora de Lingu&amp;iacute;stica da Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa - In &lt;a href="http://www.noticiasdaamadora.com.pt/nad/artigo.php?aid=3064&amp;coddoss=72"&gt;Not&amp;iacute;cias Da Amadora&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112389634107669095?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112389634107669095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112389634107669095' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389634107669095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389634107669095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/e-se-os-brasileiros-descobrem-que-os.html' title='E Se Os Brasileiros Descobrem Que Os Portugueses Acham Que Eles Falam Brasileiro ?'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112389544210660108</id><published>2005-08-13T02:10:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:43.601Z</updated><title type='text'>As Duas Línguas Do Brasil</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
&lt;b&gt;(qual &amp;eacute; mesmo a l&amp;iacute;ngua que falamos ?) &lt;/b&gt;

As l&amp;iacute;nguas diferem muito pouco no que diz respeito a suas capacidades expressivas. Mas, como &amp;eacute; evidente, diferem muit&amp;iacute;ssimo quando a sua import&amp;acirc;ncia cultural, pol&amp;iacute;tica e comercial. Temos, por um lado, l&amp;iacute;nguas como o ingl&amp;ecirc;s, o espanhol, o russo, o chin&amp;ecirc;s, o franc&amp;ecirc;s (e, mais modestamente, o portugu&amp;ecirc;s) que servem a vastas comunidades, sendo intensivamente utilizadas na pol&amp;iacute;tica, na TV e na imprensa, na ci&amp;ecirc;ncia, na literatura etc. Elas s&amp;atilde;o chamadas, um tanto peconceituosamente, "l&amp;iacute;ngua de civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o". 

Por outro lado, existem l&amp;iacute;nguas de interesse puramente local, como o xavante e o caxinau&amp;aacute; entre os &amp;iacute;ndios brasileiros, a maioria das l&amp;iacute;nguas africanas, muitos dialetos locais da Europa e da &amp;Aacute;sia, e assim por diante. Essas l&amp;iacute;nguas nem sempre s&amp;atilde;o faladas por comunidades diminutas: embora algumas s&amp;oacute; tenham algumas centenas de falantes, outras, (como o haussa, na Nig&amp;eacute;ria, e o qu&amp;iacute;chua, no Peru e na Bol&amp;iacute;via) t&amp;ecirc;m v&amp;aacute;rios milh&amp;otilde;es. O que as op&amp;otilde;e &amp;agrave;s l&amp;iacute;nguas de civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o usadas intensivamente em toda a gama das atividades da vida moderna. O qu&amp;iacute;chua, no que pesem seus muitos falantes, n&amp;atilde;o &amp;eacute; ve&amp;iacute;culo utilizado na grande imprensa, nem em obras cient&amp;iacute;ficas, e tem uma literatura bastante restrita. 

O caso mais extremo dessa limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; das l&amp;iacute;nguas realmente desprovidas de tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o escrita. Estas podem possuir uma ortografia, em geral de inven&amp;ccedil;&amp;atilde;o recente, mas o corpo de material escrito nelas &amp;eacute; muito pequeno e restrito a certas &amp;aacute;reas de interesse: alguma literatura regional, tradu&amp;ccedil;&amp;otilde;es da b&amp;iacute;blia feitas com vistas &amp;agrave; catequese, e pouco mais. Tais l&amp;iacute;nguas se chamam "&amp;aacute;grafas" (literalmente,"sem escrita"; mas j&amp;aacute; vimos que essa priva&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o precisa ser absoluta). &amp;Eacute; o caso do xavante, do changana (falado em Mo&amp;ccedil;ambique), do Bergamasco (falado em B&amp;eacute;rgamo, no norte da It&amp;aacute;lia), de muitas pequenas l&amp;iacute;nguas da It&amp;aacute;lia. 

Existe uma verdadeira multid&amp;atilde;o de l&amp;iacute;nguas &amp;aacute;grafas pelo mundo afora. Em geral, elas convivem com uma da l&amp;iacute;nguas de civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que seus falantes utilizam quando tratam de assuntos fora das necessidades do dia-a-dia. Dessa forma, um cidad&amp;atilde;o de b&amp;eacute;rgamo, quando conversa com a fam&amp;iacute;lia, poder&amp;aacute; exprimir-se em Bergamascomas, ao tratar de neg&amp;oacute;cios, falar&amp;aacute; italiano; ao assistir a televis&amp;atilde;o, estar&amp;aacute; ouvindo italiano; e seu jornal de domingo estar&amp;aacute; escrito em italiano. 

Pode haver discuss&amp;atilde;o entre os especialistas sobre quando &amp;eacute; que uma l&amp;iacute;ngua deve ser considerada &amp;aacute;grafa. Muitos sustentam que o maia, l&amp;iacute;ngua ind&amp;iacute;gena do sul do M&amp;eacute;xico, n&amp;atilde;o &amp;eacute; &amp;aacute;grafo, j&amp;aacute; que existem textos nessa l&amp;iacute;ngua h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios s&amp;eacute;culos. N&amp;atilde;o precisamos entrar nessa briga; creio que qualquer um pode ver diferen&amp;ccedil;a n&amp;iacute;tida entre uma l&amp;iacute;ngua que serve a todas as necessidades da vida moderna e uma que n&amp;atilde;o o faz. A esta ultima chamamos "&amp;aacute;grafa". 

Vamos mudar de assunto agora; mais tarde, tentaremos junt&amp;aacute;-lo ao que foi dito acima. Nosso segundo tema &amp;eacute; o seguinte: que l&amp;iacute;ngua se fala no Brasil? 

Mas ser&amp;aacute; que vale a pena fazer essa pergunta? Todo mundo (e todo o mundo) sabe que a l&amp;iacute;ngua do Brasil &amp;eacute; o portugu&amp;ecirc;s. Al&amp;eacute;m do mais, &amp;eacute; uma l&amp;iacute;ngua de civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, segundo a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o que vimos. Basta pegar um jornal, ligar a TV, passar os olhos nas prateleiras de uma livraria, salta &amp;agrave; vista que o portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; a l&amp;iacute;ngua do Brasil. 

N&amp;atilde;o h&amp;aacute; d&amp;uacute;vida de que a l&amp;iacute;ngua de civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que serve &amp;eacute; o portugu&amp;ecirc;s. Al&amp;eacute;m do mais, ela n&amp;atilde;o est&amp;aacute; nem um pouco em perigo de perder essa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o privilegiada: apesar do que se fala dos progressos do ingl&amp;ecirc;s em certas &amp;aacute;reas, o portugu&amp;ecirc;s continua firme como o veiculo de todos os aspectos da cultura brasileira. 

A imensa maioria da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o (incluindo os universit&amp;aacute;rios) &amp;eacute; incapaz de se exprimir, e mesmo de ler, em qualquer outra l&amp;iacute;ngua. Logo, como se pode ter d&amp;uacute;vida sobre a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do portugu&amp;ecirc;s na comunidade brasileira? 

Mas notem que eu n&amp;atilde;o perguntei qual era a l&amp;iacute;ngua de civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil. Perguntei que l&amp;iacute;ngua se fala no Brasil. Explicando melhor: ser&amp;aacute; que falamos a mesma l&amp;iacute;ngua que escrevemos e lemos? 

Muita gente tem opini&amp;atilde;o sobre isso; mas para formar nossa pr&amp;oacute;pria opini&amp;atilde;o vamos colher alguns dados. Digamos que estamos usando um bin&amp;oacute;culo durante o jogo de futebol e um amigo tamb&amp;eacute;m queira dar uma olhada. Ele chega e diz: 

- Me empresta ele a&amp;iacute; um minuto. 

&amp;Eacute; importante observar que essa &amp;eacute; uma forma correta de falar naquele local e naquele momento. E que qualquer pessoa poderia utilizar uma frase como essa (n&amp;atilde;o apenas as chamadas "pessoas incultas"). A frase acima faz parte do repert&amp;oacute;rio ling&amp;uuml;&amp;iacute;stico de todos os brasileiros; em uma palavra, &amp;eacute; assim que n&amp;oacute;s falamos. Podemos escrever diferente (por exemplo, empreste-mo um minuto), mas falamos daquele jeito. 

Imaginemos outra situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: uma senhora est&amp;aacute; na confeitaria encomendando salgadinhos; diz ela: Voc&amp;ecirc; pode fazer eles pra s&amp;aacute;bado? A festa vai ser domingo, mas domingo eu n&amp;atilde;o posso vim aqui, porque o bairro que eu moro &amp;eacute; muito longe, e meu marido vai no jogo e vai levar o carro. A&amp;iacute; eu busco eles no s&amp;aacute;bado, se voc&amp;ecirc; tiver de acordo. 

Imagine a pessoa falando, e ver&amp;aacute; que essa fala &amp;eacute; perfeitamente natural. Mas escrita ela choca um pouco, porque est&amp;aacute; cheia de tra&amp;ccedil;os que n&amp;atilde;o costumamos encontrar em textos escritos: 

A preposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o pra (em vez de para); 

O infinitivo vim (em vez de vir); 

A constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o o bairro que eu moro (em vez de o bairro onde/ em que eu moro); 

A reg&amp;ecirc;ncia vai no jogo (em vez de ao jogo); 

As express&amp;otilde;es fazer eles (em vez de faz&amp;ecirc;-los) e busco eles (em vez de busco-o ou mesmo, Deus nos livre!, busc&amp;aacute;-los-ei). 

O verbo tiver (em vez de estiver). 

Agora, uns exemplos tirados da morfologia. A estrutura do verbo na l&amp;iacute;ngua que falamos &amp;eacute; bem diferente da que se encontra na l&amp;iacute;ngua que escrevemos. Assim, h&amp;aacute; formas que nunca aparecem na fala, como: 

O mais-que-perfeito simples (fizera, gost&amp;aacute;ramos, fora); 

O futuro do presente (farei, gostaremos, ir&amp;aacute;). 

Na l&amp;iacute;ngua falada em Minas, tamb&amp;eacute;m raramente ocorre o presente do subjuntivo (fa&amp;ccedil;amos, gostem, v&amp;aacute;); essas formas s&amp;atilde;o, entretanto, usuais no Norte e Nordeste do Brasil. 

O verbo falado difere do verbo escrito em outros detalhes. 

Assim, escreve-se (ou, mais exatamente, as gram&amp;aacute;ticas mandam que se escreva) quando eu te vir. Mas na fala essa express&amp;atilde;o &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil at&amp;eacute; de entender; falamos quando eu te ver. As gram&amp;aacute;ticas afirmam que no presente o verbo vir tem a forma vimos: n&amp;oacute;s vimos aqui toda semana. Na fala, claro, s&amp;oacute; se viemos, seja presente, seja passado. 

Na fala, o pronome n&amp;oacute;s &amp;eacute; cada vez mais substitu&amp;iacute;do por a gente; e, paralelamente, as formas de primeira pessoa do plural (fizemos, gostamos, &amp;iacute;amos) v&amp;atilde;o caindo em desuso. H&amp;aacute; pessoas que n&amp;atilde;o as usam praticamente nunca. 

Querem mais? Na fala, a marca de plural n&amp;atilde;o precisa aparecer em todos os elementos do sintagma. Assim, formas como esses menino levado (ou mesmo, pelo menos em Minas, qu&amp;ecirc;s menino levado!) existem na fala de todas as pessoas. Na escrita naturalmente, a marca de plural &amp;eacute; sempre obrigat&amp;oacute;ria em todos os elementos flexion&amp;aacute;veis: esses meninos levados. 

Mais um exemplo: o imperativo se forma de maneira distinta na fala e na escrita. Falando, dizemos: vem c&amp;aacute;; mas escrevemos: venha c&amp;aacute; (no Nordeste, esta forma &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m a falada). Outro: falando, colocamos com toda liberdade o pronome obl&amp;iacute;quo no inicio da frase: me machuquei na quina da mesa; screvendo, tem de ser: machuquei-me na quina da mesa. Mas outro: falando, nem sempre usamos o artigo depois de todos (as): 

todas meninas t&amp;ecirc;m rel&amp;oacute;gio; na escrita, deve ser: todas as meninas. 

Acho que n&amp;atilde;o &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio continuar. As diferen&amp;ccedil;as s&amp;atilde;o muitas, como todos sabemos. Elas constituem uma das dificuldades principais que enfrentamos na escola, ao tentar produzir textos escritos. Ali&amp;aacute;s, por que temos tanta dificuldade em escrever textos em portugu&amp;ecirc;s? N&amp;atilde;o &amp;eacute; a nossa l&amp;iacute;ngua materna? 

A resposta &amp;eacute; simples, mas pode surpreender alguns: n&amp;atilde;o, o portugu&amp;ecirc;s (que aparece nos textos escritos) n&amp;atilde;o &amp;eacute; nossa l&amp;iacute;ngua materna. A l&amp;iacute;ngua que arendemos com nossos pais, irm&amp;atilde;os e av&amp;oacute;s &amp;eacute; a mesma que falamos, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; a que escrevemos. As diferen&amp;ccedil;as s&amp;atilde;o bastante profundas, a ponto de, em certos casos, impedir comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (que crian&amp;ccedil;a de cinco anos entende empreste-lho?) 

Em outras palavras, h&amp;aacute; duas l&amp;iacute;nguas no Brasil: uma que se escreve (e que recebe o nome de "portugu&amp;ecirc;s"); e outra que se fala (e que &amp;eacute; t&amp;atilde;o desprezada que nem tem nome). E &amp;eacute; esta &amp;uacute;ltima que &amp;eacute; a l&amp;iacute;ngua materna dos brasileiros; a outra (o "portugu&amp;ecirc;s") tem de ser aprendida na escola, e a maior parte da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o nunca chega a domin&amp;aacute;-la adequadamente. 

Vamos chamar a l&amp;iacute;ngua falada no Brasil de vern&amp;aacute;culo brasileiro (ou, para abreviar, simplesmente vern&amp;aacute;culo). Assim, diremos que no Brasil se escreve em portugu&amp;ecirc;s, uma l&amp;iacute;ngua que tamb&amp;eacute;m funciona como l&amp;iacute;ngua de civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Portugal e em alguns pa&amp;iacute;ses da &amp;Aacute;frica. Mas a l&amp;iacute;ngua que se fala no Brasil &amp;eacute; o vern&amp;aacute;culo brasileiro, que n&amp;atilde;o se usa em Portugal nem na &amp;Aacute;frica. 

O portugu&amp;ecirc;s e o vern&amp;aacute;culo s&amp;atilde;o, &amp;eacute; claro, l&amp;iacute;nguas muito parecidas, mas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o em absoluto id&amp;ecirc;nticas. Ningu&amp;eacute;m nunca tentou fazer uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o brangente de suas diferen&amp;ccedil;as; mas eu suspeito que s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o diferentes quanto o portugu&amp;ecirc;s e o espanhol, ou quanto o dinamarqu&amp;ecirc;s e o noruegu&amp;ecirc;s. Isto &amp;eacute;, poderiam ser consideradas l&amp;iacute;nguas distintas, se ambas fossem l&amp;iacute;nguas de civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e oficialmente reconhecidas. 

Mas sendo as coisas como s&amp;atilde;o, tendemos a pensar que vern&amp;aacute;culo &amp;eacute; simplesmente uma forma errada de falar portugu&amp;ecirc;s. S&amp;oacute; que, para que o vern&amp;aacute;culo fosse "errado", teria de existir tamb&amp;eacute;m uma forma "certa" de falar; mas no Brasil n&amp;atilde;o se fala, nem se pode falar portugu&amp;ecirc;s. Imagine o seu companheiro de est&amp;aacute;dio de futebol dizendo: Empreste-lo um minuto. 

Ou ent&amp;atilde;o uma mocinha dizendo para a melhor amiga: Se eu vir amanh&amp;atilde;, devolver-lhe-ei estas velhas fitas de v&amp;iacute;deo. 

&amp;Eacute; evidente que essas pessoas ficariam, no m&amp;iacute;nimo, com fama de pedantes. 

As duas l&amp;iacute;nguas do Brasil t&amp;ecirc;m cada uma seu dom&amp;iacute;nio pr&amp;oacute;prio e, na pr&amp;aacute;tica, n&amp;atilde;o interferem uma na outra. O vern&amp;aacute;culo se usa em geral na fala informal e em certos textos, como em pe&amp;ccedil;as de teatro, onde o realismo &amp;eacute; importante; j&amp;aacute; o portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; usado na escrita formal, e s&amp;oacute; se fala mesmo em situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es engravatadas como discursos de formatura ou de posse em cargos p&amp;uacute;blicos. 

Assim, o "certo" (isto &amp;eacute;, aceito pelas conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais) &amp;eacute; escrever portugu&amp;ecirc;s e falar vern&amp;aacute;culo. N&amp;atilde;o pode haver troca: &amp;eacute; "errado" escrever vern&amp;aacute;culo e &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m "errado" falar portugu&amp;ecirc;s. N&amp;atilde;o sei se gosto dessa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o; mas &amp;eacute; um fato arraigado em nossa cultura e temos de conviver com ele. E por isso mesmo h&amp;aacute; neste site um link que disciplina o Portugu&amp;ecirc;s. 

Agora, uma observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: o vern&amp;aacute;culo &amp;eacute; a l&amp;iacute;ngua materna de mais de cento e cinq&amp;uuml;enta milh&amp;otilde;es de pessoas, que o utilizam constantemente e n&amp;atilde;o conhecem outra l&amp;iacute;ngua. Mas n&amp;atilde;o se escreve a n&amp;atilde;o ser em ocasi&amp;otilde;es particulares, n&amp;atilde;o aparece na grande imprensa e n&amp;atilde;o tem grande tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o liter&amp;aacute;ria: al&amp;eacute;m disso, n&amp;atilde;o &amp;eacute; reconhecido como l&amp;iacute;ngua oficial. Isso faz do vern&amp;aacute;culo uma l&amp;iacute;ngua &amp;aacute;grafa, como as que examinamos na primeira parte deste ensaio. N&amp;atilde;o s&amp;oacute; isso, mas com toda probabilidade a maior l&amp;iacute;ngua &amp;aacute;grafa do mundo. 

J&amp;aacute; houve tentativas, ou pelo menos sugest&amp;otilde;es, de que se passasse a escrever em vern&amp;aacute;culo no Brasil. M&amp;aacute;rio de Andrade passou v&amp;aacute;rios anos escrevendo uma gramatiquinha da fala brasileira, que nunca chegou a publicar, e que concebia como "parte de um projeto mais amplo, de redescoberta e defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil" (Edith Pimentel Pinto, em sua edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da gramatiquinha). 

Como se sabe, M&amp;aacute;rio utilizava uma linguagem muito mais pr&amp;oacute;xima do vern&amp;aacute;culo do que o portugu&amp;ecirc;s escrito atual. Como disse ele: "N&amp;atilde;o pensem que vou defender Portugal e me tornar simp&amp;aacute;tico pros portugas nacionalistas n&amp;atilde;o." 

No entanto, isso n&amp;atilde;o vingou, pelo menos at&amp;eacute; o momento. Continuamos a escrever o vern&amp;aacute;culo uma maneira errada de falar. Pessoalmente, n&amp;atilde;o tenho grandes obje&amp;ccedil;&amp;otilde;es quanto a se escrever portugu&amp;ecirc;s; mas acho importante que se entenda que ele &amp;eacute; (pelo menos no Brasil) apenas uma l&amp;iacute;ngua escrita. Nossa l&amp;iacute;ngua materna n&amp;atilde;o &amp;eacute; o portugu&amp;ecirc;s, &amp;eacute; o vern&amp;aacute;culo brasileiro --- isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; um slogan, nem posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica; &amp;eacute; o simples reconhecimento de um fato. 

Assim, n&amp;atilde;o se cogita de substituir o portugu&amp;ecirc;s pelo vern&amp;aacute;culo na escrita. Mas, nos &amp;uacute;ltimos anos, tem havido um aumento not&amp;aacute;vel de interesse pelo vern&amp;aacute;culo como l&amp;iacute;ngua a ser estudada. Existem grupos de ling&amp;uuml;&amp;iacute;sticas que vem realizando um trabalho muito interessante de descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estrutura do vern&amp;aacute;culo. H&amp;aacute; esperan&amp;ccedil;as, portanto, de que, dentro de alguns anos, se possa dispor de gram&amp;aacute;ticas adequadas da nossa l&amp;iacute;ngua materna, por tanto tempo ignorada, negada e desprezada. 
&lt;/div&gt;
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Por : M&amp;aacute;rio A. Perini - In &lt;a href="http://www.antimoon.com/forum/posts/8010.htm"&gt;AntiMoon.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112389544210660108?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112389544210660108/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112389544210660108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389544210660108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389544210660108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/as-duas-lnguas-do-brasil.html' title='As Duas L&amp;iacute;nguas Do Brasil'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112389420469173110</id><published>2005-08-13T01:50:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:43.526Z</updated><title type='text'>O Português Está A Desaparecer Em Macau</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
Nascido em uma fam&amp;iacute;lia de nobres e ricos comerciantes portugueses, Rui Rocha vive h&amp;aacute; quase duas d&amp;eacute;cadas em Macau em uma mans&amp;atilde;o no estilo oitocentista portugu&amp;ecirc;s constru&amp;iacute;da em 1885.

"Falar portugu&amp;ecirc;s em Macau n&amp;atilde;o d&amp;aacute; mais o status de antes"	

A mans&amp;atilde;o, conhecida como Casa Garden, abriga tamb&amp;eacute;m a Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Oriente, uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o privada que luta pela preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da l&amp;iacute;ngua de Cam&amp;otilde;es na regi&amp;atilde;o.

A casa parece uma ilha onde a cultura, a arquitetura e a l&amp;iacute;ngua de Portugal sobrevivem em meio &amp;agrave; crescente influ&amp;ecirc;ncia da China, que recebeu o territ&amp;oacute;rio de volta do governo portugu&amp;ecirc;s em dezembro de 1999.

Nesta entrevista, Rui Rocha diz que Portugal sempre desprezou Macau e que, apesar dos 450 anos de coloniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o pa&amp;iacute;s nunca se esfor&amp;ccedil;ou pela preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do portugu&amp;ecirc;s, que corre agora o risco de desaparecer na antiga col&amp;ocirc;nia. 


&lt;b&gt;BBC Brasil - O portugu&amp;ecirc;s ainda &amp;eacute; l&amp;iacute;ngua oficial em Macau, mas &amp;eacute; quase imposs&amp;iacute;vel achar algu&amp;eacute;m que fale portugu&amp;ecirc;s nas ruas. Por qu&amp;ecirc;?&lt;/b&gt;

Rui Rocha - Na verdade, o portugu&amp;ecirc;s s&amp;oacute; foi realmente importante por aqui nos s&amp;eacute;culos XVI e XVII, quando era a l&amp;iacute;ngua franca da &amp;Aacute;sia. Depois disso, a presen&amp;ccedil;a portuguesa nunca foi superior a 5% da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Macau e apenas uma pequena parcela da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o chinesa falava o portugu&amp;ecirc;s. Mas o que se v&amp;ecirc;, desde 1993, &amp;eacute; uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda maior do papel do portugu&amp;ecirc;s em Macau, com exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica que ainda incentiva o estudo e o uso do portugu&amp;ecirc;s ao lado do chin&amp;ecirc;s. 

A devolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da soberania para a Rep&amp;uacute;blica Popular da China provocou um &amp;ecirc;xodo dos portugueses que aqui viviam, muitos foram integrados &amp;agrave; administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica portuguesa. Al&amp;eacute;m disso, os macauenses que falam o portugu&amp;ecirc;s perderam o papel de destaque que tinham na sociedade. 

&lt;b&gt;BBC Brasil - Por que perderam o papel de destaque?&lt;/b&gt;

Rui Rocha - Porque durante o dom&amp;iacute;nio de Portugal, o portugu&amp;ecirc;s era a l&amp;iacute;ngua da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica. Era um sinal de status falar o portugu&amp;ecirc;s, as portas do servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico se abriam para os cidad&amp;atilde;os macauenses bil&amp;iacute;ng&amp;uuml;es, que serviam como ponte entre os portugueses e os locais. Hoje, o chin&amp;ecirc;s, uma variante do canton&amp;ecirc;s, &amp;eacute; a l&amp;iacute;ngua da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica e esses cidad&amp;atilde;os macaenses biling&amp;uuml;es perderam muito do prest&amp;iacute;gio que tinham.

&lt;b&gt;BBC Brasil - Eu acabei de chegar de Hong Kong e, l&amp;aacute;, &amp;eacute; muito f&amp;aacute;cil encontrar pessoas que falem ingl&amp;ecirc;s. O que explica a diferen&amp;ccedil;a entre Hong Kong e Macau? &lt;/b&gt;

Rui Rocha - A partir dos anos 70, a escola modelo em Hong Kong passou a ser a anglo-chinesa. O chin&amp;ecirc;s era disciplina obrigat&amp;oacute;ria, mas o ingl&amp;ecirc;s &amp;eacute; que era a l&amp;iacute;ngua de ensino na escola. Com isso, o ingl&amp;ecirc;s foi ensinado &amp;agrave; popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o desde cedo. Em Macau, tivemos tamb&amp;eacute;m uma escola luso-chinesa, mas nunca foi a escola padr&amp;atilde;o. 97% das escolas de Macau s&amp;atilde;o privadas e t&amp;ecirc;m planos curriculares completamente diferentes dos das escolas oficiais portuguesas. Se voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o ensina desde cedo, fica muito mais dif&amp;iacute;cil depois.

&lt;b&gt;BBC Brasil - Por que quando mandavam aqui os portugueses n&amp;atilde;o seguiram o exemplo de Hong Kong e tornaram o portugu&amp;ecirc;s obrigat&amp;oacute;rio nas escolas?&lt;/b&gt;

Rui Rocha - Por v&amp;aacute;rias raz&amp;otilde;es. Uma delas &amp;eacute; a dist&amp;acirc;ncia. Minha m&amp;atilde;e demorava 40 dias e 40 noites de barco para vir para c&amp;aacute; na d&amp;eacute;cada de 30. Mas h&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m quest&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas e diplom&amp;aacute;ticas. Portugal nunca apostou na &amp;Aacute;sia, apostou no Brasil e na &amp;Aacute;frica. Muita gente em Portugal n&amp;atilde;o sabe onde fica Macau. Macau nunca foi uma prioridade pol&amp;iacute;tica e diplom&amp;aacute;tica portuguesa. Al&amp;eacute;m disso, houve sempre uma grande cautela em nunca impor o portugu&amp;ecirc;s nas escolas chinesas. Havia uma certa fragilidade nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre os portugueses e os chineses daqui e, conseq&amp;uuml;entemente, um receio de que uma imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse n&amp;iacute;vel abalasse essa rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o.


&lt;b&gt;BBC Brasil - Devemos considerar tamb&amp;eacute;m que o portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; uma l&amp;iacute;ngua comercialmente menos importante do que o ingl&amp;ecirc;s. Ser&amp;aacute; que os macauenses teriam algum benef&amp;iacute;cio aprendendo o portugu&amp;ecirc;s?&lt;/b&gt;

Rui Rocha - Esse tema desperta opini&amp;otilde;es diferentes, mas a minha vis&amp;atilde;o &amp;eacute; de que sim, os macaenses se beneficiariam se falassem o portugu&amp;ecirc;s. Hong Kong &amp;eacute; a porta para o mundo anglo-sax&amp;atilde;o, da Commonwealth. A l&amp;iacute;ngua portuguesa seria a porta para o mundo latino, para a Am&amp;eacute;rica Latina, para a &amp;Aacute;frica de l&amp;iacute;nguas oficiais latinas, para a Europa latina. S&amp;atilde;o mercados importantes que n&amp;atilde;o deveriam ser ignorados. Em uma china de mais de um bilh&amp;atilde;o de habitantes, essa seria uma forma de Macau se destacar do resto do pa&amp;iacute;s.

&lt;b&gt;BBC Brasil - Se essa estrat&amp;eacute;gia &amp;eacute; boa, por que n&amp;atilde;o convence os pol&amp;iacute;ticos de Macau?&lt;/b&gt;

Rui Rocha - Curiosamente, essa id&amp;eacute;ia convence os pol&amp;iacute;ticos da China, mas n&amp;atilde;o os de Macau. Tenho um exemplo: todos os anos, a Universidade de Macau promove um curso de ver&amp;atilde;o de portugu&amp;ecirc;s. Em regra, esse curso tem 150 alunos. Desse total, cerca de 50% v&amp;ecirc;m da Rep&amp;uacute;blica Popular da China. De Macau, v&amp;ecirc;m apenas dois ou tr&amp;ecirc;s. Portanto, a China reconhece a import&amp;acirc;ncia da l&amp;iacute;ngua portuguesa como uma das mais faladas no mundo, Macau n&amp;atilde;o. 

Em Sichuan, que &amp;eacute; a maior prov&amp;iacute;ncia da China, com cerca de 180 milh&amp;otilde;es de habitantes, h&amp;aacute; um centro de interc&amp;acirc;mbio para a &amp;aacute;rea de sa&amp;uacute;de que escolheu a l&amp;iacute;ngua portuguesa como l&amp;iacute;ngua de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Poderiam ter escolhido o ingl&amp;ecirc;s, o franc&amp;ecirc;s, mas escolheram o portugu&amp;ecirc;s que representava um mundo lus&amp;oacute;fono com o qual tinham interesse em estreitar rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

&lt;b&gt;BBC Brasil - Ser&amp;aacute; que essa resist&amp;ecirc;ncia em Macau ao portugu&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o tem a ver com um certo ressentimento por causa dos s&amp;eacute;culos de domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o colonial?&lt;/b&gt;

Rui Rocha - Esse &amp;eacute;, sem d&amp;uacute;vida, um fen&amp;ocirc;meno importante. Afinal, foram 450 anos de domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o colonial. O portugu&amp;ecirc;s nunca foi a l&amp;iacute;ngua materna dessa gente, foi a l&amp;iacute;ngua paterna, do colonizador. Mas al&amp;eacute;m disso, a elite intelectual de Macau &amp;eacute;, de uma certa maneira, de n&amp;iacute;vel escolar. N&amp;atilde;o tem vis&amp;atilde;o, h&amp;aacute; um certo paroquialismo na inteligentsia de Macau.

&lt;b&gt;BBC Brasil - A devolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Macau para a China dificultou o trabalho de pessoas como o senhor, que tentam preservar o portugu&amp;ecirc;s na ilha?&lt;/b&gt;

Rui Rocha - Por incr&amp;iacute;vel que pare&amp;ccedil;a, Portugal teve uma oportunidade sem igual de fortalecer o portugu&amp;ecirc;s aqui no processo de devolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Foi em 1993, quando a China aprovou a Lei B&amp;aacute;sica de Macau, que &amp;eacute; hoje a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Macau. Nesse momento, o governo chin&amp;ecirc;s e n&amp;atilde;o o portugu&amp;ecirc;s declara que a l&amp;iacute;ngua portuguesa tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; a l&amp;iacute;ngua oficial de Macau. O governo portugu&amp;ecirc;s de Macau deveria ter tido a preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seguir essa orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Lei B&amp;aacute;sica e impor nas escolas portuguesas o portugu&amp;ecirc;s como a l&amp;iacute;ngua oficial, bem como o ensino obrigat&amp;oacute;rio do chin&amp;ecirc;s nas escolas oficiais portuguesas. 

&lt;b&gt;BBC Brasil - E o que o governo portugu&amp;ecirc;s fez?&lt;/b&gt;

Rui Rocha - N&amp;atilde;o quis incomodar as comunidades chinesas, n&amp;atilde;o teve coragem pol&amp;iacute;tica de correr esse risco e acabou fazendo isso de uma forma pouco sensata, utilizando as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino superior oficiais para impor o portugu&amp;ecirc;s como se isso fosse resolver todos os problemas do biling&amp;uuml;ismo em Macau. N&amp;atilde;o resolveu por uma raz&amp;atilde;o simples: n&amp;atilde;o se constr&amp;oacute;i uma pol&amp;iacute;tica ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica pelo telhado da casa, mas sim pelas funda&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ou seja, pelo ensino prim&amp;aacute;rio. 

&lt;b&gt;BBC Brasil - Ser&amp;aacute; que o portugu&amp;ecirc;s vai desaparecer de Macau?&lt;/b&gt;

Rui Rocha - Ascens&amp;atilde;o e queda das l&amp;iacute;nguas Quem poderia prever que o latim ia desaparecer. O Aramaico tamb&amp;eacute;m desapareceu. Em Macau, h&amp;aacute; bolsas de resist&amp;ecirc;ncia da l&amp;iacute;ngua que v&amp;ecirc;m n&amp;atilde;o apenas dos portugueses que permanecem em Macau, mas tamb&amp;eacute;m de chineses que querem que Macau seja diferente do resto da China. Existe um patrim&amp;ocirc;nio hist&amp;oacute;rico e cultural aqui muito importante. Macau pode virar patrim&amp;ocirc;nio mundial pela Unesco. 

Mas esse patrim&amp;ocirc;nio n&amp;atilde;o pode ser apenas de fachada e, infelizmente, existe o risco de o portugu&amp;ecirc;s s&amp;oacute; ser falado por um pequeno grupo. Fico muito frustrado com o abandono de Macau. N&amp;atilde;o interessa que o discurso da banalidade diga que Macau &amp;eacute; uma sociedade multicultural. O portugu&amp;ecirc;s est&amp;aacute; nas placas, nos pr&amp;eacute;dios, mas essa fachada de nada serve se ningu&amp;eacute;m entende o portugu&amp;ecirc;s. O portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; como, tal qual na f&amp;iacute;sica qu&amp;acirc;ntica, aquela pequena diferen&amp;ccedil;a que pode fazer toda a diferen&amp;ccedil;a de Macau dentro da China.
&lt;/div&gt;
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Entrevista a Rui Rocha conduzida por Silvia Salek  -  In &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2002/020926_chinamacaurui.shtml"&gt;BBC Brasil&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112389420469173110?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112389420469173110/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112389420469173110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389420469173110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389420469173110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/o-portugu-desaparecer-em-macau.html' title='O Portugu&amp;ecirc;s Est&amp;aacute; A Desaparecer Em Macau'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112389274286380923</id><published>2005-08-13T01:25:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:43.457Z</updated><title type='text'>Breve História Da Língua No Brasil</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
No in&amp;iacute;cio da coloniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa no Brasil (a partir da descoberta, em 1500), o tupi (mais precisamente, o tupinamb&amp;aacute;, uma l&amp;iacute;ngua do litoral brasileiro da fam&amp;iacute;lia tupi-guarani) foi usado como l&amp;iacute;ngua geral na col&amp;ocirc;nia, ao lado do portugu&amp;ecirc;s, principalmente gra&amp;ccedil;as aos padres jesu&amp;iacute;tas que haviam estudado e difundido a l&amp;iacute;ngua. Em 1757, a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tupi foi proibida por uma Provis&amp;atilde;o Real. Tal medida foi poss&amp;iacute;vel porque, a essa altura, o tupi j&amp;aacute; estava sendo suplantado pelo portugu&amp;ecirc;s, em virtude da chegada de muitos imigrantes da metr&amp;oacute;pole. Com a expuls&amp;atilde;o dos jesu&amp;iacute;tas em 1759, o portugu&amp;ecirc;s fixou-se definitivamente como o idioma do Brasil. Das l&amp;iacute;nguas ind&amp;iacute;genas, o portugu&amp;ecirc;s herdou palavras ligadas &amp;agrave; flora e &amp;agrave; fauna (abacaxi, mandioca, caju, tatu, piranha), bem como nomes pr&amp;oacute;prios e geogr&amp;aacute;ficos.

Com o fluxo de escravos trazidos da &amp;Aacute;frica, a l&amp;iacute;ngua falada na col&amp;ocirc;nia recebeu novas contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A influ&amp;ecirc;ncia africana no portugu&amp;ecirc;s do Brasil, que em alguns casos chegou tamb&amp;eacute;m &amp;agrave; Europa, veio principalmente do iorub&amp;aacute;, falado pelos negros vindos da Nig&amp;eacute;ria (vocabul&amp;aacute;rio ligado &amp;agrave; religi&amp;atilde;o e &amp;agrave; cozinha afrobrasileiras), e do quimbundo angolano (palavras como ca&amp;ccedil;ula, moleque e samba).

Um novo afastamento entre o portugu&amp;ecirc;s brasileiro e o europeu aconteceu quando a l&amp;iacute;ngua falada no Brasil colonial n&amp;atilde;o acompanhou as mudan&amp;ccedil;as ocorridas no falar portugu&amp;ecirc;s (principalmente por influ&amp;ecirc;ncia francesa) durante o s&amp;eacute;culo XVIII, mantendo-se fiel, basicamente, &amp;agrave; maneira de pronunciar da &amp;eacute;poca da descoberta. Uma reaproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorreu entre 1808 e 1821, quando a fam&amp;iacute;lia real portuguesa, em raz&amp;atilde;o da invas&amp;atilde;o do pa&amp;iacute;s pelas tropas de Napole&amp;atilde;o Bonaparte, transferiu-se para o Brasil com toda sua corte, ocasionando um reaportuguesamento intenso da l&amp;iacute;ngua falada nas grandes cidades.

Ap&amp;oacute;s a independ&amp;ecirc;ncia (1822), o portugu&amp;ecirc;s falado no Brasil sofreu influ&amp;ecirc;ncias de imigrantes europeus que se instalaram no centro e sul do pa&amp;iacute;s. Isso explica certas modalidades de pron&amp;uacute;ncia e algumas mudan&amp;ccedil;as superficiais de l&amp;eacute;xico que existem entre as regi&amp;otilde;es do Brasil, que variam de acordo com o fluxo migrat&amp;oacute;rio que cada uma recebeu.

No s&amp;eacute;culo XX, a dist&amp;acirc;ncia entre as variantes portuguesa e brasileira do portugu&amp;ecirc;s aumentou em raz&amp;atilde;o dos avan&amp;ccedil;os tecnol&amp;oacute;gicos do per&amp;iacute;odo: n&amp;atilde;o existindo um procedimento unificado para a incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novos termos &amp;agrave; l&amp;iacute;ngua, certas palavras passaram a ter formas diferentes nos dois pa&amp;iacute;ses (comboio e trem, autocarro e &amp;ocirc;nibus, ped&amp;aacute;gio e portagem). Al&amp;eacute;m disso, o individualismo e nacionalismo que caracterizam o movimento rom&amp;acirc;ntico do in&amp;iacute;cio do s&amp;eacute;culo intensificaram o projeto de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma literatura nacional expressa na variedade brasileira da l&amp;iacute;ngua portuguesa, argumento retomado pelos modernistas que defendiam, em 1922, a necessidade de romper com os modelos tradicionais portugueses e privilegiar as peculiaridades do falar brasileiro. A abertura conquistada pelos modernistas consagrou literariamente a norma brasileira.
&lt;/Div&gt;
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In &lt;a href="http://www.linguaportuguesa.ufrn.br/pt_3.3.a.php"&gt;A L&amp;iacute;ngua Portuguesa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112389274286380923?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112389274286380923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112389274286380923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389274286380923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389274286380923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/breve-histngua-no-brasil.html' title='Breve Hist&amp;oacute;ria Da L&amp;iacute;ngua No Brasil'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112389169290582351</id><published>2005-08-13T01:08:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:43.379Z</updated><title type='text'>Divagações De Um Marujo</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
&lt;b&gt;Falar Portugu&amp;ecirc;s&lt;/b&gt;

Diz-se que um homem (ou mulher, uma vez que o conceito do politicamente correcto &amp;eacute; avesso a estas generaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es de tend&amp;ecirc;ncias machistas), para fazer valer a sua exist&amp;ecirc;ncia deve, durante a sua curta passagem pela Terra, &amp;#8220;plantar uma &amp;aacute;rvore, ter um filho e escrever um livro&amp;#8221;. A ideia parece-me nobre na sua ess&amp;ecirc;ncia, contudo, algumas particularidades exigem que nos debrucemos mais atentamente sobre o assunto:

Quanto ao acto de plantar uma &amp;aacute;rvore, nada a op&amp;ocirc;r, antes pelo contr&amp;aacute;rio, e eu pr&amp;oacute;prio j&amp;aacute; o fiz, pelo menos, um par de vezes. Se, por&amp;eacute;m, descontarmos o acto criminoso, cometido anualmente, de cortar um pinheirinho rec&amp;eacute;m-criado para compor a decora&amp;ccedil;&amp;atilde;o natal&amp;iacute;cia da nossa casa, devo dizer que tenho na consci&amp;ecirc;ncia, como autor material ou apenas moral, o abate de, pelo menos, vinte e uma indefesas arvorezinhas (converti-me, entretanto, &amp;agrave;s facilidades do pinheiro artificial). Assim sendo, para poder apresentar um saldo positivo, tenho, ainda, umas vinte &amp;aacute;rvores para plantar, o que n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; tarefa f&amp;aacute;cil, uma vez que, para a coisa ser bem feita, h&amp;aacute; n&amp;atilde;o s&amp;oacute; que plant&amp;aacute;-las mas tamb&amp;eacute;m garantir a sua subsist&amp;ecirc;ncia at&amp;eacute; terem a robustez suficiente para vingarem por si pr&amp;oacute;prias.

Ter um filho parece, &amp;agrave; primeira vista, uma tarefa simples, dependendo apenas da fertilidade das pessoas envolvidas. O que n&amp;atilde;o se pode esquecer &amp;eacute; que, tal como uma &amp;aacute;rvore, uma crian&amp;ccedil;a (mesmo depois de oficialmente perdido esse estatuto, pelo que a designa&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve aqui ser entendida no seu sentido lato) exige grandes cuidados e aten&amp;ccedil;&amp;otilde;es que, hoje em dia, se podem prolongar durante perto de um quarto de s&amp;eacute;culo (e com tend&amp;ecirc;ncia para aumentar!). Al&amp;eacute;m disso, sendo a tarefa normalmente repartida por duas pessoas, calha a cada casal o dever de lan&amp;ccedil;ar, pelo menos, duas crian&amp;ccedil;as ao Mundo, isto se cada um quiser ter o seu quinh&amp;atilde;o de realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal, e fiquemos por aqui, para n&amp;atilde;o embarcar em considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de car&amp;aacute;cter demogr&amp;aacute;fico que nada adiantariam &amp;agrave; nossa conversa. E, j&amp;aacute; agora, ser&amp;aacute; leg&amp;iacute;timo considerarmos os casos de adop&amp;ccedil;&amp;atilde;o? N&amp;atilde;o ter&amp;atilde;o os casais inf&amp;eacute;rteis, na sua desvantagem natural, o direito de se realizarem neste campo? N&amp;atilde;o ser&amp;aacute; igualmente trabalhoso pegar numa crian&amp;ccedil;a desamparada, vesti-la, cal&amp;ccedil;&amp;aacute;-la, aliment&amp;aacute;-la e educ&amp;aacute;-la devidamente? O racioc&amp;iacute;nio complica-se e promete n&amp;atilde;o ficar por aqui&amp;#8230;



Resta-nos, por fim, abordar o tema da escrita de um livro: ser&amp;aacute; suficiente escrev&amp;ecirc;-lo ou haver&amp;aacute;, ainda, que public&amp;aacute;-lo? Se for este &amp;uacute;ltimo caso, facilmente chegaremos &amp;agrave; conclus&amp;atilde;o de que cerca de noventa e nove por cento da Humanidade n&amp;atilde;o conseguiu atingir este grande objectivo da sua exist&amp;ecirc;ncia. O ideal seria ter posses suficientes para uma edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de autor ou recorrer a um editor conhecido, mesmo que os nossos m&amp;eacute;ritos liter&amp;aacute;rios n&amp;atilde;o estejam devidamente comprovados (e hoje em dia assistimos a muitos desses casos, entre os quais se contam os de alguns supostos &amp;#8220;meninos-prod&amp;iacute;gio&amp;#8221; que foram devidamente &amp;#8220;empurrados&amp;#8221;). E se falarmos de obras publicadas qual ser&amp;aacute; a m&amp;iacute;nima tiragem para serem consideradas? &amp;Eacute; que se bastar um exemplar, em qualquer tipografia se conseguir&amp;aacute; uma impress&amp;atilde;o por um pre&amp;ccedil;o m&amp;oacute;dico. E, j&amp;aacute; agora, qual o n&amp;uacute;mero m&amp;iacute;nimo de p&amp;aacute;ginas ou, para sermos rigorosos, o n&amp;uacute;mero m&amp;iacute;nimo de caracteres? E poderemos contar os espa&amp;ccedil;os e a pontua&amp;ccedil;&amp;atilde;o?

Eis, pois, as d&amp;uacute;vidas que se colocam a qualquer potencial escritor. E, depois, h&amp;aacute; a quest&amp;atilde;o da fama: h&amp;aacute; os que escrevem para a ganhar e h&amp;aacute; os que a t&amp;ecirc;m e utilizam para publicar o que escrevem. Numa sociedade em que o lucro &amp;eacute; o principal objectivo &amp;eacute; f&amp;aacute;cil enveredar pelo segundo caminho, pois &amp;eacute; mais prov&amp;aacute;vel os editores apostarem em quem lhes dar&amp;aacute; garantias de venda, independentemente da qualidade da sua escrita. O importante &amp;eacute; saber que as massas se sentem mais estimuladas a procurar um autor que j&amp;aacute; conhe&amp;ccedil;am por outros predicados, o que lhes agu&amp;ccedil;a a curiosidade. &amp;Eacute; por isso que, cada vez mais, assistimos ao despontar de escritores-actores, escritores-jornalistas, escritores-desportistas e, principalmente, escritores-vedetas-de-reality-shows (perdoem-me o estrangeirismo), sem que o seu talento seja devidamente avaliado e deixando de fora in&amp;uacute;meros candidatos com grande potencial. Este, sim, &amp;eacute; o triunfo da chamada &amp;#8220;escrita light&amp;#8221; (Ops! L&amp;aacute; saiu mais um).

Mas o que ser&amp;aacute;, ent&amp;atilde;o, necess&amp;aacute;rio para que um texto seja considerado de qualidade e para que um escritor seja considerado um bom escritor? Ao utilizar a express&amp;atilde;o &amp;#8220;seja considerado&amp;#8221;, parto j&amp;aacute; do princ&amp;iacute;pio de que n&amp;atilde;o h&amp;aacute; crit&amp;eacute;rios de julgamento absolutos nem avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es totalmente imparciais.

Creio ser da opini&amp;atilde;o geral que um escritor deve saber exprimir-se correctamente na l&amp;iacute;ngua em que escreve. Este conceito de correc&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;, por&amp;eacute;m, mais pol&amp;eacute;mico do que &amp;agrave; partida possa parecer. Se, em tempos, as regras de gram&amp;aacute;tica e de ortografia eram extremamente r&amp;iacute;gidas, com o objectivo de preservar a l&amp;iacute;ngua em toda a sua pureza, hoje em dia j&amp;aacute; se tem um conceito mais din&amp;acirc;mico e liberal em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; express&amp;atilde;o lingu&amp;iacute;stica. E a verdade &amp;eacute; que uma l&amp;iacute;ngua n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma realidade est&amp;aacute;tica, pelo contr&amp;aacute;rio, est&amp;aacute; em permanente evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, recebendo (e dando) as mais variadas influ&amp;ecirc;ncias, o que contribui decisivamente para a sua riqueza. Que seria, ali&amp;aacute;s, do Portugu&amp;ecirc;s se a rigidez original do Latim n&amp;atilde;o fosse deturpada pelo uso popular e enriquecida pelo valioso interc&amp;acirc;mbio com outras culturas? 

E no que toca a incorrec&amp;ccedil;&amp;otilde;es, temos, hoje, exemplos de verdadeiros &amp;#8220;pontap&amp;eacute;s na Gram&amp;aacute;tica&amp;#8221; que j&amp;aacute; foram institucionalizados, como a express&amp;atilde;o &amp;#8220;o comum dos mortais&amp;#8221;, largamente utilizada em vez de &amp;#8220;o mais comum dos mortais&amp;#8221;, ou do celeb&amp;eacute;rrimo &amp;#8220;penso [eu] de que&amp;#8230;&amp;#8221;. J&amp;aacute; nem falo daqueles treinadores de futebol que dizem que &amp;#8220;a moral da equipa est&amp;aacute; em baixo&amp;#8221;, sem saber que com tal express&amp;atilde;o est&amp;atilde;o a afirmar que os seus jogadores se entregam a actividades licenciosas ou, no m&amp;iacute;nimo, pouco recomend&amp;aacute;veis. E que dizer das palavras re-derivadas que todos os dias surgem na Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social, tais como &amp;#8220;fusionar&amp;#8221; em vez de &amp;#8220;fundir&amp;#8221;, &amp;#8220;referenciar&amp;#8221; em vez de &amp;#8220;referir&amp;#8221; ou &amp;#8220;sugestionar&amp;#8221; em vez de &amp;#8220;sugerir&amp;#8221;?

J&amp;aacute; na nossa Marinha (muito &amp;agrave; semelhan&amp;ccedil;a do que se passa no mundo empresarial) tornou-se extremamente popular o aportuguesamento de palavras e express&amp;otilde;es anglo-sax&amp;oacute;nicas, mesmo que na nossa l&amp;iacute;ngua existam as suas equivalentes, pois d&amp;aacute; um ar entendido e muito profissional. Surgem, assim, preciosidades como &amp;#8220;mandat&amp;oacute;rio&amp;#8221;, &amp;#8220;briefar&amp;#8221;, &amp;#8220;colapsar&amp;#8221;, &amp;#8220;lockar&amp;#8221;, &amp;#8220;reportar&amp;#8221; (com o sentido de &amp;#8220;relatar&amp;#8221;), &amp;#8220;checar&amp;#8221; ou &amp;#8220;sanitar&amp;#8221; (pormenores deste tipo fazem com que na mensag&amp;iacute;stica naval se produzam verdadeiras p&amp;eacute;rolas liter&amp;aacute;rias, dignas de compila&amp;ccedil;&amp;atilde;o!). Mas que autoridade tenho eu para falar quando os nossos doutos linguistas j&amp;aacute; est&amp;atilde;o a inclu&amp;iacute;-las nos dicion&amp;aacute;rios, juntamente com &amp;#8220;clicar&amp;#8221;, &amp;#8220;scanizar&amp;#8221; e outras que tais?! J&amp;aacute; n&amp;atilde;o deve, ali&amp;aacute;s, faltar muito para que na nossa grafia oficial o &amp;#8220;K&amp;#8221; substitua o &amp;#8220;C&amp;#8221; e o grupo &amp;#8220;Qu&amp;#8221;, tal como se faz nas mensagens de telem&amp;oacute;vel ou nos grafitos &amp;#8211; perd&amp;atilde;o, grafitti &amp;#8211; que um pouco por toda a parte embelezam as paredes dos nossos pr&amp;eacute;dios. 

E, de resto, eu pr&amp;oacute;prio devo confessar aos meus pacientes leitores que n&amp;atilde;o tenho, ainda, um completo dom&amp;iacute;nio do uso da l&amp;iacute;ngua portuguesa, sendo, volta e meia, confrontado com algumas incorrec&amp;ccedil;&amp;otilde;es da minha pr&amp;oacute;pria express&amp;atilde;o. Felizmente, nessas alturas, costumo ter a felicidade de encontrar algum camarada mais entendido que tem a amabilidade de me corrigir.

Sucedeu-me assim, certa vez, ao redigir uma proposta de louvor para um dos meus subordinados, utilizar o termo &amp;#8220;voluntarioso&amp;#8221; para designar um dos seus predicados. Antes da proposta chegar ao Comandante da unidade tinha, for&amp;ccedil;osamente, de passar pelo Imediato. Este, ap&amp;oacute;s uma leitura atenta, mandou-me chamar e alertou-me para aquele pormenor:

- O que queres dizer com a palavra &amp;#8220;voluntarioso&amp;#8221;?

- Essa agora!? - Respondi. - Como a palavra sugere, pretendo dizer que o homem &amp;eacute; muito determinado e que tem uma vontade de ferro!

A&amp;iacute; o Imediato sorriu e mostrou-me num dicion&amp;aacute;rio o verdadeiro significado do termo. Transcrevo: &amp;#8220;voluntarioso, adj., que procede apenas segundo o impulso da sua vontade; amigo de fazer a sua vontade; que gosta que todos lhe fa&amp;ccedil;am a vontade; caprichoso; teimoso&amp;#8230;&amp;#8221;. Naturalmente, n&amp;atilde;o era nada do que eu pretendera transmitir.

- Est&amp;aacute; bem, est&amp;aacute; bem! - Admiti. - Enganei-me. Vou corrigir a proposta e utilizar uma express&amp;atilde;o mais correcta.

Dali a pouco, estando esse meu subordinado de partida para a nova unidade, foi por mim conduzido ao Imediato para as despedidas formais. Como a solenidade do momento impunha, este teceu um rasgad&amp;iacute;ssimo elogio ao trabalho por ele realizado durante a sua comiss&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o, concluindo com as seguintes palavras:

- E por fim, Sr. E., gostaria de lhe agradecer a sua permanente disponibilidade e o facto de ter sido sempre um indiv&amp;iacute;duo altamente prest&amp;aacute;vel e voluntarioso.

Fiz um grande esfor&amp;ccedil;o para conter o riso, enquanto me ocorriam rif&amp;otilde;es do tipo &amp;#8220;pela boca morre o peixe&amp;#8221; e &amp;#8220;bem prega Frei Tom&amp;aacute;s&amp;#8221;. Mas claro que num discurso improvisado a l&amp;iacute;ngua nos prega partidas. Agora, quem escreve e tem, geralmente, todo o tempo do Mundo para pensar no que p&amp;otilde;e no papel, n&amp;atilde;o pode invocar quaisquer desculpas &amp;#8211; a n&amp;atilde;o ser a ignor&amp;acirc;ncia - para maltratar o nosso belo idioma.

E se com a nossa l&amp;iacute;ngua materna surgem percal&amp;ccedil;os deste g&amp;eacute;nero, imagine-se o descalabro que &amp;eacute; quando tentamos fazer-nos entender em &amp;#8220;estrangeiro&amp;#8221;! No entanto, a bem da sanidade mental dos meus prezados leitores, isso j&amp;aacute; ser&amp;aacute; uma outra hist&amp;oacute;ria&amp;#8230;
&lt;/div&gt;
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Por : J. Moreira Silva (1&amp;ordm;TEN) - In &lt;a href="http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_dez2004/pag_30.html"&gt;Revista Da Armada&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112389169290582351?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112389169290582351/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112389169290582351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389169290582351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389169290582351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/divagaes-de-um-marujo.html' title='Divaga&amp;ccedil;&amp;otilde;es De Um Marujo'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112389066486608767</id><published>2005-08-13T00:51:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:43.312Z</updated><title type='text'>Provérbios Portugueses E Brasileiros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No site &lt;a href="http://www.kocher.pro.br/port.htm"&gt;Kocher&lt;/a&gt; est&amp;aacute; uma extensa lista de prov&amp;eacute;rbios portugueses e brasileiros.
N&amp;atilde;o deixe de consultar, pois os prov&amp;eacute;rbios (pro + verbo =&gt; express&amp;atilde;o verbal) s&amp;atilde;o uma rica maneira de cimentar os conhecimentos lingu&amp;iacute;sticos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112389066486608767?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112389066486608767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112389066486608767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389066486608767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112389066486608767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/provrbios-portugueses-e-brasileiros.html' title='Prov&amp;eacute;rbios Portugueses E Brasileiros'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112388977519677200</id><published>2005-08-13T00:36:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:43.250Z</updated><title type='text'>A Língua Portuguesa No Alto Minho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
&lt;b&gt;Quantas vezes voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; foi interpelado(a) por algu&amp;eacute;m que lhe chamava a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para algum erro de Portugu&amp;ecirc;s? E quantas vezes achou que voc&amp;ecirc; &amp;eacute; que tinha raz&amp;atilde;o?
&lt;/b&gt;
Se nasceu no Alto Minho e por aqui cresceu, certamente que isso lhe ter&amp;aacute; acontecido bastantes vezes. Porqu&amp;ecirc;? Porque n&amp;oacute;s temos uma maneira muito pr&amp;oacute;pria de nos expressar, sem d&amp;uacute;vida muito semelhante &amp;agrave; do resto da lusofonia, mas indubitavelmente distinta num conjunto variado de pormenores. H&amp;aacute; quem lhes chame "regionalismos", e s&amp;atilde;o-no, sem d&amp;uacute;vida. H&amp;aacute; quem lhes chame "arca&amp;iacute;smos", e s&amp;atilde;o-no, efectivamente, noutras regi&amp;otilde;es, mas n&amp;atilde;o na nossa terra. Aqui, s&amp;atilde;o elementos vivos da L&amp;iacute;ngua, sinais de uma identidade cultural bem definida e, contrariamente ao que por vezes se pensa, chegam a reflectir um purismo lingu&amp;iacute;stico superior ao de outras variantes do Portugu&amp;ecirc;s (nomeadamente, do Portugu&amp;ecirc;s "padr&amp;atilde;o").

No entender do autor de "A L&amp;iacute;ngua Portuguesa no Alto Minho", a falta de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das caracter&amp;iacute;sticas da variante lingu&amp;iacute;stica falada nesta regi&amp;atilde;o tem levado &amp;agrave; sua progressiva ostraciza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por se considerar "erro" tudo quanto se desvie da norma postulada pelos te&amp;oacute;ricos e pelos falantes de outras regi&amp;otilde;es mais prestigiadas. O que o autor defende &amp;eacute; que todas as regi&amp;otilde;es da lusofonia s&amp;atilde;o iguais em dignidade e em direitos e que, por isso mesmo, a variante lingu&amp;iacute;stica falada nesta regi&amp;atilde;o n&amp;atilde;o deve ser cegamente atirada para o esquecimento. Em vez disso, dever&amp;aacute; ser estudada e dada a conhecer ao p&amp;uacute;blico em geral, e as pr&amp;oacute;prias escolas, em vez de matarem as palavras que a nossa terra nos ensinou, devem ensinar os alunos a us&amp;aacute;-las correctamente, tanto na oralidade como por escrito.

Para tirar as d&amp;uacute;vidas sobre o que &amp;eacute; "correcto" ou "incorrecto" na linguagem que usamos no nosso dia-a-dia, ou para voltar a lan&amp;ccedil;ar essa discuss&amp;atilde;o na pra&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica, o autor apresenta-nos um esbo&amp;ccedil;o do que poderia ser um trabalho de caracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do patrim&amp;oacute;nio lingu&amp;iacute;stico alto-minhoto. Para al&amp;eacute;m de apontar as raz&amp;otilde;es que justificam a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse patrim&amp;oacute;nio, apresenta uma breve discuss&amp;atilde;o das principais caracter&amp;iacute;sticas fonol&amp;oacute;gicas, morfol&amp;oacute;gicas e lexicais dos falares desta &amp;aacute;rea geogr&amp;aacute;fica. No cap&amp;iacute;tulo dedicado ao vocabul&amp;aacute;rio, s&amp;atilde;o inventariadas e explicadas cerca de 100 "palavras vivas que s&amp;atilde;o nossas".

&amp;Eacute; um trabalho que merece uma leitura atenta e que deve servir de pretexto para uma reflex&amp;atilde;o aprofundada sobre quem somos e sobre o destino que queremos dar ao nosso patrim&amp;oacute;nio cultural.
&lt;/div&gt;
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Apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do livro "A L&amp;iacute;ngua Portuguesa No Alto MInho" de Vitor Domingos - In &lt;a href="http://www.arcosonline.com/content/view/115/"&gt;Arcos OnLine&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112388977519677200?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112388977519677200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112388977519677200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112388977519677200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112388977519677200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/lngua-portuguesa-no-alto-minho.html' title='A L&amp;iacute;ngua Portuguesa No Alto Minho'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112388912422185752</id><published>2005-08-13T00:25:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:43.172Z</updated><title type='text'>Bilingüismo</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
Veja no Blog &lt;a href="http://www.viver-na-alemanha.de/Filhos/bilinguismo.htm"&gt;Viver Na Alemanha&lt;/a&gt; algumas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es  sobre crian&amp;ccedil;as bil&amp;iacute;ng&amp;uuml;es, ou seja, que falam duas l&amp;iacute;nguas. Veja como manter um ambiente familiar agrad&amp;aacute;vel para a aprendizagem do alem&amp;atilde;o e do portugu&amp;ecirc;s, nomeadamente :
&lt;/div&gt;
 &lt;ul&gt;&lt;li&gt; Como pode ajudar o seu fillho a ser bilingue&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;  Problemas de aprendizagem ou de fala&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;  Regras b&amp;aacute;sicas para desenvolver o biling&amp;uuml;ismo&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;  Dificuldades (pedras no caminho...)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;  Mitos em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao biling&amp;uuml;ismo&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;  Padr&amp;otilde;es de uso das l&amp;iacute;nguas dentro da fam&amp;iacute;lia&lt;/li&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112388912422185752?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112388912422185752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112388912422185752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112388912422185752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112388912422185752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/bilingismo.html' title='Biling&amp;uuml;ismo'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112388807968555245</id><published>2005-08-13T00:07:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:43.109Z</updated><title type='text'>Falar português a oito</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
&lt;b&gt;Na ExpoL&amp;iacute;ngua, em Madrid, debateu-se o valor estrat&amp;eacute;gico do portugu&amp;ecirc;s. Assumiu-se um objectivo: afirmar a sexta l&amp;iacute;ngua do mundo respeitando os idiomas nacionais, num conv&amp;iacute;vio com os outros pa&amp;iacute;ses lus&amp;oacute;fonos
&lt;/b&gt;
O primeiro painel da edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2003 da ExpoL&amp;iacute;ngua, congresso madrileno este ano dedicado &amp;agrave; l&amp;iacute;ngua portuguesa foi breve, despretensioso mas certeiro. A l&amp;iacute;ngua portuguesa, o sexto idioma materno no mundo, s&amp;oacute; pode resistir aos tempos da globaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o somando os oito pa&amp;iacute;ses que se expressam em portugu&amp;ecirc;s, mas com uma opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o adicional: a do respeito aritm&amp;eacute;tico pela divis&amp;atilde;o, assumindo as particularidades lingu&amp;iacute;sticas de cada um. S&amp;oacute; admitindo as "declina&amp;ccedil;&amp;otilde;es" do idioma se deixa uma heran&amp;ccedil;a.

"O valor estrat&amp;eacute;gico do portugu&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o &amp;eacute; Portugal, com os seus dez milh&amp;otilde;es de habitantes, mas a nossa presen&amp;ccedil;a de s&amp;eacute;culos em espa&amp;ccedil;os privilegiados", considerou a soci&amp;oacute;loga Maria Jos&amp;eacute; Stock, presidente do Instituto Cam&amp;otilde;es, no encontro de s&amp;aacute;bado. Uma frase que define o &amp;acirc;mbito de actua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ali&amp;aacute;s bem presente na edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste ano. Os organizadores tinham pensado na presen&amp;ccedil;a de Portugal, mas Lisboa respondeu, reivindicando a "assist&amp;ecirc;ncia" da l&amp;iacute;ngua portuguesa. Cristov&amp;aacute;m Buarque, ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil - o pa&amp;iacute;s com mais cidad&amp;atilde;os que falam em portugu&amp;ecirc;s - faltou &amp;agrave; chamada, mas foi fundamental o contributo de outros pa&amp;iacute;ses lus&amp;oacute;fonos. Assim se retirou o portugu&amp;ecirc;s dos limites estreitos dos menos de 93 mil quil&amp;oacute;metros quadrados ib&amp;eacute;ricos e europeus, num "xeque mate" ao conceito tradicional da lingua materna e origem de m&amp;aacute;s interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

"O portugu&amp;ecirc;s tem de se divulgar, a partir dos oito pa&amp;iacute;ses que o utilizam", disse Stock At&amp;eacute; porque, como precisou, um pa&amp;iacute;s com dez milh&amp;otilde;es de habitantes n&amp;atilde;o pode impor o seu idioma, racioc&amp;iacute;nio simples e economicamente irrefut&amp;aacute;vel. O que se prop&amp;otilde;e &amp;eacute; uma nova lusofonia, assente nos pa&amp;iacute;ses que falam portugu&amp;ecirc;s em v&amp;aacute;rios continentes e em diversas "declina&amp;ccedil;&amp;otilde;es". Um convite para somar sinergias, mas respeitando as realidades lingu&amp;iacute;sticas, as l&amp;iacute;nguas nacionais.

Irene Garcia Marques, da Universidade Agostinho Neto, de Angola, salientou esta peculiaridade: "O portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; a l&amp;iacute;ngua oficial, da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da escolaridade, &amp;eacute; o segundo idioma, mas a maioria dos angolanos expressa-se em l&amp;iacute;nguas nacionais". Por isso, salientou, "&amp;eacute; um vector da unidade nacional de Angola". Ali&amp;aacute;s, a Universidade de Luanda inicia, em Abril, um curso de l&amp;iacute;nguas e das literaturas portuguesa, brasileira, angolana e africanas de express&amp;atilde;o lusa. "S&amp;oacute; se defende o portugu&amp;ecirc;s em Mo&amp;ccedil;ambique em coabita&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as outras l&amp;iacute;nguas nacionais", corroborou Armando Jorge Lopes, da Universidade de Maputo. Em Mo&amp;ccedil;ambique existem 30 l&amp;iacute;nguas locais, outras tr&amp;ecirc;s asi&amp;aacute;ticas e o &amp;aacute;rabe. O portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; o primeiro idioma para tr&amp;ecirc;s por cento da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ocupa o segundo posto entre a segunda l&amp;iacute;ngua, numa implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o irregular. Uma importante peculiaridade, embora aquele especialista tenha garantido que a substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do portugu&amp;ecirc;s como idioma oficial nos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os internacionais que representam v&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses da &amp;Aacute;frica Austral s&amp;oacute; ocorreria por decis&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica. Ou seja, o portugu&amp;ecirc;s funciona como ve&amp;iacute;culo das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es diplom&amp;aacute;ticas entre Estados t&amp;atilde;o importantes como s&amp;atilde;o Angola e Mo&amp;ccedil;ambique.

Um observat&amp;oacute;rio para a l&amp;iacute;ngua

Mas a validade de uma l&amp;iacute;gua, cuja express&amp;atilde;o b&amp;aacute;sica &amp;eacute; ser factor de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, obriga a novos esfor&amp;ccedil;os. A presidente do Instituto Cam&amp;otilde;es distanciou-se, na pr&amp;aacute;tica, de tenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es paternalistas, assumindo uma estrat&amp;eacute;gia conjunta. Foi tamb&amp;eacute;m essa a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do embaixador Jo&amp;atilde;o A&amp;uacute;gusto de M&amp;eacute;dicis, secret&amp;aacute;rio executivo da Comunidade de Pa&amp;iacute;ses de L&amp;iacute;ngua Oficial Portuguesa (CPLP). Mas deixaram um alerta: "H&amp;aacute; riscos para a consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o da l&amp;iacute;ngua portuguesa nos organismos internacionais e regionais", admitiu Stock. "Existe pouca presen&amp;ccedil;a do portugu&amp;ecirc;s nos modernos meios de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que n&amp;atilde;o ultrapassa os dois por cento", revelou o secret&amp;aacute;rio-geral da CPLP.

Por isso, as autoridades lisboetas avan&amp;ccedil;am com o Observat&amp;oacute;rio da L&amp;iacute;ngua Portuguesa, designa&amp;ccedil;&amp;atilde;o demasiado pomposa para um objectivo t&amp;atilde;o prim&amp;aacute;rio como necess&amp;aacute;rio. "Pretendemos reunir um conjunto de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a presen&amp;ccedil;a do portugu&amp;ecirc;s no Mundo, um esfor&amp;ccedil;o do &amp;acirc;mbito dos oito pa&amp;iacute;ses de express&amp;atilde;o portuguesa", revelou, ao P&amp;Uacute;BLICO, Francisco Nuno Ramos, do Instituto Cam&amp;otilde;es. "Atrav&amp;eacute;s deste ponto de observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o permanente, pretendemos criar uma rede de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacionais da l&amp;iacute;ngua portuguesa, com liga&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave;s livrarias e &amp;agrave; promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do nosso idioma", concluiu.
&lt;/div&gt;
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Por : Nuno Ribeiro  -  In &lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/icnoticias/falaraoito.htm"&gt;Instituto Cam&amp;otilde;es&lt;/a&gt; - Copyright Jornal P&amp;uacute;blico&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112388807968555245?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112388807968555245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112388807968555245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112388807968555245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112388807968555245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/falar-portugus-oito.html' title='Falar portugu&amp;ecirc;s a oito'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112388767980070184</id><published>2005-08-13T00:01:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:42.113Z</updated><title type='text'>Falar Português bem ou mal</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
Aproveito uma recente d&amp;uacute;vida para retomar quest&amp;otilde;es que v&amp;ecirc;m &amp;agrave; tona em algum momento, de forma inexor&amp;aacute;vel, sempre que o assunto &amp;eacute; l&amp;iacute;ngua portuguesa. A primeira delas &amp;eacute;: estabelecida uma escala de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o cujos extremos poderiam ser, respectivamente, duas quaisquer imagens correspondendo uma ao inferno outra ao para&amp;iacute;so, onde se encaixa o Portugu&amp;ecirc;s falado no Brasil? 

Para produzir uma resposta objetiva faz-se necess&amp;aacute;rio usar alguns argumentos hist&amp;oacute;ricos, ainda que os estudos diacr&amp;ocirc;nicos n&amp;atilde;o sejam o meu forte nem expliquem, como alguns possam pensar, a maioria das idiossincrasias de uma l&amp;iacute;ngua. O fato &amp;eacute; que a L&amp;iacute;ngua Portuguesa, ao passar a ser usada em terras de Vera Cruz, passou, igualmente, a fazer eco a seres humanos vivendo numa outra realidade. 

No continente americano, essa l&amp;iacute;ngua passou a existir n&amp;atilde;o apenas longe do seu ber&amp;ccedil;o geogr&amp;aacute;fico e do primeiro contingente humano que nela havia crescido e atrav&amp;eacute;s dela se tornado uma comunidade em sentido amplo, com implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociol&amp;oacute;gicas, psicol&amp;oacute;gicas e todas as conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias que da&amp;iacute; surgem de forma concreta ou abstrata, mas tamb&amp;eacute;m passou a receber insumos de outras naturezas e a responder a solicita&amp;ccedil;&amp;otilde;es ocasionadas por outras realidades quotidianas. 

A palavra insumos, escolhida n&amp;atilde;o de forma aleat&amp;oacute;ria nem inocente, faz pensar na agricultura. E esse campo tem&amp;aacute;tico &amp;eacute; uma maneira poss&amp;iacute;vel de metaforizar o fen&amp;ocirc;meno ling&amp;uuml;&amp;iacute;stico de que nos ocupamos aqui, bem como as circunst&amp;acirc;ncias que o envolveram. 

Na agricultura h&amp;aacute; uma produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o que depende de algumas vari&amp;aacute;veis e algumas constantes. As constantes, no caso, seriam as esp&amp;eacute;cies, propriamente ditas, a serem produzidas e certos procedimentos b&amp;aacute;sicos que n&amp;atilde;o variam de forma dr&amp;aacute;stica de um local para o outro como a necessidade de solo de qualquer tipo, de &amp;aacute;gua e de se respeitar prazos entre prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do solo, plantio, crescimento e colheita. As vari&amp;aacute;veis s&amp;atilde;o de todo o tipo e n&amp;atilde;o sendo eu profissional da terra, mas das letras, prefiro passar diretamente &amp;agrave; transposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da imagem para o campo da linguagem. 

A L&amp;iacute;ngua Portuguesa era a esp&amp;eacute;cie que se plantou, intencionalmente ou n&amp;atilde;o, em solo americano, j&amp;aacute; que no s&amp;eacute;culo XVI ainda n&amp;atilde;o existia o Brasil seja geogr&amp;aacute;fica, pol&amp;iacute;tica ou socialmente. Assim, inicialmente, apenas transplantou-se para um terreno diverso uma parte da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o que j&amp;aacute; falava a l&amp;iacute;ngua, com seus h&amp;aacute;bitos culturais e seu imagin&amp;aacute;rio. 

Nesse primeiro momento, a vari&amp;aacute;vel, nada negligenci&amp;aacute;vel, consistia nas novas necessidades de denomina&amp;ccedil;&amp;atilde;o que o ambiente circundante impunha; nas peculiaridades tecnol&amp;oacute;gicas de um mundo desprovido da interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana num enfoque europeu da &amp;eacute;poca. E os insumos ficavam por conta do contato gradativo dessa popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o europ&amp;eacute;ia com os grupamentos humanos que povoavam o novo mundo ou que vieram a povo&amp;aacute;-lo a seguir. 

Os grupamentos humanos que os primeiros portugueses encontraram e com os quais continuaram a ter contato nos s&amp;eacute;culos seguintes representavam n&amp;atilde;o s&amp;oacute; uma nova cultura, mas uma forma diferente de expressar a realidade mesmo em aspectos que co-ocorriam nas duas culturas, como necessidades b&amp;aacute;sicas do ser humano, rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es familiares, culin&amp;aacute;ria. Mesmo aspectos t&amp;atilde;o b&amp;aacute;sicos eram, n&amp;atilde;o apenas, objeto de designa&amp;ccedil;&amp;otilde;es diferentes pela diversidade ling&amp;uuml;&amp;iacute;stica, como tamb&amp;eacute;m eram vividos de forma diversa pelos grupos humanos nativos e pelos europeus. 

Aquilo a que se chama comumente de choque cultural tem conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncias irrevers&amp;iacute;veis na linguagem de ambas as comunidades. H&amp;aacute;, at&amp;eacute; hoje, uma l&amp;iacute;ngua franca usada predominantemente no Norte do Brasil que se chama a &amp;#8220;Geral&amp;#8221;. Essa l&amp;iacute;ngua franca originou-se na &amp;#8220;L&amp;iacute;ngua Geral&amp;#8221;, esp&amp;eacute;cie de crioulo que foi, durante um tempo consider&amp;aacute;vel, o instrumento de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em toda a costa brasileira. 

A L&amp;iacute;ngua Geral &amp;eacute; uma mistura da l&amp;iacute;ngua dos Tupinamb&amp;aacute;s, do tronco Tupi, com o Portugu&amp;ecirc;s. Inicialmente, a L&amp;iacute;ngua Geral era a l&amp;iacute;ngua dos Tupinamb&amp;aacute;s pura e simplesmente, usada por diferentes grupos ind&amp;iacute;genas para se comunicar entre si. Essa l&amp;iacute;ngua foi se modificando com o tempo, influenciada pelas mudan&amp;ccedil;as sociopol&amp;iacute;ticas, bem como pela presen&amp;ccedil;a de novas etnias, brancos europeus e negros africanos, no mesmo espa&amp;ccedil;o f&amp;iacute;sico. 

Foi a L&amp;iacute;ngua Geral que os jesu&amp;iacute;tas utilizaram na catequese dos &amp;iacute;ndios e que os portugueses, vindos para o Brasil sem fam&amp;iacute;lia, usavam para se comunicar com as suas fam&amp;iacute;lias ind&amp;iacute;genas, uma vez que passaram a viver com mulheres &amp;iacute;ndias e a ter filhos. O padre Jos&amp;eacute; de Anchieta publicou uma gram&amp;aacute;tica, em 1595, intitulada Arte de Gram&amp;aacute;tica da L&amp;iacute;ngua mais usada na Costa do Brasil. 

Em 1618, publicou-se o primeiro Catecismo na L&amp;iacute;ngua Bras&amp;iacute;lica. Um manuscrito de 1621 cont&amp;eacute;m o dicion&amp;aacute;rio dos jesu&amp;iacute;tas, Vocabul&amp;aacute;rio na L&amp;iacute;ngua Bras&amp;iacute;lica. No s&amp;eacute;culo XVII, a l&amp;iacute;ngua bras&amp;iacute;lica passa a ser conhecida como &amp;#8220;L&amp;iacute;ngua Geral&amp;#8221;. &amp;Eacute; preciso, por&amp;eacute;m, distinguir duas L&amp;iacute;nguas Gerais no Brasil Col&amp;ocirc;nia: a paulista e a amaz&amp;ocirc;nica. A primeira delas deixou marcas importantes no vocabul&amp;aacute;rio popular brasileiro em uso at&amp;eacute; os dias atuais (nomes de coisas, lugares, animais, alimentos etc.). A segunda &amp;eacute; usada ainda hoje para comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Norte do Brasil, sendo a l&amp;iacute;ngua materna das popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es caboclas e de grupos ind&amp;iacute;genas que perderam suas l&amp;iacute;nguas originais. 

Maiores detalhes podem ser encontrados no s&amp;iacute;tio: http://www.socioambiental.org/website/povind/index.html 

Rosa Virg&amp;iacute;nia Mattos e Silva nos informa, ainda, de que foi somente no s&amp;eacute;culo XVIII que o Portugu&amp;ecirc;s se definiu como l&amp;iacute;ngua dominante no Brasil, vindo a se afirmar no s&amp;eacute;culo seguinte como l&amp;iacute;ngua nacional pela instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o, no Rio de Janeiro, da fam&amp;iacute;lia real portuguesa, a partir de 1808. 

A &amp;#8220;Geral&amp;#8221; seria o ponto mais extremo de um cont&amp;iacute;nuo onde se situam todas as variedades de Portugu&amp;ecirc;s faladas hoje no Brasil, extremo no sentido de afastamento da norma gramatical aceita dos dois lados do Atl&amp;acirc;ntico e objeto de acordos que nunca terminam. 

Por outro lado, os dados acima servem de base hist&amp;oacute;rica a uma rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o instant&amp;acirc;nea de rejei&amp;ccedil;&amp;atilde;o da minha parte quando ou&amp;ccedil;o pessoas afirmarem que a principal diferen&amp;ccedil;a entre o Portugu&amp;ecirc;s falado hoje no Brasil e aquele que se fala em Portugal deve-se ao fato de que naquele h&amp;aacute; a perman&amp;ecirc;ncia da variedade falada pelos portugueses na &amp;eacute;poca do descobrimento, s&amp;eacute;culo XVI, portanto. 

Trata-se, em geral, de pessoas que se interessam, sem d&amp;uacute;vida, pelo fen&amp;ocirc;meno ling&amp;uuml;&amp;iacute;stico sem, contudo, fundamentarem suas afirma&amp;ccedil;&amp;otilde;es em leituras embasadas em pesquisa concreta e dados hist&amp;oacute;ricos, mas, sobretudo, em dedu&amp;ccedil;&amp;otilde;es subjetivas. 

Ao mencionar, aqui, a L&amp;iacute;ngua Geral pretendo, por um lado, trazer &amp;agrave; tona um dado que fica, muitas vezes, esquecido nas discuss&amp;otilde;es sobre as prov&amp;aacute;veis origens da diferen&amp;ccedil;a entre o Portugu&amp;ecirc;s falado no Brasil e aquele falado em Portugal. Pretendo, com isso, mostrar que n&amp;atilde;o faz muito sentido referir-se ao Portugu&amp;ecirc;s falado no Brasil &amp;#8220;na &amp;eacute;poca do descobrimento&amp;#8221; como se l&amp;ecirc; tantas vezes. 

Al&amp;eacute;m disso, e talvez mais importante, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio ter em conta as diferen&amp;ccedil;as marcantes no mundo circundante que se fizeram sentir desde o primeiro momento em que falantes de portugu&amp;ecirc;s puseram os p&amp;eacute;s neste continente. Nesta terra que hoje, para deleite de tantos de n&amp;oacute;s, se expressa, em sentido amplo, na mesma l&amp;iacute;ngua que Cam&amp;otilde;es e Pessoa. 

Terra essa cujos habitantes podem ler e se deliciar tanto com um autor como com o outro, o que, por si s&amp;oacute;, j&amp;aacute; basta para provar que, afinal, falamos a mesma l&amp;iacute;ngua ainda que num ritmo e com estruturas diferentes, mas n&amp;atilde;o incompat&amp;iacute;veis com o sistema vigente que faz com que seus produtos atendam prontamente aos padr&amp;otilde;es e crit&amp;eacute;rios que determinam ser esta uma variedade da L&amp;iacute;ngua Portuguesa. 

Feita a men&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao per&amp;iacute;odo do contato inicial da L&amp;iacute;ngua Portuguesa e seus falantes com a terra que acolheu tanto uma, quanto os outros, resta tra&amp;ccedil;ar, ainda que de forma incompleta, linhas gerais sobre os aspectos em que a L&amp;iacute;ngua Portuguesa falada no Brasil estabeleceu padr&amp;otilde;es divergentes da norma inicial gerada no seio da comunidade de falantes que se concentram na Pen&amp;iacute;nsula Ib&amp;eacute;rica. 

Tentarei, igualmente, delinear, com exemplos, como alguns aspectos dessa norma inicial foram cedendo lugar a novas interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e usos diversos, at&amp;eacute; que com o desenvolvimento das reflex&amp;otilde;es nas v&amp;aacute;rias &amp;aacute;reas das ci&amp;ecirc;ncias da linguagem, essas novas interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e usos ganharam defensores na academia, uma vez que j&amp;aacute; h&amp;aacute; muito se haviam constitu&amp;iacute;do como fatos na boca, ouvidos e olhos leitores dos falantes. 

N&amp;atilde;o tentarei, no entanto, defender a validade de nenhum desses fatos. Nem, tampouco, encontrar-lhes justificativas, pretendo apenas trazer &amp;agrave; luz fatos que passam, muitas vezes, despercebidos at&amp;eacute; mesmo dos pr&amp;oacute;prios usu&amp;aacute;rios da l&amp;iacute;ngua. Quem sabe, assim, falantes de um lado e de outro do Atl&amp;acirc;ntico e de variadas latitudes, onde se incluem os africanos, nossos irm&amp;atilde;os ling&amp;uuml;&amp;iacute;sticos, poderemos enxergar uns aos outros com mais toler&amp;acirc;ncia e menos beliger&amp;acirc;ncia. Poderemos, ent&amp;atilde;o, saborear a possibilidade que nos &amp;eacute; oferecida de ver o mundo dos outros, sob outros olhos, mas lendo no mesmo c&amp;oacute;digo ainda que organizado de forma &amp;#8220;prodigiosamente criativa&amp;#8221; como escreveu a equipa editorial do Ciberd&amp;uacute;vidas, num achado extremamente feliz e amistoso.
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Por : Ida Rebelo  -  In &lt;a href="http://ciberduvidas.sapo.pt/php/portugues.php?id=19 "&gt;Ciberd&amp;uacute;vidas Da L&amp;iacute;ngua Portuguesa&lt;/a&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112388767980070184?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112388767980070184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112388767980070184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112388767980070184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112388767980070184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/falar-portugus-bem-ou-mal.html' title='Falar Portugu&amp;ecirc;s bem ou mal'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112388742247688738</id><published>2005-08-12T23:57:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:42.043Z</updated><title type='text'>Crónica do Falar Lisboetês</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
   De s&amp;uacute;bito, o homem do quiosque de Lisboa a quem eu pedira os meus jornais habituais interpelou-me: 
    - O senhor &amp;eacute; do Norte, n&amp;atilde;o &amp;eacute;? 
    Respondi-lhe que n&amp;atilde;o, que nasci na Bairrada e que resido h&amp;aacute; quase 40 anos em Coimbra. Fitou-me perplexo. Logo compreendi que do ponto de vista de Lisboa tudo o que fique para cima de Cane&amp;ccedil;as pertence ao Norte, uma vaga regi&amp;atilde;o que desce desde a Galiza at&amp;eacute; &amp;agrave;s portas da capital. Foi a minha vez de indagar porque &amp;eacute; que me considerava oriundo do Norte. Respondeu de pronto que era pela forma como eu falava, querendo com isso significar obviamente que eu n&amp;atilde;o falava a l&amp;iacute;ngua tal como se fala na capital, que para ele, presumivelmente, n&amp;atilde;o poderia deixar de ser a forma autorizada de falar portugu&amp;ecirc;s. 
    Foi a primeira vez que tal me aconteceu. Julgava eu que falava um portugu&amp;ecirc;s padr&amp;atilde;o, normalmente identificado com a forma como se fala "grosso modo" entre Coimbra e Lisboa e cuja vers&amp;atilde;o erudita foi sendo irradiada desde o s&amp;eacute;culo XVI pela Universidade de Coimbra, durante muitos s&amp;eacute;culos a &amp;uacute;nica universidade portuguesa. Afinal via-me agora reduzido &amp;agrave; patol&amp;oacute;gica condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de falante de um dialecto do Norte, um desvio algo assim como a fala madeirense ou a a&amp;ccedil;oriana. 
    Na verdade - logo me recordei -, n&amp;atilde;o &amp;eacute; preciso ser especialista para verificar as evidentes particularidades do falar alfacinha dominante. Por exemplo, "piscina" diz-se "pichina", "disciplina" diz-se "dichiplina". E a mesma anomalia de pron&amp;uacute;ncia se verifica geralmente em todos os grupos "sce" ou "sci": "crecher" em vez de "crescer", "seichentos" em vez de "seiscentos", e assim por diante. 
    O mesmo sucede quando uma palavra terminada em "s" &amp;eacute; seguida de outra come&amp;ccedil;ada por "si" ou "se". Por exemplo, a express&amp;atilde;o "os sintomas" sai algo parecido com "uchintomas", "dois sistemas" como "doichistemas". Ainda na mesma linha a pr&amp;oacute;pria pron&amp;uacute;ncia "de Lisboa" soa tipicamente a "L'jboa". 
    Outra diverg&amp;ecirc;ncia not&amp;oacute;ria tem a ver com a pron&amp;uacute;ncia dos conjuntos "-elho" ou" -enho", que soam cada vez mais como "-&amp;acirc;nho" ou "-&amp;acirc;lho", como ocorre por exemplo em "coelho", "joelho", "velho", frequentemente ditos como "co&amp;acirc;lho", "jo&amp;acirc;lho" e "v&amp;acirc;lho". 
    Uma outra tend&amp;ecirc;ncia cada vez mais vulgar &amp;eacute; a de comer os sons, sobretudo a s&amp;iacute;laba final, que fica reduzida a uma consoante aspirada. Por exemplo: "pov'" ou "continent'", em vez de "povo" e de "continente". Mas essa fonofagia n&amp;atilde;o se limita &amp;agrave;s s&amp;iacute;labas finais. Se se atentar na pron&amp;uacute;ncia da palavra "Portugal", ela soa muitas vezes como algo parecido com "P'rt'g&amp;acirc;l". 
    O que &amp;eacute; mais grave &amp;eacute; que esta forma de falar lisboeta n&amp;atilde;o se limita &amp;agrave;s classes populares, antes &amp;eacute; compartilhada crescentemente por gente letrada e pela generalidade do mundo da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o audiovisual, estando por isso a expandir-se, sob a poderosa influ&amp;ecirc;ncia da r&amp;aacute;dio e da televis&amp;atilde;o. 
    Penso que n&amp;atilde;o se trata de um desenvolvimento lingu&amp;iacute;stico digno de aplauso. Este falar portugu&amp;ecirc;s, cada vez mais cheio de "ch&amp;ecirc;s" e de "j&amp;ecirc;s", &amp;eacute; francamente desagrad&amp;aacute;vel ao ouvido, afasta cada vez mais a pron&amp;uacute;ncia em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; grafia das palavras e torna o portugu&amp;ecirc;s europeu uma l&amp;iacute;ngua de sonoridade ex&amp;oacute;tica, cada vez mais incompreens&amp;iacute;vel j&amp;aacute; n&amp;atilde;o somente para os espanh&amp;oacute;is (apesar da facilidade com que n&amp;oacute;s os entendemos a eles), mas inclusive para os brasileiros, cujo portugu&amp;ecirc;s mant&amp;eacute;m a pron&amp;uacute;ncia bem aberta das vogais e uma rigorosa separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todas as s&amp;iacute;labas das palavras. 
    A prop&amp;oacute;sito do portugu&amp;ecirc;s do Brasil, vou contar uma pequena hist&amp;oacute;ria que se passou comigo. Na minha primeira visita a esse pa&amp;iacute;s, fui uma vez convidado para um programa de televis&amp;atilde;o em Florian&amp;oacute;polis (Santa Catarina). Logo me avisaram que precisava de falar devagar e tentar n&amp;atilde;o comer os sons, sob pena de n&amp;atilde;o ser compreendido pelo p&amp;uacute;blico brasileiro, que tem enormes dificuldades em compreender a l&amp;iacute;ngua comum, tal como falada correntemente em Portugal. Devo ter-me sa&amp;iacute;do airosamente do desafio, porque, no final, j&amp;aacute; em "off", o entrevistador comentou: "O senhor fala muito bem portugu&amp;ecirc;s." (Queria ele dizer que eu tinha falado um portugu&amp;ecirc;s intelig&amp;iacute;vel para o ouvido brasileiro.) N&amp;atilde;o me ocorreu melhor do que retorquir: 
    - Sabe, fomos n&amp;oacute;s que o invent&amp;aacute;mos... 
    Por vezes conto esta est&amp;oacute;ria aos meus alunos de mestrado brasileiros, quando se me queixam de que nos primeiros tempos da sua estada em Portugal t&amp;ecirc;m grandes dificuldades em perceber os portugueses, justamente pelo modo como o portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; falado entre n&amp;oacute;s, especialmente no "dialecto" lisboet&amp;ecirc;s corrente nas esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de televis&amp;atilde;o. 
    Quando deixei o meu sol&amp;iacute;cito dono do quiosque lisboeta do in&amp;iacute;cio desta cr&amp;oacute;nica, pensei dizer-lhe em jeito de despedida, parafraseando aquele epis&amp;oacute;dio brasileiro: 
    - Sabe, a l&amp;iacute;ngua portuguesa caminhou de norte para sul... 
    Logo desisti, por&amp;eacute;m. Achei que ele tomaria a observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o como uma piada de mau gosto. Mas confesso que n&amp;atilde;o me agrada nada a ideia de que, por for&amp;ccedil;a da for&amp;ccedil;a homogeneizadora da televis&amp;atilde;o, cada vez mais portugueses sejam "colonizados" pela maneira de falar lisboeta. E mais preocupado ainda fico quando penso que nessa altura provavelmente teremos de falar em ingl&amp;ecirc;s para nos entendermos com os espanh&amp;oacute;is e - ai de n&amp;oacute;s! - talvez com os pr&amp;oacute;prios brasileiros... 
&lt;/div&gt;
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Por : Vital Moreira  -  In &lt;a href="http://ciberduvidas.sapo.pt/controversias/101.html"&gt;Ciberd&amp;uacute;vidas Da L&amp;iacute;ngua Portuguesa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112388742247688738?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112388742247688738/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112388742247688738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112388742247688738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112388742247688738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/crs.html' title='Cr&amp;oacute;nica do Falar Lisboet&amp;ecirc;s'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112388671458466958</id><published>2005-08-12T23:45:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:41.968Z</updated><title type='text'>Falar português é dar a volta ao mundo</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
&lt;b&gt;Fern&amp;atilde;o de Magalh&amp;atilde;es ou Ferdinand Magellan?&lt;/b&gt; 

Fern&amp;atilde;o de Magalh&amp;atilde;es n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas o nome do navegador portugu&amp;ecirc;s que, em in&amp;iacute;cios do s&amp;eacute;c. XVI, comandou a primeira expedi&amp;ccedil;&amp;atilde;o mar&amp;iacute;tima a completar uma volta &amp;agrave; Terra: &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m um exemplo cl&amp;aacute;ssico das dificuldades da pron&amp;uacute;ncia portuguesa. Fugindo &amp;agrave; tempestade dos ditongos nasais e aos escolhos da palataliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a maioria dos que n&amp;atilde;o falam portugu&amp;ecirc;s utiliza, por isso, a vers&amp;atilde;o internacional simplificada, em lugar do nome original.

No entanto, com um pequeno esfor&amp;ccedil;o de aprendizagem &amp;eacute; bem poss&amp;iacute;vel superar as dificuldades, de pron&amp;uacute;ncia e outras, que a l&amp;iacute;ngua portuguesa oferece. A quest&amp;atilde;o que se coloca &amp;eacute;, pois, diferente.

&lt;b&gt;Valer&amp;aacute; a pena? &lt;/b&gt;

Ao contr&amp;aacute;rio do que muitos pensam, o portugu&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma l&amp;iacute;ngua menor. O n&amp;uacute;mero de lus&amp;oacute;fonos, pr&amp;oacute;ximo dos 200 milh&amp;otilde;es, garante-lhe um lugar de destaque a n&amp;iacute;vel mundial, entre as l&amp;iacute;nguas com maior implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o demogr&amp;aacute;fica.

Para al&amp;eacute;m de l&amp;iacute;ngua comum a Portugal e ao Brasil, o portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; l&amp;iacute;ngua oficial de 5 pa&amp;iacute;ses africanos, esperando-se que venha a ser igualmente l&amp;iacute;ngua oficial do futuro Estado de Timor Lorosae.

As duas variantes principais, a europeia e a brasileira, oferecem desde logo uma possibilidade de escolha diversificada a quem se decidir pela sua aprendizagem. Os temperamentos mais resolutos ser&amp;atilde;o atra&amp;iacute;dos pelo vigor conson&amp;acirc;ntico do portugu&amp;ecirc;s europeu, que seduz com falsas sonoridades eslavas, enquanto os mais sens&amp;iacute;veis &amp;agrave; musicalidade da l&amp;iacute;ngua preferir&amp;atilde;o o "portugu&amp;ecirc;s com a&amp;ccedil;&amp;uacute;car" falado no Brasil.

Em ambos os casos, aprender portugu&amp;ecirc;s significa tamb&amp;eacute;m aprender um pouco de v&amp;aacute;rias outras l&amp;iacute;nguas. Do &amp;aacute;rabe a l&amp;iacute;nguas africanas, como o quimbundo, ou a l&amp;iacute;nguas amer&amp;iacute;ndias, como o tupi, todas deixaram marcas ainda hoje presentes. Por outro lado, algumas dezenas de palavras japonesas de uso corrente s&amp;atilde;o de origem portuguesa, porque foram portugueses os primeiros europeus a chegar ao Jap&amp;atilde;o. Falar portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; dar a volta ao mundo.

Aprendendo portugu&amp;ecirc;s, ser&amp;aacute; capaz de pronunciar correctamente nomes que fazem parte do patrim&amp;oacute;nio universal: de Vasco da Gama a Fern&amp;atilde;o de Magalh&amp;atilde;es, de Lu&amp;iacute;s de Cam&amp;otilde;es a Fernando Pessoa ou Jos&amp;eacute; Saramago.

E, mais ainda, dar&amp;aacute; a volta ao mundo.
&lt;/div&gt;
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Por : Renato Correia  -  In &lt;a href="http://www.europarl.eu.int/language/apprendrept_pt.htm"&gt;Parlamento Europeu&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14754618-112388671458466958?l=falar-portugues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falar-portugues.blogspot.com/feeds/112388671458466958/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14754618&amp;postID=112388671458466958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112388671458466958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14754618/posts/default/112388671458466958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falar-portugues.blogspot.com/2005/08/falar-portugu-dar-volta-ao-mundo.html' title='Falar portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; dar a volta ao mundo'/><author><name>Paralaxe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174520806949257975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14754618.post-112216420926693832</id><published>2005-07-24T01:11:00.000+01:00</published><updated>2006-10-31T23:30:41.903Z</updated><title type='text'>Vícios da Linguagem</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;
Todo julgamento exige um critério, um padrão[1]

Uma coisa é bonita porque nós temos um padrão de beleza: uma coisa é falsa porque temos um padrão de verdade e essa discorda dele. Assim também, para se falar em erro ou correção gramatical dentro de uma língua, é preciso recorrer a um padrão, um modelo, um critério.

A finalidade essencial de uma língua é a comunicação... entre os membros de uma comunidade que se serve dela. Para isso é necessário que o instrumento(a língua) tenha certa uniformidade e, assim sirva eficientemente a toda a comunidade.

Toda sociedade humana precisa, portanto, de uma linguagem normal de que todos se sirvam, quer falando, quer escrevendo. E até pensando. A correção consiste na obediência a este padrão ou critério lingüistico. Se ele fosse constantemente uniforme, permanente e sem discordância, não haveria os problemas de todos os dias. Mas um padrão lingüistico de correção é somente um ideal, não uma realidade concreta e nem pode ser fixo e muito menos fossilizado.

Há alguns fatores que perturbam a tranqüilidade de um critério lingüístico de correção:

1 - Um fator individual: cada um usa e manipula a língua segundo seu modo e para os seus fins, que ultrapassam o fim primordial da comunicação. Assim, cinco marceneiros, cada um usa da mesma plaina, para o mesmo fim, de modos diferentes: cada um, do seu jeito.

E o indivíduo é naturalmente indisciplinado e rebelde às imposições e às normas que o prendem e lhe limitam as liberdades, verdadeiras ou falsas.

2 - Um fator coletivo: embora a língua seja a mesma, os que a usam são diferentes. E se classificam em três camadas culturais:

a) a camada inferior: as massas mais ou menos analfabetas usam de uma língua popular, pobre e rudimentar, sempre utilitária.

b) a camada média ; uma cultura com o mesmo adjetivo. São pessoas já atingidas pelos benefícios da instrução primária e secundária, pessoas que lêem, não só por necessidade, mas por gosto e interesse;

c) a camada superior: representa a língua média entre o que se fala e o que se escreve, uma língua usual, quotidiana mais a língua das melhores obras literárias

Uma língua-padrão recebe contribuições de baixo, de cima e do meio, mas se fixa e se torna padrào de acordo com as camadas superiores, culturalmente superiores. Entra, agora, em ação, um elemento disciplinante, uniformizador, aparentemente estático e conservador, realmente dinâmico e renovador, móvel, vivo e atual: a disciplina gramatical.

A gramática não nasce abstratamente da cabeça do gramático, nem de conchavos ou de estudos feitos em escrivaninhas, alheados da realidade. A gramática ausculta, observa, registra a língua das camadas superiores. E a ratifica com padrão de correção lingüística. Uma gramática viva que acompanhou a língua portuguesa do século XVI e acompanha a língua do século XX ; uma gramática portuguesa de Portugal e uma gramática brasileira da Língua Portuguesa.

Se a gramática nasce assim, torna-se um critério de correção lingüistica. É correto o que está de acordo com a gramática; é errado o que está em desacordo; Indiretamente é correto ou errado o que estiver de acordo ou em desacordo com a língua das camadas culturais superiores.

E... o que procura uma gramática com padrão de correção lingüistica?

1- A maior eficiência da língua com instrumento de comunicação, através do seu domínio fácil e geral.

2- A possível uniformidade entre todos os membros tão desiguais de uma sociedade humana: uniformizar é mais do que conservar; É preservar

3- Uma língua que seja um instrumento fácil, acessível, útil, apto e que sirva a todas as camadas da sociedade sem ser retrógrado, desatualizado, emperrado.

4- O aperfeiçoamento da mesma língua, consagrando aqueles melhoramentos que lhe dão as camadas cultas, ratificando ou retificando as contribuições das outras camadas, salvando a língua da desagregação e da morte.

5- Adquirir ou conservar aquelas qualidades fundamentais, indispensáveis a uma língua

a) a clareza;
b) a racionalidade;
c) a exatidão
d) a concisão
e) a expressividade;
f) a beleza...

Ou, resumindo num única conclusão: a sua perfeição.

Para além da gramática abrem-se os horizontes da estilística. Embora gramática e estilística sejam distintas e diferentes, não são nem separadas, nem muito menos, contrastante. E a gramática, em lugar de atrapalhar ou enfear o estilo, dá-lhe excelente colaboração. E dizer que ainda existe alguém que afirma que a gramática é um empecilho par um bom escritor ...Pergunte isso a Monteiro Lobato:

"Acho a língua uma coisa muito sério, Rangel. Como a nossa mãe mental."

"A forma perfeita é magna pars numa literatura."

"O mau português mata a maior idéia e a boa forma até duma imbecilidade faz uma jóia."

"O escritor que escreve mal é um porco imundo, um fedorento, um chulepento (sic)."

"Mas seja 
